sexta-feira, 30 de março de 2007

  Novidade no Orkut

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quinta-feira, 29 de março de 2007

  Para acabar como troca-troca partidário

Uma decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) anunciada nesta terça-feira poderá dar um fim ao troca-troca de partidos. Até então, o que acontecia na prática era que um deputado eleito por um partido podia mudar para outro partido, sem que qualquer alteração fosse sofrida em seu cargo. Pela decisão, que não tem efeito imediato mas abre precedentes para futuras reivindicações dos partidos políticos, o cargo pertence ao partido, e não ao seu ocupante. Assim, o parlamentar até pode trocar de partido depois de eleito. Mas, para isso, poderá perder o cargo, caso o partido anterior solicite ao TSE a vaga de volta para um de seus associados.

A medida tem caráter retroativo, ou seja, poderá atingir quem já trocou de partido. O fundamento é a Constituição, e o próprio Código Eleitoral, que, ao estabelecer critérios de contagem de votos, determina que os votos pertencem ao partido político – tanto é assim que se tem a opção de votar na sigla, ou, em alguns casos, o cancelamento de registro de um candidato após a eleição transfere os votos para a sigla.

De imediato, ninguém perderá seu cargo. Mas os partidos políticos podem ingressar com ações junto ao TSE para requerer de volta a vaga de algum ex-filiado que tenha recentemente trocado de partido. Assim, a conseqüência principal da decisão será desestimular a troca de partido, o que poderá reforçar os vínculos partidários no país.

Espera-se que a decisão contribua para fortalecer as posições dos partidos políticos. Até agora, nossa democracia representativa vem sendo exercida com base nas pessoas, e não nos partidos. Não se sabe ao certo que partidos são de esquerda, de direita ou de centro (para resolver, tentam-se criar meios-termos absurdos como centro-esquerda ou centro-direita). A decisão pode contribuir (minimamente, mas contribui de certa forma) para consolidar os partidos políticos no país. Por enquanto, tem-se uma salada mista de siglas que vivem a trocar de nome e a se cindir ou fundir a todo momento (a novidade da vez é o DEM - Democratas – mais conhecido por sua antiga sigla, PFL – que já (re)nasce com cara de moderninho, com direito a vídeo do YouTube na página inicial, blog oficial, e sede no Second Life – ao menos por enquanto, se o partido trocar de nome, o candidato eleito não perde o cargo :P).

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  Projetos de lei criativos

No Consultor Jurídico, uma enumeração em tom humorado do que nossos representantes andam propondo como lei lá em Brasília.
Não achei tão absurdas as proposições. Algumas até fazem sentido. Exemplos: feriado no Dia da Consciência Negra e detector de metais em ônibus.
A matéria também ressalta a atual popularidade das temáticas de crimes hediondos e redução da menoridade (ou maioridade?) penal. Por fim, também esclarece que a quantidade de projetos propostos não é levada em conta na avaliação do desempenho parlamentar.

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terça-feira, 27 de março de 2007

  Achado pode ser roubado: os limites entre abandono e perda da coisa

Diz o ditado popular que “achado não é roubado”. Mas até que ponto a perda de uma coisa é capaz de transferir a posse para outra pessoa?

No Direito Civil brasileiro, a idéia de posse baseia-se numa noção de fato, e não de direito. Basta que exista a situação fática de posse para que ela seja reconhecida. A posse caracteriza-se pela presença de dois elementos: um elemento objetivo (corpus) e um elemento subjetivo (animus). O Código Civil de 2002 assim define o possuidor em seu art. 1.196: “Considera-se possuidor todo aquele que tem de fato o exercício, pleno ou não, de algum dos poderes inerentes à propriedade”

A idéia de posse se contrapõe à de propriedade, esta sim uma relação de direito, instituída com base em um título judicial, e exercida em caráter exclusivo.

Embora as hipóteses de perda e abandono de uma coisa apareçam como causas de perda da posse, nem sempre o terceiro que encontra algo perdido tem o direito legítimo de se considerar possuidor do bem encontrado. O primeiro ponto a ser esclarecido é o fato de que alguém achar um bem não lhe dá propriedade no direito brasileiro, o que já é suficiente para derrubar o ditado popular. Desse modo, não se perde direito de propriedade pela perda da coisa. Perde-se a posse, que é relação de fato. Já o abandono faz perder também a propriedade. Se alguém achar algo, sem que a situação caracterize inequivocamente um abandono, a atitude correta a ser tomada é entregar a coisa à autoridade municipal, para que esta instaure um processo administrativo para buscar o efetivo proprietário, através da publicação de um edital informando as características do bem encontrado.

Perder algo significa não saber onde essa coisa está. Se a pessoa perdeu algo, mas ainda está procurando, nesse espaço de tempo em que procura não se tem ainda como perdida a coisa. Se alguém acha a coisa na rua enquanto o proprietário anterior ainda está procurando, tudo vai depender das circunstâncias do fato concreto. O proprietário ainda estava procurando pela coisa? Quanto tempo se passou desde a perda? O proprietário já tinha se dado conta de que havia perdido a coisa? Se ele parou de procurar, a coisa que era perdida (res desperdita) se torna res derelicta (coisa abandonada), mas ainda lhe resta a opção de entrar com ação reivindicatória, que discute propriedade (e não posse). Pode ainda tentar provar que o outro possuía de má fé a partir de uma ação possessória. Se o proprietário não parou de procurar, o bem permanece coisa perdida, e, por isso, subsiste para quem encontra a obrigação de restituir ao dono.

Já o abandono de algo (e não a simples perda) precisa ser provado. Para saber ao certo, o ideal seria poder penetrar na mente daquele que abandonou a coisa. Como isso não é possível, a diferença entre perda e abandono é percebida pelo contexto, pelas circunstâncias que envolvam o fato. Não há forma prescrita para o abandono. Pode haver a prática de atos que demonstrem que a coisa foi abandonada, como depositá-la em um lixo, ou deixá-la em uma área desabitada. A vontade manifesta (exteriorizada) de quem largou a coisa demonstra se foi perda ou abandono. O arrependimento não restaura a posse. Para o direito, vale a vontade humana demonstrada. Pode-se no máximo começar a ter a posse de novo.

Assim, perder alguma coisa não faz com que automaticamente a posse se transfira para quem encontrar a coisa. Além disso, a propriedade permanece (pelo menos até decorra o prazo de 5 anos – de acordo com o art. 1.261 do Código Civil, esse é o tempo que deve transcorrer para que alguém transforme a posse de coisa móvel em propriedade, mesmo que não tenha título judicial, ou que aja de má fé). No caso de abandono, começa a contar desde logo prazo para usucapião. A posse é perdida no momento de abandono da coisa.

Bonus track

Aplicação prática disso tudo no ambiente virtual: no Second Life, a propriedade privada é assegurada de tal forma que o abandono de um objeto, ou a perda de algo, não transfere a posse – é dever daquele que a encontrar, ou do proprietário do território onde a coisa foi perdida, devolver o item perdido ao inventário daquele que perdeu a coisa. O item perdido retorna automaticamente para a categoria “Lost and found” – mesmo que tenha sido abandonado :P Para transferir a posse de algo para alguém, é preciso realizar a tradição da coisa (entrega online, que requer aceitação por parte daquele que recebe). Mas se o item tiver sido criado por quem transfere a posse, o nome do criador permanecerá anexado à coisa (a propriedade intelectual é resguardada).

Já fiz o teste. Perdi sistematicamente várias coke cans em diversas partes do mundo virtual de SL. Todas foram devidamente devolvidas pelos respectivos proprietários dos terrenos. A última levou quase uma semana. Mas foi devolvida.

Até que ponto é insano pensar em fazer um TCC sobre posse e propriedade no Second Life?

(Fonte de inspiração: aula de Civil IV de hoje)

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segunda-feira, 26 de março de 2007

  Jogo do Inter em Bagé

Dêem uma olhada nesta notícia.

É impressão minha ou eles praticamente destruíram a imagem da minha cidade? o.0
O interessante é que a partida Inter X Guarany-BA realmente movimentou Bagé. O povo encarou como um verdadeiro espetáculo. Era o evento da cidade no final de semana. Até meu pai foi - apesar de não torcer nem para o Inter, nem para o Guarany.
É nisso que dá chegar à primeira divisão após ficar anos e anos na segunda divisão do campeonato estadual. O pessoal fica deslumbrado :P

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  And the Oscar goes to...

Saiu hoje a lista dos vencedores do YouTube Video Awards. Aparentemente, nenhuma grande surpresa. Destaque para a idéia do Free Hugs Campaign, vencedor da categoria vídeo mais inspirador. Dar abraços aleatórios para desconhecidos na rua não parece ser uma tarefa fácil.
Meu único voto foi para o Kiwi, que acabou vencendo na categoria de vídeo mais adorável. A lista completa dos vencedores pode ser vista no site.

Update -- acabei de assistir ao vídeo vencedor na categoria de melhor comédia. Okay, o vídeo é divertido. Mas... melhor vídeo de comédia de 2006? Tem certeza?

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sábado, 24 de março de 2007

  Bagunça virtual

Por enquanto, não passa de um protótipo de pesquisa em andamento. Mas em um futuro não muito distante a área de trabalho do computador poderá se parecer com uma área de trabalho real. E a semelhança irá além dos ícones que lembram um escritório (lixeira, pasta de arquivos, miniatura de computador). Até mesmo a bagunça poderá ser copiada. A idéia do BumpTop é fazer uma metáfora completa de uma área de trabalho física. Fruto de uma pesquisa realizada por Anand Agarawala, um estudante de ciências de computação da Universidade de Toronto (no Canadá), o BumpTop permite que os arquivos e programas sejam manuseados em um ambiente 3D como se tivessem existência física – é possível folhear, empilhar, esmagar, amassar, arrastar e pendurar os arquivos. Seria como se as imagens que representam os arquivos estivessem sujeitas à gravidade.
Por enquanto, a idéia ainda não foi lançada comercialmente. Mas há planos para que uma versão beta seja liberada em breve. No site BumpTop.com, é possível assistir a um vídeo que demonstra o funcionamento da ferramenta. Também dá para ler a tese de mestrado de Agarawala ou acompanhar online o porftólio dos produtos desenvolvidos pelo autor (mas, de longe, a idéia do BumpTop é a mais interessante de todas).

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quinta-feira, 22 de março de 2007

  Salvem o ursinho Knut

O mundo está comovido com a polêmica do ursinho Knut. Knut é um urso polar nascido no dia 5 de dezembro do ano passado. Ele foi rejeitado pela mãe ao nascer, e o pessoal do zoológico de Berlim decidiu adotá-lo. A polêmica surgiu quando ativistas ambientais começaram a defender a necessidade de sacrificar Knut. Ele teria se apegado demais a seus treinadores, o que poderia fazer com que ele não tenha condições de se adaptar à convivência com outros ursos, ou até mesmo a uma vida solitária no zoológico. E, à medida que for crescendo, o ursinho se tornará mais agressivo, o que resultará numa convivência com humanos cada vez mais difícil.

A comoção popular só tende a crescer. Knut é tratado como se fosse um ursinho de pelúcia antropomorfizado: o canal alemão RBB posta vídeos e fotos de Knut em sua página na Internet. Knut tem até um blog (em primeira pessoa e com espaço para comentários!). A emissora também pretende criar um programa semanal para mostrar as peripécias do ursinho na TV.

Sim, há problemas mais graves acontecendo no mundo. Mas, mesmo assim, o destino de um ursinho polar rejeitado pela mãe é capaz de comover o mundo todo pelo inusitado da situação. Alguém consegue entender os humanos?

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terça-feira, 20 de março de 2007

  YouTube Awards

Sabe aquele vídeo massa que você viu no YouTube no ano passado? Pois é, ele pode estar concorrendo ao prêmio de melhor vídeo do ano... O YouTube decidiu premiar os melhores vídeos disponibilizados em seu sistema. A escolha se dará por voto dos usuários do site. Os vídeos mais populares participam da disputa. As categorias são bem diferentes das tradicionais premiações cinematográficas: há prêmios para o vídeo mais criativo e para o mais inspirador, além das categorias melhor série, melhor comédia, melhor musical, melhor comentário, e vídeo mais adorável. A votação é feita por rounds. No dia 23 de março serão anunciados os vídeos que obtiveram a melhor classificação no cômputo geral de todas as etapas. Os vencedores serão anunciados no dia 26 de março. Serão 70 concorrentes, divididos em 7 categorias.

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  Decisão incomum

A notícia é antiga. Mas vale a pena comentar. Em 2003, o juiz Rafael Gonçalves de Paula, da 3ª Vara Criminal da Comarca de Palmas, no Tocantins, emitiu uma decisão um tanto incomum. O objetivo era mandar soltar dois sujeitos indiciados pelo furto de duas melancias. Ele poderia se limitar a dizer que a soltura se justificava pelo irrisório valor da coisa furtada (princípio da bagatela), ou então que o direito penal não deveria interferir numa conduta praticada contra um bem jurídico de valor tão pequeno (princípio da intervenção mínima). Mas não. O juiz foi além. Alegou isso e muito mais. Tanto que sua decisão acabou adquirindo fama nos quatro cantos do país, inclusive sendo citada como fundamento para outras decisões para casos semelhantes.
O interessante é que o texto serve para demonstrar o quanto os textos jurídicos em geral costumam ser cheios de informação, mas vazios de sentido – escrevem-se grandes dissertações sobre um tema, defendendo uma idéia, quando, na verdade, o essencial poderia ser dito com menos palavras, de uma forma mais clara, como fez esse juiz...
Em 2006, o despacho do juiz teria entrado para o banco de dados da Escola Nacional de Magistratura.

Curiosidade inútil: a decisão costuma circular pela Internet na forma de e-mail, com a redação “atualizada” para os tempos de mensalão. No original consta um trecho sobre os “engravatados que sonegam milhões dos cofres públicos”. Em 2003 ainda não existia a expressão mensalão – ao contrário da corrupção, que sempre existiu em nosso país.

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  Orkut ainda não morreu

...a.k.a. Indianos também acreditam em correntes, parte 2

(sem assunto)HEY ITS DIANNA, FROM THE DIRECTOR OF ORKUT,EVERYBODY SORRY FOR THE INTERRUPTION BUT ORKUT IS CLOSING THE SYSTEM DOWN BECAUSE TOO MANY BOTTERS ARE TAKING UP ALL THE NAMES, WE ONLY HAVE 57 NAMES LEFT, IF YOU WOULD LIKE TO CLOSE YOUR ACCOUNT, DONT SEND THIS MESSAGE, IF YOU WANT TO KEEP YOUR ACCOUNT ,SEND THIS MESSAGE TO EVERYONE ON YOUR LIST. THIS IS NOT A JOKE, YOU'LL BE SORRY IF YOU DONT SEND IT. THANKS DIRECTOR OF ORKUT, TIM BUISKI. WHOEVER DOESNT SEND THIS MESSAGE, YOUR ACCOUNT WILL BE DEACTIVATED AND IT WILL COST YOU $ 10.00 A MONTH TO USE IT.

Vamos aos fatos:
- Dizer que se fala em nome do diretor da organização torna a mensagem mais importante?
- Eles pedem desculpa pela interrupção, mas... e se eu não quisesse ser interrompida?
- O que vem a ser um botter?
- Eles têm 57 nomes de quê sobrando? Nomes de usuário? Nesse caso, teria sobrado provavelmente só coisas absurdas, tipo, 16hgs8tt25. Melhor negócio seria vender contas do Orkut para futuros interessados em entrar para a rede social. Com aquela história da lei da oferta e da procura, certamente teríamos pessoas do mundo todo interessados em pagar bem caro por uma conta. Principalmente os indianos. O Orkut já não faz mais tanto sucesso no Brasil mesmo... Mas, peraí, por acaso o nome dos usuários do Orkut precisa ser exclusivo? Estariam então acabando no universo irreal criado pela corrente as Contas Google como um todo?
- Enviar a mensagem para todos faz manter a conta. Não agir leva à destruição. Ação leva à inação, e a inação leva à ação? E a lei da inércia?
- Clássico. Dizer textualmente que não é uma piada é ter a garantia de que realmente se trata de uma piada.
- Você vai se arrepender se não enviar esta mensagem... Mas e se a pessoa estava apenas esperando um pretexto para sair definitivamente do Orkut?
- Diretor do Orkut – Tim Buiski. Busca rápida Google: pelo menos os 10 primeiros resultados associam o nome a práticas de spam e hoaxes. Inclusive do Yahoo.
- Falta uma vírgula após o thanks. Do contrário, parece que a mensagem está agradecendo ao pseudodiretor do Orkut pela medida absurda (o que, forçando a barra, pareceria uma ironia), ao invés de ser o falso-diretor do Orkut quem está agradecendo pela atenção :P
- Então, vejamos... se a pessoa envia a mensagem para todos da lista, mantém a conta. Se não envia, perde a conta – e, como punição extra, terá de pagar 10 “dinheiros” (dólares, talvez) por mês para poder voltar a usá-la.

Conclusão – ninguém pode alegar que a corrente não funciona, pois, ao enviar para todos os amigos da lista, a pessoa irá manter a conta - funcione a corrente ou não - mas às custas de torrar a paciência de todos os seus amigos com o envio de mais uma corrente pelo Orkut...

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domingo, 18 de março de 2007

  Second Life

A revista Época desta semana traz uma matéria de capa sobre o Second Life. O clima da reportagem parece ser em tom de "será esse o futuro da Internet?". A revista anda bem tecnológica ultimamente. Já teve capa sobre blogs, iPhone, You Tube, entre outras maravilhas raitéqui.

Em tempo: quando ficará pronta a versão brasileira do SL?

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  Aula de globalização no cinema

Quer entender como funciona a globalização? Assista Babel. Com o filme dá para ter uma boa noção de como é que se dá essa história de que uma ação implica em outra em um mundo globalizado. Um ato praticado de um lado do mundo, por mais sutil que seja, pode provocar reações as mais absurdas do outro lado do planeta – o que tem tudo a ver com a teoria do caos, pela qual o bater de asas de uma borboleta no Japão seria capaz de provocar um furacão em New York (no sentido de que o ventinho produzido pelas asas da borboleta fosse capaz de tocar uma corrente de ar que fosse capaz de ir adiante, multiplicando forças, até chegar na tempestade). No filme, os nexos causais são um pouquinho mais explícitos. E os pontos vão se ligando aos poucos, não necessariamente de forma linear. As tramas se entrelaçam de tal modo que o principal do filme não é o final, mas a seqüência de cenas. A trilha sonora também é fantástica. Não é à toa que levou o Oscar.

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sábado, 17 de março de 2007

  A incrível história dos emoticons

Conforme atestam várias páginas da web, o emoticon, ou a idéia de representar graficamente emoções na tela do computador, teria surgido por acaso, numa tentativa de ajudar a distinguir entre mensagens de humor e mensagens mais sérias. Uma cópia do log da discussão que deu origem às clássicas carinhas “:-)” e “:-(“ pode ser ainda encontrado na Internet. Scott E. Fahlman se diz o inventor do :-), e a invenção teria se dado no começo dos anos 80.

Outros afirmam que o primeiro emoticon teria aparecido ainda em 1979, pelas mãos de um tal de Kevin Mackenzie. Ele teria usado o estranho símbolo -) para expressar graficamente uma emoção na tela do computador. A idéia era representar uma língua no queixo (o hífen representa uma língua, e não um nariz) para passar a idéia de humor. Mesmo que se pareça fisicamente com :-), o significado era diferente. Mesmo assim, -) não parece ter servido como inspiração para os demais emoticons que foram surgindo depois.

Indo mais a fundo ainda, em uma entrevista para o New York Times em 1969, Vladimir Nabokov teria afirmado: “Eu muitas vezes penso que deveria haver um sinal tipográfico especial para um sorriso – algo como uma marca côncava, um parêntese deitado, o qual eu gostaria de traçar agora como resposta a sua questão”. Seria essa uma previsão abstrata histórica do que seria anos depois um emoticon?

Qualquer que tenha sido o pai do emoticon, desde o princípio os sinais textuais eram uma maneira simplificada de representar graficamente as emoções em interações virtuais, bastante apropriada para o baixo desempenho dos primeiros computadores aliado às irrisórias velocidades de interconexão dos primórdios da Internet. De lá para cá, os emoticons foram se desenvolvendo, e novas versões aprimoradas, coloridas, na forma de desenhos ou em 3D, foram surgindo. Muitas vezes, usam-se até emoticons que nem sequer representam emoções, como no caso de se usar uma xícara para indicar café.

De acordo com a etimologia popular, emoticon viria do inglês emotion (emoção) + icon (ícone). Segundo a Wikipedia, um emoticon é uma arte em ASCII usada em mensagens textuais como uma marca informal para indicar emoções e atitudes que poderiam ser feitas pela linguagem corporal nas comunicações face-a-face.

Os emoticons costumam funcionar como ícone ou índice. Será ícone quando guardar semelhanças físicas com o objeto real que representa (ex.: forçando um pouco, :-) guarda uma certa analogia com o modo como o rosto de alguém se parece ao sorrir). Já o índice é quando algo faz lembrar outra coisa por uma relação de similaridade conceitual. É mais ou menos o que acontece com uma xícara de café ao lado de um nome para indicar que o usuário está longe do computador. Xícara lembra café que lembra momento de descontração e descanso. Outro exemplo é a figura de uma violão para significar música.

Formas aprimoradas de emoticons também surgiram com o tempo. Como exemplo, há o estilo da Ásia Oriental, que são emoticons textuais que não requerem que se vire a cabeça para serem compreendidos, como (-_-) para significar tristeza ou tédio. Atualmente, os programas instantâneos de trocas de mensagens costumam vir com emoticons gráficos animados, como é o caso do MSN Messenger.

Sejam gráficos, lineares, ou textuais, o que importa é que os emoticons são um elemento indispensável na nossa vida virtual. Sem eles, grandes desentendimentos poderiam ocorrer, na medida em que as pessoas teriam dificuldades em compreender o estado de espírito de quem escreve uma frase puramente textual na Internet. De outro modo, como identificar que algo se trata de ironia, sarcasmo, deboche, piada, pilhéria, ou da mais pura e insana verdade?


Links relacionados:10 fatos sobre os smileys* - matéria especial do GuardianUnlimited que resume a trajetória dos smileys. Texto de 2002.
Livro “Smileys” - escrito em março de 1997 por David Sanderson, trata-se de uma tentativa de catalogar todos os smileys existentes até então.
Smiley Dictionary - segundo o GuardianUnlimited, há vários outros dicionários similares na Internet.


* não consegui encontrar nenhuma página que me explicasse a real diferença entre emoticon e smiley. Talvez seja algo sutil como o primeiro termo para tudo e o segundo apenas para as carinhas...

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quinta-feira, 15 de março de 2007

  Controle do tempo

Por que é tão difícil controlar a relação atividades por fazer / tempo disponível?

Possíveis razões – é inerente à natureza humana tentar considerar o tempo como uma medida linear, como algo que possa ser 'medido'. Assim, na ânsia de atingir a máxima produtividade, muitos crêem veementemente que trabalhar mais horas traz como conseqüência lógica uma maior produtividade. Entretanto, não é bem assim que funciona. Muitas variáveis entram em cena para determinar a produtividade. Esses fatores podem ser de ordem pessoal, psicológica, institucional, econômica, entre outros. Na prática, até o ambiente onde se está realizando a atividade pode influir no tempo a ser despendido para realizá-la.
Outro motivo que nos mantém na ilusão de que o tempo é controlável é tentar usar como parâmetro para a produtividade a experiência dos outros, desconsiderando o fato de que cada ser humano vive em um contexto diferente e realiza ações diferentes, de modo diferente, em momentos diferentes, o que os leva a ter predisposição em níveis diferentes para fazer cada coisa.

Okay, a teoria está devidamente assimilada. Mas, na prática, não consigo entender por que não está dando tempo para fazer as coisas! Estou tendo dificuldades em administrar meu tempo desde o início do semestre. Gasto tempo demais com atividades improdutivas (entenda-se por improdutivo algo que se faça em momentos de ócio, mas em sentido oposto à noção de ócio criativo), e, como conseqüência, não sobra tempo para outras coisas também interessantes, como, por exemplo, participar mais ativamente na blogosfera (isso sim seria ócio criativo). Estou atrasada nas leituras jurídicas, não consigo achar tempo para fazer as coisas, estou sempre cansada e sem paciência, mas, proporcionalmente, tenho três vezes mais tempo livre que no ano passado (tomando-se como critério de comparação eu mesma no ano passado, vou precisar correr muito para conseguir me atingir :P A pior competição é contra si próprio...).

Se alguém aí souber uma fórmula para melhor aproveitamento do tempo, me avise - estou precisando desesperadamente de uma :P (mesmo sabendo que fórmulas para controlar o tempo não existem... mesmo sabendo que o tempo não tem controle...)

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terça-feira, 13 de março de 2007

  Falha no Digg

Essa é boa. Uma jornalista da revista Wired queria provar que existiam falhas no funcionamento do Digg. E conseguiu.

A matéria, intitulada “I Bought Votes on Digg” (“Eu comprei votos no Digg”), explica detalhadamente como Annalee Newitz, jornalista da Wired, conseguiu contratar uma empresa norte-americana para burlar o sistema de votos do Digg.

O Digg é um exemplo típico de site da Web 2.0, baseado na colaboração dos usuários. Cada usuário pode participar através do envio de links para postagens de blogs, notícias, sites ou qualquer outra página da Internet que seja interessante ou inusitado, e o resto da comunidade participa dando um voto positivo ou negativo ao material enviado. Os materiais mais votados adquirem popularidade de forma astronômica, pois, à medida que recebem mais votos, recebem maior visibilidade, o que leva a uma maior quantidade de votos, num círculo vicioso que só não permanece por mais tempo porque outras novidades podem surgir, e as pessoas seguem a onda e passam a votar na novidade seguinte. Aliás, o verbo to digg, em inglês, significa cavar, ir a fundo, o que tem tudo a ver com a forma de funcionamento do site.

O que a jornalista da Wired fez foi contratar um serviço pago para alavancar a popularidade de uma página intencionalmente criada para testar as falhas do sistema do Digg. Para isso, Newitz criou um blog fraco e sem muito propósito, reunindo fotos de multidões coletadas aleatoriamente no Flickr, mas sem que houvesse muita lógica na escolha das imagens. De uma página totalmente desconhecida no ciberespaço, o blog se transformou em um grande fenômeno no Digg. Para tanto, Newitz teve de desembolsar U$20 para o serviço, mas um adicional de U$1 por voto. Além dos votos pagos, o blog recebeu inúmeros votos de pessoas que seguiram a onda e também deram um ponto positivo à página. Mas não tardou muito para as pessoas percebessem que o blog não tinha razão nenhuma para estar no topo da página, e ele acabou caindo.

A maluquice serviu para provar que o Digg apresenta falhas, mesmo que a empresa insista em dizer que o sistema é praticamente infalível.

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A notícia foi recebida pelo feed de Mídia do Le Monde. Também recebo feeds da Wired, mas por algum motivo essa história tinha me escapado. Não sei até que ponto gosto desse sistema de só receber notícias selecionadas por RSS. Ás vezes acompanhar um jornal completo seria útil para saber o que acontece no mundo em áreas as quais geralmente não demonstro qualquer tipo de interesse. Por exemplo, de que outro modo eu poderia saber que algum time de futebol jogou, ganhou ou perdeu, se não for a partir da capa de um jornal impresso? Talvez eu reconsidere o cancelamento da assinatura do jornal impresso. Não estou pronta para receber informações apenas pela Internet.

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  Hiper-realidade

Baudrillard não morreu dia 6 de março.

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segunda-feira, 12 de março de 2007

  Direito e jornalismo

A coluna do Ombudsman do Comunique-se desta semana menciona a importância de um jornalista saber usar adequadamente os termos jurídicos. Mesmo que só tenha noções gerais de Direito, um bom jornalista deveria ter o telefone de um advogado sempre por perto, para tirar as dúvidas mais freqüentes. O que não dá é para esbarrar em terminologias obscuras ou juridiquês barato. Um exemplo clássico é quando algum artigo de uma lei qualquer diz ser "defeso" o direito de fazer alguma coisa. A tendência natural do ser humano é achar que algo que é defeso é proibido, quando, na verdade, o significado da palavra remete a algo que é o completo oposto. Um dos exemplos citados pela coluna (confundir mandato por mandado) aconteceu até na prova do concurso para o TRF da 4ª região, supostamente elaborada por Operadores do Direito. O pessoal estava querendo anular uma questão inteira porque dizia mandato ao invés de mandado em uma das alternativas.
Depois dizem que Direito e Jornalismo não têm nada a ver. Os dois cursos são, sim, muito similares. Basta ter a chance de conviver com ambos para perceber... :P

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domingo, 11 de março de 2007

  Um quase-google-bombing

1 - Entre no Google
2 - Digite “entediante” no campo de buscas. Sem aspas.
3 - Clique em “Estou com sorte”.
Voilà. E eu nem precisei fazer um google bomb para isso.

Pergunta prática: se eu quisesse alterar o conteúdo da postagem para algo feliz (tipo, associar a palavra da busca a alguma personalidade política), o resultado no Google permaneceria o mesmo? Eu poderia fazer um Google bombing ao contrário? :P

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  Jornalismo interpretativo

Ainda na mesma linha do post sobre o mundo sem jornalistas...

“Está claro que o rádio não acabou com o livro, a TV não acabou com o rádio e nem a TV e o rádio juntos acabaram ou vão acabar com os jornais, muito menos a internet. O suporte de papel é insubstituível em sua especificidade, pelo menos no modo conhecido. As mídias se complementam e todas se voltam para a conquista do leitor com serviços de qualidade.
O diferencial é exatamente a qualidade.”

(trecho de “O texto interpretativo”, de Pedro Celso Campos, no Observatório da Imprensa)

O artigo completo trata-se de uma verdadeira aula de jornalismo interpretativo, que explica como, quando e por que interpretar e em que situações o jornalista deve fazer isso. A essência do jornalismo impresso estaria na interpretação. Em um mundo no qual os avanços tecnológicos permitem que se transmitam os acontecimentos enquanto ainda estão acontecendo, seria um engano relegar ao jornal impresso a tarefa de simplesmente informar sobre os fatos do dia-a-dia. A informação dada pela imprensa chega com até um dia de atraso em relação aos meios eletrônicos (tevê, rádio e Internet). E para compensar isso, para dar um motivo para o leitor comprar o jornal do dia seguinte após ter visto o fato ao vivo pela televisão, escutado a informação pelo rádio, ou acompanhado minuto a minuto pela web, um dos caminhos é apresentar a informação interpretada, com análises, cruzamento de fatos, analogias, comparações, dados que ajudem a contextualizar o fato e conclusões. Só assim o jornalismo impresso não estará perdido.

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  Título de livro mais bizarro do ano

O site theBookseller.com está promovendo uma votação para escolher o título de livro mais bizarro do ano de 2006 (“Diagram Prize for Oddest Title of the Year”). Os concorrentes são:

Tattooed Mountain Women and Spoon Boxes of Daghestan, de Robert Chenciner, Gabib Ismailov, Magomedkhan Magomedkhanov e Alex Binnie (algo como “Mulher tatuada da montanha e caixas de colheres do Daguistão”)

How Green Were the Nazis? – Nature, Environment, and Nation in the Third Reich, Thomas Zeller, Franz-Josef Bruggemeier e Mark Cioc (“O quão verde eram os nazistas? – Natureza, ambiente e nação no Terceiro Reich”)

D. Di Mascio’s Delicious Ice Cream: D. Di Mascio of Coventry?An Ice Cream Company of Repute, with an Interesting and Varied Fleet of Ice Cream Vans, de Roger De Boer, Harvey Francis Pitcher e Alan Wilkinson (“Deliciosos sorvetes de Di Mascio: Di Mascio de Coventry, uma companhia de sorvetes de reputação, com uma interessante e variada frota de furgões de sorvetes”)

The Stray Shopping Carts of Eastern North America: A Guide to Field Identification, de Julian Montague (“Os carrinhos de supermercados desgovernados da América do Norte Oriental: um guia para identificação de campo”)

Proceedings of the Eighteenth International Seaweed Symposium (“Relatórios do décimo oitavo simpósio de algas”)

Better Never To Have Been: The Harm of Coming Into Existence de David Benatar (“Melhor nunca ter sido: os danos de alcançar a existência”).

O vencedor do ano passado foi People who don't know they're dead: how they attach themselves to unsuspecting bystanders and what to do about it, de Gary Leon (“Pessoas que não sabem que estão mortas: como elas se prendem a terceiros desavisados e o que fazer a respeito disso”).

Por enquanto, o que está na frente é o livro sobre os carrinhos de supermercados desgovernados. Meu voto foi para o livro da existência. Mas a tese dos nazistas verdes também é interessante.

Todos os concorrentes são títulos reais, e o prêmio é dado desde 1978. A disputa é tão séria que alguns livros com nomes bárbaros tiveram que ficar de fora por terem sido publicados antes de 2006. Vale a data de publicação na Inglaterra. O vencedor será anunciado no dia 13 de abril.

Via G1.

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sábado, 10 de março de 2007

  Um mundo sem jornalistas?

Nos dias 7, 8 e 9 de março de 2007 foi realizado na França a primeira edição do Assises Internationales du Journalisme (algo como “alicerces internacionais do jornalismo”). A questão que permeou os debates dessa edição do evento era “Un monde sans journaliste?”.

Logo na abertura, Hervé Bourges, presidente da União internacional da imprensa francófona, falou sobre a Web 2.0 e da facilidade que qualquer pessoa tem para poder publicar uma matéria na Internet, o que poderia levar a uma mídia sem jornalistas.

Embora haja o temor de que no futuro a figura do jornalista (enquanto profissional formado em uma universidade) se torne dispensável, é preciso levar em consideração que o webjornalismo cidadão ainda está dando os primeiros passos. Não sei se já existem estatísticas quanto a isso, mas, pelo que tenho observado, muito pouca gente possui o hábito de colaborar em espaços participativos. Os espaços seriam restritos a alguns poucos interessados, o que seria incapaz de acabar com a grande mídia. Como fonte alternativa e complementar, entretanto, o jornalismo cidadão pode se mostrar bastante eficaz. Nem sempre o jornalismo tradicional é capaz de cobrir todos os acontecimentos do mundo (há interesses os mais diversos, notadamente comerciais, organizacionais, políticos e econômicos, que cerceiam a “liberdade” da imprensa tradicional)

Há diferentes formas de um cidadão poder colaborar com a veiculação de conteúdos midiáticos pela Internet. A forma mais básica é através de um blog. Mas não um blog que faça reverberação midiática (aquele que só repete o que já disse a grande mídia – é mais ou menos isso o que eu faço :P), e sim uma página que crie seu próprio conteúdo, busque suas próprias fontes, produza sua própria informação. Também é possível atuar em espaços colaborativos junto a sites de grandes veículos (Minha Notícia do IG, Citizen Journalist do MSNBC, vc repórter do Terra, FotoRepórter do Estadão, Cidadão Jornalista da Folha, e assim por diante). Nesses lugares, há uma certa restrição da liberdade, pois os sites se reservam no direito de publicar ou não publicar o conteúdo colaborativo, e, mesmo que escolham publicar a matéria do “cidadão”, muitas vezes também podem editá-la. Há ainda páginas específicas de conteúdo construído de e para cidadãos, em que eles mesmo se auto-organizam (Overmundo), ou com intervenção jornalística para seleção e hierarquização das informações (BrasilWiki). Por fim, há páginas construídas colaborativamente que repetem informações dadas pela mídia tradicional (Wikinews) e lugares onde é possível sugerir links para matérias interessantes que tenham saído em qualquer tipo de mídia (Linkk, Rec6, Digg).

Entretanto, pelo que tenho observado nesses sites, por mais que o cidadão possa criar, redigir e até publicar a sua matéria, isso não dispensaria a atuação de um jornalista enquanto profissional apto a adaptar o texto ao estilo jornalístico ou para hierarquizar as informações. O cidadão pode ter a criatividade, a curiosidade e uma boa redação. Mas ele não terá o nível de técnica suficiente que se aprende com a prática profissional associada à experiência universitária.

A nova geração de serviços de Internet (sintetizados no termo “Web 2.0”) pode contribuir para que cada vez mais pessoas possam colaborar na difusão de informações isentas e despretensiosas. Mas talvez não seja caso de dizer que o fim do jornalista está próximo. No máximo, ele terá que aprender a conviver com a concorrência de jornalistas cidadãos cada vez mais dedicados à produção amadora de notícias. Espaços para discussão como o proporcionado pelo evento da França são necessários para que os jornalistas desenvolvam a consciência crítica de que precisam ir além do fato noticiado se não quiserem perder espaço para o cidadão.

Para mais informações sobre o jornalismo cidadão, a revista Link do Estadão fez uma série de matérias sobre o assunto. (Aliás, o tema desta edição é o Second Life. Vale a pena conferir também). Há ainda o livro “We the media” e o site do Center for Citizen Media, ambos criados por Dan Gillmor.

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sexta-feira, 9 de março de 2007

  Criatividade tolhida

Espero que a crise seja breve. Só sei que não consegui escrever sequer uma linha decente de texto nas últimas duas semanas :P

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quinta-feira, 8 de março de 2007

  Easter Egg

Eu provavelmente devo ser a última cidadã sobre a face da Terra que ainda usa a versão 97 do Pacote Office. O programa é de 10 anos atrás, mas, incrivelmente, ainda funciona.
Sabia que tinha um pretenso simulador de vôo nos créditos do Excel 97, mas nunca tinha visto o:

”Pinball” (ou algo que lembra remotamente um jogo tipo pinball) no Word 97

Passos para acessá-lo:

1. Viaje no tempo e compre um 486 com Windows 98.
2. Abra o Word. Crie um novo arquivo.
3. Digite “Blue”. Sem aspas.
4. Selecione a palavra digitada.
5. Vá em Formatar > Fonte. Escolha o estilo Negrito e a cor Azul.
6. Volte para o documento, e digite um espaço após a palavra “Blue” (ficará “Blue ”).
7. Vá em Ajuda > Sobre o Microsoft Word
8. Aperte concomitantemente as teclas ctrl, shift, setinha para esquerda enquanto clica com o botão do mouse em cima do logo do Word.
9. Divirta-se. Se conseguir. Os comandos são Z para a barrinha da esquerda, M para a da direita e ESC para sair. Assim como no Excel, também aparecem os créditos do programa junto ao “jogo”.

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quarta-feira, 7 de março de 2007

  América para os americanos?

"Ahora América es, para el mundo, nada más que los Estados Unidos: nosotros habitamos, a lo sumo, una sub América, una América de segunda clase, de nebulosa identificación"
(Eduardo Galeano em "Las venas abiertas de América Latina" - livro de 1970)

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terça-feira, 6 de março de 2007

  A supervelocidade das informações

A Petrobrás organizou uma palestra que aconteceu simultaneamente no mundo real e no mundo virtual. Era possível acompanhar o evento ao vivo em dois lugares: no estande da Petrobrás no Proxxima (Encontro Internacional de Comunicação Digital), ou no auditório virtual da empresa dentro do Second Life.

Inicialmente, iriam ser realizados dois eventos. Um hoje, das 13h10 às 14h10, e outro amanhã, no mesmo horário. Mas como havia a previsão de que o sistema do SL ficaria fora do ar nesse período na quarta-feira, o conteúdo das duas palestras foi condensado e transmitido em um só dia.

Resumindo ao máximo, o evento já aconteceu, e a palestra foi muito interessante. E antes que alguém me culpe por não ter avisado antes, até o Terra esbarrou na velocidade de transmissão das informações pela web e deu a informação 3 minutos depois de ter acabado. Quem duvida pode conferir no site.





A data atesta que a notícia foi publicada às 14h13 de hoje. Logo abaixo, há a informação de que a palestra terminaria às 14h10, e que era preciso chegar com 15 minutos de antecedência. Também não há a ressalva de que a palestra de amanhã foi cancelada. Nada como o jornalismo online, mais ágil, mais rápido e mais interativo do que as outras mídias...

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domingo, 4 de março de 2007

  A máquina dos concursos públicos

A indústria dos concursos públicos é um setor que movimenta grandes somas de dinheiro a cada ano. Milhares de pessoas tentam a “sorte” em provas para as quais muitas vezes se fornece uma ou no máximo duas vagas sob a promessa de salário bom aliada à estabilidade do serviço público.

Essa máquina vende a ilusão de um emprego estável a 116 reais (preço da inscrição mais a apostila – sim, eu paguei pelos dois). Há também quem invista em cursos preparatórios para concursos (okay, confesso que fiz quatro aulas de lógica). O resultado é um investimento pesado para algo que no fundo não passa de uma verdadeira loteria (além de precisar saber tudo de tudo para passar, é preciso ter a sorte de estar diante das perguntas certas).

Fiz a prova para o TRF 4ª região hoje. Há uma vaga para técnico-administrativo para Pelotas. De cada 5 pessoas que transitavam pelos corredores do local de prova, 4 eram de rostos familiares provenientes da faculdade de Direito (colegas, conhecidos, amigos de bar). Ou seja, as chances de passar são mínimas.

Pelos meus cálculos, acertei pouco mais de 20 questões de conhecimentos específicos (de um total de 30 questões divididas entre português e matemática) e bem menos de 20 questões de conhecimentos gerais (de um total de 30 questões sobre noções básicas de legislação constitucional, administrativa, processual penal e processual cível). Errei boa parte das questões de português porque não consegui entender um dos textos da prova. Em compensação, a prova de matemática aparentava ser ridiculamente fácil. Apesar de tudo, o resultado não foi tão ruim. Eu não pretendia passar. Na verdade, não sei o que eu pretendia quando me inscrevi para o concurso. Fiz a inscrição em uma época em que fazia estágio voluntário na Justiça Federal. Ora, poder receber mais de 2 mil reais por mês para fazer o que eu fazia de graça era praticamente uma visão do paraíso. Mas trabalhar na área técnico-administrativa de uma repartição pública vai contra todos os meus objetivos de vida (terminar as faculdades, e continuar na vida acadêmica ad infinitum). Espero não precisar fazer concursos públicos para me dar bem na vida. Fazer concursos faz parte do meu plano D de vida.

Na dúvida, amanhã sai o gabarito. Em abril, sai o resultado final. Por um equívoco na hora da inscrição, meu nome vai acabar saindo na lista de classificação geral. Isso não é nada divertido. Em 2004, fiz o concurso para Oficial Escrevente. Até hoje a minha classificação nada digna pode ser consultada nas páginas do Google (algo como 8,9 mil, ou 9 mil e alguma coisa).

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sábado, 3 de março de 2007

  A difícil tarefa de dar nome a um bichinho

As pessoas costumam adotar as estratégias mais absurdas para escolher os nomes de seus animais de estimação. Alguns aproveitam a oportunidade para exercer a criatividade e escolhem nomes muito bacanas. Outros, menos afortunados em termos de inventividade, escolhem um dos nomes já clássicos para animaizinhos. Tem ainda gente que pede ajuda para os amigos, ou que mantêm o nome provisório dado pela Petshop, ou até mesmo aqueles que pedem ajuda para o Santo Google das Causas Impossíveis.
Comecei a pensar no processo de escolha dos nomes dos animaizinhos depois que ouvi uma colega de aula contando que fez uma lista das pessoas que ela mais odiava para escolher um desses nomes para usar como alcunha de sua mais nova cachorrinha. Cruel, pode-se dizer. Mas o fato é que temos total liberdade para batizar nossos bichinhos.
Um deputado já tentou passar pelo Congresso um projeto de lei proibindo colocar nomes de seres humanos em animais. O resultado foi desastroso. Até o bichinho de estimação do presidente Lula tem nome de humano (“Michelle”). E, é claro, há muitas outras questões mais relevantes a serem discutidas pelos representantes do povo lá em Brasília.
Em geral, as pessoas escolhem o nome do animal com base em critérios de afetividade. Desse modo, predominam diminutivos e nomes associados a coisas fofas. Os termos que designam os animais não costumam ultrapassar duas ou três sílabas – mais do que isso o próprio animal será incapaz de assimilar, fazendo com que ele não entenda o próprio nome, ou, no máximo, fazendo com que o animal retenha apenas a sonoridade das sílabas mais fortes da palavra. Isso, é claro, só vale para animais que tenham alguma capacidade de escutar seus nomes (como exemplo, não é preciso chegar ao extremo de se nomear um peixe com uma palavra de duas sílabas, visto que dificilmente ele será capaz de responder a um chamado por seu nome).
Dentro do universo de escolhas possíveis, tem até pessoas que utilizam um daqueles nomes que demonstram total falta de criatividade (ou total criatividade, se se considerar que o nível de falta de criatividade é tão intenso que chega a ser criativo escolher um nome não-criativo). Isso seria algo do nível de chamar de “Preta” uma cachorra escura. Claro que tem também aqueles nomes que chegam a ser hors-concours no critério de (falta de) criatividade, como Totó ou Rex – se bem que de tanto que esses nomes eram considerados incriativos algum tempo atrás, já deve dar até para considerar que se cruzou o limiar da criatividade, e nomear um cão macho de “Totó” voltou a ser sinônimo de alto grau de inventividade.
Para quem está em dúvida, o Site do Cachorro traz uma lista de nomes para colocar em cãezinhos. Para nome de gatinhos, há outra lista. Na prática, não consigo entender qual seja a diferença entre uma lista e outra (tipo, existem nomes que sejam exclusivos para gatos ou para cachorros?). Como exemplo, na lista de nome de cães consta a sugestão “Garfield”. Na lista de gatos o nome não é sugerido.
Para quem quer fugir dos convencionalismos, vale colocar nome do ator ou personagem de seriado favorito (aliás, a dica “Alcapone” do Site do Cachorro chega a ser divertida), adotar nomes de personagens de desenho animado, ou até propor algo mais enigmático como as inicias do nome do seu irmãozinho. Por fim, há quem confie tanto na criatividade alheia que chega a pedir ajuda no Yahoo! Perguntas.
Qualquer que seja o critério de escolha do nome, o importante é que ele seja a cara de seu bichinho. Basicamente, para quem quer exercer a criatividade na escolha do nome, o céu é o limite.

(Palavra de quem: a) manteve o nome fornecido pela Petshop e b) tem o mesmo nome que o cachorro)

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quinta-feira, 1 de março de 2007

  Quando quem fala e de quem se fala são a mesma pessoa

Essa é boa. O jornalista sueco Niclas Rislund estava sendo processado por ter se passado por um policial durante uma investigação sobre um desaparecimento. Além do processo na Justiça, ele também acabou sendo demitido do jornal onde trabalhava, o tablóide Expressen. Atualmente ele trabalha para a revista Dagens Media.
Na terça-feira o caso ganhou destaque na imprensa sueca porque era a data da primeira audiência. Mas o que mais chamou atenção foi a matéria do Dagens Media sobre o caso. O próprio Rislund fez o relato, em terceira pessoa, do processo no qual estava envolvido. Ora, quem melhor para falar sobre um processo senão o próprio réu que está sendo julgado?
O fato ganhou repercussão, e está sendo discutido na Suécia. Até que ponto é ético um jornalista falar sobre si próprio?

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