terça-feira, 17 de julho de 2007
Medidas profiláticas
Em farmacologia, o uso profilático de um medicamento significa tomá-lo antes de desenvolver a doença, como uma medida para evitar que a doença se manifeste. No senso comum, o tempo todo adotamos medidas profiláticas para evitar que algo de ruim nos aconteça - que vão desde atos que impeçam doenças, como sair de casa agasalhado em dia frio para evitar uma gripe, a atos que evitem coisas mais abstratas, como evitar passar por debaixo de escadas ou quebrar espelhos para impedir, ahm, mau agouro.
Na web, Profilactic (sim, o nome é terrível) é uma página totalmente baseada na Web 2.0 cuja premissa é evitar que as pessoas tenham uma crise de identidade digital. A página tem um visual totalmente Web 2.0, com linguagem 2.0¹, e, para completar, desde o dia 13 de julho, está em uma versão 2.0.
Basicamente, a idéia é muito mais interessante na teoria do que na prática. Mas o Profilactic funciona assim: como em toda rede social, você se cadastra, cria um perfil, adiciona amigos e participa de comunidades preenche uma lista com as contas que você tem nos diferentes sites. A página tem suporte para vários sites, como Pownce, Twitter, Tumblr, Flickr e 43things. Para esses sites, basta colocar seu nome de usuário, e o próprio Profilactic se encarrega de importar os dados necessários. Mas, na prática, dá para incluir manualmente qualquer página que você tenha cadastro, o que permite que se acrescente blog, fotolog, e qualquer outra coisa na qual você algum dia tenha se cadastrado por mera curiosidade mesmo com o risco de nem se lembrar que o site existe alguns dias depois.
Depois de preencher esses dados, o site monta um mashup com toda essa informação, misturando fotos, textos, desenhos, metas, frases e tudo o mais que você tenha produzido na web em uma página única, que pode inclusive ser assinada e distribuída via feed para seus amigos. Também dá para fazer um mega feed que reúna toda a produção de todo mundo que você conhece (claro que isso só vale se as pessoas que você conhece também tenham conta no Profilactic). Basicamente, como toda ferramenta Web 2.0, só tem graça se mais gente também usar.
Na teoria, até que o site é interessante. Na prática, eles esqueceram que, ao se criar uma nova conta na web, está-se intensificando a crise de identidade, e não atenuando-a - tenho certeza de que daqui uns 10 dias, no máximo, eu já vou ter esquecido que o Profilactic existe. Assim como eu já tinha esquecido que possuía conta em muitos dos sites para os quais o Profilactic oferece suporte. Esse é o problema da Web 2.0: há muitas idéias bacanas proliferando por aí. Mas os desenvolvedores de produto esquecem que as pessoas não têm tanto tempo assim para administrar múltiplas contas, em múltiplos sites, para múltiplos objetivos diferentes.
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¹ Linguagem Web 2.0
Linguagem feliz e pseudodivertida também seria uma tendência da Web 2.0? Essas são algumas das frases com as quais me deparei ao explorar o site pela primeira vez:
"Please log in below to finish the setup process. It gets much more fun after this. We promise."
"NOTE: Required fields are marked with an *. All other fields are optional... but you're really pretty lazy if you don't fill them out."
"BTW, if you wanna see how it works, just click this link."
A seção de FAQ do site também traz umas sacadinhas bem-humoradas, como nas respostas às questões "Why is this FAQ so out of date?", "Why did you pick such a stupid name?", e "How do I know that you won't sell info about me to some evil corporation?".
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sexta-feira, 6 de julho de 2007
Contador de tempo online no Firefox
Stumbleando por aí, encontrei uma extensãozinha de Firefox interessante. O TimeTracker instala um reloginho na barra de status que conta o tempo que a pessoa permanece com a janela do navegador aberta e ativa. Mudar do Firefox para outro aplicativo do computador suspende momentaneamente a contagem do tempo, que é retomada quando se retorna para a janela do navegador. O resultado que se obtém é uma contagem das horas diárias que se passa navegando. Chega a ser assustador.
Nas configurações, é possível ainda excetuar alguns endereços da contagem do tempo online.
Problema prático: a extensão não é compatível com algumas versões do Firefox (ou pelo menos não foi muito com a cara do acomodado Firefox em português do computador de Bagé, embora tenha funcionado perfeitamente na versão equivalente em inglês).
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quinta-feira, 5 de julho de 2007
Divisórias da calçada
sexta-feira, 1 de junho de 2007
Relação entre pensamento, linguagem e cultura
“Does the Language I Speak Influence the Way I Think?”, de Betty Birner, procura defender a idéia de que não é propriamente a língua que falamos que define o modo como pensamos, mas sim que a cultura, o pensamento e a linguagem se inter-relacionam de tal forma que um interfere no outro, e o conjunto dos três irá determinar como pensamos.
Para a autora, nada impede que se possa pensar em algo mesmo que não se tenha uma palavra específica para designar isso. Ao mesmo tempo, o fato de não se ter uma palavra para designar algo pode significar que, culturalmente, o povo que criou aquela língua não sentiu a necessidade de criar essa palavra porque não pensava no que ela significa. É mais ou menos assim: só porque os outros idiomas não têm a palavra saudade, isso não quer dizer que as pessoas que vivam em outros contextos culturais que não o Brasil não sintam saudades umas das outras. Elas apenas não possuem uma palavra para nomear esse sentimento; mas ele existe. Ou melhor, a existência ou não desse sentimento vai depender da cultura. E dá para sentir e pensar em saudade mesmo sem se ter uma palavra específica.
Da mesma forma, a gente aprende a agrupar objetos semelhantes em grupos, mas o que é considerado similar em um idioma vai depender de aspectos culturais, o que faz com que esses grupos de elementos variem de idioma para idioma. Essas diferenças na divisão da realidade em categorias provocam diferenças na forma de pensamento (e pensar diferente leva a uma cultura diferente, que por sua vez leva a uma linguagem distinta – acho que já deu para entender isso :P). Um dos exemplos citados no texto é a divisão do dia em horas, minutos e segundos. Isso cria em nós a ilusão de que o tempo é algo que pode ser fragmentado e compartimentalizado, com se as divisões do tempo fossem ‘coisas’ a serem preenchidas. Em outras culturas, o tempo não é dividido da mesma forma (a linguagem o trata com algo sucessivo e contínuo).
E sabe aquela história de que os esquimós teriam dezenas, ou até centenas de palavras para se referir à neve? Isso também decorreria da cultura – para eles, é relevante saber distinguir entre os tipos de neve, porque eles convivem o tempo todo com isso. Mas até esse mito pode ser desconstruído a partir de uma análise mais atenta do processo de formação de palavras da linguagem esquimó (na verdade, o que para eles é uma palavra, para nós seria a combinação de duas ou três, o que no fundo reforça a idéia de que linguagem, cultura e pensamento dependem um do outro).
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domingo, 20 de maio de 2007
A solução para todos os problemas
segunda-feira, 14 de maio de 2007
Falácias
Uma falácia é um argumento que tem aparência de verdade, mas no fundo não é. Aprender a reconhecer as situações mais comuns em que pode ocorrer uma falácia é fundamental para aprender a rebater construções ardilosas de discurso, de pessoas mal-intencionadas ou não (até porque uma falácia pode sair sem querer). Ao parar para pensar ou ler sobre o tema, é possível perceber que há muitas situações no dia-a-dia que não sabemos como responder a argumentos que à primeira vista parecem inteiramente lógicos. Entender como funciona essa estratégia de argumentação é, assim, essencial, não para enganar os outros, mas para saber como escapar diante de uma enganação. Um argumento será falacioso sempre que as razões apresentadas não forem suficientes para sustentar a conclusão.
Eis alguns exemplos:
Argumento de misericórdia
“Ele não tirou uma boa nota na prova, mesmo sendo um bom pai de família”.
Defeito do argumento: uma coisa não tem nada a ver com a outra. Uma pessoa pode ser um bom pai de família e mesmo assim ir mal em uma prova.
Argumento à novidade, argumento à antigüidade
“A Igreja sempre foi contra o aborto, e se foi assim desde o princípio, deve continuar por mais tempo”.
“O celular é mais moderno; portanto, ele é melhor que o telefone convencional”.
Defeito do argumento: não necessariamente algo é bom por ser novo, ou bom por ser velho. Depende do uso, depende da situação.
Falso dilema
“Ou você está comigo, ou você está contra mim”.
Defeito do argumento: só são dadas duas opções quando há várias outras alternativas possíveis.
Generalização
“Todo mundo deve praticar esportes”.
Defeito do argumento: nem todo mundo. Tem gente que não tem saúde suficiente para praticar o esporte, e depende também do esporte a ser praticado.
(lembre-se que “generalizar é sempre uma coisa perigosa”, sendo esta própria frase uma terrível generalização :P)
Falha na relação causa e conseqüência
“Sempre que me atraso para a aula, chove. Hoje me atrasei. Logo, irá chover.”
Defeito do argumento: apresenta-se uma seqüência forçada de causa e efeito como se houvesse relação lógica entre os elementos.
Argumento da Ignorância
“Ninguém conseguiu provar que os discos voadores existem. Portanto, eles (não) existem”.
Defeito do argumento: ora, se ninguém conseguiu provar tanto a existência quanto a não existência, não se tem como afirmar que eles existem ou não existem. Substitua discos voadores por deus na frase acima (fazendo as devidas adaptações gramaticais) e terá uma visão mais precisa do quanto falacioso esse argumento pode ser.
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Mais falácias podem ser consultadas no Guia de Falácias de Stephen Downes. Também é interessante ler o conto “O Amor é uma Falácia”, de Max Shulman.
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quinta-feira, 26 de abril de 2007
A message from the past
Apesar da tosquice do primeiro e-mail que recebi de volta (e o pior é acreditar que eu mesma redigi isso, há um ano atrás), vale a dica. Envie e-mail para você mesmo no futuro pelo FutureMe.org :)
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quinta-feira, 8 de março de 2007
Easter Egg
Eu provavelmente devo ser a última cidadã sobre a face da Terra que ainda usa a versão 97 do Pacote Office. O programa é de 10 anos atrás, mas, incrivelmente, ainda funciona.
Sabia que tinha um pretenso simulador de vôo nos créditos do Excel 97, mas nunca tinha visto o:
”Pinball” (ou algo que lembra remotamente um jogo tipo pinball) no Word 97
Passos para acessá-lo:
1. Viaje no tempo e compre um 486 com Windows 98.
2. Abra o Word. Crie um novo arquivo.
3. Digite “Blue”. Sem aspas.
4. Selecione a palavra digitada.
5. Vá em Formatar > Fonte. Escolha o estilo Negrito e a cor Azul.
6. Volte para o documento, e digite um espaço após a palavra “Blue” (ficará “Blue ”).
7. Vá em Ajuda > Sobre o Microsoft Word
8. Aperte concomitantemente as teclas ctrl, shift, setinha para esquerda enquanto clica com o botão do mouse em cima do logo do Word.
9. Divirta-se. Se conseguir. Os comandos são Z para a barrinha da esquerda, M para a da direita e ESC para sair. Assim como no Excel, também aparecem os créditos do programa junto ao “jogo”.
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sexta-feira, 2 de fevereiro de 2007
Como aprender idiomas online
Podcast também é cultura. Ontem, stumbleando por aí, acabei chegando a alguns sites bacanas, com dicas de coisas que se pode ouvir em um iPod – ou no próprio computador – tanto para aprender quanto para praticar um novo idioma. Esta página, sugere que se ouça notícias em ritmo mais lento (ideal para quem está aprendendo um novo idioma), esta outra traz uma série de links para cursos online de idiomas, e este site oferece diversos livros em áudio para download gratuito.
Os livros em áudio, em inglês, podem ser baixados em ThoughtAudio.com. Há diversas opções de clássicos da literatura, nos mais variados estilos, desde A Metamorfose, de Kafka, até O Manifesto Comunista, de Marx e Engels.
Para quem quer praticar um idioma em doses homeopáticas, duas emissoras européias, a Radio France Internacionale (RFI), da França, e a Deutsche Welle (DW), da Alemanha, oferecem programas em áudio em versão fácil de entender, com duração aproximada de 10 minutos cada. O programa diário da RFI, Le Journal en français facile, traz notícias internacionais em um francês lento e fácil de entender. O programa da DW, Langsam gesprochene Nachrichten, traz o mesmo conceito (notícias internacionais, ritmo diário, facilidade de compreensão), mas é feito em alemão, e num ritmo ainda mais lento que o programa análogo em francês. Para quem ainda assim acha complicado entender outro idioma, ambos os programas oferecem a transcrição do áudio, aí é só colocar o áudio para rodar e ler o texto para acompanhar (a transcrição em alemão pode ser encontrada neste feed).
E se você não sabe nada, ou sabe muito pouco desses idiomas, é possível aprender o básico online, também em áudio. Para aprender francês, uma boa opção são as aulas da French Ecole. As lições são apenas em áudio (portanto, espere aprender a ouvir e a falar em francês – escrever fica complicado), e ao final de cada aula há uma dica de filme (em francês) e um quiz com questões relativas à lição que se acabou de ouvir. Entretanto, há um único inconveniente: as aulas são em inglês.
Já para aprender alemão, uma boa dica é o curso Alemão – Por que Não?, oferecido pela Deutsche Welle (a mesma das notícias em ritmo lento) em 4 séries de 26 lições cada. As mais de 100 lições vêm com áudio, livro-texto em pdf (com exercícios, e o texto da lição, para acompanhar) além de abordar detalhadamente tópicos de gramática e vocabulário. O curso é bastante completo, e é em português.
Enfim, há muito mais do que simplesmente música para se ouvir em um player portátil de música.
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quinta-feira, 1 de fevereiro de 2007
Dicionário gráfico

Nada como poder visualizar o significado de uma palavra. O Visuwords é um dicionário gráfico online que mostra o significado dos termos consultados na forma de um gráfico. Você pode arrastar, puxar, trocar a palavra de lugar, tudo em nome de uma melhor visualização da teia de significados.
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segunda-feira, 29 de janeiro de 2007
typoGenerator
O typoGenerator funciona assim: você digita um texto qualquer, o site procura pelo texto digitado no Google Images e escolhe uma imagem aleatória como plano de fundo, aplicando a ela efeitos também randômicos. A seguir, o site posiciona o texto digitado sobre a imagem, usando efeitos aleatórios. O resultado, muitas vezes, pode ser bastante interessante.
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sexta-feira, 26 de janeiro de 2007
Word Perhect
O Word Perhect é um processador de textos online que permite que você escreva a mão sobre superfícies bizarras como a embalagem de um chocolate ou o verso de uma conta de telefone. A idéia é bacana, mas perde a graça em pouco tempo porque as opções são limitadas. Destaque para o visual estilo "Word desenhado no Paint" do programa.
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about:Mozilla
Para aqueles que usam Firefox (quem não usa, não sabe o que está perdendo):
Ao se digitar about:blank em um navegador qualquer, como no Internet Explorer, uma página da web em branco é aberta. Isso todo mundo (ou, pelo menos, muita gente) sabe (ou deveria saber - se não sabia, está aprendendo agora). Mas o que nem sempre se sabe é que há outras funções que podem ser executadas a partir do comando about nos diferentes navegadores. Esta página lista alguns dos comandos para o Firefox. Como exemplo, se você digitar "about:Mozilla" na linha de endereços do Firefox e apertar enter, uma página bastante curiosa aparecerá. Trata-se de uma bizarra citação retirada de um hipotético "livro de Mozilla". A mesma página também aparece nos navegadores Netscape, Mozilla e SeaMonkey. Segundo a Wikipedia, seriam ao todo três mensagens diferentes, disponibilizadas conforme a versão do navegador que está em uso.
Em tempo: no Internet Explorer, ao se digitar o mesmo comando, aparece uma tela azul sem texto algum.
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terça-feira, 9 de janeiro de 2007
Livros e filmes em versão hiper-resumida
Inspirados na onda de fazer versões condensadas de grandes obras para quem não tem tempo para ler o livro completo, dois amigos norte-americanos criaram o site “Book-a-Minute”, brincando com a idéia de que a versão resumida pode servir para informar tudo sobre uma determinada obra. O site traz diversas resenhas ultracondensadas de obras clássicas, infantis e de ficção científica. Há livros que são resumidos em apenas uma frase, e outros que incluem até mesmo uma versão superabreviada dos diálogos presentes na obra. Além do Book-a-Minute, há também o “Movie-a-Minute”, para quem não tem tempo de ver todos os filmes que gostaria de ver por causa da correria do dia-a-dia.
Alguns exemplos: (é mais divertido para quem já leu o livro ou já viu o filme)
Se um viajante numa noite de inverno (Italo Calvino)
O Sexto Sentido (filme)
segunda-feira, 11 de dezembro de 2006
Door

Animação meio kafkaniana na qual um rapaz faz de tudo para tentar passar por uma porta. A animação é em flash, e sem áudio. O homem tenta tudo o que pode fazer para abrir e entrar por uma porta, mas muitos obstáculos surgem em seu caminho. Até a própria porta o impede de passar para o outro lado.
-- A porta seria uma metáfora para os empecilhos que aparecem em nossas vidas?
Encontrado via StumbleUpon
(Clique na imagem para abrir)
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domingo, 10 de dezembro de 2006
McDonald’s VideoGame
O jogo McDonald’s VideoGame é, como o próprio nome sugere, e a primeira tela do jogo afirma, uma “paródia digital” da rede de fast food originalmente norte-americana (mas hoje globalizada) McDonald’s. O objetivo do jogo é aumentar o índice de vendas dos produtos do McDonalds, provocando um crescimento nos ativos da empresa, mesmo que para isso se tenha que recorrer a meios ilícitos de aumento de produtividade.
A animação, em flash, é fácil de jogar. A graça reside nas opções que estão disponíveis ao usuário no decorrer do jogo.
A tela do jogo é dividida em quatro cenários. No primeiro deles, há uma área verde onde é preciso plantar soja – que servirá de alimento para as vacas – e criar vacas. Obviamente, essa plantação é feita em países de terceiro mundo (porque lá a mão de obra é mais barata).
Já na primeira tela há opções felizes, como destruir áreas de floresta tropical para plantar soja no lugar, superlotar espaços de terra com um número excessivo de vacas, ou subornar o prefeito da cidade para poder usar terras mais produtivas. Outra opção é plantar soja geneticamente modificada – ela crescerá mais rápido, mas as conseqüências na população poderão ser negativas. Mas tudo bem, mais adiante tem-se a opção de subornar nutricionistas e agentes de saúde.
Na segunda tela, há o curral. Para ele são transportadas as vacas que já cresceram o suficiente lá nas terras do país de terceiro mundo. Á medida que a soja vai sendo colhida, ela vai enchendo o alimentador mecânico das vacas. Há duas opções extra: injetar hormônios nas vacas (assim, elas crescerão mais rápido) e utilizar os restos que sobram das vacas para produzir farinha para alimentar outras vacas. Essas duas opções trazem como conseqüência o surgimento de vacas doentes (que precisarão ser eliminadas, caso contrário poderão provocar doenças nos consumidores do McDonald’s, e isso poderá resultar numa imagem negativa da cadeia de lanches rápidos), ou então a disseminação da doença da vaca louca. A recomendação, para o caso de vaca louca, é reduzir as taxas de hormônios misturada ao alimento das vacas.
Das vacas, faz-se o hambúrguer. A terceira tela do jogo representa um restaurante da cadeia do McDonald’s. Tem-se tanto que contratar funcionários para produzir os hambúrgueres quanto contratar pessoal para atender os clientes no caixa. As opções nessa tela dizem respeito aos funcionários. Dá para “disciplinar” funcionários que trabalham em ritmo menos acelerado, distinguir com o prêmio de funcionário do mês aqueles que são dedicados, ou então demiti-los e substitui-los por mão-de-obra mais barata. É tudo uma questão de produzir mais, da melhor forma. Os recursos humanos praticamente não importam.
Por fim, a tela final é a mais divertida de todas. Nela, há três salas de controle da empresa. Na frente, há o escritório de relações públicas. Uma das atribuições desse grupo simpático de pessoas é subornar políticos, nutricionistas e agentes de saúde. Isso é importante para quando as pessoas começam a se sentir mal após comer carne estragada nos restaurantes do McDonald’s. Na sala da esquerda, há o pessoal da publicidade. Eles são lunáticos que passam o tempo todo bolando estratégias para atrair clientes para a empresa. Um exemplo de campanha é a “McDonald’s for the third world”. A descrição diz que “se nós investimos uma soma ridícula de dinheiro em pessoas do terceiro mundo, nós podemos ganhar a compaixão da classe média e diminuir o movimento antiglobalização. Os anúncios mostrarão negros com olhar triste e Ronald McDonald combatendo a pobreza, representado como um monstro de outro planeta”. Por fim, na sala da direita, há o quadro de diretores da empresa. Nela é possível ver gráficos sobre os rendimentos da empresa, e também uma tabela que mostra o grau de satisfação com o McDonald’s de grupos como o movimento anti-globalização, a associação de consumidores e a associação de obesidade.
Enfim, um jogo completo para experienciar o mundo dos negócios capitalistas :P
Encontrado via StumbleUpon.
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domingo, 3 de dezembro de 2006
Diálogo entre Socrates e Jesus
O que aconteceria se Socrates (o grande filósofo grego da antigüidade) se encontrasse com Jesus (o precursor do cristianismo) para bater um papo sobre religião? Um possível resultado pode ser acompanhado no texto “Socrates Meets Jesus” (encontrado via Stumble Upon). Um trecho:
“Socrates - And who for gracious sakes is the devil? Surely he must be a god to be able to visit such powerful calamities on mankind: Yet you have just said there is only one God. Also you have said that all that exists comes from God: And now you say that only good comes from God and all evil comes from someone called the devil. These would seem to be contradictions. I am afraid that your religion is far too complex for this old head to fathom. Yet I will be an eager student and try hard to understand, if you will but help me. Please explain: who is the devil and how can all things come from God and yet not come from God?
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sábado, 11 de novembro de 2006
Recadinhos de papel na era digital
Interessante a estratégia de marketing promovida pela Staedtler Austrália para divulgar a linha de lápis da empresa. No site “Take Note” é possível escrever digitalmente pequenos bilhetes a lápis em pedaços de papel para enviar pelo correio, sem custo algum. A pessoa digita o recado, e o site se encarrega de escrevê-lo à mão e encaminhá-lo pelo correio. O serviço está disponível apenas na Austrália. Dá para enviar o bilhete para amigos, para si mesmo, ou para algum estranho/desconhecido. Mandei algumas mensagens idiotas de teste para pessoas desconhecidas. Espero que elas recebam :)
O espaço para redigir o recado é minúsculo. Mesmo assim, a idéia não deixa de ser interessante, ao resgatar um pouco um pouco desse lado de escrever bilhetinhos à mão e de mandar mensagens pelo correio. Na página há até uma galeria com os recados mais legais já enviados. Apesar da finalidade comercial do site, seu objetivo é realmente interessante, pois no meio de tanta frieza e distância propiciada pela Internet (paradoxalmente, dizem que estamos cada vez mais próximos uns dos outros) o site consegue resgatar um pouco dos valores que foram parcialmente perdidos com o advento da era digital.
A Staedtler é uma marca de origem alemã mas com presença mundial que fabrica instrumentos para escrita e desenho. Com uma produção anual de 360 milhões de lápis de madeira na fábrica alemã, a Staedtler é a maior fabricante européia de lápis preto e colorido.
Encontrado via StumbleUpon.
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quinta-feira, 12 de outubro de 2006
Especial dia das crianças
Joguinhos online para despertar a criança grande que há dentro de nós
Adoro esses joguinhos que a gente tem que quebrar a cabeça para tentar solucionar. Fiquei viciada nisso a partir das aulas de Comunicação e Multimídia na faculdade. Além de Hapland (o joguinho da foto), há também a seqüência de joguinhos do Grow Cube, versões 1, 2 e 3, e o Chronon, do Eyezmaze.com. Hapland também tem sua continuação.
Hoje tive a idéia de procurar outros joguinhos com a tag hapland no Stumble, e achei muita coisa legal, como o Rhetundo Island e o Idustrial Place Thingy. Para quem gosta de jogos tão confusos ao ponto de fundir a cuca, há também os enigmas (riddles) mega complexos, como o Doubt (também com versão 2), o Faz Sentido Riddle (brasileiros) e o Notpron (que se autoproclama o mais difícil de todos – ele até emite certificados para quem consegue resolver os 139 níveis!). Para os que preferem coisas mais simples, há várias opções no Plastelina, como o Wolf, sheep & cabbage, e os joguinhos tradicionais, idiotas e sem graça (mas viciantes) do Yahoo! Games.
Acho que neste post tem diversão suficiente para o (resto do) feriado inteiro. :) Feliz dia da criança pra vcs! :P
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quarta-feira, 26 de abril de 2006
Jornal 24 horas
O jornal espanhol "El País" lançou o primeiro jornal de papel atualizado permanentemente. No site do jornal, as notícias são atualizadas de minuto a minuto, e o usuário pode acessá-lo a qualquer momento para imprimir a versão mais atualizada. A versão imprimível tem cerca de 15 páginas, e ocupa pouco mais de 1Mb em .pdf.
Quero ver conseguirem fazer um dia um jornal de papel que se atualize sozinho, sem o auxílio da internet. Aí sim estaremos falando de uma verdadeira novidade... :P
Obs.: Globalização é você entrar num site em francês, ler sobre um jornal em espanhol, postar no blog em português, e deixar um comentário sobre o jornal em inglês no stumble upon...
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