terça-feira, 13 de março de 2007

  Falha no Digg

Essa é boa. Uma jornalista da revista Wired queria provar que existiam falhas no funcionamento do Digg. E conseguiu.

A matéria, intitulada “I Bought Votes on Digg” (“Eu comprei votos no Digg”), explica detalhadamente como Annalee Newitz, jornalista da Wired, conseguiu contratar uma empresa norte-americana para burlar o sistema de votos do Digg.

O Digg é um exemplo típico de site da Web 2.0, baseado na colaboração dos usuários. Cada usuário pode participar através do envio de links para postagens de blogs, notícias, sites ou qualquer outra página da Internet que seja interessante ou inusitado, e o resto da comunidade participa dando um voto positivo ou negativo ao material enviado. Os materiais mais votados adquirem popularidade de forma astronômica, pois, à medida que recebem mais votos, recebem maior visibilidade, o que leva a uma maior quantidade de votos, num círculo vicioso que só não permanece por mais tempo porque outras novidades podem surgir, e as pessoas seguem a onda e passam a votar na novidade seguinte. Aliás, o verbo to digg, em inglês, significa cavar, ir a fundo, o que tem tudo a ver com a forma de funcionamento do site.

O que a jornalista da Wired fez foi contratar um serviço pago para alavancar a popularidade de uma página intencionalmente criada para testar as falhas do sistema do Digg. Para isso, Newitz criou um blog fraco e sem muito propósito, reunindo fotos de multidões coletadas aleatoriamente no Flickr, mas sem que houvesse muita lógica na escolha das imagens. De uma página totalmente desconhecida no ciberespaço, o blog se transformou em um grande fenômeno no Digg. Para tanto, Newitz teve de desembolsar U$20 para o serviço, mas um adicional de U$1 por voto. Além dos votos pagos, o blog recebeu inúmeros votos de pessoas que seguiram a onda e também deram um ponto positivo à página. Mas não tardou muito para as pessoas percebessem que o blog não tinha razão nenhuma para estar no topo da página, e ele acabou caindo.

A maluquice serviu para provar que o Digg apresenta falhas, mesmo que a empresa insista em dizer que o sistema é praticamente infalível.

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A notícia foi recebida pelo feed de Mídia do Le Monde. Também recebo feeds da Wired, mas por algum motivo essa história tinha me escapado. Não sei até que ponto gosto desse sistema de só receber notícias selecionadas por RSS. Ás vezes acompanhar um jornal completo seria útil para saber o que acontece no mundo em áreas as quais geralmente não demonstro qualquer tipo de interesse. Por exemplo, de que outro modo eu poderia saber que algum time de futebol jogou, ganhou ou perdeu, se não for a partir da capa de um jornal impresso? Talvez eu reconsidere o cancelamento da assinatura do jornal impresso. Não estou pronta para receber informações apenas pela Internet.

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Comentários:

Blogger w1zard disse:
mesmo sem saber quando algum time ganhou ou perdeu, prefiro continuar com os feeds. posso nao ficar sabendo quem foi eliminado no big brother ou quantos morreram no nova acidente aereo no paquistao, mas, sinceramente, acho que isso nao afeta mto minha vida.

quanto ao sistema de votos do digg, ele é sucessetivel a falhas sim. ainda mais com a possibilidade de se incluir links para votos diretamente no site a ser votado. se os votos fossem apenas dentro do digg, para usuarios cadastrados, seria mais facil ter controle sobre quem jah votou.
 


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