quinta-feira, 22 de setembro de 2005

  Anencefalia

Interrupção de gravidez é autorizada
Uma gestante foi autorizada a interromper a gravidez de um feto anencéfalo. A decisão foi tomada pela 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado.
Na sentença, a desembargadora Elba Aparecida Nicolli Bastos afirmou que "não se pode exigir da gestante que prossiga carregando a morte, já que a vida é impossível".
Este não é o primeiro caso de interrupção de gravidez autorizada pela Justiça gaúcha.
(pg. 38, ZH de 20/09/05)


O tamanho e a localização (canto da página) da nota no jornal reflete o quanto de importância a sociedade confere ao assunto?

Andei dando uma olhada no assunto há algum tempo atrás (em busca de um tema interessante para o trabalho de Direito Civil -- a escolha recaiu sobre 'nomes') e encontrei diversas opiniões a respeito da anencefalia. Mas a corrente que melhor me convenceu é a de que não se deve interromper a gravidez de feto anencéfalo. Mesmo que ele não tenha a mínima chance de se desenvolver, mesmo que seja uma gravidez inútil. Explico: é melhor viver com a certeza de que se tentou dar vida a um filho (e ele morrer por causas naturais, uma ou duas horas após o parto -- tempo suficiente para dar-lhe um nome e tirar uma foto de recordação) do que com a dúvida de que talvez o tenha assassinado ainda no ventre (porque para haver o aborto pressupõe-se que o feto ainda esteja vivo). A segunda opção dá a idéia de uma vida que nunca existiu. Na primeira hipótese, ao menos (claro que, nesse caso, é preciso verificar se a gravidez não traz riscos à saúde da mãe, e tudo o mais) dá-se um tempo para a família processar o luto. Parece-me mais viável. Mas, sei lá, talvez uma opinião médica pudesse me fazer mudar de entendimento...

Sugestões de leitura a respeito do assunto (todas pró manutenção da gravidez)
Anencefalia X Liberdade (considerações de um pai acerca do tema)
A fraude da ADPF 54 (o comentário de um padre acerca do assunto)
"Todo o tempo fui compelida a realizar o aborto" (relato de uma mãe que levou a gravidez até o fim)

P.S.: Sou atéia. Mas sou a favor da vida, acima de tudo :P

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Comentários:

Anonymous Carol disse:
tipo.. acho q no caso do anencefalia tem q abortar mesmo! a pessoa nasce sem consciência.. sem vida nenhuma... o q adianta viver? quer dizer, nem tem vida!! eh uma decisão triste, mas eh a mais viável. n eh questão de ter trabalho, eh algo triste d se conviver. eu como ser humano n gostaria d "viver" assim, até pensando o lado da criança mesmo :/
 


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