sexta-feira, 30 de novembro de 2007

  Recursos para todos os gostos

Não gostou de uma decisão? Em matéria processual, há várias maneiras de se atacar decisões de que não se gosta.

Para começar, há o agravo. O agravo é para quando você não gosta de decisões tomadas ao longo do processo, mas que ainda não sejam a decisão definitiva (-- a sentença). Em regra, o agravo fica retido nos autos até que a sentença seja proferida. Aí a pessoa precisa apelar da sentença, e, na apelação, manifestar a vontade de que o agravo seja apreciado. Mas mesmo que o agravo só vá ser apreciado após a sentença, é fundamental que a indignação com a decisão fique registrada logo após a decisão que se quer atacar – isso evita que o direito de recorrer dessa decisão preclua (a preclusão merece um post à parte) e ela transite em julgado. Dependendo do caso, também dá para promover um agravo de instrumento, o que faz com que o agravo seja apreciado pela instância superior ao mesmo tempo em que o processo em si segue tramitando no juízo original. Os motivos que justificam que o agravo seja apreciado desde logo são indícios de que se tem o direito alegado (ou a “fumaça do bom direito” – existe termo mais bizarro que esse?) e o perigo decorrente da mora.

Além do agravo, há a apelação. A apelação é o recurso principal para manifestar a não concordância com o resultado de sentenças de mérito – tipo quando o juiz decide um determinado caso, resolvendo quem tem razão e quem não tem. A apelação é dirigida para um grau superior na escala hierárquica do Judiciário. As decisões em segundo grau formam jurisprudência.

Há outros recursos no sistema recursal brasileiro, como os embargos de declaração, cujo objetivo é pedir para o juiz esclarecer/explicar algum ponto obscuro ou omisso em sua sentença, e os embargos infringentes, que cabem sobre acórdãos não unânimes que modificam sentenças de mérito [sorry pelo juridiquês exagerado aqui no finalzinho da frase; não resisti].

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Aplicações na vida prática:

Agravo – você e um grupo de amigos estão decidindo o local onde irão jantar na próxima sexta-feira. Não se tem ainda a certeza do lugar, mas uma parte do grupo já decidiu, sem que você pudesse se manifestar, que o prato será pizza. Você não quer pizza. O que fazer? Agrave – e por instrumento, porque há risco na mora (já é quinta-feira!)!

Apelação – o pessoal já decidiu que será pizza e que o jantar será na Pizzaria Tal. Você não quer, de jeito nenhum, e acha injusto que tenham decidido sem consultá-lo. O que fazer? Apele!

Embargos de declaração – você não entendeu direito se vão comer pizza ou calzone lá na Pizzaria. O pessoal trocou tanto de opinião que não ficou claro. Aí você pode pedir para eles mesmos (ou seja, para o mesmo órgão que proferiu a decisão) esclarecerem a decisão, via embargos de declaração.

Embargos infringentes – alguns decidiram em nome de todos. Metade quer ir para um lugar, metade quer ir em outro. Como resolver? Convoque todos para, juntos, decidir aonde todo mundo vai. O que o grupo todo decidir irá substituir a decisão proferida anteriormente por poucos.

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quinta-feira, 29 de novembro de 2007

  NaNoWriMo 2007


Este ano meu desempenho no NaNoWriMo foi ainda pior que em 2005. Que feio. Escrevi cinco páginas do texto, o que significa que a Girafa Acadêmica* permanecerá sem uma biografia ‘oficial’ até 2008... (se serve de consolo, só três pessoas leram a história do ano passado, o que torna o esforço de escrever uma história de ficção absurdamente desproporcional ao alcance obtido)

Enquanto isso, fiquem com a biografia não-autorizada. E os três primeiros trechos da biografia ‘oficial’ da Girafa Acadêmica:

De como a Girafa e o Elefante se conheceram inicialmente
A cena no parquinho: a gênese da disputa entre o Elefante Analfabeto e a Girafa Acadêmica
Girafa Acadêmica e Camelo Israelense Terrorista como colegas de faculdade

(sim, eu sei que a história é completamente nonsense)

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* a Girafa Acadêmica é uma invenção maluquice arbitrária consensual originada durante aulas extremamente tediosas no curso de Direito. Em 2006, ela ganhou até um blog coletivo. Minha nano novel deste ano seria uma tentativa de reunir todas as bizarrices já inventadas sobre a Girafa em um único espaço. Mas faltou tempo. – o prazo termina amanhã, e eu, obviamente, não conseguirei escrever 47 mil palavras em dois dias.

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terça-feira, 27 de novembro de 2007

  Construindo uma máquina do tempo ideal

Reflexões surgidas após a leitura do conto “All you zombies” de Robert A. Heinlein, e de algumas considerações acerca do Paradoxo do Avô.

Considerações iniciais

Uma máquina do tempo ideal deveria permitir movimento apenas no tempo, e não no espaço. Para viajar no espaço a gente tem carro, foguete, lancha, balão, bicicleta. O que falta é um dispositivo que permita “viajar” (por falta de um termo mais apropriado) por horas, semanas, meses, decênios, milênios. E não da forma unilateral que se faz quando se mergulha em recordações de um passado vivido, contado ou imaginário (ou acaso alguém esteve na Idade Média para saber como ela realmente era?).

Da importância da construção da cabine

Como ficou decidido que a movimentação se dará apenas no tempo, e não no espaço, faz-se necessária a construção de uma espécie de cabine que permita tal deslocamento. A cabine deveria ser pequena (para uso individual, provavelmente) e feita de um material firme e forte, que resista à ação do tempo (sem ironias).
A pessoa entra na cabine no momento em que está, e sai algum tempo antes no mesmo lugar (para deslocamentos no espaço, consulte o item Máquina do Tempo X Teletransporte). Para pequenas distâncias no tempo, a “viagem” seria tranqüila. O problema é com futuros longos retrocessos no tempo, o que talvez fosse requerer que a cabine seja de um tamanho e formato confortáveis. Considerando-se a necessidade de que a cabine tenha existência tanto no tempo de onde se parte quanto no momento de destino, as longas “viagens” apenas se processarão daqui alguns anos (isso se a máquina for efetivamente implantada e produzida mais ou menos por agora). Mas, em termos simples e lógicos, voltar uma semana no tempo para tentar compreender um pequeno mal entendido é rápido. Mas se alguém que esteja em 3417 resolva voltar ao ano de 2006 para tentar compreender como se deu a construção de determinado dispositivo da máquina do tempo, aí com certeza a “viagem” vai ser bem mais demorada.

O quanto demorada vai ser a “viagem”

Por uma decisão completamente arbitrária (este post trata da construção da minha máquina do tempo, portanto, reservo-me no direito de decidir de forma totalmente aleatória tudo o que concerne ao funcionamento da minha hipotética máquina do tempo), e fazendo analogia com distâncias físicas, cada minuto deslocado no tempo corresponderá a 1 metro. Para fins de cálculo do tempo, considerar-se-á apenas o tempo de deslocamento real, desconsiderando-se os tempos de desintegração e reintegração da matéria (cf. item “Conversão da matéria em luz” abaixo).

Máquina do tempo X Teletransporte

Antes de prosseguir, convém lembrar que o mesmo princípio de desintegração e reintegração da matéria poderá ser adotado na construção de uma máquina de teletransporte (mas aí se estaria falando em uma “máquina do espaço”, o que de certa forma foge à temática proposta neste post). Mas já adianto: o esforço teórico para a construção de uma máquina de teletransporte é completamente inútl, pois para isso (deslocamento no espaço) já dispomos de diversas bugigangas semoventes que desempenham tal função de forma satisfatória, embora em velocidades bem menores do que o que se gostaria. Assim, o caminho para que se atinja uma melhora no deslocamento espacial não é investir no teletransporte, e sim tratar de garantir que a velocidade dos atuais meios existentes seja aumentada.

Conversão da matéria em luz

Tendo sido feita a distinção entre máquina do tempo e máquina do espaço (teletransporte), o passo seguinte seria determinar como se dará a desintegração da matéria. Uma saída prática seria converter a massa do indivíduo que pretende se deslocar no tempo em luz, haja vista a extrema velocidade que a luz é capaz de atingir (ressalte-se novamente que o mesmo princípio também poderia ser adotado numa infrutífera máquina de teletransporte).

A velocidade da luz

A velocidade máxima que a luz pode atingir é de 1 800 000 000km/h, ou seja, 300.000km/segundo. Mas aí tem toda aquela história da teoria da relatividade que diz que a massa do objeto que chega perto da velocidade da luz e a percepção do tempo de quem está em tal velocidade acabam sendo alteradas. A massa reduz, o tempo encolhe. Daí a máquina do tempo necessariamente teria que ter um dispositivo que permitisse corrigir tal falha. Esse é um detalhe que deverá ser trabalhado com o tempo. Por ora, vale fazer como nos exercícios de física do Ensino Médio e partir do pressuposto de que todos os dados complicados poderão ser desconsiderados (“despreze a gravidade, ela é inútil e tem um valor muito complicado”) em nome de uma possível reflexão teórica distanciada acerca do caso.
Entretanto, uma consideração importante que não se pode deixar de fazer neste momento é a necessidade de parcimônia para a utilização da máquina do tempo. Ora, se a conversão causa mudanças de ordem física e temporal, é lógico deduzir que seu uso prolongado possa causar sérias conseqüências. Este assunto poderá ser retomado em futuras considerações teóricas acerca da construção da máquina do tempo. Fica o convite para eventuais pesquisadores e interessados no tema possam desenvolvê-lo via comentários.

Tabela 1 - Proporções tempo – minutos

tempominutos
1 dia1.440 minutos
1 semana10.080 minutos
1 mês43.829 minutos
1 ano525.948 minutos

Cálculos

Logo, na razão de 1 metro por minuto que se queira retroceder no tempo, convertendo a massa em luz, tem-se que:
1 ano = 525 948 minutos.
525 948 minutos = 525 948 metros
525 948 metros = 525,948 km
A uma velocidade de 300.000km/s, seria possível retroceder 1 ano no tempo em menos de 1 segundo (0,0017 segundos). Nessa mesma proporção, uma viagem de 40 anos no tempo (de 2046 para 2006, caso a máquina seja construída ainda este ano), levaria um pouco mais de tempo, mas mesmo assim se manteria em menos de 1 segundo (0,7 segundos). A velocidade seria apenas significativa para trajetos que envolvessem mais de 300.000.000 metros, o que se daria em mais de 570 anos. Como esta não deve ser uma preocupação de alguém que exista em 2006, deixaremos essa reflexão para nossos descendentes, e vamos logo ao que interessa.

Da impossibilidade de se alterar o passado

Alterar o passado poderia ter conseqüências drásticas (tipo Efeito Borboleta, teoria do caos... mexe num detalhezinho e teu futuro muda drasticamente... tanto que tu podes nem mais existir nele – vide Paradoxo do Avô). Logo, o retorno no tempo deveria apenas permitir que se assistisse, como mero espectador, aos acontecimentos do passado.
Não haveria problemas em alguém se assustar ao se deparar com uma versão de si mesma alguns anos mais velha circulando por aí, pois todos do passado “revisitado” saberiam da existência da máquina do tempo, já que a cabine precisaria existir em tal tempo para permitir o “deslocamento” temporal. Mas para evitar confusões e mal-entendidos, o ideal seria que a versão do corpo que retorna ao passado seja mais ou menos fantasmagórica (e decididamente invisível).
Outra questão importante é decidir se a pessoa vai com a idade que tem, ou com a idade que tinha (e, consequentemente, com o grau de julgamento da idade que irá revisitar). Há dois aspectos a serem observados: (1) de nada adiantaria, por exemplo, poder retornar ao passado para avaliar com distanciamento crítico uma determinada ação, se não se pudesse utilizar dos conhecimentos adquiridos ao longo do tempo para poder refletir com maiores subsídios e tentar alterar o futuro (já que o passado é inalterável); e (2) se a pessoa vai ao passado, como mero espectador (sem poder interferir nos eventos), nada mais lógico que se vá com a idade que se tem no momento em que se entra na máquina (e não com a idade que terá quando observar-se ao sair dela).

Finalidade prática da máquina do tempo

A utilização prática da máquina, ao menos em tempos em que estejamos vivos (considerando-se a construção da máquina em 2006, e uma expectativa de vida média de 71,3 anos para um brasileiro), será apenas para rever acontecimentos dos quais tomamos parte e durante os quais estivemos vivos. Sua finalidade principal seria permitir que as pessoas revejam suas atitudes e reconsiderem seus posicionamentos.

Conclusão inexorável

A máquina do tempo já existe, sob diversas formas e para diversos usos: máquina de fotografar, máquina filmadora, blogs. Tudo são próteses que nos ajudam a revisitar o passado em momentos de dúvidas. Mas não dá para se prender a ele: o presente está aí, para ser vivido. E o futuro chega a todo momento. Então, qual o sentido de se querer tanto ir de volta ao passado?

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(Postado originalmente em 11/06/2006. -- Sim, é um calhau!)

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Em tempo: sei que o texto está no mesmo blog e nem faz tanto tempo assim que foi postado pela primeira vez. Mas resolvi pegar onda no Anônimo pára-quedista do Google que comentou no texto hoje, e colocá-lo neste espaço novamente. Esse mesmo post acabou dando origem, meses mais tarde, ao meu primeiro atentado literário pseudo-transfigurado na forma de livro novela PDF.

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segunda-feira, 26 de novembro de 2007

  Excesso de informação

Se a gente seguir produzindo no ritmo em que produzimos atualmente – ou melhor, se a produção continuar aumentando no ritmo em que aumenta – em no máximo 2 anos teremos um excesso de informação incontornável na Internet.

De acordo com um estudo divulgado pelo Nemertes Research Group na semana passada, a Internet ficará sem capacidade até 2010, a menos que se invistam bilhões de dólares no reforço aos backbones que atualmente suportam o tráfego mundial de dados -- algo como uma lei de Moore aplicada à circulação de dados na Internet.

O grande culpado serão os videozinhos bobinhos e inocentes que você assiste diariamente no YouTube, os filmes de qualidade duvidosa que você baixa para economizar com cinema e as músicas que tenta pegar de graça para sua imitação barata de iPod [não que eu não faça isso... sempre]. O crescimento no fluxo de streaming de vídeo, nos downloads de músicas, ou na troca de arquivos por P2P pode contribuir para entupir as vias de circulação dos dados. O estudo sugere que a demanda para esses serviços irá acelerar cada vez mais, o que requer, urgentemente, mais capacidade.

A estimativa é que os usuários da Internet produzam 161 exabytes de novos dados, apenas neste ano. Um exabyte é o equivalente a 1,1 bilhão de gigabytes, ou seja, algo como 50 mil anos de vídeo em DVD de alta qualidade.

Via GJol

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  Um blog aos 95 anos de idade

A notícia é [relativamente] velha, mas não deixa de ser interessante. A vencedora do Best of the Blogs (The BOBs) na categoria melhor weblog em espanhol, tanto por voto popular quanto pelo voto do júri, foi María Amelia, com o blog “A mis 95 años”. -- Eis uma prova de que blogar não tem idade.

Em seu blog, María Amelia narra histórias vividas ao longo de seus 95 anos de vida. A espanhola conta com a ajuda do neto para digitar seus textos e acompanhar a repercussão do blog.

O The BOBs é um concurso internacional de blogs promovido anualmente pela Deutsche Welle. O vencedor na categoria weblog em português, voto pelo júri, foi o Blog do Tas. Já o vencedor na categoria weblog do ano (considerando-se todos os idiomas) foi Foto-Griffaneurei (Foto Mania), de Xenia Awimova, uma aspirante a fotojornalista de 23 anos que vive em Minsk (capital da Bielorrúsia).

Via eCuaderno.

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sábado, 24 de novembro de 2007

  Os melhores blogs do Brasil 2

A Revista Bula publicou o resultado da “maior pesquisa de opinião pública já feita no Brasil sobre blogs”. É mais ou menos como a pesquisa anterior, só que, desta vez, a pergunta foi feita a mais pessoas. Na primeira edição, perguntou-se a universitários quais os blogs que eles costumavam ler. Nesta segunda versão, procurou-se “buscar um caráter mais científico”. Para isso, eles entraram em contato com 704 706 pessoas, de dez estados do país e das mais variadas áreas de atuação.

Cada pessoa podia indicar no máximo 5 blogs. 211 disseram que não lêem blogs, e os outros 495 apontaram os seus favoritos.

O resultado? Deu Pensar Enlouquece de novo na liderança. Mas alguns dos outros blogs constantes da relação dos 21 melhores do país mudaram. Caiu o número de blogs escritos por jornalistas - mas aumentou a diversidade de assuntos abordados.

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Em tempo: caráter mais científico? Pessoas de profissões diferentes? Uma dica para a próxima vez [se houver uma próxima vez, já que esta é apontada como a listagem definitiva]: perguntem a profissão da pessoa que está respondendo. E o Estado. Só para conferir... (E, sim, eu votei no Inagaki, e ajudei a perpetrar o status quo da web).

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Dados interessantes sobre a blogosfera brasileira podem ser acessados na Pesquisa Blogosfera Brasil, realizada em 2005, pela Verbeat. Não tem uma lista dos blogs mais influentes, mas o relatório traz informações sobre os hábitos dos blogueiros e leitores de blogs do país – como o fato de 95,4% acreditarem ser possível conhecer pessoas através de blogs :)

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Update 27/11 -- o pessoal da Revista Bula publicou hoje alguns dados adicionais da pesquisa (incluindo o número de votos que cada blog recebeu), além de ter aumentado a relação de blogs de 21 para 31. Também há uma nota explicando que rankings costumam ser bastante subjetivos (!), e que nesse procurou-se mostrar algo que fosse além do que pensa a própria "umbigosfera" - por isso, 90% dos respondentes teriam sido usuários de Internet não leitores de blogs.

Agora apenas uma sugestão: que tal transformar isso em uma espécie de seção permanente da revista, refazendo a pesquisa de tempos em tempos (6 em 6 meses, talvez?) para observar como se comporta as preferências dos usuários? -- tipo, considerando o fato de que a blogosfera é líquida e as relações virtuais são instáveis, por que não respeitar isso e criar uma pesquisa de opinião que também seja mutável?

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quinta-feira, 22 de novembro de 2007

  Dia de Ação de Graças

Nos Estados Unidos, o Dia de Ação de Graças é comemorado todos os anos na quarta quinta-feira de novembro (no caso, hoje). No Canadá, a ocasião é celebrada na segunda segunda-feira de outubro. Embora a tradição seja essencialmente norte-americana e canadense, países do mundo todo foram aos poucos incluindo a data em seus calendários. No Brasil, a celebração costuma ser tímida. E no geral não passam de algumas poucas manifestações isoladas.

A idéia é a de usar a data de hoje para se agradecer pelo que se conseguiu no último ano. E a festa não termina na quinta-feira. O dia seguinte ao Thanksgiving costuma ser a data com movimento mais intenso no comércio dos Estados Unidos. As pessoas saem às compras após o feriado em um clima ainda festivo. O dia é conhecido como “Black Friday” (sexta-feira negra), pois é o dia em que os lojistas esperam que suas vendas saiam do vermelho.

Historicamente, o primeiro dia de ação de graças aconteceu em 1621. Colonos ingleses (peregrinos) que tinham fundado a colônia de Plymouth (em Massachusetts) convidaram os integrantes da tribo Wampanoag para uma celebração. Os índios levaram comida para os ingleses. Foi só em 1789, por meio de um decreto do presidente George Washington, que a data se transformou em um feriado nos Estados Unidos. Como antecedente histórico, tem-se a tradição inglesa de se reservar um dia para dar graças aos céus, geralmente com muita comilança. A data costumava ser celebrada após a época da colheita, de forma a assegurar a ceia farta.

Atualmente, a comemoração costuma se dar em família, com grandes ceias, ou então em paradas e festivais em lugares públicos. No Brasil, a data é celebrada por famílias estrangeiras e em instituições vinculadas à cultura canadense ou norte-americana (exemplo clássico: cursinhos de inglês). A escola em que estudei na segunda metade do Ensino Fundamental costumava fazer uma grande festa no Dia de Ação de Graças. Ninguém entendia o porquê de tanta comemoração...

Nos EUA, é tradição ainda a cerimônia anual do peru. Na terça-feira, dia 20 de novembro, o presidente George W. Bush “perdoou” dois perus, que serão poupados neste dia de Ação de Graças, e ainda, de quebra, irão ganhar passagens para a Disney. Os perus perdoados foram batizados de “May” e “Flower”, em homenagem ao barco em que chegaram os primeiros peregrinos à América (Mayflower).

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Em tempo: gostaria de aproveitar a oportunidade para agradecer aos lurkers, leitores do feed, visitantes esporádicos, pára-quedistas do Google, fakes, amigos, conhecidos, desconhecidos, salsinhas, amigos imaginários (:P), enfim, todas aquelas figuras bizarras (reais ou imaginárias) que, de certa forma, contribuem para a existência deste blog :)

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quarta-feira, 21 de novembro de 2007

  E o tal do conversor de TV Digital a R$100,00?

Pela lei da oferta e da demanda, tem-se que oferta (quantidade oferecida de um determinado bem) e demanda (procura por este bem) são fatores que influenciam diretamente na determinação do preço. As diferentes combinações entre um e outro elemento darão origem a diferentes faixas de preço para um mesmo produto. Regra geral, quanto maior a oferta, menor o preço; se aumenta a demanda, aumenta também o preço. Um meio termo entre oferta e demanda pode levar a uma estabilização do preço.

Mas é claro que nem tudo se resume a uma simples dicotomia... há vários outros fatores que podem influir no processo de determinação do preço, como os desejos das pessoas, a concorrência, a capacidade técnica de as empresas produzirem um determinado produto e o poder aquisitivo das pessoas diretamente interessadas na aquisição desse produto. Sintetizando ao máximo, não basta produzir em grandes quantidades um produto que ninguém irá querer comprar, ou então cobrar muito caro por um produto cujo público-alvo não terá condições financeiras de adquiri-lo.

Feita essa enrolação inicial, vamos aos fatos. Os primeiros aparelhos conversores de TV Digital do Brasil, fabricados pela Positivo e pela Semp Toshiba, chegarão às lojas na próxima semana, em São Paulo. O preço? O da Positivo sai por R$499,00, e o da Semp Toshiba por R$800,00, para televisores convencionais – e a bagatela de R$699,00 ou R$1.199 para quem tem tevê de alta definição (HDTV). Ou seja: muito longe da estimativa inicial de R$100,00, ou da posterior atualização sensata da expectativa para R$250,00. Vale lembrar que só quem tiver conversor poderá assistir às transmissões digitais, que se iniciam, na cidade de São Paulo, no dia 2 de dezembro.

O problema prático? Apesar de já existir três grandes padrões para TV Digital no mundo (o americano, o japonês e o europeu), o Brasil resolveu ser feliz ao extremo e inventar seu próprio modelo de TV Digital (usando como base o padrão japonês). Divertido, inovador, versátil. Só que, por conta disso, ainda não há mercado suficiente para produzir conversores com preços competitivos. Por enquanto, há apenas dois fabricantes. Assim que outras empresas começarem a produzir seus modelos, talvez o valor reduza um pouco. Quando a transmissão digital se estender a todo o país e todo mundo começar a comprar conversores apesar do preço salgado, a demanda fará com que se produzam mais conversores, o que estimulará a concorrência, aumentará a oferta e fará com que o preço caia. É tudo uma questão de tempo.

Nessas horas é bom lembrar o que aconteceu com as pobres criaturas que compraram uma TV de 42’’ pela bagatela de 20 mil reais um ano antes da Copa do Mundo de 2006. Antes da Copa, ter uma tevê dessas era raridade. Depois, o preço foi despencado. Hoje já banalizou. Dá para levar quatro pelo preço que se pagava por uma há menos de dois anos. Os tempos mudam. O consumo estimula a oferta, e, quanto maior a oferta, menor o preço...

Infelizmente, é preciso primeiro “sacrificar” o bolso de alguns consumidores, para que o preço comece, enfim, a diminuir. O conversor de TV Digital poderá, sim, um dia vir a custar os prometidos R$100,00. Mas, até lá, melhor continuar sem assistir televisão :P

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domingo, 18 de novembro de 2007

  Auto-acusação falsa

O Código Penal, em seu artigo 341, refere-se ao crime de auto-acusação falsa. Esse delito acontece quando o indivíduo acusa-se de ter cometido um crime que não cometeu (ou porque outra pessoa o fez, ou porque o crime nunca existiu). Como conseqüência, quem se auto-acusa falsamente pode receber pena de prisão, ou multa.

Mas e por que alguém seria tão torpe ao ponto de se auto-denunciar por um crime, sem ter cometido crime algum? Apesar de parecer absurda, a previsão desse crime tem lá seu fundamento – o delito está situado no capítulo referente aos crimes contra a administração da Justiça. A intenção é punir aqueles que retardam o andamento de julgamentos com óbices desnecessários. Um exemplo disso seria se alguém viesse diante da autoridade judiciária ou policial para dizer que cometeu um determinado delito que não cometeu, ou que jamais foi cometido, para desviar a atenção das investigações, e deixar a polícia e o Judiciário ainda mais distante de descobrir a verdadeira autoria do crime (ou algum outro crime que porventura realmente tenha sido cometido pela própria pessoa que se auto-denuncia, mas que se pretendia acobertar com a auto-acusação falsa).

E sim, isso acontece na prática. Como exemplo, veja esta notícia, um release com excesso de juridiquês, mas que permite entender melhor o que é a tal da auto-acusação falsa. Este outro link traz uma auto-acusação falsa ainda mais bizarra – o bandido queria parecer mais perigoso do que realmente era.

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Também pode ocorrer denunciação caluniosa, que é quando você quer sacanear aquele indivíduo chato que tirou sarro da sua cara a infância inteira e resolve denunciá-lo como autor de um crime nunca ocorrido, ou cometido por outrem.

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Em tempo: os releases policiais são todos assim tão toscos? :P

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sábado, 17 de novembro de 2007

  Brasil Telecom: o pior atendimento do mundo

Estamos sem conexão à Internet aqui em casa (em Bagé) há cinco dias. A saga começou na quarta-feira. Impossibilitados de conectar desde a terça-feira, telefonamos para o serviço de atendimento da Brasil Telecom, para tentar saber se o problema era com eles ou no computador de casa. Pelo telefone, informaram que os fios de conexão haviam sido furtados, mas que o problema seria resolvido até o dia seguinte (quinta-feira, feriado da Proclamação da República).

Na quinta-feira, a conexão seguiu não funcionando. Decidimos esperar até sexta, após o feriado, para telefonar novamente.

Sexta-feira

Na sexta-feira, após esperar quase duas horas para sermos atendidos (e muita musiquinha, propaganda institucional, e mensagens de falsa esperança do tipo “Aguarde. Em breve, você será atendido”), a atendente, Elane sem sobrenome (ela se recusou a dizer o nome completo) disse que poderia mandar um técnico para resolver o problema no dia seguinte. Ela argumentou que o problema nos cabos já havia sido resolvido (mas então por que a Internet continuava sem funcionar??). Reclamamos, insistimos que queríamos atendimento no mesmo dia (já que desde terça estávamos sem Internet), e, enquanto falávamos, a atendente “supersimpática” colocou o telefone no mudo. Algum tempo depois, ela voltou para perguntar “Pronto. Já terminou?” (ou seja, a moça não teve paciência nem de ouvir a reclamação – então por que raios foi procurar emprego em um serviço de telemarketing???). De qualquer modo, ficou registrado o número do atendimento, e a promessa de que em até 24 horas o problema estaria resolvido.

Ainda na sexta-feira, no final da tarde, um rapaz, que se identificou como Gabriel, técnico de informática da Brasil Telecom, telefonou aqui para casa. Ele queria a todo custo nos convencer de que o problema era no computador, e, por isso, foi solicitando que mudássemos as conexões, desligássemos todos os telefones, e mexêssemos nas configurações da Internet. Ele também subestimou a minha capacidade ao extremo. Primeiro, ele pediu para entrar no cmd para digitar um comando. Digitei o comando, deu uma mensagem de erro, e li para ele a mensagem. Ele disse para digitar novamente, fiz isso, e veio a mesma mensagem (!!). Aí ele me acusou de estar digitando errado, e começou a soletrar, pausadamente, como se se dirigisse a uma criança de 3 anos de idade, letra por letra do que deveria ser digitado. Antes que eu xingasse o coitado e mandasse ele para a Lua, meu pai assumiu o telefone e voltou a insistir na necessidade da presença física de um técnico, porque do jeito que a coisa estava, apenas desconfiguraríamos o computador, e nos afastaríamos ainda mais da solução do problema.

Por fim, o tal do Gabriel disse que um técnico (real, de carne e osso, e não uma voz entediada ao telefone) viria no dia seguinte – mas fez questão de dar ênfase ao fato de que, se o problema não fosse na conexão em si e sim no computador, eles nos cobrariam pelo serviço (sim, depois que o técnico por telefone nos fez mudar todas as configurações do computador, é bem provável que o problema agora seja, também, no próprio computador!).

Sábado

Esperamos pacientemente até o vencimento do horário da primeira solicitação da vinda do técnico. Até ligamos para o atendimento pelo telefone antes do término do prazo, e uma mensagem gravada afirmava que o problema seria resolvido até meio dia (24 horas após a solicitação feita com a simpaticíssima Elane). Tendo passado o prazo sem nenhuma resolução do problema, ligamos novamente para o suporte. Uma hora esperando atendimento (com direito a anúncios gravados do tipo “passe o dia inteiro na Internet com BRTurbo”), e uma moça de nome “Quênia” (sic?) nos atendeu. Ela disse que poderia solicitar a vinda de um novo técnico para o dia seguinte, já que havia expirado o prazo da solicitação anterior (COMO ASSIM???). E não adiantou dizer que a gente já tinha esperado 24h. Ela ainda disse que, para o mesmo dia, tudo o que poderia fazer era pedir para um técnico entrar em contato pelo telefone (outra criatura com nome de anjo para tirar sarro da nossa capacidade intelectual???).

Chegamos a perguntar o que era preciso ser feito para cancelar o serviço de ADSL, ou então como fazer para conectar com discada (queríamos um número para conectar, pelo menos). Quanto à primeira pergunta, a moça se limitou a dizer que o serviço só pode ser cancelado “De segunda a sexta, em horário comercial” (??). Quanto à segunda pergunta, ela nos mandou ligar para outro número de suporte Brasil Telecom. Uma hora de espera com musiquinha no telefone, e desistimos.

Estamos agora conectados em um cybercafé, e, obviamente, mandaremos a conta para a Brasil Telecom.

E amanhã, domingo, vence o novo prazo para vir um técnico da Brasil Telecom para resolver o problema. Aposto que não virá, ligaremos no domingo, e empurrarão o problema para segunda – e o ciclo se repetirá ad infinitum.

Estamos sem Internet há 95 horas, 43 minutos e 17 segundos. And couting...

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Update, 18/11 -- hoje, domingo, finalmente um técnico de carne e osso esteve aqui em casa. O problema foi resolvido em pouco tempo. Parece que o que aconteceu foi uma sucessão bizarra de acontecimentos - a falta de fios (se é que houve; veja explicação adiante) fez com que o modem do nosso computador parasse de responder (e continuasse assim, mesmo com o retorno da conexão). O técnico de nome de anjo que ligou aqui para casa na sexta-feira contribuiu para que terminássemos de desconfigurar completamente a conexão. Bastou reiniciar o modem (introduzindo um arame no buraco de reinicialização) para que o aparelho voltasse a funcionar (e por que não nos disseram sobre essa possibilidade por telefone, então?). Depois, foi preciso reconfigurar os endereços de IP e DNS (o tal do Gabriel tinha feito com que bagunçássemos tudo).

Quanto ao suposto furto de fios, de acordo com o técnico que esteve aqui, isso tem cara de desculpa esfarrapada dada pelo serviço de atendimento pelo telefone para se livrar de clientes insistentes (o que só corrobora com a idéia de que eles oferecem o pior serviço de atendimento do mundo -- pelo menos por telefone).

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quinta-feira, 15 de novembro de 2007

  Ask 500 People


Quer saber alguma coisa? Pergunte a 500 pessoas espalhadas ao redor do mundo!

O Ask 500 People é uma ferramenta baseada na "sabedoria das multidões" (Surowiecki, 2004). A idéia é permitir que qualquer um faça uma enquete descentralizada em instantes. Você cria a pergunta, estabelece as opções de resposta, e, se a questão for considerada relevante pela comunidade, ela será feita a 500 100 pessoas (a versão beta é limitada a 100 respondentes) de todas as partes do mundo. E ainda é possível acompanhar, em tempo real, as respostas dadas, em um mashup construído sobre um Google Map.

E qual é a mágica por trás disso? A mesma pergunta é veiculada em 75.000 sites ao mesmo tempo, permitindo que se obtenha a resposta em poucos minutos.

Fiz uma pergunta teste ontem. Hoje pela manhã ela foi ao ar (recebi um e-mail avisando alguns minutos antes, para caso quisesse acompanhar a votação ao vivo) e o resultado pode ser conferido neste endereço.

A parte interessante é que os demais usuários do Ask 500 votam nas perguntas, para que elas sejam colocadas no ar (em um sistema de pontuação a la Digg). E eles também podem deixar comentários. Por exemplo, o usuário kkkkkrissss ressaltou o fato de que uma das alternativas para a minha pergunta era, na verdade, uma contradição total. (E pior que é mesmo!)

A pergunta

Let's be honest: do you always tell the truth when answering online polls?

As alternativas, e respectivos resultados:

Yes, of course. Why would anybody lie on polls? (61 votos)
Um... most of the time. (33 votos)
Nope, I lie all the time. (6 votos) [eis o paradoxo da minha pergunta: alguém que efetivamente mente, irá sempre responder "sim, sempre digo a verdade", o que faz com que os resultados da enquete percam qualquer relevância prática :P]

Distorções inevitáveis

Reparem no mapa [imagem que ilustra o post] que a esmagadora maioria das pessoas que responderam à pergunta estão localizadas na Europa ou na América do Norte. Há bem menos respostas provenientes da América do Sul, da Ásia, da Oceania ou da África.

Mesmo assim, com as devidas adaptações, a ferramenta pode se tornar interessante, inclusive para a prática do jornalismo.




quarta-feira, 14 de novembro de 2007

  E-mail 2.0

Qual é o futuro do e-mail? RSS, rede-socialização ou visual 3D bonitinho?

Segundo Brad Garlinghouse, do Yahoo!, o e-mail do futuro será capaz de identificar quais as mensagens são mais relevantes, com base nos seus hábitos de leitura. Além disso, os contatos terão cada vez mais características de perfis de redes sociais. Outros elementos de redes sociais que o e-mail do futuro do Yahoo! ainda poderá ter incluem lista de aniversários (útil, muito útil) e uma espécie de news feed a la Facebook (tipo aquele recurso tosco do Orkut com as últimas atualizações nos perfis de seus amigos). O ReadWriteWeb aposta ainda na possibilidade de se ver quem acessou seu perfil do e-mail por último (tipo o que faz o MyBlogLog, recentemente adquirido pelo Yahoo!; ou, trazendo a analogia para o universo Orkut, algo como aquela lista com os cinco últimos indivíduos que bisbilhotaram o seu perfil).

Uma outra opção é, literamente, mergulhar nos e-mails. O 3D Mailbox é uma mistura bizarra de e-mail com metaverso. E não é algo prometido para o futuro: existe e está em funcionamento. Com ele, você pode ler as novas mensagens à beira da piscina, e pode servir spams de alimento aos tubarões. Em uma segunda opção de metaverso, suas mensagens chegam em um aeroporto. Cada nova mensagem é um Boeing 747, e chega pelo portão de desembarque. E-mails com anexos vêm em aviões de carga. As mensagens que você redige saem pelo terminal de embarque. E os temíveis spams vão parar em uma pista paralela.

O interessante é que a gente usa tanto o e-mail, que nunca pára para pensar no que ele ainda pode ser melhorado. As mudanças anunciadas para o futuro vão um pouco além do que a “nova versão” do Gmail já faz. Cada vez mais as alterações irão além do que meras modificações de ordem estética, a caminho de transformarem os e-mails em ferramentas inteligentes.

--

Em tempo: será que o e-mail do futuro não vai “sofrer” do mesmo mal que os celulares? Assim como para um telefone o que importa é fazer ligações (e não tirar fotos, enviar videozinhos, escutar mp3 e acessar a Internet em qualquer hora e em qualquer lugar), um programa de e-mails ideal deve se basear, fundamentalmente, na possibilidade de enviar e receber, de maneira prática, dados e informações. O resto é frescura -- mas tudo o que vier é lucro.

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  Twitter Poster


O TwitterPoster é um mashup que procura posicionar as fotos dos usuários do Twitter em um ranking visual, no estilo de um pôster. Quanto maior o número de seguidores, mais alto no pôster aparece o indivíduo. Os usuários com o maior número de seguidores em uma determinada circunscrição geográfica aparecem com fotinhos maiores. O resultado é uma representação visual da Twittosfera, separada por países e regiões do mundo.

Na imagem/link acima, você pode conferir a representação visual da Twittosfera brasileira. Dentre as fotos maiores, destaque para CrisDias (primeiro brasileiro do Twitter) e Edney Interney (maior número total de seguidores no Brasil).

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segunda-feira, 12 de novembro de 2007

  Todo mundo quer ser jornalista

Jornalismo é o curso mais concorrido da Fuvest no vestibular de 2008, com 41,63 candidatos por vaga. Em segundo lugar, vem Publicidade e Propaganda, com 41,02. Cursos tradicionais como Medicina e Direito só aparecem mais adiante na lista (respectivamente, nas posições #5 e #17). Sinal dos tempos? Todos querem ser jornalistas cidadãos ou blogueiros?

Em tempo: em números absolutos, Medicina e Direito ainda lideram em número de candidatos. Mas sofreram considerável queda em relação ao ano passado. São 2.722 candidatos ao curso de Jornalismo - contra 12.341 em Medicina. A discrepância na relação candidato/vaga se dá porque o número de vagas para Jornalismo é muitas vezes menor que para Medicina. De qualquer modo, chama a atenção a quantidade de pessoas preferindo uma área até então pouco comum, como é o caso da Comunicação Social.

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domingo, 11 de novembro de 2007

  Circulação da Folha

A Folha é o jornal de maior circulação do país. Segundo dados do Instituto Verificador de Circulação (IVC) para setembro deste ano, são em média 307 mil exemplares diários. (Isso é considerado muito?) Produzir 307 mil exemplares não significa que apenas 307 mil pessoas leiam o jornal, até porque um mesmo jornal pode ser lido por mais de uma pessoa, por uma família inteira, e até por uma turma inteira de alunos (é mais ou menos o que acontece com a assinatura da Folha lá na ECOS). De qualquer modo, 307 mil parece um número baixo. Principalmente se se considerar que, em 1997, eram 530 mil exemplares, e, no ano 2000, 441 mil (ou seja, circulação em declínio). A tendência é mundial. Cai o número de leitores do impresso, aumentam os leitores do online. (Mas, se serve de consolo, o índice de circulação de impressos no Brasil despencou até 2004, e, desde então, tem tido uma lenta reabilitação, inclusive com crescimento, ainda que tímido).

Não encontrei índices de leitura de jornais online no Brasil. Mas, a título de comparação [tosca], o blog Pensar Enlouquece tem 1.945 assinantes via FeedBurner. O Cardoso tem 3.331 assinantes. Okay, mal chega a 1% do alcance da Folha, mas... é um número considerável, para uma mídia não massiva.

Essas e outras informações [exceto a comparação forçada com blogs] constam na reportagem sobre o perfil do leitor da Folha [também realizada em 1997 e 2000], publicada na edição de hoje da Folha de S. Paulo. A pesquisa Datafolha traz informações interessantes sobre os leitores do jornal – como o fato de que a maioria é assinante (91%), tem nível superior (68%) e pertence às classes A e B (90%).

Via Diagrama

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  Prevaricação

Simplificando ao máximo, prevaricação é quando você usa o Orkut durante o horário de trabalho, ao invés de trabalhar.

De acordo com o Código Penal, prevaricação é “retardar ou deixar de praticar, indevidamente, ato de ofício, ou praticá-lo contra disposição expressa de lei, para satisfazer interesse ou sentimento pessoal” (art. 319). Como punição, o prevaricador pode receber pena de detenção de três meses a um ano, e multa.

Ou seja, se você passa horas no computador da repartição bisbilhotando a vida alheia no Orkut (pô, logo Orkut!), e, com isso, deixa de fazer algumas das atividades pelas quais o poder público lhe paga todo mês, você está cometendo um crime. E pode ser preso por isso.

Na verdade, a razão de ser desse crime é a de punir outras condutas bem mais malévolas, de quando um funcionário público falta com o cumprimento de um dever, ou então abusa no exercício de suas funções. Tipo quando um funcionário do cartório deixa de cumprir um prazo processual porque ficou tempo demais fazendo outras coisas que para ele pareciam mais importantes, como visitar perfis do Orkut, ler e responder e-mails, ou divertir-se em joguinhos online (okay, essa conduta não é tão malévola; mas causa prejuízo ao particular, na medida em que o funcionário público que deveria ter feito um determinado ato não o fez, para satisfazer interesses pessoais; embora seja discutível que o mero comodismo seja suficiente para preencher o elemento subjetivo da prevaricação).

Dentro da turminha dos crimes contra a administração pública (e que, portanto, só podem ser cometidos por funcionários públicos, embora se admita concurso de agentes entre funcionário e não funcionário), há outros crimes de nomes bizarros, como peculato (apropriar-se de um bem público – tipo, levar o computador do escritório pra casa) e concussão (exigir vantagem indevida – tipo, pedir uns trocados por fora para fazer uma tarefa que de qualquer modo deveria ser feita).

Aplicações na vida prática:

- Pare de prevaricar e vá logo estudar!

- Prevariquei demais e não fiz o trabalho de Geografia; como resultado, fiquei com zero.

E ao invés de estudar, estou aqui, prevaricando...

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  Você pode fazer melhor que isso

“Você pode fazer melhor que isso” foi o mote da 15ª edição do Caça-Talentos (festival interno de laboratório da Escola de Comunicação Social da UCPel). Esta edição marcou a retomada do evento após um ano sem realização do concurso. Para inovar, os trabalhos ficaram expostos durante os quatro dias da Semana Integrada da Comunicação – ou seja, além de concorrer, os alunos tinham que dar a cara a tapa e deixar suas fotos, textos, produtos gráficos ou vídeos em exibição para os demais alunos da ECOS.

Ao todo, foram mais de 300 trabalhos inscritos, em 9 categorias e 70 subcategorias. Nem todas as subcategorias tiveram trabalhos inscritos (notavelmente, a categoria de Relações Públicas foi a que menos teve inscritos em suas subcategorias – o motivo: praticamente não há mais alunos de RP na faculdade, já que o curso foi extinto), mas as que tiveram, contaram com, em média, 3 trabalhos inscritos. O top top foi a subcategoria de Reportagem Impressa (categoria Jornalismo), com mais de 70 matérias inscritas. No outro extremo, subcategorias como Editorial de Moda (categoria Moda) e Pesquisa de Opinião (categoria Relações Públicas) tiveram apenas um inscrito.

Sexta-feira, após a premiação, os integrantes da equipe de apoio do evento ficaram discutindo se fazia sentido ou não o troféu da premiação [uma versão em madeira do bonequinho usado na divulgação do evento] vir com a frase “Você pode fazer melhor que isso”. Alguns disseram que deveria vir com a frase “Você fez melhor que isso”, e o problema lógico estaria resolvido. Mas, espera aí, só porque o aluno foi premiado em um festival interno de laboratório, isso por si só já significa que ele deu o melhor de si e fez o melhor trabalho do mundo? Pouco provável, não? Portanto, “você [ainda] pode fazer melhor que isso” é uma frase bastante apropriada para o troféu. Afinal, a idéia do prêmio não é a de servir de estímulo para que o aluno faça ainda melhor da próxima vez – e não para ratificar a idéia de que ele já fez o melhor possível?

Esta edição do evento teve várias falhas, em especial em termos de regulamento. Muitos trabalhos foram desclassificados por faltar requisitos formais, outros tantos deixaram de ser inscritos por falta de uma categoria adequada. Também houve falhas estruturais que fugiram do nosso controle, como a chuva que tomou conta do ginásio [local de realização da cerimônia de encerramento] e por pouco não colocou [literalmente] por água abaixo a exposição. Mas esses problemas ficam como lição para a próxima edição do evento. Mais legal do que participar (e levar dois prêmios coletivos), foi integrar a equipe de apoio e ver uma simples idéia se transformar em um [relativamente] grande evento. E, com certeza, ainda dá para fazer muito melhor que isso!

--

Em tempo: fiquei imaginando como seria um festival de laboratório no curso de Direito. Várias peças jurídicas expostas. Prêmios para melhor Recurso (subcategorias Agravo e Apelação), melhor Petição Inicial (Penal, Cível e Trabalhista), melhor Contestação, melhor Lei em Tese, melhor Parecer e melhor Defesa Oral (subcategoria especial para os metidos a advogado, para aqueles colegas que vão à aula de terno só para parecerem mais inteligentes). Chato, muito chato.

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sábado, 10 de novembro de 2007

  O que é jornalismo?

Estou em busca de uma definição de jornalismo que contemple o que se faz/o que se pode fazer no Twitter. Basicamente, é preciso partir da idéia de que o jornalismo é uma prática, e não um produto; de que é uma forma de agir diante dos fatos, e não necessariamente algo que advém da qualidade intrínseca a um determinado ser humano (ou seja: não só jornalistas podem fazer jornalismo; e basta haver fato novo, que se estará diante de jornalismo).

De acordo com a Wikipedia, o “Jornalismo é a atividade profissional que consiste em lidar com notícias, dados factuais e divulgação de informações”. Opa. Uma leitura apressada permite concluir que apenas jornalistas profissionais fazem jornalismo (“atividade profissional”). E os blogueiros, e os cidadãos repórteres, e todo o resto? O que eles fazem? “Blogam”? Alguém que envia atualizações sobre os incêndios na Califórnia no Twitter, faz o quê? “Twitta?”

Mais adiante, no mesmo “verbete”, a massa de anônimos do wiki faz a ressalva de que “Também define-se o Jornalismo como a prática de coletar, redigir, editar e publicar informações sobre eventos atuais”. E nesse caso, é preciso ser jornalista profissional? Ou qualquer um que colete, redija, edite e publique dados sobre fatos atuais exerce jornalismo? E se o evento não necessariamente for atual, permanece sendo jornalismo??? Não bastaria que o fato contivesse a idéia de ‘novo’ no sentido de que aquele fato, daquela forma, pelo menos naquele veículo, ainda não foi transmitido?

Não dá para simplesmente definir o jornalismo pela linguagem, pelo caráter de novidade, independente de quem escreva, e independente de onde se veicule (desde que haja uma publicidade, ou potencial de publicização, mínima – como nos blogs)? É realmente preciso ser jornalista para fazer jornalismo, ou basta haver coleta, redação, edição e publicação, como na segunda parte da definição da Wikipedia? E, nesses casos, uma pessoa comum (não-jornalista; embora isso não queira dizer que os jornalistas sejam especiais, ou estejam em uma categoria superior) que reporta fatos em seu blog – ou, pior, em um microblog - pode, efetivamente, fazer jornalismo?

Ou, como disse Paul Bradshaw, referindo-se ao jornalismo cidadão, por que importa tanto se a gente chama isso ou não de jornalismo?

Talvez seja mais fácil admitir que a complexidade e mutabilidade do jornalismo não cabem em uma definição estática e simplista...

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sexta-feira, 9 de novembro de 2007

  Nova capa Verbeat

Já está no ar a nova página inicial da Verbeat Blogs, em versão sabor limão [leve sensação de deja vù, embora uma coisa não tenha absolutamente nada a ver com a outra...]. Dentre as novidades, maior destaque para os últimos posts, e visual mais leve (para passar a idéia de que ler flutua). E o mais legal: dá para assinar um feedzão de tudo :D

O redesenho ficou a cargo da Olivia Maia.

--

Em tempo: Este post faria mais sentido em um blog Verbeat. Mas eu não me sentiria à vontade, na qualidade de avatar, para falar de assuntos blogosféricos :P

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quarta-feira, 7 de novembro de 2007

  Metas para os próximos dias

- Parar o tempo e/ou fazer com que os dias tenham mais horas.
- Adquirir o dom da onipresença.
- Resistir à tentação de assinalar “mark all as read” nos mais de mil feeds atrasados no Google Reader.
- Começar e terminar de escrever um livro.
- Voar ou teletransportar-se de um lugar a outro (perder tempo com deslocamento é para os fracos).
- Ler dez livros ao mesmo tempo e colocar lista de leituras em dia.

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sexta-feira, 2 de novembro de 2007

  Todos contra um

Orkut, MySpace, LinkedIn, hi5, Flixster, slide, iLike e Ning se uniram para quebrar a hegemonia do Facebook. Como? Todos planejam adotar a “nova” tecnologia OpenSocial, anunciada oficialmente ontem pelo Google. A plataforma permite que programadores externos criem “widgets” a serem usados nas páginas do Orkut e de outras redes sociais que aderirem ao programa. (Sim, trata-se de mais uma forma de trabalhar de graça para o Google.)

A novidade só não é maior porque o Facebook já faz isso desde maio deste ano. A diferença é que o Google permitirá que outras redes sociais se utilizem da mesma plataforma para criação de widgets.

Já tem até um Google Blog para falar do desenvolvimento da API do OpenSocial. E a documentação já está disponível no Google Code. Programadores interessados em criar aplicativos para o Orkut podem se inscrever aqui. Curiosos também podem acompanhar alguns exemplos.

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