quarta-feira, 31 de janeiro de 2007

  Light, Diet, Zero, Max

Refrigerante diet existe há um bom tempo. A imagem da Coca Diet já é clássica. Em terras tupiniquins, desde muito temos a versão diet do Guaraná Antarctica. As versões light são um pouco mais recentes. Tem a Coca Cola, alguns guaranás, e outros refrigerantes. Mas a grande novidade na linha do tempo dos refrigerantes fica por conta das bebidas em versão Zero e Max. Os refrigerantes Coca Zero e Pepsi Max foram lançados recentemente no Brasil. Mas em que, afinal, diferem as versões Light, Diet, Zero e Max dos refrigerantes?

Em linhas gerais, e conforme parâmetros ditados pela ANVISA, a grande diferença entre alimentos diet e light é que o alimento diet deve ser isento e o light deve apresentar uma redução mínima de 25% de nutrientes ou calorias em relação ao alimento convencional. Como conseqüência, tem-se que o alimento light não é indicado para pessoas com necessidades específicas de alimentação (ex.: diabéticos, pessoas com colesterol alto, etc.), a menos que o alimento light apresente eliminação total de algum nutriente (ex.: refrigerante light não tem açúcar).

Assim, ao menos na prática, não há diferenças concretas entre refrigerante light e diet. Mas, dependendo do produto, pode haver diferenças mínimas quanto à quantidade calórica na versão diet, ou a quantidade de açúcar na versão light, por exemplo (caso exista algum produto com versão light e diet concomitantemente).

Já as versões Max e Zero são também sem açúcar e sem calorias, e foram desenvolvidas com o objetivo explícito de agradar o paladar do consumidor jovem (supostamente mais exigente).

As duas versões foram lançadas inicialmente no Rio Grande do Sul (mais especificamente, na região metropolitana de Porto Alegre) e ambas as empresas objetivam expandir as vendas para todo o país até o final do ano.

De acordo com a Gazeta Mercantil, as empresas responsáveis pela distribuição dos refrigerantes no estado se dizem surpresas com o fato de as novas versões dos dois refrigerantes, com características tão parecidas, terem sido lançados mais ou menos na mesma época e exatamente no mesmo lugar (Mera coincidência? Ou uma ousada estratégia de marketing?). A Pepsi já tinha usado Porto Alegre como incubadora de dois de seus produtos (Pepsi Twist e Pepsi X). A novidade reside no lançamento da Coca Max primeiro aqui no Sul.

Quanto ao sabor, a Coca Zero busca se aproximar do sabor do refrigerante convencional (no caso, tenta ser uma alternativa intermediária entre o pavoroso sabor do light e o viciante sabor tradicional da Coca). Já a Pepsi Max seria uma Pepsi adaptada ao gosto brasileiro. As novas versões para os dois refrigerantes já eram vendidas em outros países anteriormente.

Agora alguém me explica por que toda essa confusão terminológica? Não seria mais fácil (e completamente menos vendável, eu confesso) denominar as diferentes versões dos refrigerantes de “sem açúcar”/“com menos calorias” e “para jovens”? Existe alguma outra função para esses termos agregados ao nome dos refrigerantes senão causar confusão na cabeça das pessoas?

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  Leitura digital

"Em relação às técnicas anteriores de leitura em rede, a digitalização introduz uma pequena revolução copernicana: não é mais o navegador que segue as instruções de leitura e se desloca fisicamente no hipertexto, virando as páginas, transportando pesados volumes, percorrendo com seus passos a biblioteca, mas doravante é um texto móvel, caleidoscópico, que apresenta suas facetas, gira, dobra-se e desdobra-se à vontade diante do leitor" (Pierre Lévy em “O que é o virtual?”).

É isso. Embora um livro seja bem mais prazeroso de se ler, pois nos permite “ter em mãos” o objeto da leitura – além de se poder manuseá-lo, abri-lo, fechá-lo, riscá-lo, marcá-lo, emprestá-lo, enfim, há todo um fetichismo em torno do livro –, a leitura hipertextual em um ambiente virtual também tem seus atrativos. O livro impresso, considerado dentro do sistema em rede de remissões internas de uma biblioteca (um livro que remete a outro que remete a outro que remete a outro, além de índices e catálogos que remetem a vários outros livros), requer que se faça deslocamentos físicos – é o leitor quem precisa ir de um livro a outro em busca de informações adicionais. Na web, basta clicar em um link, ou buscar em um banco de dados, que a informação requisitada estará diante de nós, em instantes. A possibilidade aberta pelos hiperlinks permite que se vá de página em página, sem sair do lugar (físico) onde se encontra. E é isso o que torna a navegação na web uma experiência tão interessante e singular: somos nós quem estamos no comando do caminho a ser traçado em nossa leitura hipertextual.

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segunda-feira, 29 de janeiro de 2007

  typoGenerator

O typoGenerator funciona assim: você digita um texto qualquer, o site procura pelo texto digitado no Google Images e escolhe uma imagem aleatória como plano de fundo, aplicando a ela efeitos também randômicos. A seguir, o site posiciona o texto digitado sobre a imagem, usando efeitos aleatórios. O resultado, muitas vezes, pode ser bastante interessante.

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domingo, 28 de janeiro de 2007

  Descubra sua alma gêmea pelo Orkut!

Tem gente que acredita em tudo.


Cara metade
O orkut agora tem uma ferramenta nova que está escondida e que so tem um meio de ativa-la.
Ele mostra quem e sua alma-gemea no orkut. Eu consegui ver a minha e fiquei muito feliz, era uma pessoa super proxima e eu nem fazia ideia hehehe.
Para ver a sua basta enviar essa mensagem para todos os seus contatos e apertar F5.Pronto! A foto da sua cara metade vai aparecer momentaneamente no lugar da sua foto.


Comentários:
- Quais as vantagens para o Orkut em manter uma ferramenta nova escondida?
- O “Ele” do começo da segunda frase do texto refere-se ao Orkut, ou à ferramenta?
- Claro. Todo mundo quer conhecer sua alma gêmea pelo Orkut. Por que outro motivo teriam cadastrado seus perfis no site e dedicado tanto tempo e dedicação ao preenchimento dos dados solicitados?
- O spammer que lançou isso pela primeira vez não sabia acentuar mensagens. Ou a mensagem se desvirtuou no meio do caminho. Se não houvesse acento algum, poder-se-ia argumentar que o criador da corrente é bastante sábio – ele sabe que os programas de e-mail de dez anos atrás (mais ou menos do tempo em que se usava programa de e-mail para ter acesso às mensagens) poderiam não saber reproduzir os acentos, e no lugar das letras acentuadas apareciam códigos indecifráveis como “#e16;spg”.
- A idéia de pedir para apertar F5 é simplesmente genial, porque 99,9% dos analfabetos digitais não tem nem idéia de que isso serve para atualizar a página do navegador. Melhor que isso, só mandando apertar CTRL + F5.
- Não compreendo o nexo causal entre enviar para os contatos e ativar a função. Tem que ser essa mensagem em específico, pode ser qualquer mensagem, há alguma palavra-chave que não pode faltar (será “alma-gemea” com hífen e sem acento a palavra mágica que ativa a ferramenta escondida)?. Se eu arrumar os acentos que faltam na mensagem, ela perderá seu efeito?
- Menos mal que não pede para enviar por scrap porque, nesse caso, seria preciso utilizar um daqueles sistemas odiosos do tipo “envie alegria”, ou então criar um vibeflog.

E o mais legal de tudo é que ninguém pode negar que, ao enviar a mensagem para os contatos e apertar F5, a foto de sua cara metade irá aparecer. Qualquer um ficaria surpreso em descobrir que a sua cara metade é ele mesmo.

Viva as correntes do Orkut! \o/ :)

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  Enquanto isso, no outro blog...

Tentei fazer uma nova versão para o meu blog “animaizinhos toscos”. O objetivo era transformá-lo em uma espécie de “blog literário” forçado, que contivesse não apenas as histórias com animaizinhos toscos, mas também outras histórias de ficção. Mudei o visual do blog (meu senso estético é terrível, e tenho consciência disso), fiz algumas postagens em janeiro (todas na categoria ‘outras histórias’), mas ainda falta fazer alguns ajustes (ex.: no modelo anterior do blog havia uma breve explicação do porquê do título do blog, mas, na mudança de leiaute, acabei esquecendo de migrar tal explicação).
É isso. De agora em diante, tudo que tiver caráter eminentemente ficcional será postado lá. E aqui neste blog permanecerão as postagens normais do dia-a-dia.

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sábado, 27 de janeiro de 2007

  72h para regularizar a conta do Orkut

Já recebi este e-mail há um bom tempo. A notícia é velha, portanto. Mas... não custa nada fazer uma análise mais detalhada...

Assunto: “Problemas com sua conta”
O assunto é impactante. Considerando-se que a linha de assunto é a primeira coisa que a pessoa vê, a palavra “problemas” associada a “sua conta” é certamente um fator de preocupação, e qualquer pessoa, curiosa ou não, quererá satisfazer seu inato instinto de autopreservação e abrir logo o e-mail.

Remetente: “Problemas com sua conta – ORKUT”
O campo do remetente nos traz um fato novo – o problema é com a conta do Orkut.
Primeiro fato bizarro: o e-mail do remetente é suporte@terra.com.br -- COMO ASSIM?? Okay, ninguém presta atenção no e-mail do remetente mesmo.

Mesmo que não se tenha visto a palavra Orkut no campo do remetente, a primeira coisa que se vê no corpo da mensagem é uma barra azul, em tom igual ao da página do orkut, com a presença do logo da rede social. Basicamente, essa linha introdutória não deixa dúvidas: o problema é com a conta do Orkut!

“Houve uma denúncia contra o seu profile acusando-o de usar dados ilegais e sua conta será BANIDA em 72h por motivos de irregularidade”
A frase é taxativa. Você usou dados ilegais, alguém denunciou, e agora terá apenas 72 horas de sobrevida. E agora, José?

“Você está utilizando dados não autorizados”.
Droga. Eu sabia que não devia ter copiado a descrição da Carlinha. Aquelas palavras eram muito ousadas para um perfil de orkut. Vai ver ela ficou com raiva e me denunciou!

“Para que sua conta não seja excluída do sistema, instale o novo dispositivo de segurança em algum dos links abaixo e siga as instruções no SAC”.
Vamos lá. Ajudem-me a encontrar um nexo causal entre “você tem dados ilegais” e “instale o novo dispositivo de segurança”. Ora, quem precisaria se proteger não deveria ser aqueles que não possuem dados ilegais – que buscariam proteção contra os que os possuem? Quem é o bandido, afinal? Mas, supondo que alguém, talvez lendo o e-mail de forma apressada, e estando extremamente chocado pelo fato de que perderá sua conta do Orkut, decida ir adiante e resolva clicar em um dos links...

Sem entrar no mérito de parar o mouse em cima do link para ver para onde aponta (afinal, 99,9% dos analfabetos digitais que usam a Internet no Brasil desconhecem a possibilidade de se criar links que supostamente apontam para um determinado lugar, quando, na verdade, apontam para outro).
“Link 1 – Servidor neformalno – BR/SPA
Link 2 – Servidor hermannstadt – BR/EUA”

Aqui, os caras se deram. Porque no endereço que se vai clicar realmente constam essas duas palavras. Eles foram extremamente honestos com relação ao nome do servidor.
Agora vem a pergunta cruel: mas por que a Google iria contratar servidores externos para hospedar o tal do novo dispositivo de segurança do Orkut? Talvez o Orkut do Terra fizesse isso... Mas o Orkut da Google não aparenta ter problemas de falta de espaço.

“Se nossos sistemas não identificarem a instalação do novo dispositivo no prazo de 72h, sua conta será excluída (...)”
Okay, perder a conta do Orkut, com o elevado número de “amigos” conseguido a duras penas, muitas vezes tendo que implorar para desconhecidos te adicionarem e colocarem que são seus fãs (você até teve que dizer que em troca também colocaria, mas, no fundo, nunca teve a real intenção de fazer isso), pode ser algo deveras trágico, principalmente para aquelas pessoas cuja vida real nem sempre é tão legal quanto àquela mantém nas redes sociais virtuais.

E, por fim, eis a melhor parte:
“(...) e para reativá-la terá que entrar em contato com o nosso SAC pelo telefone 0800-703-6050, onde será comprovada a veracidade do seu cadastro”.
Brilhante. Todo mundo sabe que brasileiro tem pavor de 0800. É terrível ter que esperar horas e horas para ser atendido. Ninguém agüenta ficar ouvindo musiquinhas de espera, daquelas que de tempos em tempos são interrompidas para avisar “aguarde, sua ligação está sendo transferida”. Não, tudo menos que ter que ligar para o SAC! É preferível... é preferível se comportar, tomar vergonha na cara, clicar no link, baixar o pacote de segurança, e fazer tudo conforme eles mandarem.
P.S.: Tentei discar para esse número e a mensagem que ouvi foi “Desculpe. Essa discagem não é permitida a partir de sua área”, seja lá o que isso signifique.

Antes de terminar, eles reiteram o fato de que só se dispõe de 72h para regularizar a situação.
“Atenção: Seu prazo para regularização é de 72h”

E se despedem:
“Atenciosamente
Orkut.com”

O link apontado, dessa vez, é o certo. Contrariando todas as probabilidades do mundo do spam, “Orkut.com” realmente é um link para o orkut.com (uau!). Talvez essa seja a parte mais sincera do e-mail. O resto é tudo uma piada.

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  Flickr mobile

Hoje testei pela primeira vez o fickr mobile. Fiquei com tanto medo de gastar todo o meu cartão de uma só vez na conexão com a Internet, que tirei foto da primeira coisa que enxerguei pela frente (no caso, o céu – eu estava no pátio de casa) assim que terminei de fazer o login no site acessado via celular. Embora o tempo de digitar login e senha tenha parecido durar uma eternidade, no total foram gastos 36 centavos (que é o preço cobrado por um minuto de conexão pela Claro). Eu ainda acho que fiquei online por bem mais que 60 segundos, mas, enfim... isso não vem ao caso. Se a Claro acha que minha conexão durou 1 minuto, então ela durou 1 minuto.
O flickr mobile permite que qualquer um que tenha uma conta no flickr e um celular com câmera (e cartão) possa enviar uma imagem tirada no celular diretamente para a Internet. Basta acessar o endereço “m.flickr.com” a partir do navegador do celular, digitar login e senha do flickr, bater a foto, acrescentar legenda e descrição, e enviar. Simples, rápido e prático.
Para quem ainda não tem um navegador para o celular (o acesso pelo Portal Claro não conta), sugiro o Opera Mini (é só acessar “mini.opera.com” a partir do celular e baixar o arquivo correspondente, ou então acessar o endereço pelo computador e colocar o número de telefone que a empresa se encarrega de enviar uma mensagem com um link para o site de download). Com o browser baixado, fica bem mais fácil acessar páginas na Internet, ou buscar palavras no Google ou na Wikipedia. Para buscar algo no Google, é possível digitar a palavra que se busca antes de conectar a Internet no celular. O mesmo pode ser feito numa pesquisa pela Wikipedia. Também é possível digitar o endereço que se quer acessar na web (virtualmente, qualquer endereço pode ser acessado – mas acessar páginas “comuns” vai depender da capacidade do seu celular) antes de conectar, ou então baixar feeds para ler no celular. Isso ajuda a poupar um monte no final do mês. E como em celular pré-pago o cartão corre como água, só a economia que se tem em não ter que digitar www.google.com já permite que se fique com pelo menos um minuto a mais para conectar no final do mês (ou no final do cartão, que, no geral, quase sempre dura muito menos que um mês, embora originalmente seja comprado com a promessa de durar por pelo menos 30 dias).
Tanto a dica do flickr quanto a do opera foram dadas pelo Edison.

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sexta-feira, 26 de janeiro de 2007

  Word Perhect

O Word Perhect é um processador de textos online que permite que você escreva a mão sobre superfícies bizarras como a embalagem de um chocolate ou o verso de uma conta de telefone. A idéia é bacana, mas perde a graça em pouco tempo porque as opções são limitadas. Destaque para o visual estilo "Word desenhado no Paint" do programa.

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  about:Mozilla

Para aqueles que usam Firefox (quem não usa, não sabe o que está perdendo):
Ao se digitar about:blank em um navegador qualquer, como no Internet Explorer, uma página da web em branco é aberta. Isso todo mundo (ou, pelo menos, muita gente) sabe (ou deveria saber - se não sabia, está aprendendo agora). Mas o que nem sempre se sabe é que há outras funções que podem ser executadas a partir do comando about nos diferentes navegadores. Esta página lista alguns dos comandos para o Firefox. Como exemplo, se você digitar "about:Mozilla" na linha de endereços do Firefox e apertar enter, uma página bastante curiosa aparecerá. Trata-se de uma bizarra citação retirada de um hipotético "livro de Mozilla". A mesma página também aparece nos navegadores Netscape, Mozilla e SeaMonkey. Segundo a Wikipedia, seriam ao todo três mensagens diferentes, disponibilizadas conforme a versão do navegador que está em uso.
Em tempo: no Internet Explorer, ao se digitar o mesmo comando, aparece uma tela azul sem texto algum.

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quinta-feira, 25 de janeiro de 2007

  Operação pelo SUS

A família de um bebê gaúcho, da cidade de Carazinho, obteve na Justiça uma liminar para que a criança fosse operada em caráter de urgência em qualquer hospital do Brasil que tivesse vaga. A decisão teve de ser dada às pressas porque não havia leitos vagos nas UTIs do estado autorizadas a fazer o procedimento (a criança nasceu com cardiopatia congênita e necessitava de uma cirurgia). Com a decisão judicial, os governos municipal e estadual ficaram encarregados de custear a transferência do bebê e da família. A vaga foi conseguida na cidade de Campina Grande do Sul-PR, o transporte foi feito com um avião equipado com UTI, o bebê já foi operado, e no momento está em recuperação. Não sei quão rápida foi a justiça nesse caso, mas, levando-se em consideração que o bebê tem hoje a idade de 9 dias, parece que foi tudo bastante eficiente. Depois ainda reclamam que o SUS não funciona... O SUS funciona, sim, e muito bem. Em alguns casos, funciona até melhor que os convênios particulares.

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quarta-feira, 24 de janeiro de 2007

  Como criar um índice analítico no Word

Muitas vezes, digitamos trabalhos, relatórios ou textos em geral que possuem divisão em capítulos ou partes. Quando o texto é muito longo, sentimos a necessidade (ou somos obrigados a fazer isso por legítima e espontânea pressão de entidades reguladoras como a ABNT, por exemplo) de colocar um sumário numa das primeiras páginas do arquivo indicando as páginas onde se encontram cada uma das partes do texto. Há várias maneiras que isso pode ser feito, e o modo de fazer varia conforme o processador de texto utilizado, o grau de familiaridade do usuário com a interface do programa, e os recursos oferecidos pelo software.

No Microsoft Word*, é possível criar um índice totalmente manual (para isso, basta digitar os itens e as páginas um a um numa das primeiras páginas do texto – trabalhoso, mas extremamente simples), um índice mais ou menos manual (é preciso digitar alguns comandos, mas ao final o processador de texto faz a tarefa árdua de migrar os títulos das páginas em que estão para o início do texto) e de forma automática.

A forma que vou detalhar passo-a-passo abaixo é a segunda: a criação de um índice parcialmente manual, simples de fazer, e bastante útil para criar índices de arquivos de texto relativamente longos sem demandar muito esforço.

Esse índice pode ser criado com o documento já pronto. Na dúvida, é recomendável testar antes com um texto fictício (não quero ser acusada de ter contribuído para a destruição de um documento importante).

Considerando-se um texto hipotético como o que segue:

1. Introdução
Isto é uma introdução.
2.Primeiro item
Este é o primeiro item.
2.1. Subitem
Este é o primeiro subitem.
2.2. Subitem
Este é o segundo subitem.

Eis os passos:

1) Selecione, no texto do documento, a primeira parte do texto que você gostaria de incluir no índice e pressione, ao mesmo tempo, as teclas ALT + SHIFT + O (letra “ó”, e não “zero”). No exemplo acima, bastaria selecionar o trecho “1. Introdução” e apertar as teclas referidas.
2) Na caixa de nível que se abrirá sobre a tela, selecione o nível e clique em “Marcar”. (O nível 1 é alinhado à esquerda, o nível 2 fica mais para dentro, o nível 3 fica mais para dentro ainda... e assim por diante). No caso do exemplo, o item 1 ficaria no nível 1. Observação: ao pressionar “Marcar” pela primeira vez, o modo de exibição de texto será alterado para a exibição com marcadores de espaço e parágrafos. Não é preciso se assustar. Basta apertar no botãozinho correspondente da barra de ferramentas que o texto voltará ao “normal”.
3) Para marcar as entradas adicionais, basta selecionar o texto seguinte, clicar na caixinha aberta na primeira vez em que se pressionou ctrl alt o (e que não deveria ter sido fechada até então, porque este passo-a-passo fajuto ainda não disse para fechá-la ;P), selecionar o nível e clicar em “Marcar”. (Okay, okay. Se você fechou a caixinha logo na primeira vez, não precisa de desesperar: basta apertar ctrl alt o novamente para que ela “ressurja das cinzas”). E assim sucessivamente. No exemplo, o item 2. ficaria em nível 1, e os itens 2.1 e 2.2. poderiam ser marcados em nível 2. Quando você terminar de incluir as entradas no índice, basta clicar em “Fechar”. (Sim, agora é permitido fechar a caixinha de diálogo do processador de textos).
4) Após ter selecionado os itens que irão fazer parte do índice no meio do texto, volte para o lugar reservado para colocar o índice no início ou no fim do documento. Coloque o cursor no local onde você deseja incluir o índice.
5) Vá ao menu “Inserir”, e escolha a opção “Índices” e lá dentro escolha a opção “Índice analítico”.
6) Clique no botão “Opções”.
7) Na tela de Opções, clique no quadradinho para selecionar a opção “Campos de entrada de índices”.
8) Desmarque o quadradinho ao lado da palavra “Estilos”.
9) Clique em “OK”, e você deverá voltar para a tela de formatação de índice analítico. Agora basta escolher os detalhes finais (como o modelo do índice, e o que será usado para preencher o espaço entre a palavra e o número da página) e clicar em OK. Como num passe de mágica, um índice de acordo com as suas especificações deverá aparecer no local indicado no texto. Ele deverá parecer com o esquema abaixo:

1. INTRODUÇÃO ........................ 1
2. PRIMEIRO ITEM ..................... 1
....2.1 SUBITEM ......................... 1
....2.2 SUBITEM ......................... 1


Se por acaso você for continuar digitando o texto, e a numeração das páginas se alterar, basta apagar o índice adicionado, e repetir o processo para incluí-lo novamente (a partir do passo 5). Um novo índice será colado com a numeração correta :)

Simples. Fácil. Prático. E eu não sei como consegui viver vinte anos da minha vida sem saber fazer isso.

--

* Obs.: testado nas versões 97 e 2000 do software. Nas demais versões pode haver diferenças mínimas de funcionamento.

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  Formas de interagir com o mundo

Há diversas formas das quais um ser humano pode se utilizar para interagir com as coisas, com outras pessoas, enfim, com o mundo. A interação é tão importante que é dela que depende todo nosso conhecimento de mundo. Aprendemos a lidar com as situações difíceis a partir do relato da experiência dos mais velhos, ou compreendemos fenômenos complicados a partir da leitura de um livro.

O ser humano não nasce pronto. Ele precisa interagir com o mundo para aprender a se defender e a se alimentar, por exemplo. Um ser humano leva cerca de dez anos para poder começar a se tornar independente.

Segundo John B. Thompson (em “A Mídia e a Modernidade”), há três formas de interação que permitem o intercâmbio de símbolos (que serão convertidos em conhecimento) entre as pessoas. Primeiro, há a interação face a face, que ocorre entre indivíduos, sem que haja qualquer objeto entre eles. Um segundo nível de interação é a interação mediada, que ocorre quando dois seres humanos interagem com a ajuda de um meio (assim são as conversas pelo telefone, ou a troca de cartas pelo correio). Até mais ou menos o século XIX, tudo o que aprendíamos decorria dessas duas formas básicas de interação.

Entretanto, com o desenvolvimento da mídia impressa, as coisas começaram a mudar. Ao invés de compreendermos o mundo através de interações face a face, ou de interações mediadas com outros indivíduos, aprendemos cada vez mais a partir dos meios de comunicação de massa. O tipo de interação que acontece nesses meios é denominado por Thompson de “quase-interação mediada”. Quase, na medida em que, diferentemente de uma comunicação por telefone, por exemplo, nos meios de comunicação de massa, como na televisão, a transmissão de informação ocorre numa via unilateral. O espectador recebe um grande fluxo de informação, mas participa muito pouco (ou quase nada). Além disso, ele precisa aprender a controlar o excesso de informação, criando estratégias como buscar opiniões consagradas ou de amigos para fazer suas escolhas ou interagindo com outros fãs dos mesmos programas.

Assim, a interação que ocorre nos meios de comunicação de massa não é uma interação mediada propriamente dita porque a pessoa não interage com outra pessoa. Mas não deixa de ser uma forma de intercâmbio simbólico e um instrumento de aprendizagem no sentido de que se recebem informações, que serão processadas, assim como se faz com as informações recebidas numa troca face a face. Dada a larga difusão dos meios de comunicação de massa, o autor diz que nossa “mundanidade” (sentimento de adaptação ao mundo) é cada vez mais mediada – nossa percepção de mundo depende cada vez mais da mediação de formas simbólicas, e não exclusivamente de interações face a face.

A divisão do autor foi feita considerando o nível do desenvolvimento dos meios de comunicação até o começo da década de 90. Ou seja, em sua obra, Thompson praticamente não se refere à Internet.

A forma de interação na rede mundial de computador é um tanto peculiar. O meio, dependendo da situação, tanto pode ser tanto um-um, quanto um-todos, ou todos-todos. No primeiro caso, trata-se de uma forma diferenciada de interação mediada. No segundo, pode-se dizer que há uma quase-interação mediada. Assim, se visito um blog produzido por uma única pessoa, a forma de interação será “um-todos” (há um produtor, e uma audiência, apesar de curta). Se estabeleço um diálogo com outra pessoa (o autor do blog, por exemplo) numa caixa de comentários, a interação muda para o formato “um-um”, ou “alguns-alguns”. Mas a blogosfera considerada como um todo, com todas as suas inter-relações possíveis, pode ser compreendida como um modelo “todos-todos”, visto que, ao menos em tese, todo mundo pode interagir com todo mundo. Nesse caso, a forma de interação seria “interação mediada” pura e simples, ou um modelo especial de “quase-interação mediada”?

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terça-feira, 23 de janeiro de 2007

  Urnas eletrônicas

A confiabilidade do sistema eletrônico de votação está sendo posto à prova. Será que a urna eletrônica resiste a mais esse escrutínio?

-- Nota mental: da próxima vez, explicar o fato, ao invés de apenas remeter para outras páginas obscuras que tratam do assunto.

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domingo, 21 de janeiro de 2007

  A Máquina do Tempo, versão 2

Como prometido (a mim mesma), fiz algumas alterações na minha nano novel. Mudei algumas passagens ambíguas, principalmente nas primeiras páginas. Também corrigi boa parte dos erros de regência e concordância (sempre erro nesse tipo de coisa). Muitas das alterações ortográficas e gramaticais foram sugeridas pela minha primeira leitora oficial (minha mãe, que leu a obra a partir da única cópia impressa existente no universo :P).
Como adicional, também incluí algumas notas de rodapé, que ajudam a compreender algumas passagens do texto, ou indicam lugares onde se possa buscar mais informação sobre um determinado aspecto abordado no texto. Ao mexer no texto, o “livro” acabou ganhando uma nova página. Praticamente todas as páginas mudaram de número. Ainda bem que fiz o índice pela ferramenta de fazer índices do processador de textos (aguarde: um dos próximos posts tratará desse assunto).
Enfim... a história está revisada. Se alguém tiver interesse em dar uma olhada, o endereço segue sendo o mesmo. Lá é possível fazer o download da versão atualizada em .pdf.

Em tempo: minha leitora #1 disse apenas que o livro é “interessante”. Meio desanimador. Talvez minha (promissora) carreira literária tenha um fim antes mesmo de começar.

-- Update: espero que este link alternativo funcione. :P

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sábado, 20 de janeiro de 2007

  O ócio criativo

O Ócio Criativo”, de Domenico de Masi é um livro-entrevista no qual o sociólogo italiano, que estuda as relações de trabalho na sociedade pós-industrial, fala sobre o crescimento do trabalho criativo, o aumento do tempo livre, e a necessidade que se tem de saber lidar com essas mudanças.
O livro traça uma evolução histórica da distribuição entre trabalho e tempo de ócio, de forma a situar a idéia de De Masi do ócio criativo. Em linhas gerais, a evolução teria se dado da atividade física à intelectual, da intelectual repetitiva à intelectual criativa, do trabalho separado do tempo livre ao ócio criativo. Para ele, o ócio criativo corresponderia à intersecção cada vez mais freqüente entre estudo, trabalho e lazer. Cada vez mais as horas de trabalho tendem a se confundir com estudo e jogo, na medida em que as atividades burocráticas (deveriam ser) passam a ser substituídas por trabalhos criativos. Para o autor, “a plenitude da atividade humana é alcançada somente quando nela coincidem, se acumulam, se exaltam e se mesclam o trabalho, o estudo e o jogo; isto é, quando nós trabalhamos, aprendemos e nos divertimos, tudo ao mesmo tempo".
As máquinas podem desempenhar muito bem – e com uma precisão superior à do homem – serviços técnicos e meramente executivos. Entretanto, "as máquinas, por mais sofisticadas e inteligentes que sejam, não poderão jamais substituir o homem nas atividades criativas". Ao se delegar funções monótonas e repetitivas às máquinas, o que sobra para os seres humanos é o trabalho criativo, bem mais interessante, bem mais revigorante, enfim, bem mais humano do que executar sempre a mesma coisa, sempre da mesma forma.
"Uma vez delegadas à máquinas as tarefas executivas, para a maioria das pessoas sobra só o desempenho de atividades que, pela sua própria natureza, desembocam no estudo e no jogo. O publicitário que deve criar um slogan, o jornalista em busca de uma ‘dica’ para um artigo, o Juiz às voltas com a vista de um crime têm todos maior chance de encontrar a solução justa, passeando ou nadando, ou indo ao cinema, do que se ficarem trancafiados nas corriqueiras, tediosas e cinzentas paredes dos seus respectivos escritórios.”
Exemplos de trabalhos que estimulam a criatividade são os trabalhos científicos e artísticos. Segundo o autor, o jornalismo seria uma das “profissões do futuro” (pois envolve criatividade na sua realização).
Assim, a principal inimiga da criatividade é a burocratização. E o cérebro precisa de ócio para criar, para poder produzir idéias. "Existe um ócio dissipador, alienante, que faz com que nos sintamos vazios, inúteis, nos faz afundar no tédio e nos subestimar”. Mas existe também “um ócio criativo, no qual a mente é muito ativa, que faz com que nos sintamos livres, fecundos, felizes e em crescimento”.
Ou seja: é feliz aquele que sabe aproveitar o tempo livre e tem uma profissão na qual possa desempenhar um trabalho criativo.

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  A arte de calcular o troco

Operações matemáticas simples qualquer um pode fazer. Desde a tenra infância nos ensinam a somar e a subtrair quantias simples, e, à medida que vamos assimilando essas operações mais simples, vão nos ensinando outras um tanto mais complexas. Mas, de uma maneira geral, todo mundo sabe, por exemplo, efetuar somas e subtrações com os números de 1 a 10, e, por simples analogia, não deve achar muito difícil multiplicar as dezenas exatas (visto que nada mais são que os números naturais pequenos até dez acompanhados de um zero ao lado).

A competência de somar e diminuir, embora pareça abstrata e sem sentido quando nos ensinam na escola, tem bastantes aplicações práticas na vida cotidiana. Usam-se operações básicas em inúmeras situações, que vão desde calcular a quantidade de comida para um determinado número de pessoas, até a capacidade para lidar com o dinheiro.

Saber manusear o dinheiro é particularmente importante. Somente sabendo como somar e diminuir, como acrescentar e retirar valor hipotética e abstratamente, é que se pode garantir que não sejamos enganados na hora de, ao pagar uma conta, receber o devido troco.

Se a conta é de R$7 e damos uma nota de R$10, o corolário lógico é esperar por três notas de R$1, ou uma nota de R$1 acompanhada de outra de R$2 como troco. Do mesmo modo, ao se pagar R$70 com uma nota de R$100, espera-se receber R$30 de troco. Nosso cérebro já está tão acostumado com esse tipo de cálculo simples que o faz automaticamente. Pagamos e recebemos o troco instintivamente. Ás vezes, quando estamos mais atentos, podemos perceber que o atendente, mais desatento que nós, errou na conta. Para mais ou para menos (se bem que quando erram para mais a gente geralmente não reclama... culpa do jeitinho brasileiro). Então, principalmente quando o troco é dado errado para menos, reclamamos, e, muitas vezes sem que tenhamos que insistir muito, o estabelecimento comercial acaba nos dando o valor que alegamos ser-nos devido por direito. Simples assim. Depois de tudo resolvido, podemos sair de lá nos vangloriando por dominarmos as quatro operações básicas.

Mas isso não foi o que uma consumidora gaúcha pensou recentemente ao pagar uma conta numa loja de utilidades domésticas no Rio Grande do Sul. Com o objetivo de facilitar o troco, ela usou uma nota de R$50, outra de R$5 e uma terceira de R$1 para pagar uma conta de R$25,53. A atendente do caixa, julgando ter recebido uma nota de R$20 ao invés de R$50, deu apenas algumas moedas como troco para a consumidora. Indignada, a moça exigiu o restante do dinheiro. Depois de alguma insistência, o gerente da loja pagou o que faltava, e o equilíbrio financeiro foi restabelecido.

Não satisfeita (e talvez achando-se esperta e superior por ter a reles capacidade de calcular o troco), a consumidora resolveu entrar na Justiça contra a loja, alegando danos morais. Pior para ela: em um julgamento talvez inédito, o Tribunal de Justiça gaúcho classificou como “mero dissabor” o fato de receber o troco incorreto em um estabelecimento, e, por isso, a consumidora não teria direito à indenização por dano moral, visto que, ao menos em tese, não houve dano algum.

Resultado: além de não receber indenização alguma, a indignada consumidora ainda teve que arcar sozinha com as custas de um pesado processo judicial (de valor bem superior aos R$30 reais que originalmente tinham-lhe negado como troco no estabelecimento comercial...).

Ou seja: saber calcular o troco é uma arte, e nos ajuda a defender dos possíveis abusos intentados pelos inescrupulosos caixas de lojas estabelecimentos comerciais que pretendem ganhar um troquinho extra às nossas custas. É preciso ser esperto para não ser enganado. Mas processar a loja por se enganar no troco é absurdo.

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sexta-feira, 19 de janeiro de 2007

  Simple Plan no Big Brother

Alguém me explica o motivo de ter tido um show do Simple Plan no Big Brother de hoje? Tem alguma música do grupo em alguma trilha sonora de novela, a Globo pagou para os caras virem ao Brasil para tocar no Big Brother, ou o quê? É a primeira vez que eles vêm ao Brasil (trata-se de uma banda canadense), e o primeiro show tecnicamente seria amanhã, no Rio. Mas acabou sendo no Big Brother de hoje. Eles tocaram umas cinco ou seis músicas, ao vivo, de dentro da casa, para o público seleto dos atuais 13 confinados na casa do BBB, e para todos os demais telespectadores da Globo e do Multishow (o show começou na transmissão de um canal e terminou na do outro).
Tocou até I’d Do Anything, a primeira música da banda com a qual tive contato, ainda em 2002, quando esta era a música de abertura do seriado Maybe It’s Me (dos tempos em que eu escrevia uma coluna semanal sobre Maybe It’s Me para o Séries Online, do tempo em que existia uma seção de colunas no Séries Online, enfim, de tempos muito muito remotos!). Aposto que ninguém se lembra de que seriado se trata, se é que em algum momento da vida tomou conhecimento da existência dele. A série foi ao ar entre os anos de 2001 e 2002. No Brasil, passou na Warner Channel, e depois no SBT. Na emissora de Sílvio Santos, Maybe It’s Me foi vítima de um mal sério do qual padece pelo menos a metade dos seriados americanos que vão parar no SBT: uma péssima tradução do título. Assim, Maybe It’s Me virou “Os Pesadelos de Molly”, não fez sucesso algum (também, com um nome desses!) e acredito que foi tirada do ar antes que a primeira – e única – temporada pudesse ser exibida na íntegra. No total, a série teve 21 episódios. Até a metade, a música de abertura era outra, cantada por uma intérprete do sexo feminino (não lembro qual era a música ao certo, tenho uma vaga lembrança do ritmo). Da metade para o final do seriado, a trilha era a música I’d Do Anything do Simple Plan, que foi tocada hoje ao vivo no Big Brother.
Enfim, não sei por que a banda tocou no Big Brother. Só sei que o fato de eles terem tocado lá, hoje, me fez lembrar de um seriado praticamente já esquecido :P

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quinta-feira, 18 de janeiro de 2007

  Manifesto do (mau) blogueiro

Estão fartos de que lhes lembrem do quanto mantemos mal nosso blog?
Estão fartos dos velhos conselhos de sempre? (escreva regularmente, tenha uma temática definida, faça entradas concisas, etc...)?

Tendo em vista que:
I. Nunca vamos conseguir milhares e milhares de visitas nem, muito menos, ganhar dinheiro com nosso blog, nem conseguir o prêmio Pulitzer...
II. Não acreditamos que a qualidade de um blog seja medida pelo seu número de visitas nem pela quantidade de páginas que o menciona.
III. Sabemos e aceitamos que 80% das nossas visitas são de nossos colegas, e estamos felizes com isso. (Ou, no mínimo, nos conformamos com o fato).
E, sobretudo:
IV. Não escrevemos para satisfazer milhares de leitores, mas sim para satisfazer nossas ânsias de escrever e de se comunicar. Se a apenas dez pessoas agrada nosso blog, estaremos tão felizes como se agradasse a mil. Importa muito mais a qualidade de nossos leitores do que a quantidade de visitas.
Manifestamos que:
V. O medo que um post não agrade provoca uma forma velada de autocensura. Uma autocensura que impede nossa liberdade artística e comunicativa. Nós não somos meios de comunicação forçados a vigiar nossa popularidade. Temos o privilégio de não ter medo do mercado nem das críticas... Não temos críticas!
VI. É possível que sejamos felizes se um de nossos posts se tornar popular e se difundir por toda a blogosfera. Mas nos comprometemos a não buscar isso, nem escrevendo o que consideramos mais popular, nem de nenhuma outra forma.
VII. Somos pessoas complexas, não máquinas especializadas. Por isso, escrevemos aquilo que nos parece interessante compartilhar, sem importar sua temática nem sua idoneidade.
E, em resumo:
VIII. Este é meu blog.
IX. Eu me pago e me dou o troco.
X. Se alguém não gosta, então que não leia.


Se você é um blogueiro autêntico, faça desse manifesto algo seu!
a. Se não te agrada parte do texto ou deseja acrescentar algo, pode mudá-lo sem medo.
b. Não cite de onde você tirou este manifesto.
c. Não diga quem escreveu este manifesto.
d. Nem pense em colocar um link para este post que está lendo, a não ser que seja para criticá-lo ou para anunciá-lo sem fazer um próprio.
e. É possível que estejas lendo este manifesto em um blog e não saiba se ele foi escrito pelo dono do blog ou não. E isso importa?

Porque todo blogueiro tem o direito de ser um mau blogueiro, e se orgulhar disso!

* P.S.: vou citar a fonte para se alguém quiser “retraduzir” o texto.

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  Chá milagroso

Já ouviu falar no chá que cura tudo quanto é doença? Vejamos o que diz na embalagem de uma dessas maravilhosas soluções para todos os seus problemas:

Obs.: Texto de embalagem real. A marca do produto será preservada. A intenção não é falar mal do produto, e sim reproduzir as informações constantes no verso da embalagem do chá.

Primeiro, as indicações: “O chá ##### é indicado para as várias doenças como o câncer no seio, estômago, pulmões, ovário, útero e outros”. Cura milagrosa, não? Felizmente, na embalagem não consta qual o efeito que o chá produz com relação a esses tipos de cânceres. Apenas diz que é indicado para tais casos. Até aqui, tudo bem. Não se pode dizer que se trata de propaganda enganosa. Vamos adiante. “O chá elimina o excesso de colesterol; dissolve coágulos de sangue, placas de gordura, curando a trombose; desobstrui as artérias bloqueadas evitando a ponte de safena”. Aleluia, irmão! (Okay, sem comentários maldosos). Seguindo: “Pressão alta, tonturas, insônia, bronquite asmática, doenças respiratórias, enxaqueca, sinusite, e problemas do sistema nervoso”. Uma frase sem sujeito. O objetivo era enumerar doenças aleatoriamente? Parece que conseguiram. “Cura o fígado, hepatite, diabetes, úlceras, gastrite, intestino preso, infecções nos rins, ovário, na bexiga, feridas no útero e corrimento”. Milagre!!! “É eficaz na cura do mal de chagas, dores na coluna, nas juntas do corpo, reumatismo no sangue e outros; envenenamento por agrotóxicos, alergias, feridas por difícil cicatrização, varicoses, flebites, enfisema pulmonar, anemia, cirrose hepática, mal de Parkinson, próstata, doenças mentais e nervosa”. Alguém já avisou o Michael J. Fox de que encontraram a cura para o mal de Parkinson? Ou melhor, o chá não cura; apenas é eficaz no processo de cura... Seria injusto acusá-lo de prometer a cura dessas doenças (as doenças que ele cura sozinho estão enumeradas na frase imediatamente anterior). Ou seja: basicamente, o chá oferece alguma espécie de alívio para praticamente todas as doenças.
Como funciona? É simples, basta colocar “uma colher (de sopa) rasa do pó, em dois litros de água, levar ao fogo e ferver durante um min., assim se tiver algum micróbio será iliminado (sic)”. O chá tanto pode ser ingerido quanto, em caso de feridas, servir para lavar a região atingida.
Qual a quantidade que deve ser ingerida? A embalagem informa que “Quanto mais tomar melhor o resultado”. Efeitos colaterais também constam nas letrinhas miúdas da embalagem: “Nos primeiros dias para os que tem problema de estômago e intestino pode provocar diarréia; não se preocupar é sinal de que a cura está se processando. Não ligar para a reação, ele é diurético, tem muitas propriedades medicinais a (sic) faz efeito rápido em todas as doenças”.
Por quanto tempo deve durar o “tratamento”? “Nos casos mais graves e crônicos, usar durante 60 dias, mas todos deveriam tomar durante 30 dias para purificar o sangue e para prevenir e curar outras doenças”.
Mas o chá não é de todo mau. Há a recomendação de que se consulte um médico: “Controlar a melhora do estado de saúde, e quando restabelecida procurar seu médico sobre o uso ou não de remédios”.
Por fim, há uma enigmática recomendação final: “Ao deixar de tomar remédios, é recomendado tomar o chá, por um período para a prevenção de cura conseguida com o tratamento”.

Está duvidando? Nesta página há informações sobre o mesmo chá, mas produzido por outra empresa. Este outro possui uma descrição parecida, mas corrige alguns dos excessos cometidos pela embalagem que tenho em mãos.

Não há mal nenhum em acreditar em homeopatia (que, na verdade, cura pelo lado psicológico, porque o remédio, na verdade, não é remédio, mas fazem com que se acredite que seja, e essa crença é suficiente para que a cura seja atingida). O problema é quando exageram. Enfim, todos são livres para acreditar que o chá realmente é capaz de curar toda as doenças. Cada um com suas crenças, acredite quem quiser...

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quarta-feira, 17 de janeiro de 2007

  A espetacularização da tragédia

Um fato inusitado, um acontecimento não-programado irrompe na seqüência tradicional do dia-a-dia. Quanto mais esse fato for raro, quanto mais pessoas atingir, quanto maior interesse for capaz de despertar, mais facilmente reunirá as condições necessárias para ser transformado em notícia.

Na tragédia, vários valores-notícia são reunidos. Tem-se a idéia de raridade (expressa pela simplista máxima jornalística que diz que se um cão morde um homem não é notícia, mas se um homem morde um cão, pela improbabilidade do fato, isso se torna notícia), tem-se interesse (o mórbido interesse humano pela tragédia), tem-se imagens impactantes (principalmente para o caso da transmissão televisiva). Pode-se ter ainda a idéia de proximidade (para quando o fato acontece nas imediações do local para onde é noticiado), e até mesmo a quantidade (é diferente quando afeta um ou um milhão) e a qualidade (se acontece com alguma celebridade, algum político, ou com pessoas comuns) das pessoas envolvidas. Basicamente, tudo é valor quando se trata de mensurar a curiosidade humana.

(Por que os conflitos no Iraque não geram tanta comoção? Porque lá é rotina (ou ao menos é assim que a mídia nos faz sentir que seja), e também porque falta proximidade. É tão remoto, é tão distante, e parece ser tão comum, que a sensação que se tem é que foram meras fatalidades sem importância. Morrer no Iraque é banal. Há um jornalista que chegou a sistematizar e quantificar, brincando, o número de mortos necessários para que uma tragédia mereça destaque nos telejornais. O grau de interesse possível era medido não só com base na quantidade de pessoas envolvidas, mas também no tipo de pessoas. Não lembro das exatas medidas (nem do autor da brincadeira), mas seria algo como cinco americanos, dez europeus, cem latino-americanos, quinhentos asiáticos e mil africanos as quantidades mínimas de mortos ou feridos para que o fato recebesse relevância na mídia norte-americana.)

Uma tragédia causa comoção, desperta emoção, o clima de tensão contagia. Mas o que a mídia faz ao noticiá-la vai além. Ela espetaculariza. A tragédia de poucos é transformada em um espetáculo para muitos. É como se a dor dos familiares das vítimas fosse produzida para ser compartilhada com os milhares de espectadores.

Todos vão morrer algum dia. Mas espera-se que seja de uma forma pacífica, planejada, preparada, e não de um modo brusco e sem explicação. A morte trágica inverte a ordem natural das coisas. É insólito, é exceção. A vida sendo abreviada de forma trágica e repentina é um filão comumente explorado pela mídia, porque vende. Principalmente quando a tragédia é próxima.

As tragédias despertam tanta atenção dos espectadores porque, de certa forma, fazem com que as pessoas que escaparam se sintam bem por estarem vivas. Faz com que as pessoas simplesmente se sintam vivas. E esse sentimento só aflora por exceção. A gente só sente que está vivo quando alguém nos chama a atenção para esse fato. Viver é como respirar: a gente faz, mas nem sempre tem consciência disso.

O pensamento mais comum que se tem diante de uma tragédia é que se poderia estar ali. Mas não foi a nossa vez. Foi a vez daquele infortunado que estava na hora errada no lugar errado, daquele que teve azar de estar envolvido. E o azarado é usado como exemplo, como um infortunado exemplo de que a fatalidade acontece, de que a vida é curta, de que nossa existência é sutil.

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* Reflexões desencontradas surgidas a partir da excessiva cobertura televisiva sobre a tragédia do metrô de São Paulo. Nesse caso, além de espetacularização, há também o gerundismo (o fato é mostrado enquanto está acontecendo).

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terça-feira, 16 de janeiro de 2007

  OAB Recomenda / layout blog

O curso de Direito da UFPel está na lista de recomendados pela OAB deste ano. Yay.
Não sei se o curso estava na lista do ano passado, ou na do anterior, só sei que quando ingressei no curso, em 2004, o Direito da UFPel era o único curso de Direito de universidade federal do Rio Grande do Sul que não constava na lista de recomendados pela OAB. Basicamente, ter sido incluído na lista significa que o curso está melhorando :D
Segundo o Conjur, o selo "OAB Recomenda" é emitido uma vez ao ano pela Ordem dos Advogados do Brasil para os cursos de Direito com melhor desempenho nos anos anteriores.

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Atenção - mudança brusca de assunto a seguir:

Na falta do que fazer, tentei criar um novo visual para este blog. A mudança é sutil, os elementos permanecerão os mesmos. O resultado até então, tosco e esquisito, pode ser conferido aqui. Aceito sugestões e críticas para melhorá-lo. Vale esculhambar, aqui ou lá. Meu senso estético é terrível. E, como não estou no meu computador, todos os elementos foram criados ou adicionados pelo incrível Paint e pelo maravilhoso Bloco de Notas do Windows. E olha que consegui até criar um pseudo-efeito de sombreado no título do blog! :P (escrevendo a mesma palavra duas vezes com duas cores e quase sobrepondo uma escrita sobre a outra). Os ícones e imagens foram encontrados via Google.

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  Pérolas midiáticas

A novela das 8 está se superando cada vez mais. Como se não bastasse reunir as piores cenas de filmes de terror em um só capítulo (que foi ao ar na semana passada e continha preciosidades como um relógio com ponteiros girando adoidados, guardanapo pegando fogo sozinho sobre o fogão, o reflexo do fantasma de Nanda vestindo camisolão branco aparecendo para Helena no espelho, vultos que passam correndo, porta-retratos que quebram e desquebram, e músicas que tocam sozinhas), o capítulo de hoje (ou ontem, dependendo da concepção de dia que se adote) trouxe uma entusiasmante aula de Direito de brinde. Na cena, Helena (nome recorrente nas tramas repetitivas de Manoel Carlos) estava à mesa com seu filho adotivo. Os dois conversavam sobre a possibilidade de Helena vir a perder sua filha (também adotiva) Clara na Justiça. Eis as palavras de Helena (numa transcrição não totalmente literal, porque a cena foi vista com desatenção, mas procurando ser fiel à idéia central do que foi dito):

“Não se pode esquecer que o juiz que vai decidir o caso é um homem, ou uma mulher, como todos nós. Ele ouve as partes, mas dá a sua decisão pessoal”.

Arrã. O juiz é completamente arbitrário. Ele pode tudo. Não existe direito, não existe lei. Não sei o que estou fazendo em um curso de Direito.

Em tempo: o juiz dá, sim, a sua decisão. Mas ele não pode decidir de forma totalmente arbitrária, de acordo com suas convicções. Pode-se dizer que a decisão, de certa forma, é discricionária, no sentido de que ela não pode se dar contra a lei – mas, dentro dos limites impostos pela lei, o juiz é livre para decidir como quiser. A motivação da sentença (baseada na lei, e não exclusivamente em critérios subjetivos) é obrigatória. Tanto é assim que a decisão contrária à lei pode ser recorrida (daí se diz que no Brasil vigora o duplo grau de jurisdição).
(Os jurados, por sua vez, podem decidir como bem entenderem. E a decisão deles é vinculante. Mas eles só entram em cena no julgamento de crimes dolosos contra a vida, o que não tem absolutamente nada a ver com o caso em questão.)

Essa pérola é mais uma demonstração do quanto a mídia contribui para emburrecer o cidadão. Nesse caso, felizmente, tratava-se da mídia de entretenimento. Não foi culpa do jornalismo.

(e a fala provavelmente não tenha sido escrita com a conotação que aqui descrevi, mas, enfim...)

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domingo, 14 de janeiro de 2007

  Por que o iPhone é uma revolução

Vários aspectos chamam a atenção no iPhone, o celular revolucionário combinado com iPod da Apple. Mas talvez a principal revolução provocada por esse aparelho, que chega às lojas dos EUA na metade deste ano (por U$499 na versão de 4Gb, ou U$599 na de 8Gb) é o fato de que essa invenção pode ser considerada a precursora de uma provável futura revolução na relação do homem com a tecnologia.

Geralmente as experiências tecnológicas são capazes de mobilizar apenas dois sentidos: a visão e a audição. A primeira grande inovação do iPhone reside no fato de que ele altera totalmente a maneira de o homem interagir com a tecnologia. Com ele, também se utiliza um terceiro sentido: o tato. Todos os comandos são acessáveis a partir de toques sobre a tela. Muitos movimentos análogos ao que se faria em um “mundo real”, passíveis de serem descobertos de maneira quase sensitiva, são também utilizáveis para realizar tarefas como diminuir ou aumentar imagens (basta fazer um movimento de pinça com os dedos), centralizar a imagem (um toque central é suficiente para resolver o problema) ou mudar a orientação da tela do aparelho de vertical para horizontal (basta fazer o que se faria com uma simples fotografia de papel: para ver na vertical, é só segurar o telefone nesse sentido; para ver na horizontal, é só virar o telefone de lado).

Outra grande novidade diz respeito à integração com o iPod. Não que os outros telefones também não sirvam para tocar música (muitos dos modelos atualmente disponíveis no mercado são capazes de realizar muitas das funções de um tocador de mp3), mas o diferencial é que se tem uma verdadeira hibridização: diferentemente dos demais modelos de celular, o aparelho da Apple promete desempenhar de maneira satisfatória as duas funções (a de telefone e a de tocador de música). Como tudo funciona à base do toque, para escolher a música que se quer ouvir basta deslizar os dedos sobre as imagens de capas de CDs referentes às músicas disponíveis no aparelho. Simples, assim.

A tecnologia do toque é defina pela Apple como a interface mais revolucionária desde o mouse. Tudo no aparelho é controlado pelo toque dos dedos. O telefone tem também vem com tudo aquilo que normalmente se espera de um telefone hi-tech de última geração, como Wi-Fi, câmera de 2 megapixels, bateria com duração de 5 horas em uso (ou 16 horas para música), dimensões reduzidas (115 por 61 centímetros) e peso de 135 gramas. A tela é de 3.5 polegadas. Além disso, o aparelho também possui facilidades para o acesso à Internet, como um superteclado (na tela e à base de toque, obviamente) capaz de prever o que se vai digitar, a possibilidade de aumentar o zoom das páginas da web acessadas pelo telefone, e a capacidade de se acessar e-mails e páginas da web ao mesmo tempo.

Em suma, esqueça tudo o que você sabe sobre telefones celulares. O iPhone simplesmente redefine a noção de telefone.

Espera-se que no futuro cada vez mais os “telefones” pareçam versões miniaturizadas de computadores, e cada vez mais, tanto computadores quanto telefones, possuam interfaces cada vez mais sensitivas, amigáveis e fáceis de usar. Para que complicar o que pode ser fácil? Ultrapassada a fase das descobertas, a tendência agora é agregar a maior parte de funcionalidades em um só aparelho. Aos poucos, a experiência do ser humano com a tecnologia estará sendo reinventada.

Talvez, como disse Nicholas Negroponte, os átomos estejam realmente sendo substituídos por bits. O futuro tende a ser cada vez mais digital.

Em tempo: enquanto toda essa revolução tecnológica se articula, como é que ficam as relações interpessoas não-mediadas por dispositivos tecnológicos? Em outras palavras, será que não se está preocupado demais em desenvolver a tecnologia e se deixando de lado a qualidade, a quantidade e a intensidade das interações face a face?

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sábado, 13 de janeiro de 2007

  Curiosidade inútil

Esses dias, assistido ao filme “The Dead Zone” (1983), deparei-me com a seguinte afirmação, feita pelo personagem interpretado pelo ator Martin Sheen, um inescrupuloso candidato ao Senado dos Estados Unidos:

“Tive uma visão de que um dia eu serei presidente dos E.U.A. E aceitei essa responsabilidade. Por isso, ninguém, ninguém vai me impedir.”

Pelo visto, ninguém conseguiu impedi-lo. Anos depois, Martin Sheen interpretaria o presidente dos Estados Unidos na série “The West Wing” (1999-2006).

No filme, o personagem de Martin Sheen, felizmente (só vendo o filme para entender), não consegue se eleger senador.



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  Censura virtual

Definitivamente, a Justiça brasileira e as celebridades-em-fim-de-carreira não têm a mínima noção de como funciona a Internet. Cicarelli censurou o YouTube. E Barichello tem a pretensão de censurar comunidades do Orkut. Felizmente, ao contrário do que aconteceu no YouTube, na decisão nada se fala a respeito de fechar-o-Orkut-inteiro-porque-uma-comunidade-fala-mal-do-Barichello (ufa!).

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quinta-feira, 11 de janeiro de 2007

  Plutoed

A palavra “plutoed” foi escolhida a palavra do ano de 2006 pela American Dialect Society. O verbo “to pluto” teria o mesmo sentido de “rebaixar ou depreciar algo ou alguém”, assim como aconteceu no ano de 2006 com o planeta Plutão (rebaixado à condição de planeta-anão). Dentre as concorrentes, incluíam-se as palavras “murse” (uma bolsa para homens – “a man’s purse”), e YouTube (verbo para ‘usar o YouTube’). Plutoed, adaptado ao português, seria algo como “plutonizar” ou “plutar” algo ou alguém. Será que a palavra pega?

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terça-feira, 9 de janeiro de 2007

  Livros e filmes em versão hiper-resumida

Inspirados na onda de fazer versões condensadas de grandes obras para quem não tem tempo para ler o livro completo, dois amigos norte-americanos criaram o site “Book-a-Minute”, brincando com a idéia de que a versão resumida pode servir para informar tudo sobre uma determinada obra. O site traz diversas resenhas ultracondensadas de obras clássicas, infantis e de ficção científica. Há livros que são resumidos em apenas uma frase, e outros que incluem até mesmo uma versão superabreviada dos diálogos presentes na obra. Além do Book-a-Minute, há também o “Movie-a-Minute”, para quem não tem tempo de ver todos os filmes que gostaria de ver por causa da correria do dia-a-dia.

Alguns exemplos: (é mais divertido para quem já leu o livro ou já viu o filme)

Se um viajante numa noite de inverno (Italo Calvino)

O Sexto Sentido (filme)

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  Do inimaginável ao real

Do epílogo do livro “A inteligência coletiva”, de Pierre Lévy:

O possível é aquilo que não parece impossível, mas que não leva em conta as condições presentes, e sim as condições que não contrariem a lógica ou as leis físicas. Já o factível é aquilo que é possível levando-se em conta as condições presentes de transformação. Nesse contexto, o desenvolvimento da técnica tem por função diminuir a distância entre o possível e o factível (o que era possível há alguns anos atrás pode se tornar factível quando um determinado instrumento técnico passa a permitir que algo que era antes apenas considerado apenas como possível seja de fato realizável). A esfera do factível envolve tudo aquilo que pode ser transformado em algo concreto e real, a partir dos recursos tecnológicos que se dispõem em determinada época, em determinado lugar.
A ciência amplia a esfera do possível. O desenvolvimento científico torna o impossível possível (e os instrumentos técnicos levarão o possível ao factível, e a ação humana transformará o factível em real). O impossível também pode ser tornado possível em uma obra literária de ficção científica. Nesse caso, trata-se de um real ficcional: o impossível torna-se possível, factível ou até mesmo real dentro da perspectiva daquela obra. Fora da obra, será novamente considerado impossível.
A cultura, por sua vez, permite que se faça deslocamentos da esfera do inimaginável ao imaginável. E o pensamento permite que se vá do inimaginável ao imaginado (algo só será imaginado após ter sido cogitado pela primeira vez em nosso pensamento...). O inimaginável não existe, talvez apenas em potência: é preciso imaginar alguma coisa, é preciso pensar que algo é possível, para que esse algo saia da esfera do inimaginável e parta para a esfera do imaginado (para então poder adentrar na esfera do possível, do factível, e assim por diante).

Desse modo, o caminho para que algo seja realizado é:
- Pensamento, que leva do inimaginável ao imaginado;
- Cultura, que leva do inimaginável ao imaginável;
- Ciência, que leva do imaginável (mas impossível) ao possível;
- Técnica, que leva do possível ao factível;
- Ação humana, que leva do factível ao real.

Lévy (1999) desenvolve esse caminho não em uma cadeia linear, mas em um movimento espiral, que vai do inimaginável ao real. No contexto da obra, esse caminho é apresentado para mostrar que a inteligência coletiva não é, de fato, uma utopia. Ela se torna possível a partir do momento em que o desenvolvimento científico permite que se desenvolvam ferramentas capazes de levar o que antes era um sonho ao campo do factível.
Para que algo se torne possível, o primeiro passo é pensar. Qualquer coisa pode se tornar possível a partir do pensamento.
As ferramentas técnicas estão aí. O ciberespaço está em pleno desenvolvimento, as novas tecnologias permitem interação entre os indivíduos em tempo real. O que falta para que essa parafernália toda passe a ser usada para a construção coletiva do saber? A chave para isso tudo talvez esteja na ação.

“O papel da informática e das técnicas de comunicação com base digital não seria ‘substituir o homem’, nem aproximar-se de uma hipotética ‘inteligência artificial’, mas promover a construção de coletivos inteligentes, nos quais as potencialidades sociais e cognitivas de cada um poderão desenvolver-se e ampliar-se de maneira recíproca” (1999, p. 25)


Referência:
LÉVY, Pierre. A inteligência coletiva – por uma antropologia do ciberespaço. 2. ed. São Paulo: Edições Loyola, 1999.

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  You Tube fora do ar

Tirar o YouTube do ar no Brasil por causa da Cicarelli é a mesma coisa que culpar o entregador de pizza porque a pizza veio errada. Será que o problema não ocorreu lá na pizzaria, ainda na cozinha, ou talvez na distribuição? O vídeo objeto da controvérsia não está disponível apenas no YouTube. Há outros sites de vídeos. E há outros vídeos no YouTube. Numa analogia bastante forçada, seria o mesmo que tirar toda a Rede Globo do ar porque foi veiculada uma cena muito pesada na novela das oito. Ou, pior: tirar a Globo do ar por causa de uma determinada imagem, mas que também foi veiculada em todas as emissoras. Absurdo. Na tevê não tirariam uma emissora do ar. Por que na Internet haveria de ser diferente?

A atitude, em blogs de outros países, está sendo comparada à censura que o Google exerce/tolera/consente em países como a China.

Pergunta cretina: a culpa é da Cicarelli, do paparazzi, das pessoas que colocaram o vídeo no ar, das pessoas que não contiveram sua curiosidade mórbida e assistiram o vídeo, do YouTube, ou de todos?

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domingo, 7 de janeiro de 2007

  Revivendo os tempos de ditadura

O acesso ao YouTube está bloqueado. Ao que parece, alguns provedores de Internet do Brasil decidiram seguir a decisão judicial que determinava o bloqueio do site até que o vídeo da Cicarelli fosse totalmente removido, mesmo com as tentativas do desembargador que proferiu a decisão de esclarecer que a intenção de sua decisão era a de restringir o acesso ao vídeo, e não ao site inteiro.

Esse caso está dando o que falar. No Technorati, as tags relacinadas ao vídeo da Cicarelli só perdem para as postagens sobre o vídeo de Saddam na forca. Pessoas do mundo inteiro têm se manifestado sobre a disputa judicial entre a modelo e o site de vídeos.

Será o retorno aos tempos de ditadura, numa espécie de versão hi-tech da censura?

De qualquer modo, como a decisão não impedia o acesso ao site, então não é considerado "ilegal" acessar o YouTube por outros métodos.

P.S.: Parece que o acesso ao site foi bloqueado pela Brasil Telecom.

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sábado, 6 de janeiro de 2007

  Mais um capítulo da novela Cicarelli X YouTube

Por um erro de interpretação, correu o mundo a notícia de que o YouTube iria ter seu acesso bloqueado no Brasil por conta do famoso vídeo da Daniela Cicarelli com seu namorado na Espanha. Só que a decisão na verdade determinava que o site deveria restringir o acesso de brasileiros ao vídeo da Cicarelli (e não ao site inteiro do YouTube). Não é de hoje que a Justiça brasileira decide contra a Google. Antes já teve a guerra contra o Orkut (que resultou na mudança dos termos de uso do site e na quebra de sigilo dos usuários).

Se o problema foi de interpretação da decisão judicial, será que não seria mais fácil simplificar a linguagem jurídica? É por essas e outras que todo operador de Direito deveria fazer também o curso de Jornalismo – para aprender a descrever de forma simplificada os fatos do mundo :P

Em tempo: qual é a graça em bloquear o acesso ao vídeo aos 46 do segundo tempo, quando qualquer internauta que se preze já assistiu às cenas? Já tem até paródia na rede (o vídeo foi feito pela Secretaria de Saúde do RS).

Em tempo 2: acabei de perceber que o site do YouTube não está abrindo aqui. É só comigo, ou o-site-foi-bloqueado-em-todo-o-Brasil-por-causa-da-Cicarelli?

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sexta-feira, 5 de janeiro de 2007

  Extremely Loud & Incredibly Close

Em linhas gerais, trata-se da história de um menino de 9 anos que perdeu o pai no 11 de setembro. Mas, na prática, é muito mais do que isso. “Extremely Loud & Incredibly Close”, de Jonathan Safran Foer (Inglaterra, Penguin Books, 2006, 326 pp.), é um livro bastante original, capaz de fazer rir e chorar. Para começar, a história é contada sob a ótica de Oskar Schell, um menino de nove anos que também é inventor, faz bijuterias para seus amigos e família, tem interesse em assuntos como astronomia, arqueologia, computadores, entre outros - em suma, trata-se de um garoto especial. Há ainda trechos da história que são contados sob a ótica dos avós do menino. O resultado é um livro muito bem costurado, no sentido de que a história é composta por diversas tramas paralelas, mas todas elas se entrelaçam muito bem ao longo do texto. Outro diferencial é que o livro não conta a história apenas com textos. Há imagens, passagens impressas de forma diferenciada, e até mesmo páginas em branco – que, no contexto da obra, possuem um determinado significado.
Mas a trama principal decorre do ataque terrorista de 11 de setembro. Pouco depois da morte de seu pai no trágico incidente no World Trade Center, Oskar encontra uma chave entre as coisas de seu pai, e parte numa saga de aventuras ao redor de Nova York em busca da fechadura que tal chave abre. “I figured that if you included everything – from bicycle locks to roof latches to places for cufflinks – there are probably about 18 locks for every person in New York City, which would mean about 162 milion locks, which is a crevasse-load of locks” (p. 41). O resultado é uma narrativa leve mas divertida, na qual o narrador-detetive-amador parte em busca da fechadura perdida na esperança de, com isso, poder se aproximar ainda mais de seu pai.

Para quem tiver interesse, é possível ler o primeiro capítulo da obra na Internet.

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quinta-feira, 4 de janeiro de 2007

  Flixster

Uma nova rede social para se viciar.


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quarta-feira, 3 de janeiro de 2007

  Ano novo, vida nova?

Não entendo por que as pessoas ficam tão entusiasmadas a cada ano novo. Em tese, há apenas uma mudança de calendário. Na prática, as segundas-feiras tediosas de trabalho continuarão a ser segundas-feiras tediosas de trabalho. A grande diferença é ter que se acostumar a colocar um sete ao invés do seis ao final da data em cada página, em cada texto, em cada anexo, em cada e-mail, em cada fax, em cada folha. Fora isso, muito pouca coisa muda. Fisicamente, há a mudança de calendário. Essa tarefa pode ser particularmente complicada para pessoas que possuem vários calendários de papel, dos mais variados formatos e estilo em sua casa - desde o clássico ímã de geladeira com as folhinhas que vão sendo removidas à medida que os meses vão passando, até o grande calendário promocional de parede. Há também aqueles calendários triangulares que se costuma colocar sobre a mesa. Uma solução para isso seria se adotar calendários multianuais. A troca continuaria a ter de ser feita. Mas em espaços temporais bem mais distantes um do outro.
Outra mudança diz respeito ao fato de que estaremos ainda mais próximos de completar mais um ano de vida. A mudança de ano tem o poder de constatar a passagem inexorável do tempo. A cada ano ficamos um ano mais velhos, um ano mais distantes do instante do nosso nascimento e um ano mais próximos do final – embora não se tenha como saber quando é esse tal de final.
Também pode acontecer, a cada dois anos, e por conveniência da troca de ano no calendário, a troca dos governantes no poder. Este ano teremos uma nova governadora. O presidente continuará o mesmo. Daqui a dois anos muda o prefeito da cidade. E assim por diante e sucessivamente. Mas essa mudança não precisaria ser feita exatamente no primeiro dia de um novo ano. Apenas é feito assim por conveniência e praticidade - ora, faz sentido iniciar o ano com uma estrutura de governo inteiramente nova. Pra que mudar em julho deste se se pode mudar em janeiro do próximo ano?
Nos países do hemisfério sul, a mudança de ano também corresponde a uma mudança de ano no calendário escolar. Ano novo, nova série. Em faculdades isso geralmente não acontece porque a estrutura curricular é semestral, e, mesmo nas que são anuais, muitas instituições permitem o ingresso no meio do ano. Mas nas escolas, sim. E como passamos cerca de onze anos na escola, trata-se de um fato bastante relevante. Mas e o que dizer do pessoal que vive no hemisfério norte? Por lá, as escolas costumam ter o começo do ano letivo no meio de um ano para terminar no meio do ano seguinte. Será que por lá o ano novo não deveria ser comemorado no meio do ano? Não, porque as escolas seguem na verdade o ciclo de estações do ano. Aqui no Brasil é apenas uma fatídica coincidência que a cada ano corresponda a um novo período escolar. Poderia ser diferente.
Mesmo que na prática não haja muita diferença na mudança de um ano para outro, o grande reflexo disso tudo pode ser percebido na atitude das pessoas. São as pessoas que fazem com que a mudança de ano seja um grande acontecimento. E assim, costumam projetar grandes expectativas com relação ao ano que se inicia, mesmo que, em tese, nada seja diferente do ano que recém termina. Todos traçam metas improváveis, criam planos mirabolantes, planejam o impossível, na esperança vã de que o ano novo represente uma nova vida. O que se cria é uma estrutura artificial, um ano novo fictício. Mas ao final do ano seguinte essas mesmas pessoas constatarão, resignadas, que nada mudou. Tudo continuou igual, e, por isso, projetam no ano seguinte aquilo que não conseguiram realizar no ano que está por terminar. E o ciclo continua. E a cada ano se comemora a chegada de um novo ano, como se a mera mudança no calendário fosse capaz de nos trazer um novo sopro de vida...

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terça-feira, 2 de janeiro de 2007

  Breve consideração sobre a virada

Entrei em 2007 soluçando. A crise, dessas que começam do ano e terminam sabe-se-lá como, iniciou quando cheguei na festa de reveillon (lá penas 3h30 da madrugada) e só foi terminar depois que voltei para casa (pós 7h30). 2007 promete ser um ano interessante.

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segunda-feira, 1 de janeiro de 2007

  A Máquina do Tempo

“Foi assim que vi as coisas em minha última contemplação do mundo de Oitocentos e Dois Mil Setecentos e Um. Pode ser a explicação mais falsa que ocorreria ao espírito de um mortal. Mas foi desse modo que tudo se me delineou, e é desse modo que lhes apresento”.

Livro

Minha última leitura de 2006 foi “A Máquina do Tempo” de H. G. Wells. A história é bem interessante, e se se considerar a época em que ela foi escrita (final do século XIX), pode-se dizer que o autor tinha realmente uma mente absurdamente criativa. Trata-se da narrativa de uma viagem no tempo para o futuro. Um inventor, denominado “viajante no tempo”, cria um dispositivo acionado por alavancas capaz de fazer com que quem o estiver operando possa avançar ou retroceder no tempo a velocidades variáveis. Tal feito seria possível ao se considerar o tempo como uma quarta dimensão (assim como altura, largura e profundidade). Desse modo, as pessoas poderiam se mover não só pelo espaço, mas também pelo tempo.
O futuro descrito na obra é habitado por seres diferentes dos atuais. No ano de 802.701, há duas espécies principais sobre a Terra. Esses seres, embora bastante diferentes, teriam derivado da espécie humana. Há os que vivem sobre a superfície e há os que vivem sob a terra.
Talvez o único inconveniente da obra é que o autor coloca a política como tema transversal na história, o que às vezes torna a leitura um pouco doutrinária. Mas, no geral, a narrativa é bastante interessante.

Máquinas do tempo

O que me levou a ler esta obra é que a minha nano novel de 2006 tinha como pano de fundo uma máquina do tempo. Eu provavelmente deveria ter lido este livro antes de pensar em escrever sobre máquinas do tempo (já que esta é considerada a primeira obra de ficção científica sobre máquinas do tempo), mas isso não vem ao caso. Há uma diferença principal entre a máquina de Wells, e a que inventei sem conhecimento de causa: a dele retrocede e avança em ambas as direções. A minha é unilateral: só vai ao passado. Outra diferença diz respeito às limitações tecnológicas da época. A máquina de Wells possui um funcionamento analógico, ao passo que a máquina que inventei possui controles digitais. Mesmo com as limitações, a máquina de Wells é infinitas vezes mais interessante :P

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