sexta-feira, 12 de outubro de 2007

  Al Gore leva Nobel da Paz

Agora só falta a presidência...

Ganhar um Oscar, publicar um livro, e, de quebra, levar um Prêmio Nobel da Paz (ou melhor, meio). Tudo isso em menos de 12 meses. Agora só falta Al Gore tentar mais uma vez o cargo de presidente dos Estados Unidos. Mas com certeza ele já fez coisas bem mais interessantes na vida do que o carinha que ganhou a eleição no ano 2000 mesmo tendo obtido menos votos.

# Reações na blogosfera ao redor do mundo.

Como seria se Al Gore tivesse vencido as eleições no ano 2000 >>

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sábado, 29 de setembro de 2007

  Protestos em Myanmar

Myanmar, Mianmar, Mianmá, Burma, Birmânia - mais uma vez, a mídia nos traz informações sobre um país que poucos sabem onde fica (fora os que nem sabiam que o país existia). E as notícias por lá não são nada boas. Protestos, imprensa censurada, fronteiras fechadas...

Myanmar é um país situado no sul da Ásia. A língua oficial é o birmanês. A capital do país foi mudada recentemente. Desde 2006, é Naypyidaw. A maior cidade - e ex-capital - é Yangon (antes Rangum). Ex-colônica inglesa (independente desde 1948), e atualmente governada por uma junta militar, a Birmânia foi palco de violentos combates durante a Segunda Guerra Mundial. Desde 1989, o país se chama Myanmar.


Exibir mapa ampliado


A população de Myanmar iniciou uma onda de protestos em agosto, depois que o governo aumentou o preço dos combustíveis. Os protestos contra a degradação da economia se intensificaram recentemente com a adesão dos monges budistas. A população foi às ruas em maior quantidade, e se envolveu em conflitos com o Exército. A situação se tornou tão instável que a ONU enviou um representante ao país para tentar restaurar a ordem.

Mídia cidadã

Com a repressão, tem se destacado na mídia o papel do jornalismo cidadão. A partir dos países vizinhos (já que a imprensa do país é militarmente controlada), jornalistas exilados de Myanmar enviam informações sobre o conflito para o resto do mundo.

Destaca-se ainda nessas transmissões o papel das tecnologias móveis, como câmeras de celular e satélites. Em 1988, o país viveu uma situação de conflito semelhante. Entretanto, na ocasião, as informações sobre o conflito só chegaram ao resto do mundo três dias depois, a partir da mídia oficial. Com a Internet, tudo fica mais rápido – inúmeros blogs têm mantido o mundo informado dos acontecimentos (talvez tenha sido por esse motivo que o governo bloqueou o acesso à Internet no país na sexta-feira).


O site da Democratic Voice of Burma (DVB), uma organização midiática que divulga notícias sobre o país (mas localizada fora dele), pede que pessoas do mundo inteiro enviem mensagens para a população de Myanmar. As mensagens serão exibidas na DVB TV. Outro veículo do país – que tem recebido contribuições via celular dos participantes do conflito – é o Mizzima News. O canal participativo da CNN – I-Reporter – também tem se mostrado bastante ativo.

Os Estados Unidos coordenam uma grande campanha para salvar o país. Há até um vídeo no YouTube, estrelado por Jim Carrey. A campanha também pede a libertação de Aung San Suu Kyi, ganhadora do prêmio Nobel da Paz em 1991.

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Em tempo: blogueiros de todo o mundo estão se unindo para, no dia 4 de outubro, postar em defesa de Burma. Se você tem um blog, não deixe de participar da campanha "Free Burma!".

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quinta-feira, 20 de setembro de 2007

  Jornalismo wiki e o futuro do jornalismo online

Há algum tempo atrás, Paul Bradshaw, do Online Journalism Blog, iniciou uma página em formato wiki para escrever um artigo sobre jornalismo wiki. No dia 13 de setembro, o resultado final foi apresentado na Future of Newspaper Conference, na Cardiff University, Inglaterra. O artigo delinea as principais possibilidades de utilização da ferramenta wiki para a produção jornalística (com ou sem a participação dos leitores).

Aproveitando o assunto, fiz algumas perguntas por e-mail para autor, sobre jornalismo wiki e o futuro do jornalismo online, em uma entrevista para a disciplina de Jornalismo Digital. O resultado pode ser conferido no meu blog de aula (em português), ou no próprio blog de Paul Bradshaw (em inglês).

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Em tempo: normalmente, uma jornalista de verdade não precisaria pedir isso... mas... se alguém notar algum deslize grave na tradução, favor noticiá-lo via comentário. É a primeira vez que tento fazer algo do tipo, e erros costumam fazer parte do processo de aprendizagem :)

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domingo, 16 de setembro de 2007

  Zero Hora

Da Zero Hora de hoje, página 36:

- Não é a primeira vez que fazem uma barbaridade dessas. Meu marido e meus filhos também têm moto, poderia ter sido eles – alerta uma moradora que pede para ser identificada

Desculpem o post meio Verdade Absoluta, mas...
Por favor, alguém identifica a moça! Coitada, ela está perdida e não sabe quem é. Deve ter ficado transtornada com a história do motociclista degolado.

(Não me perguntem o que eu estava fazendo lendo a página policial da Zero Hora de domingo; mas é interessante notar que os erros de supressão de palavras não acontecem só no jornalismo online)

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Falando em jornalismo online... A Zero Hora irá lançar uma nova versão online na quarta-feira. A estratégia faz parte da comemoração dos 50 anos do Grupo RBS. Dentre as novidades anunciadas, estão notícias em tempo real e espaços para a participação dos usuários. (Finalmente a ZH vai sair do modelo transpositivo!). Só não precisavam fazer tanto suspense, substituindo a página tradicional do site por um contador no estilo “nós vamos mudar o mundo”. A roda já foi inventada. Sites mudam todos os dias.

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Update - 20/09 - hora de morder a língua e fazer a mea culpa - o resultado final do novo site da ZH é realmente muito interessante. E também não deixa de surpreender o fato de que se trata de um jornal online de uma empresa jornalística que fica fora do eixo Rio-São Paulo. No máximo, talvez eles tenham exagerado um pouco nos espaços em branco (essa é uma nova tendência feliz para o design de páginas na web?) - falta uma cor marcante e que chame a atenção.

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  Leitores (não) sabem escolher notícias

Um estudo do Project of Excellence in Journalism (PEJ) comparou, durante uma semana, o agendamento de notícias em sites em que os usuários podem escolher o que irá receber destaque, e na mídia tradicional. Os resultados apontam que as informações encontradas em um e outro lugar tendem a ser diferentes.

A pesquisa levou em conta as notícias veiculadas na semana entre 24 e 27 de junho de 2007, nos sites Del.icio.us, Digg, Reddit (conteúdo gerado por usuários), Yahoo! News (nas categorias mais vistas, mais enviadas por e-mail e mais recomendadas) e nos jornais normalmente analisados pelo PEJ. Na semana em recorte, observou-se que a mídia tradicional focou em assuntos de interesse público, em áreas como política, ou internacional, ao passo que os sites de conteúdo gerado por usuário focaram-se em novidades tecnológicas e científicas (como o lançamento do iPhone) e em trivialidades (como imagens de frutas e legumes comendo-se uns aos outros).

De acordo com o estudo, ainda,

“In short, the user-news agenda, at least in this one-week snapshot, was more diverse, yet also more fragmented and transitory than that of the mainstream news media”


Sim. Os resultados apontam que, se se deixar tudo nas mãos dos usuários, a audiência emburrece. Essa é mais ou menos a conclusão a que chega Nicholas Carr, ao comentar o estudo em seu blog:

“When you replace professional editors with a crowd or a social network, you actually end up accelerating the dumbing-down of news. News becomes a stream of junk-food-like morsels. The people formerly known as the audience may turn out to be the people formerly known as informed”

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Algumas considerações:

- Se o público prefere outras coisas, diferentes das tratadas na grande mídia, será que isso não poderia significar que a mídia é quem está errada?

- O fato de que o público não sabe escolher, significa que a mediação jornalística continuará necessária, talvez não tanto na geração de conteúdo, mas pelo menos na questão de selecionar o que é relevante? (Entretanto: relevante para quem???)

- Não é absolutamente normal que tenha predominado contribuições sobre tecnologia em sites como del.icio.us e digg, cujos públicos são formados, em sua maioria, por geeks?

- Qual seria a necessidade de haver agregadores de notícias controlados por usuários se fosse apenas para reproduzir o conteúdo da grande mídia?

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segunda-feira, 20 de agosto de 2007

  Comentários aos comentários no Google News

O LA Times decidiu falar mal da ferramenta de comentários do Google News. Para eles, o que o Google pretende fazer não é jornalismo. Não demorou muito para que viessem as críticas: para Robert Niles, do Online Journalism Review, tudo depende do ponto de vista: afinal, o jornalismo é definido pelo meio empregado (processo), ou pela finalidade a ser atingida (produto)?

Via Ponto Media.

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segunda-feira, 13 de agosto de 2007

  Será que a moda pega?

Primeiro foi a BBCBrasil. Agora tem também o Último Segundo. Aos poucos, os jornais brasileiros estão entrando na onda do Twitter. Em geral, também tem aumentado o número de usuários brasileiros por lá (ou seja, mais opções do que ler, mais gente apta a seguir os outros).

O uso do Twitter para envio de últimas notícias é interessante, pois permite que as pessoas recebam no celular, via SMS, as últimas atualizações do que acontece no Brasil ou no mundo. Mas isso também requer uma gigantesca readaptação da linguagem jornalística, pois a pessoa que irá redigir essa notícia adaptada para o Twitter deverá fazê-la sem excecer os limitadíssimos 140 caracteres permitidos a cada mensagem no Twitter.

Problemas práticos:

- Qual a quantidade ideal de notícias por dia? (considerando que muitos optam por receber as atualizações do Twitter pelo celular, é preciso ter um pouco de parcimônia...)
- Que tipo de linguagem utilizar? (tipo, colocar só o título da matéria seguido de um link, ou dar a informação principal, mesmo que não caiba o link?)
- Local X Global? (a ferramenta poderia adquirir usos interessantíssimos se se utilizasse para divulgar notícias hiperlocalizadas)

Mais Twitter.

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quinta-feira, 9 de agosto de 2007

  Comentários no Google News

O Google News decidiu reinventar a pólvora lançou um novo serviço. Agora as pessoas diretamente envolvidas nas notícias agregadas pelo Google News podem enviar seus comentários sobre os fatos. A idéia é mostrar o ponto de vista da fonte logo abaixo da matéria publicada.

Até há um pouco de originalidade nisso tudo. É interessante poder ler não só a notícia como também a opinião das pessoas que presenciaram o fato. Tem até um quê de jornalismo cidadão nisso tudo, o que demonstra uma certa preocupação em aprimorar o conteúdo. Entretanto, o que não parece nada inovador é a forma como isso é feito. Para acrescentar seu comentário, a pessoa citada no texto como fonte deve enviar seu comentário por e-mail, indicando o link para a notícia que deseja comentar, além de ter de encontrar uma forma de provar sua identidade real. Aí uma equipe vai checar os fatos e publicar o comentário (super prático, não?). O comentário é publicado ao final do texto, abaixo da matéria, e separado de seu conteúdo – deixando bem claro que se trata de um comentário. Todos os comentários sobre uma determinada notícia ficam agrupados junto ao texto principal, mas separados deste. Isso não soa totalmente... século passado?

O que seria realmente inovador:
- Permitir que qualquer um comentasse (como nos blogs). E não por e-mail. (Mas sob o risco de fazer o que todo mundo já faz).
- Acrescentar os comentários das fontes junto às partes do texto que estão sendo comentadas.
- Fornecer uma forma mais prática para que os comentários sejam adicionados. (E-mail???)

Apesar de tudo, há, sim, uma grande inovação no novo serviço do Google News: ele permite que apenas as pessoas envolvidas se manifestem sobre o fato. Os demais sites que oferecem a possibilidade de comentários em notícias (no Brasil, por exemplo, no G1 e no IG) permitem que qualquer um fale qualquer coisa, o que leva a uma avalanche de comentários estapafúrdios.

Por enquanto, o serviço só funciona para os Estados Unidos. Neste link, é possível ver um exemplo da idéia posta em prática (essa tem os dois lados, mas nem todas as participações serão assim tão democráticas).

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Update 10/08/07 - esta notícia do G1 tem comentários ainda mais estapafúrdios. (Valeu, Gilberto)

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quarta-feira, 8 de agosto de 2007

  Pena de prisão por “cachorricídio”

O terceiro acusado de envolvimento no caso da cadela Preta em Pelotas foi condenado a um ano de detenção em regime aberto e multa, além da vedação de pena alternativa. (Os outros dois envolvidos no caso não foram a julgamento – eles tiveram oportunidade de transação penal e cumpriram um ano de trabalho comunitário... em um canil). A punição maior se justificaria pelo fato de que ele era proprietário do veículo e porque estava dirigindo o carro no momento do crime. A decisão é ainda em primeira instância, com 99.9% de chance de que se irá interpor recurso por conta do rigorismo da pena imposta.

O jovem foi condenado por cachorrocídio qualificado pelo emprego de tortura crime ambiental. Em 2005, a cadela preta foi amarrada a um carro e arrastada por diversas ruas da cidade. O caso ganhou proporções absurdas, com passeatas em todo o país, e chegou ao extremo de alguém ter gritado “morte aos assassinos da cadela preta” em uma dessas ocasiões. Na época, a cadela Preta virou tema recorrente de discussões em sala de aula (o caso tinha farto material para interpretações jurídicas felizes). Além de virar temática estudantil, o assunto também reverberou por todos os tipos de mídia. Deu até no Fantástico (a gente ainda vive em uma sociedade Redeglobocêntrica? Faz tanto tempo que não ligo a televisão que já nem sei mais quem domina a disputa pela audiência). A ‘comunidade’ no Orkut (2005 foi o auge do Orkut!) dedicada à cadela tinha (ainda tem) uma quantidade gigantesca de usuários revoltadíssimos contra a atitude dos três jovens. Até gente que nunca tinha sequer visto a cadela Preta uniu-se ao coro de revolta e pedido de condenação dos envolvidos.

Enquanto isso, milhares de crianças morriam a cada dia no país. De fome, no trânsito, assassinadas. Mas ninguém parecia se importar com isso. Essas pessoas só queriam saber de mobilizar ainda mais gente para evitar que os assassinos da cadela Preta não ficassem impunes. Eles queriam Justiça! (imagina uma mobilização de tal monta para combater os escândalos políticos do país!).

E agora veio a notícia da condenação do principal envolvido. Ele poderá ter de ficar preso por até um ano. Isso é a Justiça que as pessoas queriam? Será que multa e prestação de serviços à comunidade não bastariam como medidas repressivas?

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Regime aberto

Código Penal

“Art. 36 - O regime aberto baseia-se na autodisciplina e senso de responsabilidade do condenado.
§ 1º - O condenado deverá, fora do estabelecimento e sem vigilância, trabalhar, freqüentar curso ou exercer outra atividade autorizada, permanecendo recolhido durante o período noturno e nos dias de folga.
§ 2º - O condenado será transferido do regime aberto, se praticar fato definido como crime doloso, se frustrar os fins da execução ou se, podendo, não pagar a multa cumulativamente aplicada.”

Crime ambiental

Lei de Crimes Ambientais

“Art. 32. Praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos:
Pena - detenção, de três meses a um ano, e multa.”

Pena alternativa

A lei de crimes ambientais permite que se substitua uma pena privativa de liberdade de até 4 anos por penas restritivas de direito (como a prestação de serviços à comunidade). Entretanto, para conceder o benefício, o juiz também deve analisar no caso concreto as circunstâncias do condenado e do crime. Um caso com a repercussão que teve o da cadela Preta é suficiente para justificar a vedação de substituição da pena de detenção pela de prestação de serviços.

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terça-feira, 17 de julho de 2007

  Princípio da ponderação entre espetáculos

Pelo princípio da ponderação entre espetáculos, com o acidente da TAM, o Pan provavelmente irá perder grande parte do espaço que vinha ocupando na mídia de massa. É assim que a lógica da mídia funciona: um espetáculo novo absorve o anterior. E a probabilidade de se sobrepor aos demais é diretamente proporcional ao número de vítimas.

Apesar da tragédia, minha veia investigativa já pensa em aproveitar o tempo livre decorrente das férias para analisar as notícias sobre o fato. Sádico demais? Há aspectos interessantes decorrentes da busca pelo tempo real, como esta manchete do Terra. Na tevê tem havido bem mais deslizes que no jornalismo online. Também dá para notar a força do jornalismo colaborativo - grande parte das fotos do Terra e do Estadão foram enviadas por leitores.

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Update - acompanhe a evolução da cobertura online e colaborativa a partir do Intermezzo.

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18/07 - Ainda sobre o acidente:
- Fiz um post parecido sobre o avião da Gol que caiu em setembro passado.
- E o André lenvantou algumas das pérolas da tragédia de ontem, citando, por exemplo, este post do Alex Primo sobre uma notícia do ClicRBS anunciando a morte de alguém que não morreu...

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O acidente também permitiu um exemplo prático do "jornalismo wikipediniano" em ação. A página da Wikipédia sobre o acidente, atualizada por vários colaboradores anônimos simultaneamente, apresenta um relato completo da tragédia, e recebe novos dados em tempo real.

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Outro post antigo relacionado, desta vez sobre espetáculo.

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Update - 11/08 - já que o Terra resolveu ser feliz e mudar o título da notícia quase um mês depois do acidente, fica aqui o link para o post do Marmota com um printscreen da manchete errada.

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quarta-feira, 11 de julho de 2007

  A desgraça alheia 'empacotada' como espetáculo para as massas

E o que eu tenho a ver com um ex-síndico que matou o morador de um prédio há 8 anos atrás? É incrível como a mídia (em especial, a televisiva) consegue transformar todo julgamento em espetáculo. A parte interessante é que isso só acontece com crimes bárbaros. Principalmente quando há registro de imagens.
Crimes bárbaros são bastante telegênicos, mesmo que as imagens que se tenha não sejam nada nítidas.

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segunda-feira, 9 de julho de 2007

  Para entender a polêmica do Ziraldo

ou... “como transformar um assunto polêmico em meme” :P

Siga os passos:
1) Assista ao vídeo
2) Indigne-se à toa
3) Acompanhe a explicação no Contraditorium
4) Volte a gostar de um de seus autores preferidos na infância

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sexta-feira, 6 de julho de 2007

  Rememoração através dos meios

“Os primeiros tópicos que atraem a atenção dos homens são aquêles que se referem às coisas que êles já conhecem. Se presenciamos algum acontecimento, seja êle uma partida de futebol, um estouro de Bôlsa ou uma tempestade de neve, logo tratamos de ler notícias sôbre êle, em primeiro lugar. Por quê? A resposta é da maior importância para a compreensão dos meios. (...) A experiência traduzida num nôvo meio fornece, literalmente, uma agradável rememoração, um delicioso play-back de um conhecimento anterior”
Marshall McLuhan em Understanding Media (São Paulo: Cultrix, 1964:239)

Isso ajuda a explicar a vontade de querer contar tudo o que acontece em nossas vidas em um blog. Também serve como possível explanação para o fato de que as pessoas que comentam em blogs tenham a tendência a relatar fatos pessoais similares ao do post em seus comentários (naturalmente, isso ocorre porque as pessoas só irão ler o post se a priori se identificarem com o assunto tratado – isso sem falar que só irão ler o blog em si se tiverem um mínimo de afinidade com as temáticas ali abordadas).

Nada como buscar explicações sobre a vida e o mundo em uma obra clássica sobre o papel dos meios... A idéia básica de Understanding Media (e que provocou uma revolução na Comunicação à época em que foi lançado) é a de que os meios de comunicação funcionariam como extensões das capacidades do homem. A televisão, o rádio, a imprensa, e tantos outros meios, atuariam como dispositivos para ampliar o alcance dos sentidos e funções humanos.

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quarta-feira, 6 de junho de 2007

  O fim do jornal em papel?

Segundo dados divulgados pela WAN no 60th World Newspaper Congress – e contrariando todos aqueles que ainda acham que a tecnologia vai transformar radicalmente nossa forma de se relacionar com o mundo –, a circulação de jornais impressos no mundo aumentou em 2,3 pontos percentuais em 2006. Se considerados os últimos cinco anos, o aumento acumulado foi de 9,48%. Pode ser que um dia o jornal em papel, tal qual o conhecemos hoje, possa vir a acabar. Mas, pelo visto, esse dia ainda vai demorar muito para chegar...

O congresso anual da associação mundial de jornais segue até amanhã, em Cape Town, na África do Sul. O evento reúne profissionais do mundo inteiro para discutir o atual estado da mídia impressa ao redor do globo.

O crescimento na circulação de jornais tem sido observado em quase todos os continentes, inclusive na América do Sul. Apenas na América do Norte é que os jornais impressos estão em baixa.

Se considerados os índices de circulação de jornais distribuídos gratuitamente (o que hoje representa 8% do total da circulação global de impressos), a taxa de crescimento em 2006 sobe para 4,61%. A renda publicitária com anúncios em impressos também tem aumentado. Basicamente, os números dos jornais impressos são só positivos.

Os cinco maiores mercados mundiais de jornais impressos são, em ordem, China (com 98,7 milhões de cópias vendidas diariamente), Índia (88,9), Japão (69,1), Estados Unidos (52,3 – mesmo com a queda na circulação, os EUA ainda têm a maior circulação do mundo ocidental) e Alemanha (21,1). Há muitos outros dados interessantes que podem ser consultados diretamente no site da entidade.

Para os céticos que, mesmo com a divulgação de todos esses números, ainda acreditam que o jornal impresso vai acabar, vale a pena dar uma conferida na campanha preparada pela WAN para circular em jornais impressos no mês de maio (o anúncio pode não fazer mudar de idéia, mas pelo menos contribui para divertir um pouquinho).

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segunda-feira, 4 de junho de 2007

  Procura-se

Nossa superprodução midiática*. O filme é tosco, a trilha sonora é por vezes tediosa, tem cenas muito longas, mas... conseguimos concretizar a idéia de fazer uma câmera subjetiva de um cachorro :) Já era para estar no YouTube bem antes, mas só agora conseguimos uma cópia em DVD do curta.

* produzido em caráter experimental por alunos de Comunicação, para a disciplina de Cinema, em novembro de 2006 na UCPel

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sábado, 2 de junho de 2007

  Driblando a censura

Hugo Chávez resolveu encarnar a figura de ditador malévolo e cruel (com um atraso de 40 anos em relação às demais ditaduras latino-americanas, mas tudo bem) e tirou a emissora Radio Caracas Televisión (RCTV) do ar nesta semana (acusando-a de atos contra o governo). Mas ele não se deu conta de que atualmente vivemos na era da Internet. Sim, a emissora perdeu o sinal de concessão para transmissão via sinal de televisão na Venezuela. Mas a RCTV encontrou uma maneira alternativa de continuar transmitindo – e de manter seu público. Os principais programas do canal estão sendo transmitidos pela Internet, como as novas edições do telejornal El Observador, carro-chefe da emissora, que podem ser acompanhadas pelo YouTube. Claro, não é a mesma coisa. Programas muito longos precisam ser fracionados (para se adaptar às exigências do site), e a imagem precisa ter menos qualidade para ser reproduzível em qualquer computador. Mas fora essas pequenas limitações, a RCTV segue transmitindo, e isso é o que importa. E os milhares de acessos que os vídeos já tiveram até então apenas confirmam que não há limites para a inventividade humana...
Agora só falta Chávez dar uma de juiz-brasileiro-que-não-entende-como-funciona-a-internet e proibir o acesso ao YouTube inteiro para tentar evitar que as pessoas assistam a um único vídeo (qualquer semelhança com o caso Cicarelli não terá sido mera coincidência).

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quinta-feira, 31 de maio de 2007

  Sala de Redação no Second Life

Amanhã (1° de junho), às 13h, a Rádio Gaúcha irá transmitir um programa ao vivo pelo Second Life. Todos os locutores do programa Sala de Redação estarão virtualmente representados por avatares. Apesar da superexposição midiática anterior ao evento (sempre desconfio de coberturas exageradas), a idéia tem tudo para ser interessante. No site da rádio tem até um blog, que fala não só sobre esse como também sobre outros eventos que estão acontecendo lá no Second Life.

>> Detalhes sobre a transmissão da Rádio Gaúcha podem ser encontrados aqui.

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quarta-feira, 16 de maio de 2007

  Teria sido interessante



Por um deslize do operador de caracteres, a imagem acima pode ser vista durante 12 segundos segunda-feira na CNN International. Imagina a sensação de alguém que tenha ligado a televisão exatamente neste momento. 12 segundos depois, a palavra Bush foi substituída por Blair. Mas o tempo foi suficiente para que o pessoal da internet, que não perdoa ninguém, captar a tela e o erro não passar despercebido.

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quinta-feira, 10 de maio de 2007

  Homogeneidade jornalística

Não é só no jornalismo online que as notícias se repetem. Também há homogeneidade no impresso.

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quinta-feira, 26 de abril de 2007

  Influência midiática

O tema da redução da maioridade penal já começou a ser discutido no Senado. Algumas propostas já passaram pela Comissão de Constituição e Justiça (primeiro passo na tramitação de um projeto legislativo). O caminho para aprovação de uma lei é longo e demorado no país. Ainda mais que se trata de uma PEC (proposta de emenda constitucional) - para alterar a Constituição, há todo um procedimento especial, com exigência de quóruns de aprovação diferenciados. Apesar de tudo, não se pode negar que há uma ponta de influência da mídia nisso tudo. Se o caso João Hélio não tivesse envolvido menores, se a mídia não tivesse insistido nesse ponto, se o debate da redução da maioridade penal não tivesse sido motivado por isso tudo... provavelmente não haveria tantos projetos relacionados à idade mínima para imputação penal no país. Direito e mídia se relacionam. E muito.

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