quinta-feira, 29 de setembro de 2005

  Desabafo

Por que é tão difícil se entender? Estou cada vez mais decepcionada comigo mesma. Tento me encontrar, mas acabo me afastando. De me compreender, então, já desisti. Não reconheço mais minhas atitudes. Desconheço meus gostos. Nego meus pensamentos. Existo, mas não vivo.
Antes, parecia que as coisas aconteciam mais facilmente. Notas altas eram mero reflexo de estudos bem feitos. Nunca tive amigos, mas sempre tinha com quem contar quando precisasse.
Agora, parece que meu mundo já não tem mais jeito. Estudar para as provas é um verdadeiro suplício. Sabe quando você considera seriamente a hipótese de deixar uma questão em branco em uma prova? Eu nunca tinha passado por isso, até chegar neste semestre. Meus estudos são insuficientes, minhas leituras são superficiais, meus entendimentos são precários. E isso tudo vale também para a vida social. Posso passar 48h trancada em casa que, desde que haja comida, livros e computador, não sentirei falta de outros seres vivos. Nem ao menos sentirei o tempo passar!
Minha mente anda confusa. Alterno momentos de bom humor (que ainda são maioria, ufa!) com etapas profundas de auto-negação, sentindo-me inferior aos demais.
Não entendo como os outros conseguem administrar tão bem suas vidas. Estudam, trabalham, têm uma vida social ativa. E eu mal consigo administrar a própria sobrevivência. Às vezes chego a me esquecer de abrir as janelas. Como se o sol fosse esperar todo o tempo do mundo para se manifestar.
Bom, espero sair logo dessa "crise existencial". Quero me entender. Quero parar de ler desenfreadamente e passar a viver mais. Curtir mais. Sorrir mais. Quero apenas poder chegar ao final de um dia e dizer "eu vivi" -- e não levar dois dias para perceber que o dia seguinte já acabou. Setembro passou tão rápido. Parece que ainda é comecinho de agosto, e, no entanto, depois de amanhã já é outubro. Ah, quem se importa :P
Não vou acabar com o clima feliz do blog por isso...
E viva a máquina de lavar!!! *VIVA* \o/ \\o o// _o/ \o_ \o/



quarta-feira, 28 de setembro de 2005

  AM (2004-2005) - DM (2005-?)

Hoje inaugura-se um novo tempo na história do meu apartamento. Dizem que a vida de uma pessoa que mora sozinha divide-se em Antes e Depois da Máquina de Lavar. Veremos. Espero que ela seja mais do que um simples paralelepípedo inútil atravancando minha mini área de serviço.

Obs.: Assim como criam aparatos para facilitar o manejo com as roupas, bem que podiam inventar uma espécie de botão "Auto Clean", do tipo que a gente aperta e, como num passo de mágica, o apê inteiro fica arrumado e limpo. Aí sim eu ia acreditar que estamos vivendo essa tal de "pós-modernidade".
(P.S.: Um robozinho à la Jetsons já quebrava o galho.)



  Desarmamento

No dia 23 do outubro, os brasileiros terão de votar a favor ou contra no referendo do Desarmamento. Não é a primeira vez que esse instituto constitucional é adotado no país (ou talvez seja :P até porque não consigo lembrar de outro que tenha tido; teve um plebiscito em 1993 para decidir o sistema de governo, mas é diferente, porque plebiscito é antes da edição da lei, enquanto que o referendo é aplicado quando a cag*d* já tá feita). Mas o referendo vai ser algo bem simples. Como se fosse uma votação normal, todos se dirigem a sua seção eleitoral, em sua cidade, munidos de carteira de identidade ou título de eleitor, e votam nas mesmas maquinhas eletrônicas felizes das eleições regulares. Aí o não corresponderá ao provável veto do art. 35 do já vigente Estatuto do Desarmamento (Lei 10.826/03 - o artigo 35 proíbe a comercialização de armas de fogo e munição em todo o território nacional) e o sim faz com que tudo siga como está. Beleza. Seria perfeito, não fosse o cretinismo da pergunta. O problema do referendo é que se está diante de uma votação de extremos. Como se só houvesse direita e esquerda no país, e as duas exacerbadas. Com um sim, corremos o risco de contribuir com o aumento da violência. Sim, pois quem desarmará os bandidos? Ou alguém aí é tão inocente que acha que os delinqüentes, sabendo que vão encontrar a vítima indefesa, deixarão de abordá-las a mão armada? E isso também pode contribuir para o tráfico de armas (pense bem no que já acontece com as drogas...), o que aumentaria ainda mais a criminalidade, ao invés de resolver o problema por completo.
Bom, tecnicamente, já é o que está acontecendo. Até porque, ao que tudo indica, o Estatuto do Desarmamento já está valendo, desde dezembro de 2003.
Por outro lado, um não também pode representar algo radical. Se as autoridades simplesmente liberarem a comercialização e o porte de armas, como era antes, todo avanço conseguido até então terá sido inútil. É preciso que nossos representantes no governo (e isso talvez tornará a disputa pelas próximas eleições ainda mais acirradas) atuem num sentido de dificultar o acesso às armas. Mas quem nos garante que isso será feito?
O problema do referendo, então, consiste em se ter a coragem de tomar uma decisão radical. Ou é sim, ou é não. A princípio, não nos é fornecido uma opção pelo meio-termo. Espero que as propagandas na televisão e no rádio ajudem a tomar uma decisão, mostrando meios de se flexibilizar o radicalismo, qualquer que seja a decisão do povo nas urnas. Bom, até lá, fico com o não. Mas este não é provisório, como uma secadora que a gente compra até ter dinheiro/envergadura moral para comprar uma máquina de lavar (desculpe, mas eu tinha que enfiar a máquina no meio :P).
Sou contra a proibição total da venda de qualquer armamento. Mas a favor de uma espécie de dificultação de acesso às armas, um pouco mais branda da que já está havendo -- poderiam fazer algo parecido com o que fizeram com o automóvel - que também é uma arma tão perigosa quanto aos revólveres, espingardas, pistolas, etc.; ao menos mata tanto quanto - criar centos de habilitação de "portadores de armas", exigindo o pagamento de uma taxa salgada, e exames psicotécnico, aulas teóricas e prova prática para a obtenção de porte de arma no país. Não é por fazerem isso com o automóvel que o povo deixou de andar de carro. Por que não fazer o mesmo com as [demais] armas? Ao menos assim, com uma relativa conscientização do que representa uma arma de fogo e dos perigos que ela traz, os babacas pensariam duas vezes antes de sacar uma arma no meio de uma briga de bar.

Obs.: Foi o Ian quem sugeriu que eu falasse sobre isso aqui no blog. :P




terça-feira, 27 de setembro de 2005

  Romance

A idéia era escrever um romance bobo, estilo água com açúcar... e ficou uma droga mesmo :P

Sonhos adolescentes (título provisório)

Desde que chegou à festa, Maria não parava de olhar para o João. E seu olhar parecia ser correspondido. Cada vez que disfarçava para olhá-lo (num disfarce suficiente para não parecer que o olhava, ao mesmo tempo que fosse perceptível que o via), notava que João meneava a cabeça, como se se esquivasse rapidamente, com medo de ser flagrado olhando a ser olhado. Por um instante, Maria chegou a crer que seus olhos se encontraram. Mas foi por uma fração tão ínfima de segundo que em seguida passou a crer tratar-se de ilusão.
A moça estava deslumbrante. Embora não fosse muito bonita, transbordavam-se os elogios. Maria estava com um lindo vestido de seda e tafetá azul, que ela mesma desenhara e costurara, contando com uma pequena ajuda de sua irmã mais nova para os ajustes do bordado. A irmã mais nova ficara em casa. O baile era restrito para maiores de idade. Maria sentia-se feliz por finalmente ter completado 18 anos. Sentia-se livre. Finalmente poderia penetrar no mundo dos adultos. Finalmente poderia observar João sem culpa. Poderia vê-lo a todo instante, poderia freqüentar os mesmos salões que ele. Vinham do mesmo nível social. Não sabiam, mas tinham os mesmos gostos para música e livros. Entretanto, João tinha o triplo de sua idade. Era o melhor amigo de seu pai.
Mas a jovem parecia desconsiderar esse detalhe. Amava-o, como nunca antes amara ninguém. Desejava-o, sem nem ao menos entender o que era ou de onde vinha esse desejo, a princípio puro e inocente, como tudo o que poderia vir da mente virgem de uma menina de 18 anos.
Quando começaram as músicas no salão, Maria afastou-se de suas amigas, de modo a ficar em um ponto estratégico, onde pudesse ser vista por João. João a notaria sozinha a um canto e correria para os seus braços. O plano era perfeito! De fato, João percebeu que Maria estava sozinha no meio da dança. E foi mais por cordialidade que qualquer outra coisa, em respeito à amizade de anos com seu pai, que João decidiu aproximar-se de Maria e convidá-la para dançar. Maria estava delirante. Durante a dança (meia dança, pois a música aproximava-se do final), esforçava-se por disfarçar seu nervosismo, engolia a seco toda vez que se achava prestes a suspirar e apertava firme as mãos de João quando suas pernas ameaçavam bambar. Perto do final da música, sentia que seu coração estava prestes a saltar-lhe pela boca, tamanho era o êxtase que vivia. Queria que aquele momento durasse para sempre! Era um sonho adolescente a se concretizar. Por fim, João despediu-se secamente, recomendando que Maria desse lembranças a seu pai. Maria entendeu a despedida como uma maneira disfarçada de dizer que também a amava, e que talvez tivesse intenções de pedir-lhe a mão a seu pai. E passou a amá-lo ainda mais.
Voltou para onde estavam as amigas. Mas recusou-se a contar o que o largo sorriso dos seus lábios cismava em querer denunciar. Parecia que Maria era cúmplice da confissão não proferida de João. Maria era também a única cúmplice de seus próprios pensamentos. A magia corria o risco de sumir se por um acaso alguém mais soubesse de sua paixão secreta por João. Amor escondido é mais divertido. Afinal, não era culpa de Maria que tudo o que fosse proibido acabasse por ser assim. Ela suspirava sem cessar. As amigas perguntavam. Maria não cedia. Por fim, para despistá-las, disse que suspirava por Jerônimo, seu vizinho irritante cheio de espinhas na cara. E, de tanto insistir na mentira, acabou virando verdade. Naquele instante, passou a ver o amigo com outros olhos. Chegou ao ponto de convidá-lo para dançar. Jerônimo recusou. Disse que Maria parecia uma amora estragada, num vestido estranho e tão cheio de panos quanto aquele. E então Maria esqueceu-se de João, e pôs-se a chorar.




  Livros

Eu estava sentindo tamanha falta de ler por prazer, que logo que acabaram as provas mais difíceis engendrei uma maratona de leituras para colocar em dia tanta estória que tinha ficado pendente. Estes são os livros que concluí (dois deles já havia começado antes) entre a tarde de sexta-feira e a manhã de segunda:

Vigiar e Punir, de Michel Foucault
Foucault empreende uma verdadeira expedição ao passado das condenações penais, traçando uma linha evolutiva desde os grandes suplícios da Idade Média (com descrições pormenorizadas de pessoas sendo desmembradas por cavalos atados a seus braços e pernas), até chegar à noção relativamente moderna de proporcionalidade e individualização das penas. Ele também fala da idéia do Panóptico, de Jeremy Bentham (um prédio em forma redonda, quadrada, estrelar ou pentagonal, com uma torre de observação no meio e com todas as celas voltadas a ela, de modo que um vigia na torre possa ver a todos, mas ninguém possa ver o vigia, e que também não permita que todos se vejam entre si). E no fim conclui, de forma irônica e questionadora, que de certa forma vivemos em uma sociedade panóptica, onde o encarceramento se torna onipresete: do nascimento até à velhice nos submetemos a ele (creche, escola, hospital, prisões, oficinas de trabalho; de certa forma, todas essas instituições se baseiam na hierarquia e na disciplina). "Não admira, pois, que numa proporção considerável, a biografia dos condenados passe por todos esses mecanismos e estabelecimentos dos quais fingimos crer que se destinavam a evitar a prisão. "
"Devemos ainda nos admirar que a prisão se pareça com as fábricas, com as escolas, com os quartéis, com os hospitais, e todos se pareçam com as prisões?"
Livro: Vigiar e Punir
Autor: Michel Foucault
Petrópolis, Editora Vozes, 1996


A Metamorfose, de Franz Kafka
Clássico da literatura mundial do escritor checo Franz Kafka, Metamorfose tem uma das frases de abertura mais bem escritas da história: "Quando certa manhã Gregor Samsa despertou, depois de uma noite mal dormida, achou-se em sua cama transformado em um monstruoso inseto". A obra é curta, a linguagem é simples, e o leitor acompanha de forma direta e impactante a sinistra transformação de um pacato caixeiro-viajante (Gregor Samsa) em uma repugnante barata, simbolizando uma generalizada incompreensão do mundo.
E a edição que li (Martin Claret, da coleção "A Obra-Prima de cada autor) vem com um adendo especial: a pedido da Folha, 18 escritores foram solicitados a reescrever o começo da obra. Há idéias bastante interessantes -- mas nenhuma supera o original :P


Mentiras que parecem verdades, de Umberto Eco e Marisa Bonazzi
Peguei este livro na biblioteca seguindo sugestão da Alessa que estava em busca de livros "viajantes". Em Mentiras que parecem verdades, Eco e Bonazzi fazem uma seleção bastante irônica de textos extraídos de livros didáticos italianos. Como o próprio autor alerta na introdução geral da obra, os trechos não estão aí para fazer rir (embora o riso seja inevitável), e sim para despertar no leitor, eventual professor ou pai de aluno em idade escolar (público-alvo) a consciência do que seu filho anda "aprendendo" na escola. Os textos são agrupados segundo eixos temáticos (escola, dinheiro, pobres, etc.) e cada capítulo começa com uma introdução, expondo em termos gerais como o livro didático costuma tratar cada assunto. Cada excerto vem acompanhado ora de um título irônico, ora de comentários posteriores sarcásticos (ou de ambos :P).
Como é exposto na introdução do capítulo final sobre Caridade: "Num mundo no qual os ricos são ricos e os pobres são pobres (mas felizes) a única forma de justiça social é dada pela caridade." O capítulo sobre a Família traz tiradas impagáveis, apontando as "lições" que se pode tirar de cada fragmento de texto analisado.
O livro abre caminho para reflexão. O que as crianças do Brasil e do mundo andam lendo em sua fase de alfabetização na escola? Devemos prestar mais atenção nesses "inocentes" textinhos, que na maior parte das vezes cada aluno lê uma frase até o ponto, mas pega da oitiva de todos o sentido geral. Essas crianças estão se tornando serezinhos passivos, educados para aceitar o mundo como ele é (o pobre é pobre, mas é feliz; a poluição existe, é ruim, mas temos mais é que aceitá-la...), com todos seus preconceitos e anacronismos.
E mesmo assim, a gente tem tanta saudade da infância, como pode? Éramos educados para sermos acríticos, e, num paradoxo sem sentido, nossos brinquedos, ao invés de divertir, apenas nos ensinavam a viver no mundo dos adultos. É hora de repensar o ensino e a diversão das crianças...
Livro: Mentiras que parecem verdades
Autor: Umberto Eco e Marisa Bonazzi
São Paulo, Summus, 1980


Fragmentos de um Discurso Amoroso, de Roland Barthes
Barthes descreve muito bem aquilo que parecia ser indescritível: o amor. Organizado como uma espécie de dicionário do amor, o discurso amoroso é apresentado em
ordem alfabética, de A, de Abismar-se até o V, de Verdade. O autor usa exemplos de autores como Goethe (e sua obra sobre o jovem Werther), Proust, Platão (O Banquete), entre outros.
Roland Barthes, filósofo, semiólogo, lingüista e ensaísta francês, se dispõe a defender o discurso amoroso, alegando que "Este discurso talvez seja falado por milhares de pessoas (quem sabe?), mas não é sustentado por ninguém." Em cada verbete, ele consegue passar para o papel as angústias mais veementes de um coração apaixonado, e nos faz refletir acerca de coisas banais, como a espera de um telefonema (ou a dúvida quanto a ligar ou não) e o ciúme inexplicável que sentimos a ver um terceiro falando do nosso ser amado. É um livro para quem ama poder amar ainda mais. Para quem amou sentir saudades e querer amar de novo. E para quem anda desacreditado no amor, para que queira um dia voltar a amar, mas que não se contente com qualquer amor, e sim procure um amor ao menos parecido com aquele descrito por Roland Barthes no livro.
É particularmente interessante a descrição dada pela parte introdutória do capítulo sobre o Porquê: "Ao mesmo tempo em que se pergunta obsessivamente por que não é amado, o sujeito apaixonado vive na crença de que na verdade o objeto amado o ama, mas não o diz." E, nessa eterna dúvida de amar e ser amado, as relações de amor acabam por serem regidas. Qualquer certeza, por mais vaga que fosse, destruiria por completo a magia do falar de amor.
Livro: Fragmentos de um Discurso Amoroso
Autor: Roland Barthes
Rio de Janeiro, Francisco Alves, 2000


Cem Anos de Solidão, de Gabriel García Márquez
Achei que ia levar 100 anos para terminar de ler este livro :P Mas consegui terminá-lo em bem menos tempo. Ganhei de presente de aniversário (mês passado) da Car0li, e desde então vinha lendo em doses homeopáticas, como numa tentativa vã de querer chegar ao final o mais rápido possível, ao mesmo tempo que sabotava a leitura, de modo a poder obter prazer dela até o último resquício. É uma história muito bem contada por García Márquez, descrevendo em um mundo ao mesmo tempo real e fantástico a saga de uma estirpe condenada a permanecer por 100 anos de solidão sobre a face da Terra. Não há como descrever a saga de Aureliano Buendía e de seus inúmeros descedentes, nos arredores da pequena cidade de Macondo. Cem Anos de Solidão é literatura para ler a pequenas doses, curtindo cada palavra, cada adjetivo, cada mudança brusca de sentido operada em cada frasesinha do romance. É para beber feito vinho. Para regurgitar feito sonho. E propagar como lenha na fogueira (ou seria feito fogo na lenheira? :P)
Levei umas 50 páginas para me acostumar com a leitura da obra, cujas frases geralmente começam falando de uma coisa, e terminam tratando de outra, completamente diferente. Mas vale a pena.
Curiosidade inútil: diz na orelha do livro que Gabriel García Márquez decidiu ser escritor após ler a primeira frase de "A Metamorfose", de Franz Kafka :)

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domingo, 25 de setembro de 2005

  Dica de site: StumbleUpon.com

O StumbleUpon.com é mais um fruto da velha [?!] moda de sites de redes sociais (tipo Orkut, Gazzag, Multiply, WAYN, e mais uma penca de outras variantes dentro do mesmo tema). Nele, você cria um perfil, como em todos os outros. Você participa de grupos de discussão, como em todos os outros. Adiciona amigos, como em todos os outros. Mas há um diferencial: o StumbleUpon tem por objetivo reunir endereços de sites interessantes, e permitir que você possa compartilhá-los.

to stumble upon achar por acaso, topar com. (Dicionário Michaelis)

A idéia é simples. Primeiro, você faz o download de uma barrinha que fica acoplada ao seu navegador. Depois, cadastra-se. A seguir, preenche uma lista com seus interesses. E, a partir daí, pode começar a indicar os sites que você visita e gosta (inclusive com a possibilidade de deixar comentários a respeito deles!), e, nos momentos de tédio, é só apertar o botãozinho "Stumble" da barrinha e cair em um site que você nunca viu antes, mas que você provavelmente vai adorar, porque ele foi escolhido de acordo com a sua lista de interesses e com aquilo que seus amigos andaram visitando e indicando para você visitar. Com um clique na barrinha, você pode avaliar qualquer site (dizendo se gostou ou não), e basta outro clique para incluir também um comentário a respeito do que viu. Seus comentários ficam armazenados em sua página pessoal no site, e qualquer um pode ver o tipo de coisa que você andou visitando e comentando ultimamente. Parece meio viajante, mas é legal. E como a idéia principal parece ser a de compartilhar sites, só vai ter um bom estoque de sites brasileiros se as pessoas do Brasil participarem :P
Outro aspecto legal do site é que você não precisa procurar por comunidades e fóruns de discussão: é o próprio site que te sugere grupos para entrar, com base nas informações prestadas no perfil e nos interesses (quero ver o Orkut fazendo isso também...)
Para que perder tempo visitando sempre os mesmos sites, se você pode inovar e conhecer coisas novas? :)

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sábado, 24 de setembro de 2005

  Lições fundamentais de "A Fantástica Fábrica de Chocolates"

1. Barras de cereais são feitas com casquinhas de lápis (é muito mais saudável comer chocolate, oras!)
2. Todo pobre é feliz
3. Toda casa pobre precisa ser torta (do contrário, como diferenciá-la das demais casas?)
4. Willy Wonka pode quebrar o teto da sua casa ao pousar com seu elevador de vidro, e você até ficará feliz de ter de consertá-lo no dia seguinte, só porque foi Willy Wonka quem quebrou
5. Toda criança rica é fútil
6. Toda criança gorda gosta de chocolates
7. Mesmo que você não goste de chocolates, poderá se interessar por um passeio numa fábrica de chocolates
8. Se você encontrar dinheiro na rua, gaste-o com chocolates (afinal, quem hoje em dia ainda se sentiria culpado por isso?)
9. Ninguém irá se perguntar com que dinheiro você comprou uma barra de chocolates, desde que ela venha com o bilhete dourado dentro
10. "Agora que minha família tem mais dinheiro, vou trabalhar como engraxate"
11. Para que ir à escola se você vai herdar uma fábrica de chocolates mesmo?
12. É possível ter pesadelos com Johnny Depp
13. Sua família precisa de dinheiro, mas mesmo assim você ainda pode recusar ser dono da maior fábrica de chocolates do mundo
14. Não há problema nenhum em ficar entalado dentro de um tubo de chocolates, desde que os oompa loompas estejam cantando ao redor (coisa, aliás, que acontece muito raramente, e ao invés de se preocupar com ver seu filho entalado com chocolate, você deveria ficar feliz pelos homenzinhos estarem cantando!!)
15. Chocolate é fluido como a água.
16. Algodão doce é feito da lã de ovelhinhas rosas (e devem existir também ovelhinhas azuis, ovelhinhas amarelas, enfim, uma ovelhinha de cada cor do arco-íris!!!).
17. É justificável escravizar/colonizar um povo só porque ele vive em uma floresta com insetos gigantes e se alimenta de larvas verdes (e quem se importa que eles de fato gostem das tais larvas?)
18. É possível fazer sopa de repolho (isso é interessante :P)
19. Você pode mascar o mesmo chiclete por 3 meses (é só guardá-lo atrás da orelha na hora das refeições!)
20. É possível crescer sendo esticado como um caramelo.
21. O filme não poderia ser exibido na Índia - há uma vaca sendo "espancada", para fazer chantilly.
22. A curiosidade pode te deixar azul, redondo, sujo de lixo, esticado ou coberto de chocolates.
23. Se você for uma criança passiva, quieta e pobre, você poderá ganhar uma fábrica de chocolates de presente.
24. Oompa loompas não falam, mas cantam.
25. Coma grama.
26. É possível fazer da exceção a regra
27. As pessoas não envelhecem.
28. Quem come chocolates tem os dentes perfeitos (desde que não passe fio dental)
29. Botar fogo em bonecos é divertido.
30. Comer amoras azuis te deixa azul, redondo e imenso.



Não leve a sério esta lista. Eu gostei do filme. É sério. Só fiquei com pena das criancinhas inocentes que também estavam assistindo (mas não tive pena dos dois menininhos inoportunos que estavam do meu lado e contavam tudo o que ia acontecer no começo de cada cena... esses merecem cair no ralo de lixo da sala dos esquilos!).

Obs.: O site oficial do filme é bem legal.

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sexta-feira, 23 de setembro de 2005

  Fim das provas

Estou me sentindo bem mais leve. Sobrevivi a 8 provas nas últimas semanas (falta só a de Perspectiva Ético-antropológica, perdida na semana que vem).
Ontem foi a cruel-el-el prova de Foto II. Sabe quando você, ingenuamente, estuda tudo aquilo que não cai? E a matéria que cai são aqueles detalhes sórdidos que você nunca se lembra de Foto I? Ah, enfim. Confesso que subestimei a prova de ontem (passei a tarde inteira estudando para Direito Constitucional, a prova de hoje), mas também não entendo qual a relevância prática em se saber que a temperatura de 11.000K corresponde à cor azul escuro. Também não sabia como distinguir um filme negativo de um filme positivo (na verdade eu nem me lembrava que existiam filmes positivos!), e minha vida não seria menos feliz se eu não soubesse que o filme positivo tem aplicação publicitária. Acho que foram essas as questões que errei. Grrr. Tá, mas a culpa é minha (:P). Da próxima vez estudo mais :)
Na prova de Constitucional de hoje eu senti que sabia responder tudo. Mas provavelmente o professor vai encontrar várias brechas nas respostas dos alunos e retirar pontos de tudo quanto é jeito. Ao menos nota acima da média (7,0) eu garanto.
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Recebi a nota de Teoria da Comunicação na quarta-feira, com um misto de frustração e bom humor. Sabe quando você sai de uma prova sabendo que vai tirar 10, não por ter dado respostas incríveis às perguntas, mas apenas por não ter errado nada; por ter simplesmente repetido mecanicamente aquilo que o professor disse em sala de aula. Então o 10 serviu não para provar que sou uma boa aluna, mas para provar que, no máximo, sou uma boa ouvinte. Dei até os mesmos exemplos! Isso é terrível. E me senti ainda pior com o professor dizendo que as pessoas apenas se limitaram a responder, mesmo tendo capacidade de ir além. Senti-me incluída nessa categoria. A meta para a próxima prova é ser mais crítica. É responder algo similar mas diverso do que foi visto em aula. É inovar. Não basta repetir, é preciso também reproduzir conhecimentos.
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Semana que vem: 40ª Semana Acadêmica de Estudos Jurídicos e Sociais - Direito em Reforma ou a Reforma do Direito? -- eu vou!! :) É bom sair da rotina. Nada de aulas chatas durante uma semana. Nada de preocupação com notas, trabalhos. Nada de fumaças de cachimbo atrapalhando a respiração. Nada de dúvida quanto a se vai ter aula. Nada de aula: palestras.
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E o melhor de tudo é que, com o fim das provas, posso retomar minhas leituras diárias :) Estou no finzinho de Vigiar e Punir (do Michel Foucault), comecei a ler A Metamorfose (Franz Kafka) e depois tenho de me decidir se termino Cem Anos de Solidão (Gabriel García Márquez) ou se começo 1984 (George Orwell). É tão bom ter poder de escolha :D



  Frangos

Da Zero Hora de hoje (23/09/05):

Dez horas na fila
O trânsito na estrada que liga Passo Fundo a Lagoa Vermelha (BR-285), em Criríaco, ficou interrompido ontem por 10 horas. Uma carreta que levava frangos congelados tombou às 8h ao ser atingida por um caminhão que transportava frangos vivos. Enquanto os caminhões não eram retirados, o congestionamento chegou a cinco quilômetros.



Definitivamente, os opostos se atraem... :P



  O crucifixo e a corrupção

Leitura prévia: reportagem sobre a proposta de um juiz gaúcho de se retirar os crucifixos dos tribunais.

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A respeito dos argumentos utilizados no artigo "O crucifixo e a democracia", da ZH de 20/09/05, ao menos um deles é falacioso. Está certo que uma pesquisa realizada por uma revista de circulação nacional tenha relatado que 99% dos brasileiros crêem em um deus, e isso é suficiente para legitimar a invocação divina no preâmbulo constitucional. Mas é importante verificar também o quanto desse total, além de crer em um deus cristão, seja de um credo que tenha por prerrogativa a adoração de imagens. Pode ser que eu acredite em um deus, mas isso não quer dizer que a imagem de um crucifixo necessariamente signifique algo para mim. E é aí que reside a controvérsia.
Não é o caso de instaurar o caos no país, propondo a eliminação total de crucifixos das salas de audiência, ou a abolição dos feriados religiosos nacionais. Seria oportuno, talvez, repensar o papel de um crucifixo. Será que as pessoas de outros credos (ou sem credo) realmente sentem-se intimidadas diante de um crucifixo numa sala de audiência? Ou não seria mera questão de significação: se o crucifixo não significa nada para mim, tanto faz a presença dele ou não em um órgão público. Posso não acreditar nas autoridades judiciais. E, nesse caso, a presença delas no julgamento não fará qualquer diferença na hora de prestar um depoimento.
Assim, não há por que exagerar e dizer que a proposta de retirada do símbolo do cristianismo dos espaços públicos seja um "sutil ataque a nossa débil democracia já tão golpeada". É simplesmente uma questão tão irrelevante quanto discutir se a cor do sabonete do banheiro do Congresso pode influenciar na tomada de decisões. Há maiores preocupações que merecem a atenção nacional no momento. Deixemos a questão do crucifixo para tempos de "paz".
Mesmo assim, não deixa de ser interessante notar como a instabilidade nacional é tanta que um mero assunto pontual acabe chamando a atenção da mídia, gerando discussão e opiniões contraditórias, a ponto de o referido advogado ter afirmado que "o ataque ao crucifixo é um insulto a este povo e a esta sociedade que legitimam o poder." Talvez o ataque não seja tão insultante. Mas esteja sendo encarado como tal por conta da instabilidade no país. Falar dele é uma excelente válvula de escape para quem anda cansado de falar sobre os escândalos maiores do poder. Se a questão do crucifixo é um afronta à sociedade, o que dizer então da corrupção deflagrada que tem ocorrido a nível nacional?




quinta-feira, 22 de setembro de 2005

  Anencefalia

Interrupção de gravidez é autorizada
Uma gestante foi autorizada a interromper a gravidez de um feto anencéfalo. A decisão foi tomada pela 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado.
Na sentença, a desembargadora Elba Aparecida Nicolli Bastos afirmou que "não se pode exigir da gestante que prossiga carregando a morte, já que a vida é impossível".
Este não é o primeiro caso de interrupção de gravidez autorizada pela Justiça gaúcha.
(pg. 38, ZH de 20/09/05)


O tamanho e a localização (canto da página) da nota no jornal reflete o quanto de importância a sociedade confere ao assunto?

Andei dando uma olhada no assunto há algum tempo atrás (em busca de um tema interessante para o trabalho de Direito Civil -- a escolha recaiu sobre 'nomes') e encontrei diversas opiniões a respeito da anencefalia. Mas a corrente que melhor me convenceu é a de que não se deve interromper a gravidez de feto anencéfalo. Mesmo que ele não tenha a mínima chance de se desenvolver, mesmo que seja uma gravidez inútil. Explico: é melhor viver com a certeza de que se tentou dar vida a um filho (e ele morrer por causas naturais, uma ou duas horas após o parto -- tempo suficiente para dar-lhe um nome e tirar uma foto de recordação) do que com a dúvida de que talvez o tenha assassinado ainda no ventre (porque para haver o aborto pressupõe-se que o feto ainda esteja vivo). A segunda opção dá a idéia de uma vida que nunca existiu. Na primeira hipótese, ao menos (claro que, nesse caso, é preciso verificar se a gravidez não traz riscos à saúde da mãe, e tudo o mais) dá-se um tempo para a família processar o luto. Parece-me mais viável. Mas, sei lá, talvez uma opinião médica pudesse me fazer mudar de entendimento...

Sugestões de leitura a respeito do assunto (todas pró manutenção da gravidez)
Anencefalia X Liberdade (considerações de um pai acerca do tema)
A fraude da ADPF 54 (o comentário de um padre acerca do assunto)
"Todo o tempo fui compelida a realizar o aborto" (relato de uma mãe que levou a gravidez até o fim)

P.S.: Sou atéia. Mas sou a favor da vida, acima de tudo :P

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terça-feira, 20 de setembro de 2005

  Filme: Procura-se um amor que goste de cachorros


Eu acho incrível a capacidade que as traduções de nomes de filmes têm de acabar com o encanto das produções. Hoje fui ver "Procura-se um amor que goste de cachorros". Sou contra nomes de filmes que levem mais de dois fôlegos para serem pronunciados. Em inglês é tão mais simples; menos palavras dizendo a mesma coisa: "Must love dogs". É bizarra essa questão de como em cada idioma as coisas soam diferentes. Embora insista-se tanto em traduzir peças de um idioma ao outro, as diferentes línguas não coincidem. Cada grupo de pessoas tem uma visão de mundo distinta, e isso se reflete na quantidade de palavras que dispõem para expressar as coisas. Li em algum lugar que um povo que vive em alguma região polar do mundo (quanta especificidade! :P) possui quatro palavras diferentes para expressar aquilo que em muitos países chama-se apenas "neve". E pobre de quem tem que traduzir do português para uma língua dessas... Enfim. Embora o título do filme, à primeira vista, possa parecer meio piegas, o conteúdo surpreende.
Não sei se foi porque fui ver o filme com baixas expectativas, mas confesso que gostei. Não é um filme maravilhoso. Mas também não é ruim. Must love dogs é uma sátira aos relacionamentos por internet. O ápice do humor fica por conta do encontro que a personagem principal do filme (Sarah - Diane Lane, em uma atuação singela mas brilhante) marca com seu próprio pai! Ao longo do filme, vários perfis virtuais são mostrados, e dicas são dadas de como conquistar alguém pela internet. Basicamente, há apenas uma regra: mentir. Deixe para falar a verdade quando for conhecer a pessoa ao vivo. Porque dificilmente alguém que esteja tão desesperado ao ponto de procurar um par pela internet tenha uma vida interessante para contar. A maioria mente mesmo.
Apesar do final totalmente irreal e demasiadamente clichê - a mocinha se joga no lago atrás do mocinho! - o filme é bastante criativo.
E as cenas inicial e final são bastante interessantes. No começo do filme, algumas pessoas dão depoimentos sobre qual é o melhor lugar para se conhecer alguém. No fim, são os próprios personagens do filme que dão seus depoimentos, dizendo como se conheceram, e o que pensam do amor.
Deu até vontade de fazer o perfil em um site de relacionamentos (mentindo, é claro), só para ver no que dava. Mas não. Isso seria excêntrico demais :P

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  A arte de morar sozinha

Passei muito tempo da minha vida renegando o fato de que moro sozinha. Eu negava de tudo quanto é jeito possível, até mesmo alegando que não morava 100% sozinha, visto que minha mãe aparecia a cada 15 dias, nos fins de semana (como se isso fosse fazer alguma diferença!). Desde meados deste ano, comecei a mudar de opinião. Morar sozinha é divertido. Posso fazer o que eu quiser, do jeito que quiser, e na hora que quiser! Se eu quiser acumular louça de uma semana na pia, ninguém poderá me impedir (talvez um possível mal-cheiro possa me fazer deixar de pôr esse plano em prática, mas enfim...). Se eu quiser, sei lá, dormir o dia inteiro, ninguém aparecerá para me acordar (exceto o barulho dos vizinhos do andar de baixo...). Se eu não quiser varrer a casa, ninguém vai se importar (minha mãe reclama; mas, afinal, ela só aparece a cada 15 dias mesmo!). Enfim, posso exercer meu livre arbítrio em total plenitude. Não dependo de regras, não há horário para dormir, não há telefone tocando toda hora... Eu podia ter passado o feriado em Bagé (lá a louça se lava sozinha, o almoço fica pronto automaticamente ao meio dia...), mas teria perdido a oportunidade de viver mais um maravilhoso dia de solidão.
Um dos passos mais importantes que [acho que] dei em direção à consciência da solitude [!] foi quando passei a almoçar sozinha em restaurantes. Antes, a simples idéia de me imaginar sentada sozinha numa mesa redonda com quatro lugares já me causava arrepios. Hoje, fico imaginando qual a graça de comer com alguém do seu lado. Sozinha, ao menos, ninguém se importa com a quantidade de comida ou a velocidade que você emprega para comer. Você pode decidir se vai terminar e ir embora, ou se vai ficar algum tempo mais ali, sem fazer nada. Pode decidir se come a sobremesa-brinde, ou se compra um chocolate. Pode pensar na vida, sem ser interrompido.
O outro passo crucial que dei na vida de pessoa que mora sozinha foi ir ao cinema desacompanhada. Fiz isso hoje. Feriado, terça-feira. Eu podia ter ligado para alguém (isso seria ir contra meus princípios, mas tudo bem), combinado com outras pessoas. Mas nem ao menos tentei contatar outros indivíduos. Eu queria ir sozinha. Queria poder escolher qualquer filme para ver. Queria ir bem no meio da tarde. Queria comer a pipoca doce do CineArt, com uma latinha de coca-cola. Queria ter a mesma liberdade de escolha que tenho quando estou sozinha em casa. E exerci.
Sinto-me mais leve por isso. Sinto-me mais eu.



segunda-feira, 19 de setembro de 2005

  Por que eu odeio o ônibus das 14h

1. Porque eu não sei se o porquê do título é junto ou separado.
2. Porque sempre estraga o ar condicionado.
3. Porque sempre há crianças que choram.
4. Porque ele faz em 3 horas e meia um trajeto que pode ser percorrido em menos tempo (2h45 é o tempo que leva o ônibus das 17h; leva menos de 2h se de carro)
5. Porque ele sai pelos fundos de Bagé, fazendo uma volta totalmente desnecessária que leva mais de meia hora.
6. Porque ele é uma versão equivalente (mas piorada) do ônibus das 10h Pelotas-Bagé.
7. Porque o motorista insiste em colocar 70 pessoas num espaço para 48.
8. Porque falta oxigênio.
9. Porque o barulho da janela aberta irrita.
10. Porque sempre tem gente falando alto.
11. Porque ele é pinga pinga, e eu não sei de onde surgem tantos indivíduos que moram na beira da estrada.


Agravantes: Segunda-feira. Véspera de Feriado. Dia de chuva. Pânico pela prova de Semiótica de logo mais. Fome



sábado, 17 de setembro de 2005

  Mais política

Eu não queria me manifestar outra vez sobre política aqui no blog, mas a situação exige que se faça isso... Anteontem (14/09/05), o ministro Nelson Jobim, presidente do STF, concedeu liminar favorável a 6 parlamentares petistas acusados de envolvimento no escândalo do mensalão, numa tentativa de assegurar que se cumpram os rituais do julgamento, garantindo aos deputados o direito de se defenderem.
E o que tem demais a respeito disso? Acontece que, pelo princípio da separação dos poderes, o Judiciário não deveria se intrometer em questões internas do Legislativo. Logo, essa foi uma decisão histórica do STF, que ainda vai dar muito o que falar. Provavelmente todos os outros deputados envolvidos no escândalo também entrarão com mandados de segurança parecidos, a seu tempo. E vamos ter mais amostras do Poder Judiciário se "intrometendo" no trabalho do Legislativo. Mas desta vez parece justa a intervenção!

Os deputados que tiveram a liminar concedida na quarta-feira alegaram que a instauração de procedimento disciplinar contraria os princípios da ampla defesa, do devido processo legal, e da presunção de inocência, "já que, ao não fundamentar o envio de representação sem oitiva das partes, pressupôs-se a culpa". O STF entendeu que, "ao que tudo indica, não foram observadas as disposições regimentais relativas ao devido processo legal". E concedeu a liminar favorável, estabelecendo um prazo de 10 sessões para que os parlamentares apresentem sua defesa às CPIs. Segundo Nelson Jobim, citando doutrina do ministro Celso de Mello, "O controle jurisdicional de tais atos não ofende o princípio da separação dos Poderes”.

Art. 2° São poderes da União, independentes e harmônicos entre si, o Legislativo, o Executivo e o Judiciário. (Constituição Federal de 1988)

Enfim... pelo tal princípio da separação de poderes, o Judiciário não poderia se envolver em questões internas tanto do Legislativo (o que parece ser o caso acima), quanto do Executivo (como, por exemplo, caso decidisse julgar o mérito de uma Medida Provisória).
Aparentemente, o que houve foi uma mudança de entendimento do STF acerca da matéria. Se eles tivessem sido omissos quanto à questão, a sociedade reclamaria. Mas resolveram se manifestar. Então, o que é pior -- negar direito à defesa prévia dos parlamentares envolvidos, ou permitir que o Judiciário passe por cima de uma decisão do Legislativo? O desprestígio do Legislativo justifica a intervenção do Judiciário? Parece que a democracia do Brasil definitivamente não vai ser a mesma depois do escândalo do mensalão...

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Falando em mensalão... recomendo a leitura da coluna do Paulo Sant'ana na Zero Hora de sexta-feira (16/09/05). O colunista alega que Roberto Jefferson foi cassado por um crime impossível, visto que, embora réu confesso, não se conseguiu provar que ele tenha de fato recebido o mensalão. Seguindo o mesmo raciocínio, seria o mesmo que dizer que assaltei um banco, e ser presa por isso, mesmo que o banco alegue não ter sido assaltado! Absurdo...

Enfim, estou começando a achar que mensalão é mito.

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  Meus princípios

Os princípios que regem a minha vida:

Princípio da pontualidade - se for pra chegar atrasada, eu não vou.
Princípio da última hora - por que fazer antes o que posso fazer depois?
Princípio da internet diária
Princípio da antisocialidade - não falo com quem não conheço
Princípio da antitelefonia convencional - prefiro celular
Princípio da inércia - não fazer nada atrai não fazer nada; fazer algo atrai mais coisas para se fazer (traduzindo: ou não faço nada, ou faço milhares de coisas ao mesmo tempo!)
Princípio do "eu acho que gosto de Semiótica" - o que me impele a procurar leituras extras sobre o assunto
Princípio do "eu gosto de Direito Constitucional" - idem
Princípio do "eu odeio Direito Financeiro"
Princípio do "desliga a TV e vá ler um livro" - admite exceções, como no caso de seriados, ou dias de tédio em nível extremo
Princípio do sono - um dos mais difíceis de cumprir - dormir das 23h às 7h. É ponderado pelo Princípio da internet diária.
Princípio da carne branca - não como carne vermelha (exceção: calabresa, por causa da pizza :P)
Princípio do caos - ele rege as minhas relações diárias!
Princípio comentarás que comentarei- sinto-me forçada a comentar nos blogs, flogs, scraps dos outros quando falam comigo; mas dificilmente tomo a iniciativa. Conflito com o princípio da antisocialidade.
Princípio da louça acumulada - para que desperdiçar água e sabão? :P
Princípio do almoço sozinha - apenas em horários anteriores ao meio-dia, quando o restaurante ainda está relativamente vazio.
Princípio do "eu devo ter mais princípios" - um dia ainda continuo a elaboração desta lista :P

Obs.: lista organizada para eu não agir mais "contra meus princípios" ... :P



quinta-feira, 15 de setembro de 2005

  Darwin estava certo?

Encontrei algo interessante pelo StumbleUpon.com. Trata-se de um artigo, intitulado "Was Darwin Wrong?", escrito por David Quammen, para a National Geographic Magazine Online, em novembro de 2004.
O texto fala sobre o evolucionismo, numa linguagem clara e simples. O autor discorre acerca da relatividade das teorias científicas ("Each of these theories is an explanation that has been confirmed to such a degree, by observation and experiment, that knowledgeable experts accept it as fact."), e contrapõe a evolução com o criacionismo. Ao fim, conclui que Darwin "was right about evolution, that is. He wasn't right about everything.", e fala de vários exemplos recentes da aplicação da teoria Darwiniana, como o caso das bactérias, que "are part of the continuum of life, all shaped and diversified by evolutionary forces", e por isso acabam, com o tempo, "aprendendo" a resistir aos medicamentos. O autor abusa de ironias ("biomedical research using mice and other animals, including chimpanzees, which (to their sad misfortune) are our closest living relatives") e de uma linguagem não-científica ("Tell him that there's an ancestral connection between land animals and whales, and his reaction is: Fine, maybe. But show me the intermediate stages."), o que torna a leitura do texto bastante agradável.

Recomendado para curiosos em geral... ;)

Link relacionado: The Origin of Species (Charles Darwin)

Obs.: desculpem a preguiça em traduzir as citações :P



  Balanço da semana

Esta semana passou rápido. Quando fui ver, já era hoje; já era agora.
Ao menos cumpri parcialmente a meta de não mais fazer rascunhos antes das respostas definitivas. Na terça, fiz metade das questões da prova de Financeiro com e metade sem rascunho. Na quarta, não fiz rascunho algum na prova de Teoria da Comunicação. E hoje, em Direito Civil, não resisti: rascunhei tudo!
As conclusões a que chego é que metade de mim ainda resiste (insiste em fazer rascunho) e a outra metade está okay quanto a isso. Espero que essas metades cheguem a um comum acordo antes do final do ano, sob pena de nulidade do negócio por não haver mandato em causa própria (Direito Civil enlouquece!).

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Eu e a Alessa fomos usadas como exemplo de como não se deve comportar em sala de aula, ontem, pelo professor de Perspectiva Ético-Antropológica. Ele se referiu a nós como pessoas que vão à aula, mas não prestam atenção. Ficam apenas copiando esquemas do quadro, para na prova repeti-los, mecanicamente. Bom, eu desconcordo com ele (mas não discordo :P)... sou do tipo que prefere estar fazendo duas coisas ao mesmo tempo, quase morro de tédio se preciso prestar atenção a uma aula clássica (professor falando, aluno-ouvinte copiando) inteira, sem nenhuma distração. Embora eu confesse que tenha ficado conversando a aula inteira, não concordo com o aspecto de simplesmente copiar do quadro: ouvi fragmentos da explicação. Captei algumas informações acerca do assunto. Do contrário, não haveria sentido algum em copiar os esquemas do quadro. Ah, sei lá. Esqueçam tudo isso: na minha cabeça a justificativa parecia bem mais plausível :P



  Estudando Direito Civil

Supondo que eu tenha um cavalo, e prometa que vou te dar de presente se ele ganhar uma determinada corrida; não posso nem criar obstáculos que impeçam a vitória dele, e nem você pode dopar o cavalo para que ele vença de qualquer jeito. Parece justo, não?

Mas então POR QUE algo tão complexo para explicar algo tão simples???

Art. 129. Reputa-se verificada, quanto aos efeitos jurídicos, a condição cujo implemento for maliciosamente obstado pela parte a quem desfavorecer, considerando-se, ao contrário, não verificada a condição maliciosamente levada a efeito por aquele a quem aproveita o seu implemento. (Código Civil - 2002)

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terça-feira, 13 de setembro de 2005

  Fragmentos de um dia que não quer terminar

Hoje eu me senti um resultado parcial da Tele-Sena de Primavera (aquele que o SBT informa "de hora em hora")... A cada hora exata, saía eu, a câmera e o chaveiro-sapo em direção à faculdade para bater a foto. Se elas saírem ruins eu juro que... que... ah, sei lá. Juro que não bato tudo de novo, e entrego do jeito que estiver :P

Obs.: Mais detalhes no flog.

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Metas (cumulativas):
+ Não dormir às 4h.
+ Não acordar às 7h.
+ Não tirar fotos de hora em hora.
+ Não ir à faculdade quando não tem aula.
+ Não ir ao supermercado no meio da tarde.
+ Não levar filmes para revelar a mais de 10 quadras de casa.
+ Não ir para a aula de francês com sono.
Ou ao menos não fazer tudo isso no dia em que a última coisa a ser feita seja um trabalho de Semiótica que exija que se pense muito, que se espremam muitos miolos, que se raciocine em demasia. Depois de um dia como esse, não é de se espantar que eu tenha levado 10 minutos para me lembrar qual era o meu nome. E tenha sido obrigada a reconhecer a própria ignorância e pedir para a professora explicar o humor da tirinha do Garfield (objeto de análise), já que, 1 hora e meia depois, eu ainda não tinha conseguido entender, e precisava analisar os planos sintático, semântico e pragmático valendo 15% da nota total do semestre.

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Sabe quando os pensamentos simplesmente não vêm? Ou se vêm, aparecem em total desarmonia, é cálculo de subsídio de vereadores pra cá, lista de compras no supermercado pra lá... Você tenta puxar na memória, e não consegue lembrar o nome do dono do Garfield. E nessa tentativa emocionante de ordenar pensamentos desconexos, você nem se dá conta de que o nome se encontra na parte inferior do texto. Aaaah.

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Nova frase célebre surgida no porão da fila dois: "O Direito é legal". Tudo no duplo sentido... :D

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Por que é tão difícil calcular os subsídios dos vereadores? Tem de ser sabe-se lá quanto % do salário do deputado estadual, que por sua vez precisa ser de 75% do deputado federal, que por sua vez tem como teto o salário do Ministro do STF, QUE, por sua vez, está limitado conforme o artigo 37 XI da Constituição Federal (!!)... E ainda tem limitações no tocante à porcentagem máxima que pode ser gasta com o Legislativo Municipal, considerando-se que no máximo 70% devem ser gastos com pagamento de funcionários (servidores E vereadores), e o total de despesas do vereador (70% de alguma porcentagem qualquer) não pode passar de 5% do total da arrecadação do município, dividido pelo número de vereadores da cidade, dividido por 12, que são os meses do ano. AAAAhhh.. É muito cálculo!!!! (Prova de Direito Financeiro amanhã às 10h!!!)

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Decidi que não faço mais rascunho. Agora vai tudo na bucha. Não deleto mais o que escrevo. "Viver é desenhar sem rascunho." Pois vou aplicar isso a tudo quanto é coisa que eu for vir a fazer. Provas, trabalhos, posts, yadda yadda.

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Meu organismo grita: durma! E o mais estranho é que parece que ainda nem acordei.



domingo, 11 de setembro de 2005

  George Orwell

Li dois ensaios de George Orwell neste fim de semana. Ambos falam de aspectos formais da escrita, aplicados a diferentes áreas. Ambos foram escritos em 1946. Ambos permanecem atuais até hoje. Ambos me fizeram ficar com ainda mais vontade de ler a obra "1984" (mas a leitura vai ter de ser adiada por conta das zilhares de provas cruéis marcadas nas faculdades para as próximas semanas!).

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O primeiro ensaio é "Politics and the English Language". Nele, o autor discorre acerca do fato de que o discurso político da época era impregnado de vagueza. Algumas passagens interessantes:

"This mixture of vagueness and sheer incompetence is the most marked characteristic of modern English prose, and especially of any kind of political writing."

"It is easier -- even quicker, once you have the habit -- to say In my opinion it is a not unjustifiable assumption that than to say I think."

"You can shirk it by simply throwing your mind open and letting the ready-made phrases come crowding in. They will construct your sentences for you—even think your thoughts for you, to a certain extent—and at need they will perform the important service of partially concealing your meaning even from yourself."

"The great enemy of clear language is insincerity."

"But if thought corrupts language, language can also corrupt thought."

"One can cure oneself of the ‘not un-’ formation by memorizing this sentence: A not unblack dog was chasing a not unsmall rabbit across a not ungreen field." (:P)

E ele conclui, enumerando algumas regrinhas para quem pretende se aventurar no discurso político:
"(i) Never use a metaphor, simile or other figure of speech which you are used to seeing in print.
(ii) Never use a long word where a short one
(iii) If it is possible to cut a word out, always cut it out.
(iv) Never use the passive where you can use the active.
(v) Never use a foreign phrase, a scientific word or a jargon word if you can think of an everyday English equivalent.
(vi) Break any of these rules sooner than say anything outright barbarous.
"

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Já no segundo ensaio, intitulado "Why I Write" (versão traduzida para o português), o autor faz um relato de como surgiu sua paixão pela escrita. Orwell apresenta os motivos que levam um autor a escrever (completo egoísmo, entusiasmo estético, impulso histórico e propósito político) -- o autor admite escrever pelos 3 primeiros motivos --, e conclui dizendo que "Escrever um livro é uma luta horrível e cansativa, e o processo se parece com uma batalha contra uma doença longa e dolorosa. Ninguém embarcaria em tal jornada se não fosse impulsionado por algum demônio que ele não pode resistir nem entender."

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Enfim, recomendo a leitura de ambos os ensaios :) E aceito doação de horas para ler 1984 :P

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Por que qualquer coisa parece ser mais interessante do que estudar Direito Financeiro?

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  Tempo malvado 2

Pois bem. Sábado acordei 7h30 para [tentar] tirar fotos, na santa inocência, achando que o tempo fosse melhorar da noite para o dia. Vi-me diante de um temporal que durou um dia inteiro, e a única solução encontrada foi voltar a dormir.
Por uma simples abdução [?] imaginei que no domingo as coisas fossem ser iguais (inferi o caso a partir da regra e do resultado do dia anterior...), e simplesmente dormi até tarde. E não é que hoje o dia amanheceu lindo? Apesar do frio e do vento, é um dia bastante ensolarado. Grrr. Que raiva!
Ainda não me decidi se amanhã vou matar aula para tirar fotos (a idéia é tentadora :P), ou tirar fotos de hora em hora na própria facul... :}

Ah.. mais tarde volto aqui para postar algo mais, digamos, de acordo com a temática (!) do blog :P



  Dica de site

StumbleUpon.com. Isso vicia!



 

Ganhei meu dia depois de ler isto:

Último a saber

Como ontem, há quatro anos um ainda quase anônimo Severino Cavalcanti também representava a Câmara na ONU quando houve o ataque às torres do World Trade Center.
Monoglota, trancado no hotel nos dias seguintes ao atentado, Severino conseguiu embarcar no primeiro vôo da Varig a sair de Nova York. Alojado na classe executiva, o deputado virou-se para um atônito vizinho de assento e perguntou:
- O senhor pode me explicar o que aconteceu?

(Zero Hora, 10/09/05, pg. 3)

:P

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Hoje é o "aniversário" (a comemoração, a repetição da data que assinala? falta-me o termo agora...) do ataque às Torres Gêmeas... O que há de melhor no mundo desde então?
Terrorismo global, catástrofes naturais por todo lado, aviões que caem, corrupção no Brasil, alagamentos em Pelotas... Será que este mundo ainda tem conserto? (agora estou me sentindo culpada por ter rido da notícia acima :P...)



sábado, 10 de setembro de 2005

  Culinária

Tenho um liquidificador. Torradeira remendada. Dois fornos (o elétrico e o convencional). Quatro bocas de fogão (mas só uso uma, a mais perto do balcão). Geladeira, pia, etc. Tenho até uma cafeteira! -- O que falta para eu aprender a cozinhar? :}
Meu arroz fica uma droga (na imensa maioria esmagadora das vezes, eu esqueço do sal :P), as pizzas congeladas queimam (forno malvado!!), as sopas ficam com uma consistência tosca (nem líquidas, nem "sopas"), o café instantâneo fica amargo (nunca acerto a quantidade de açúcar), a torrada fica mal tostada (a torradeira está toda remendada, porque quebrei ela esses dias... a pressa era tanta que nem sei por que... ela simplesmente caiu :P), hambúrgueres já desisti de [tentar] fazer há quase um ano (ou ficavam crus, ou queimados, ou engordurados...)... nem miojo eu acerto! Qual o segredo da boa cozinha? Ou melhor, já me bastaria o segredo da cozinha razoável. (tipo poder fazer um prato de arroz com frango desfiado congelado com gosto de risoto :D)
Alguém aí tem a receita mágica para se aprender a cozinhar?



  Tempo malvado

Ahhh... droga de chuva! Não era para chover neste fim de semana!
Em sã consciência [!?] eu ia adorar passar um fim de semana véspera de época de provas sozinha em Pelotas e com chuva! (aí eu não teria outra opção do que fazer senão estudar; não ia ser preciso resistir a tentação alguma de sair de casa, de ir ao cinema, de usar a internet, etc.)... Mas, convenhamos, não precisava chover logo no fim de semana que decido pegar a câmara para fazer a prova de Foto!! Leis de Murphy sabem ser sacanas quando querem...
Preciso bater 3 fotos a cada hora, de um mesmo objeto, para testar as variações de luz ao longo de um dia (e suas influências nas cores, tonalidades, luminosidades e etc. das coisas). São no mínimo 24 fotos (se se considerar um período de "dia" de 8 horas). O ideal seria que eu fizesse no fim de semana, porque daí posso ir de hora em hora na portaria do prédio bater as fotos, e isso não atrapalharia em nada minha vida. (\o/)
Durante a semana, passo as 5 primeiras horas de luz do dia na rua (8h, 9h, 10h, 11h e 12h!!!), e as outras 3 sempre em casa (13h, 14h, e 15h). Então, o que seria menos tosco (caso o tempo não colabore e eu precise tirar as fotos durante a semana): tirar as fotos na faculdade (e ter de me deslocar até ela três vezes durante a tarde), ou tirar as fotos em casa (e a) matar aula [yay!], ou b) ficar vindo de hora em hora bater as fotos)???

Como o objetivo desse trabalho prático de foto é verificar as variações da luz do Sol ao longo de um dia (em dia de chuva, bem... cadê a luz do sol? :P), tenho que torcer para o tempo melhorar!
Bom, ainda tenho esperanças de acordar amanhã diante de um radiante sol de setembro... :) Do jeito que o tempo anda maluco, tudo pode acontecer... :P



quinta-feira, 8 de setembro de 2005

  Mitologias

Aproveitei o feriado para [terminar de] ler o livro Mitologias, de Roland Barthes. Já havia lido, anteriormente, o capítulo final da obra, que fala dos aspectos formais de um mito ("Barthes's understanding of myth is the notion of a socially constructed reality which is passed of as `natural'"*). O que me faltava era ler a primeira parte do texto, que é composta por diversas análises feitas pelo autor, no formato de artigos jornalísticos, acerca dos mitos que rondavam a sociedade francesa no período pós-2ª guerra mundial.

A obra está totalmente vinculada à realidade histórica vivida pelo autor (e, por vezes, sua leitura torna-se bastante cansativa, quase enfadonha). Alguns capítulos tratam de questões muito específicas, que possam não interessar a um leitor do século XXI. Entretanto, a grande parte dos textos é bastante interessante, apresentando assuntos ainda de relevância para os tempos atuais...

Um dos capítulos que mais me chamou a atenção é intitulado "Brinquedos". Barthes faz uma análise bastante realista dos brinquedos com que as crianças brincam à sua época: "O adulto francês considera a criança como um outro eu; nada o prova melhor do que o brinquedo francês." (...) "o brinquedo francês, de um modo geral, é um brinquedo de imitação [do mundo dos adultos], pretende formar crianças-utentes e não crianças criadoras."
Brinquedos assim fazem com que a criança perca a capacidade de abstração (altamente produzível com objetos arcaicos, como bonecos de madeira e argolas de metal), e com que sua hora de brincadeira acabe se tornando em uma verdadeira escola de "como ser adulto" (quem nunca brincou de cabeleireiro das bonecas, se menina, ou vivenciou o mundo dos transportes, se menino?). De certo modo, até mesmo brincando as crianças estão aprendendo a lidar com a vida adulta -- ao invés de estarem desenvolvendo seu intelecto, o que seria importante para que essa mesma criança pudesse um dia resistir aos modelos pré-estabelecidos. A criança é preparada para aceitar a realidade futura, sem pensar em transformá-la. Aí reside o mito.
O mais curioso disso tudo é que o livro foi escrito entre 1954-1956. E até hoje, aparentemente, ninguém fez nada para mudar isso. Os brinquedos seguem sendo meras cópias miniaturizadas do mundo dos adultos, dando margem a pouca -- ou nenhuma -- capacidade de reflexão por parte das crianças.

Há outros capítulos interessantes na obra, como "Saponáceos e Detergentes", "Marcianos", "Gramática Africana", "Conjugais" e "O Vinho e o Leite".
À propósito de Conjugais, há uma passagem bastante curiosa. Ao falar de um casamento, Barthes descreve a noiva como "(...) bem sucedida, visto que tem o diploma do curso secundário e fala inglês fluentemente." Hoje em dia, essa mesma moça teria que ter no mínimo o título de Mestre, 2 ou 3 empregos e falar uns 3 ou 4 idiomas para ostentar o título de "bem sucedida"... É... coisas dos tempos modernos...

* Obs: citação de Tony McNeill, em "Roland Barthes: Mythologies (1957)" -- recomendo a leitura :P

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terça-feira, 6 de setembro de 2005

  Duas soluções para o Brasil

I.

Muitos sustentam que já é hora de jogar 17 anos de conquistas no lixo e elaborar uma nova Constituição no Brasil, de modo a acabar com a corrupção. Mas será que a mera inclusão de uma ou outra palavra é capaz de resolver um problema histórico no país?
Se for para fazer uma nova Constituição, então que se faça alguma alteração drástica, algo como mudar o regime político para uma Monarquia Presidencialista (Democrática e Federativa!). Ora, a justificativa seria simples: um Rei não depende de mensalão para se manter no poder, muito menos de uma base aliada, ou de qualquer tipo de partido político — apenas de "sangue azul".
A separação dos cargos de Chefe de Governo e Chefe de Estado (que no Presidencialismo convergem na figura do Presidente) já acabaria com metade da burocracia no país (enquanto o Rei fica viajando pelo mundo, o Presidente fica em Brasília, editando Medidas Provisórias, sancionando leis, vetando projetos, enfim, fazendo toda aquela parte chata e monótona de ser Presidente de uma nação).
Dependendo do grau de abstração que se pretenda, dá para imaginar um projeto social de iniciativa do gabinete da Primeira Dama, mas com apoio de Sua Excelência, a Rainha de Terra Brasilis (depois de tanta transformação, mudar o nome do país será mera conseqüência...). Já temos o ouro estampado no amarelo de nossa bandeira, como que num prenúncio subliminar do que estaria por vir. É só incluir um capítulo sobre o regicídio na lei de crimes hediondos, separar parte da verba pública para sustentar a família real, escolher quem vai ser o primeiro Rei, e deixar que a sucessão hereditária acabe com as mazelas do país.
A partir daí, as grandes preocupações da imprensa passariam a ser outras. Nada de depoimentos intermináveis em CPIs incontáveis. As grandes fofocas seriam quanto a quem pertence o coração da princesa, a rebeldia do jovem príncipe, e as extravagâncias da rainha. Não teríamos nem tempo de pensar em corrupção!
Mas não é preciso ir tão longe para salvar o país: basta uma reforma na Constituição atual para aplicar os dispositivos que ainda requerem legislação complementar. A chave para a democracia está aí. Não basta chamar o Presidente pelo apelido, liberar geral a criação de partidos e meter meio milhar de deputados dentro de uma sessão. É na efetiva aplicação da lei que tudo se resolve!


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II.

E tem também a proposta do Luis Fernando Veríssimo, da Zero Hora de ontem (05-09-05):

"A idéia de um recomeço é atraente. A gente podia devolver o Brasil aos índios, desde que eles concordassem em devolver os espelhinhos, e fundar outro Brasil - onde? Sugiro Paris. Já tem até praia no Sena."

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Enfim.. o que não dá para admitir é que as coisas continuem do jeito que estão... :P




  Para refletir

"O Direito não pode parar."

Frase dita pela Carol hoje em sala de aula, a respeito da greve dos professores na Universidade Federal de Pelotas.
Quantos níveis de significados são possíveis de se captar a partir dessa singela e inocente frasezinha? :P



segunda-feira, 5 de setembro de 2005

  Liberdade de Expressão

Da página 3 da Zero Hora de sábado, 03/09/05:

ANJ protesta contra censura

Em nota divulgada ontem, a Associação Nacional de Jornais (ANJ) protestou contra a decisão judicial que impôs censura prévia ao jornal A Tribuna, de Santos, em São Paulo.
Por decisão do juiz José Alonso Beltrame Júnior, da Décima Vara Cível de Santos, o jornal foi proibido de divulgar informação relativa a processo administrativo que envolve funcionária da prefeitura daquela cidade. A servidora é acusada de desvio de dinheiro público. A decisão judicial ainda prevê multa de R$ 50 mil por "divulgação indevida".
O presidente da ANJ, Nelson Sirotsky, observa que "essa violência não atinge apenas o jornal, mas é uma afronta ao direito de informação de todos os cidadãos". A entidade acredita que o Poder Judiciário vai "corrigir mais esse atentado à liberdade de expressão".



Sinceramente, acho que essa decisão foi muito bem feita. Tá certo que censurar matérias jornalísticas vai contra a liberdade de expressão, apregoada pela Constituição Federal e tudo mais, mas também não dá para aproveitar esse princípio para começar a comprar denúncias por fatos. Não se pode atropelar as fronteiras da ética e do bom senso, em nome de um simples furo jornalístico. A servidora está sendo acusada, em processo administrativo (ou seja, ainda interno)... Nada está comprovado ainda. Por que o jornal tinha que se meter e sair publicando o fato antes que ele pudesse ser devidamente verificado?
Liberdade de expressão, sim. Mas com limites! Pois "censurante é tanto a proibição de dizer como a obrigação de dizer", na medida em que "a plenitude do dizer e do fazer equivaleria à própria negação da linguagem, à morte da palavra, ao silêncio total". (Adriano Duarte Rodrigues, em Figuras das Máquinas Censurantes Modernas).
Essa tal liberdade precisa (e deve) ser ponderada por outros princípios constitucionais, como o da dignidade humana e o da presunção de inocência. A liberdade de expressão, que é um direito fundamental, mas que não é absoluto, também não pode ser usada para justificar a violência, a difamação, a calúnia, a subversão, e a obscenidade. É preciso buscar um equilíbrio: defender a liberdade de expressão, mas ao mesmo tempo impedir o discurso que incita à violência, à intimidação, ou à subversão (Princípios da Democracia, da Embaixada Americana)
Não sei exatamente os reais motivos que levaram o juiz que decidiu o caso a tomar essa decisão, mas acho que foi muito bem feito! :P (Isso quer dizer que, ao menos tacitamente, eu prefiro o Direito? Nãããão!!)



Da Constituição Federal de 1988:

CAPÍTULO V - DA COMUNICAÇÃO SOCIAL
Art. 220.
A manifestação do pensamento, a criação, a expressão e a informação, sob qualquer forma, processo ou veículo não sofrerão qualquer restrição, observado o disposto nesta Constituição.
§ 1º. Nenhuma lei conterá dispositivo que possa constituir embaraço à plena liberdade de informação jornalística em qualquer veículo de comunicação social, observado o disposto no art. 5º, IV, V, X, XIII e XIV.
§ 2º. É vedada toda e qualquer censura de natureza política, ideológica e artística.

Na versão comentada pelo STF (mais uma das maravilhas/porcarias da tecnologia virtual), há dois trechos interessantes:
- Sobre o caput do artigo, fala-se em "polêmica -- ainda aberta no STF -- acerca da viabilidade ou não da tutela jurisdicional preventiva de publicação de matéria jornalística ofensiva a direitos da personalidade".
- E sobre o parágrafo 2°, lê-se "A Constituição de 1988 em seu artigo 220 estabeleceu que a liberdade de manifestação do pensamento, de criação, de expressão e de informação, sob qualquer forma, processo ou veículo, não sofrerá qualquer restrição, observando o que nela estiver disposto. Limitações à liberdade de manifestação do pensamento, pelas suas variadas formas. Restrição que há de estar explícita ou implicitamente prevista na própria Constituição."
Este último comentário fala da questão da divulgação de nomes de crianças e adolescentes em processo por ato infracional, mas acho que também se aplica à questão. A liberdade de expressão não pode ser total, sob pena de sermos "censurados" a falar tudo o que pensamos!

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  Semiótica 2

Destruindo a Semiótica, com base num exemplo citado no livro do Umberto Eco (Tratado Geral de Semiótica)...

"minha escova de dentes está viva e está querendo matar-me"

É um exemplo de frase sintaticamente correta, semanticamente anômala, mas pragmaticamente possível... =)
(Um maluco pode realmente acreditar que sua escova de dentes esteja de fato tentando matá-lo. Essa frase poderia ser empregada, por exemplo, numa conversa com um Psiquiatra.)

Obs.:
Sintática - plano da estrutura, relação dos signos com outros signos
Semântica - plano do significado, relação do signo com o seu significado
Pragmática - plano do contexto, relação do signo com todo o resto :D

[Sei lá por que, mas achei isso interessante...]



domingo, 4 de setembro de 2005

  Um mês


Êêêê... um mês de blog :)



  Semiótica

"A semiótica não é apenas a teoria de tudo quanto serve para mentir, mas também de tudo quanto possa fazer rir ou provocar inquietação."

Umberto Eco, em "Tratado Geral de Semiótica"

Vai dizer que a semiótica não é algo capaz de deixar qualquer um louco??

Enfim, queria ter tempo para ler todo o livro... mas vou ter que me contentar com 30-40% do total (há outras prioridades de leitura para esta semana!)...



sábado, 3 de setembro de 2005

  Celular

[criticazinha bem sutil aos novos modelos de celular...]

Resolveu sucumbir à ditadura da tecnologia, e foi na loja comprar um celular. Estava disposto a pagar quanto fosse, o que não queria era continuar sendo alvo da chacota dos colegas do trabalho por ele ser o único que ainda não podia ser encontrado a toda hora e em qualquer lugar.
Entrou na loja, com o olhar meio perdido. Dirigiu-se à balconista, e pediu para ver celulares.
A moça então mostrou um modelo, última novidade:
- Este aqui é bom, chegou este mês na loja, vende bastante.
Possui agenda para 500 números, bate foto com qualidade e zoom, envia e-mail, acessa a internet, tem visor de cristal líquido com 65 mil cores, toca mp3, vem com fones de ouvido, reproduz vídeos, permite que você baixe programas e joguinhos da internet, e ainda vem com localizador GPRS!
O rapaz ouviu tudo atentamente. E no final, apenas perguntou:
- Tá, mas ele telefona?

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  Tudo acaba em pizza

E a crise política? Será que acaba tudo em pizza? (Estou torcendo para que seja de calabresa... :D)


Tudo acaba em pizza

Não há vitória sem derrota.
Não há derrota sem ressentimento.
Não há ressentimento sem culpa.
E nem há culpa sem remorso.

Não há remorso sem dor.
Não há dor que não machuque.
Não há machucado sem desconforto.
E nem desconforto confortável.

Não há conforto sem bom humor.
Não há bom humor sem criatividade.
Não há criatividade sem papel.
Nem papel sem palavras.

Não há palavras sem sentimento.
Não há sentimento sem conteúdo.
Não há conteúdo sem sabor.
Não há sabor sem comida.
(Nem comida que não seja pizza)

[o poeminha é do início do ano passado, mas o tema é sempre eterno...]

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  Metáforas

Do Semiotics for Beginners:

"The poet Wallace Stevens provocatively quipped that 'reality is a cliché from which we escape by metaphor'"

:P



sexta-feira, 2 de setembro de 2005

  Teste: The Director Who Filmes Your Life

[Roubei a idéia de fazer este teste de vários blogs que visitei nos últimos dias em busca de "inspiração" =) É bem interessante. Faça você também! :P]









Sofia Coppola
Your film will be 57% romantic, 32% comedy, 29% complex plot, and a $ 23 million budget.
Relatively inexperienced (The Virgin Suicides, Lost In Translation) as a director, but already highly respected and connected -- her dad, Francis, directed all The Godfather movies, Apocolypse Now. Also, at last word she's dating Quentin Tarantino, so I'm sure he'll have some input into the substance of your film. Sofia's good at making the romantic drama that is your life. Who didn't have at least a lump in the throat at the end of Lost In Translation? She's already won one Academy Award for her writing, now she'll be the first woman to receive one for directing -- YOUR FILM!







My test tracked 4 variables How you compared to other people your age and gender:



















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You scored higher than 73% on action-romance





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You scored higher than 24% on humor





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You scored higher than 16% on complexity





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You scored higher than 5% on budget
Link: The Director Who Films Your Life Test written by bingomosquito on Ok Cupid



quinta-feira, 1 de setembro de 2005

  E o vento levou...

Levou as esperanças, os anseios, as alegrias e os desejos de muita gente... E também a ilusão de que vivíamos num mundo "domesticável".

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O que é essa loucura total do tempo? Alguém sabe se amanhã vai fazer sol, chover, esquentar, esfriar, ou se vai passar um furacão? Estou em dúvida se gasto meu dinheiro com um guarda-chuvas ou um protetor de orelhas. E vá que eu precise de um ventiladorzinho desses portáteis, ou algo do tipo. É tão difícil tomar uma decisão.

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Confesso que ri quando ouvi a manchete "Chuva destrói Muitos Capões". Não pude deixar de me divertir pela ambigüidade da frase, ao menos ao ser proferida oralmente (porque na forma escrita é indiscutível a referência a uma cidade com esse nome tosco).
Ri pela bizarrice de um local chamado Muitos Capões. Imaginem a [falta de] criatividade de quem criou esse nome*.
Mas as risadas param por aqui.
O que está acontecendo com o clima do mundo é preocupante. Já não temos as quatro estações (que saudades da primavera!). E fenômenos naturais que antes eram "privilégio" dos países ricos (tempestades de raios, furacões, tornados, terremotos) começam a pipocar por aqui.
Tá certo que [não querendo causar polêmica] sou a favor da ação da natureza como forma de controlar o superpovoamento do mundo (!), mas também há limites para isso. Uma coisa é você morar numa área de risco, sabendo que a qualquer momento podem te pedir para sair de casa por um furacão estar se aproximando. Outra, completamente diferente, é você ter de sair às pressas no meio de uma tempestade, quando percebe, tarde demais, que o teto está [literalmente] desabando em cima de sua cabeça.
As forças da natureza são incontroláveis. Mas até certo ponto. Elas são, em grande parte, fruto de nossas ações sobre a face da terra, reflexos de nossa atuação desenfreada sobre o globo terrestre. Tsunamis, por exemplo, já eram previstas para acontecer, mas daqui uns 20 ou 30 anos. Se a coisa está acontecendo agora, imaginem o que não estará por vir nos próximos anos. Ninguém mais está seguro, nem mesmo em sua própria casa!
Mas o jeito é se adaptar. A presença constante de ventos fortes no estado vai abrir mercado para empresas seguradoras, construtoras que se disponham a construir casas a prova de vendavais, e tudo o mais (a inclusão deste trecho é totalmente intencional: tenho prova de Marketing hoje à noite, e os conceitos de micro e macroambiente de marketing começam a pulular em minha mente, como que se pedissem, implorassem para ser incluídos em todo e qualquer texto que eu possa vir a produzir no dia de hoje).

Os cientistas se dividem quanto ao que pensar a respeito do assunto. Alguns alegam que já era previsto que o efeito estufa viesse a causar eventos extremos, como ventanias intensas e chuvas diluvianas (não confundir com Delúbio... :P). Outros alegam que ciclones e tornados sempre ocorreram no Rio Grande do Sul, a diferença é que agora eles têm se concentrado em zonas urbanas, e também o fato de que a mídia (é sempre culpa da mídia!) esteja nos causando a sensação de que haja mais tornados por conta da maior divulgação dos mesmos pelos meios.

E também, com tanta massa de coisa ruim vinda da Argentina se chocando com massas de praia, férias sol e mar vindas do oceano... só podia acabar em porcaria mesmo!

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Falando em forças de marketing... o Banrisul já está concedendo crédito às vítimas dos temporais. Bagé foi incluída na lista de cidades que poderão contar com o benefício. (Lá em casa quebrou todo o teto de vidro da sala com as tais pedras de granizo do tamanho de ovos de galinha...] Pois bem, acho que agora entendo o que diz o dito popular "Quem não tem teto de vidro que atire a primeira pedra". :P

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* Da Zero Hora de hoje, sobre a localidade de Muitos Capões:
"O nome se deve obviamente à existência de uma quantidade grande de capões (ilhas de mato) nos campos da região."
Arrá! É falta de criatividade mesmo :P


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