terça-feira, 28 de agosto de 2007

  Problema técnico - ou de vida?


Pedir ajuda em blog conta? Então como é que se faz para convencer a impressora a funcionar quando se tem várias páginas para imprimir e pouco tempo disponível?* A impressora - inteligente e com vida própria - alega que o problema é no cartucho. Já tirei, coloquei, tirei de novo, coloquei de novo (ad infinitum), e nada. Também não vale dizer que é só comprar outro cartucho. Espero uma solução do tipo "desista do seu computador, desista de sua impressora - tire férias da tecnologia e aproveite a vida". E uma resposta dessas certamente que o simpático suporte do Windows não tem condições de me dar.

* optei por salvar tudo em CD, e imprimir em outro lugar. Solução paliativa. Não dá para ficar fugindo do problema eternamente. Um dia eu vou ter que entender a impressora. Ou o suporte do Windows. Ou trocar de computador. Ou me livrar do Windows. De um jeito ou de outro, o problema técnico há de ser resolvido...

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segunda-feira, 27 de agosto de 2007

  Orkut 2.0

... ou a mesma coisa, só que mais bonitinho?




Mexeram no design. Agora só falta uma integração completa com todas as outras ferramentas Google (ok, algo mais profundo que incluir feeds e exibir videozinhos). Algo como um Facebook.

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Em tempo: conheça o Arsebook, a rede anti-social que conecta você aos seus inimigos (Via GPavoni).

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Update, 03/09 - já que, de acordo com as estatísticas do blog, este post tem sido altamente visitado... aproveito para remeter os visitantes para este e para este outro post, que trazem mais informações... :)

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  Aventuras em metaversos

[autopropaganda detected]



Avatares e simpatizantes, visitem o Reversus. O blog narra as aventuras de avatares no Second Life e em outros mundos virtuais em 3D (por enquanto, só Second Life mesmo). Como anexo ao blog, há também uma conta no Flickr, com toneladas de imagens mal batidas e em ângulos toscos (não sei tirar fotos, nem na vida real, muito menos na segunda vida). Visitem também o Inversus, espaço dedicado a metaversos, da Verbeat.

(O blog é tão bom que nosso único avatar-leitor se tornou colaborador eventual)

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Mudança brusca de assunto: hoje é dia de acompanhar a repercussão do BlogCamp na blogsfera.

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sexta-feira, 24 de agosto de 2007

  O tempo, sempre o tempo

O tempo não é divisível como o espaço. Isso deveria soar óbvio, banal, totalmente compreensível. Deveria. Mas talvez essa seja mais uma daquelas coisas que a gente precisa batalhar para se convencer de que é assim. Algo que, na prática, nem sempre coincide com a teoria. (Algo parecido acontece com a nossa idade. Decoramos um número aleatório, que precisamos manter em mente por 365 dias, quando, na verdade, mudamos de idade a cada dia).

Tentamos o tempo todo fragmentar e compartimentar o tempo em unidades autônomas. Buscamos adaptar nossas atividades ao (espaço de) tempo disponível. Deveria ser o contrário: o tempo a determinar nossa rotina. Com tudo isso, não percebemos que o tempo é, de fato, algo único, contínuo, experienciável, não-tangível (o agora já passou antes mesmo do instante de pronunciá-lo), não divisível, enfim, simplesmente ‘vivível’.

O tempo não é um conjunto de espaços a preencher. O tempo é um caminho que leva a lugar nenhum. A gente segue, caminha, vai para frente. Mas nunca chega, nunca termina. O tempo é, apenas isso. Ele é, sem complementos. Ele é, sozinho.

Não é como uma torta que se divide em fatias. O tempo é fatal e imprevisível. Assim como uma sexta-feira à noite, como um temporal, como uma foto espontânea, como a reação de um gato arisco. Não há como fixar com precisão nem sequer um único instante. Até mesmo uma foto reflete necessariamente uma única faceta da vida (um tempo, um espaço, um ângulo, uma perspectiva). Nem mesmo a divisão do espaço consegue ser inteiramente absoluta, pois há áreas que pertencem a todos, por absurda ficção jurídica.

Apesar de tudo, o tempo passa. O tempo avança, determinado, irrepetível (embora cíclico, embora sensível). O amanhã parece se situar em outro tempo, em outro espírito, mesmo que na prática tudo faça parte de um mesmo continuum.

A divisão excessiva do tempo em espaços leva a experiências efêmeras. Não sobra tempo para reflexão. As atitudes são impensadas e as respostas, irrefletidas. Toma-se conhecimento dos fatos, mas não se absorve nada a partir disso. Na correria, mal sobra tempo para se suspender um suspiro...

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quarta-feira, 22 de agosto de 2007

  Vídeos no Google News

Ainda dentro da perspectiva de tentar dominar o mundo mostrar todos os lados da notícia, o Google News passou a agregar também vídeos jornalísticos. A partir de ontem, as notícias agregradas são acompanhadas de vídeos youtubados sobre o mesmo fato. Em um primeiro momento, a opção é oferecida em três versões do Google (EUA, Reino Unido e Irlanda). Há vídeos de empresas como CBS e Reuters.

[momento parêntese]
Desde ontem, também, alguns vídeos do YouTube passaram a ser exibidos com anúncios publicitários. O sistema é interessante porque faz a publicidade dentro do vídeo, sem interferir muito na exibição – eles poderiam, por exemplo, ter sido chatos e 1.0 e optado por colocar um pré-anúncio obrigatório de curta duração antes de cada vídeo...
[/momento parêntese]

Primeiro foram os comentários. Agora os vídeos. Quanto tempo até o Google passar também a efetivamente produzir conteúdo jornalístico? Já até imagino um jornal online com notícias enxutas, no melhor estilo minimalista Google. Com todo o arsenal de que eles dispõem (Google Maps, YouTube, Google Mashups), daria para fazer notícias realmente muito interessantes.

--

Em tempo: não sei até que ponto isso é novo, mas não tinha notado ainda... No Google News, é possível assinar feeds dos resultados das buscas por notícias. Por exemplo, um feed para todas as notícias de todos os jornais sobre o furacão Dean pode ser acessado neste endereço. Abre direto no Google Reader. E na parte superior da tela há a opção para assinar o feed. O interessante é que dá para criar um feed sobre qualquer assunto. Bem mais personalizável que um jornal online tradicional (que costuma oferecer feeds repartidos por editorias...).

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terça-feira, 21 de agosto de 2007

  Empilhando advogados

Ao que parece, Pelotas terá uma nova faculdade em 2008. E eles pretendem oferecer o curso de Direito, já a partir do próximo ano.

Também há planos de incluir uma nova turma em mais um turno em uma das faculdades de Direito já existentes na cidade.

Com isso, devem ser pelo menos mais 150 novos alunos por ano.

E o que a cidade vai fazer com tanto advogado? Do jeito que está (3 cursos, mais de 300 novos profissionais por ano) dá uma média de um bacharel em Direito para cada mil habitantes por ano. Depois ninguém entende por que a maior parte dos formandos acaba trabalhando em áreas completamente diferentes das quais se formaram...

Há mercado na cidade para isso tudo?




segunda-feira, 20 de agosto de 2007

  Termos jurídicos absurdos, parte 10

Purgar a mora - embora efetivamente pareça, não se trata de um palavrão. Para entender o que é purgar a mora, primeiro é preciso entender o que é a mora. -- Ou quem sabe antes seja melhor entender o que não é a mora? A mora não é uma fruta com um espaço acidental entre a primeira e a segunda sílaba. Mora aqui também não se refere a uma fase da divisão celular. Mora, no Direito, significa estar em atraso. Mas então por que usar uma palavra tão esquisita para se referir a algo tão simples? Bom, aí fico devendo uma resposta. Mas o pessoal do Direito adora essas palavrinhas complicadas...

Diz-se que alguém está em mora quando deixa de cumprir com uma obrigação (leia-se pagar o que deve) no prazo estabelecido. E não é só questão de tempo – estar em dia significa obedecer ao que foi acordado em termos de tempo, lugar e forma para a celebração do negócio jurídico (opa! juridiquês acidental... sorry).

Purgação tem a ver com o sentido padrão que já se conhece (sabe, aquele do purgatório? -- ou o espaço onde ficam as almas em preparação para chegar ao Céu, naquela historinha de ficção de mais de 2 mil anos atrás). Quem está em mora (ou seja, em atraso), precisa dar um jeito de sair desse atraso e ficar em dia logo com suas obrigações. Então é por isso que quem está em mora irá sempre procurar purgá-la, extingui-la, eliminá-la. E é aí que surge a tal da purgação da mora (ou “sair do atraso”).

Geralmente, purgar a mora significa fazer um acordo com o credor (TJA para o salafrário que está te cobrando a dívida que você achou que ele nunca iria cobrar – afinal, ele era, ou parecia ser, um amigo), ou então pagar a dívida, acrescida de juros (moratórios! – ou juros por atraso) e multa.

Aplicações na vida cotidiana

- Esqueci completamente o dia do seu aniversário. Espero que este presente sirva para purgar a mora.

- Não posso perdoá-lo por ter chegado tarde ao jantar na casa dos meus pais. Essa mora não poderá ser purgada.

- Enviei flores numa desesperada tentativa de purgação de mora.

Veja também: TJA, parte 9.

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  Comentários aos comentários no Google News

O LA Times decidiu falar mal da ferramenta de comentários do Google News. Para eles, o que o Google pretende fazer não é jornalismo. Não demorou muito para que viessem as críticas: para Robert Niles, do Online Journalism Review, tudo depende do ponto de vista: afinal, o jornalismo é definido pelo meio empregado (processo), ou pela finalidade a ser atingida (produto)?

Via Ponto Media.

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domingo, 19 de agosto de 2007

  Para quem ainda não lê por feed


Via Argamassa.
Mais videozinhos felizes podem ser encontrados no The Common Craft Show. O vídeo sobre social bookmarking (leia-se del.icio.us) também é interessante.

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sábado, 18 de agosto de 2007

  @

Um casal chinês tentou colocar o nome de seu filho de ‘@’. Não, não era uma tentativa de incluir uma arroba no nome, algo como substituir um ‘a’ pelo símbolo, como em “@ntônio”. Eles queriam que a criança se chamasse simplesmente “@”. O motivo? Poderia ser porque eles gostam de internet. Mas, na verdade, é porque na China o pessoal se refere à “@” como ‘at’ (em inglês), o que em chinês quer dizer algo como “amo ele”. E também por lá eles usam símbolos tão confusos no alfabeto, que usar uma arroba como nome não seria nada cruel. Ainda mais vindo de um país com escassez de sobrenomes, em que fica cada vez mais difícil diferenciar quem é quem...

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quinta-feira, 16 de agosto de 2007

  Um quase crime impossível

Agora há pouco eu estava no centro da cidade fazendo compras. Como o que eu queria adquirir era algo relativamente simples, e não encontrava em lugar algum, passei a entrar em lojas em que não entraria normalmente – era um ato de desespero. E, ao entrar numa dessas lojas, eis que alarme toca. As vendedoras solicitaram que a gente saísse e entrasse de novo, só para verificar se tinha tocado por nossa causa, ou por algum outro motivo. Entramos novamente, soou o alarme. Daí, em um ato de insanidade, as criaturas pediram para nos revistar antes de poder entrar na loja.

Sim, qualquer cliente em potencial já pode entrar em uma loja com mercadoria furtada. É perfeitamente lógico, racional e possível um cliente entrar na loja já com mercadoria furtada. Algo como, você pensa em furtar alguma coisa, e, pá!, a mercadoria já aparece nas sacolas que você está carregando. Veja bem, eu nunca tinha sequer entrado naquela loja antes. Seria a primeira vez que entraria para olhar alguma coisa. SERIA.

Não tenho culpa se o detector de etiquetas eletrônicas deles é hipersensível. As vendedoras é que tinham que tinham que ter tido o bom senso de ver que é completamente insano pedir para revistar uma cliente que entra na loja pela primeira vez na vida.

Minha reação foi um tanto estranha, confesso. Apontei para a cara da moça que disse que ia nos revistar, comecei a rir sem parar, e disse que seria muito menos irracional, idiota e insano procurar pela mercadoria em QUALQUER outra loja da cidade, já que aquela em específico estava negando a minha ENTRADA. Ela fez uma cara de interrogação (será que demorou para processar a insanidade do ato?) e saímos da loja. Simples. Pelotas tem um zilhão de lojas. Garanto que em qualquer outra eu encontraria muito mais bom senso que naquela.

--

crime impossível quando, por ineficácia absoluta do meio empregado, é impossível que se consume um delito. Lojas com essas etiquetas eletrônicas são um bom exemplo disso. Por mais que a pessoa tente furtar o produto, ao sair da loja irá inevitavelmente soar o alarme, a pessoa terá sua saída barrada, e não terá havido crime algum. Nesse caso, não se pune nem sequer a tentativa de furto - porque de todo modo seria impossível sair do estabelecimento com a mercadoria.

Entrar na loja errada não é crime. Mas pedir para revistar alguém sem justa causa pode gerar indenização por danos morais...

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quarta-feira, 15 de agosto de 2007

  Mudança numérica

O problema não é fazer aniversário. O problema não é ‘ficar’ mais velha. O problema é ter que trocar de idade. E perceber que o tempo passa.

Ah! E não menosprezem o Dia do Solteiro :)

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terça-feira, 14 de agosto de 2007

  Termos jurídicos absurdos, parte 9

Jurisprudência – conjunto de decisões reiteradas em segunda instância. Ou, simplificando ao máximo, é o que decidem os desembargadores acerca de decisões que os juízes deram para o caso concreto mas que não agradaram pelo menos uma das partes do processo. Como a jurisprudência reflete o que pensam os que decidem em segunda instância, os advogados procuram se basear no que tem decidido normalmente os tribunais para construir seus argumentos. Os juízes podem até divergir da posição predominante em um determinado tribunal, mas, se alguma das partes do processo apelar, provavelmente o advogado dessa parte irá utilizar um arsenal de jurisprudência (algo como “Vejam só, desembargadores, vocês já decidiram assim antes em um caso parecido!”) para fundamentar suas sustentações. E a decisão do juiz terá mais chances de ser reformada. (E constituir nova jurisprudência).
Ao lado da lei, da ‘doutrina’ (outro termo feliz que merece um post à parte) e dos costumes, a jurisprudência é uma das fontes do Direito.
Em suma, a jurisprudência acaba com o caráter criativo do Direito – pois ela faz com que casos semelhantes recebam decisões semelhantes, sem que se dê a atenção necessária às particularidades de cada caso.

Aplicações na vida prática:

- Só porque deixei você sair na semana passada não quer dizer que vou deixá-lo sair nesta também. Ainda não formei uma jurisprudência.

- Alguns queriam ir a festa, outros ao restaurante. Como nós nunca tínhamos saído juntos, não havia jurisprudência dos gostos da maioria.

Em um restaurante:
- O de sempre?
- Sim.
(jurisprudência detected!!!)

--

Veja também a parte 8.

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segunda-feira, 13 de agosto de 2007

  Será que a moda pega?

Primeiro foi a BBCBrasil. Agora tem também o Último Segundo. Aos poucos, os jornais brasileiros estão entrando na onda do Twitter. Em geral, também tem aumentado o número de usuários brasileiros por lá (ou seja, mais opções do que ler, mais gente apta a seguir os outros).

O uso do Twitter para envio de últimas notícias é interessante, pois permite que as pessoas recebam no celular, via SMS, as últimas atualizações do que acontece no Brasil ou no mundo. Mas isso também requer uma gigantesca readaptação da linguagem jornalística, pois a pessoa que irá redigir essa notícia adaptada para o Twitter deverá fazê-la sem excecer os limitadíssimos 140 caracteres permitidos a cada mensagem no Twitter.

Problemas práticos:

- Qual a quantidade ideal de notícias por dia? (considerando que muitos optam por receber as atualizações do Twitter pelo celular, é preciso ter um pouco de parcimônia...)
- Que tipo de linguagem utilizar? (tipo, colocar só o título da matéria seguido de um link, ou dar a informação principal, mesmo que não caiba o link?)
- Local X Global? (a ferramenta poderia adquirir usos interessantíssimos se se utilizasse para divulgar notícias hiperlocalizadas)

Mais Twitter.

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sábado, 11 de agosto de 2007

  Identidade revelada

Sei que levei tempo demais para confessar isso, mas agora que fomos descobertos, é melhor revelar logo o problema. Nesses dois anos de blog, fui aos poucos instalando em mim a (vã) certeza de que nunca descobririam minha real identidade. No começo, cheguei a ensaiar mentalmente posts sobre como traria essa revelação. Alguns ficariam surpresos, eu sei. Mas seria melhor anunciar tudo de uma vez só, assim, de baque, e sem aviso prévio. Assim como eu, deveria existir outros tantos por aí na mesma situação. Mas aos poucos fui pegando gosto pela coisa. E percebendo, através dos comentários, que as pessoas acreditavam no que eu dizia. De uns tempos para cá, passei a ter total confiança. Confiança de que nunca descobririam minha identidade. Só que agora é tarde. O Estadão descobriu tudo. E ainda revelou para toda a mídia de massa: eu sou, na verdade, um macaco. Assim como todos os blogueiros.

Todo mundo sabe que nós, macacos, ficamos em laboratórios digitando aleatoriamente caracteres, em busca de uma perfeição textual superior a dos humanos (exemplo prático, em versão 5k). Temos um cérebro menor. Entretanto, nossa capacidade de repetir ações mecânicas é insuperável, pois não temos a consciência, inerente aos humanos, de que estamos sendo explorados para desenvolver atitudes repetitivas. E não temos medo de repetir palavras. De repetir idéias. De dizer mais de uma vez a mesma coisa. De falar de novo o mesmo em outras termos. Até porque não temos a mínima noção do que escrevemos. E também não temos a menor preocupação com a qualidade – afinal, escrevemos blogs. E somos macacos. Macacos que escrevem blogs de e para seres humanos. Óbvio que é impossível que dessa combinação saia algo de qualidade... Informação confiável as pessoas têm na mídia de massa. Informação confiável, na internet, só tem no Estadão.

Portanto, não acredite em nada do que diz este blog. A começar por este post. Macacos não são nada confiáveis.
(Ou pare de ler o Estadão, como preferir).

--

Mais sobre a guerra declarada entre Estadão e Blogs

Estadão faz campanha contra os blogs (Brainstorm #9)
Estadão contra os blogs? (Pensar Enlouquece)
Comercial da campanha (YouTube)
Primeiro encontro de blogueiros depois do top 100 (O Fim da Várzea)
estadão e a cretinice (Bereteando)

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quinta-feira, 9 de agosto de 2007

  Comentários no Google News

O Google News decidiu reinventar a pólvora lançou um novo serviço. Agora as pessoas diretamente envolvidas nas notícias agregadas pelo Google News podem enviar seus comentários sobre os fatos. A idéia é mostrar o ponto de vista da fonte logo abaixo da matéria publicada.

Até há um pouco de originalidade nisso tudo. É interessante poder ler não só a notícia como também a opinião das pessoas que presenciaram o fato. Tem até um quê de jornalismo cidadão nisso tudo, o que demonstra uma certa preocupação em aprimorar o conteúdo. Entretanto, o que não parece nada inovador é a forma como isso é feito. Para acrescentar seu comentário, a pessoa citada no texto como fonte deve enviar seu comentário por e-mail, indicando o link para a notícia que deseja comentar, além de ter de encontrar uma forma de provar sua identidade real. Aí uma equipe vai checar os fatos e publicar o comentário (super prático, não?). O comentário é publicado ao final do texto, abaixo da matéria, e separado de seu conteúdo – deixando bem claro que se trata de um comentário. Todos os comentários sobre uma determinada notícia ficam agrupados junto ao texto principal, mas separados deste. Isso não soa totalmente... século passado?

O que seria realmente inovador:
- Permitir que qualquer um comentasse (como nos blogs). E não por e-mail. (Mas sob o risco de fazer o que todo mundo já faz).
- Acrescentar os comentários das fontes junto às partes do texto que estão sendo comentadas.
- Fornecer uma forma mais prática para que os comentários sejam adicionados. (E-mail???)

Apesar de tudo, há, sim, uma grande inovação no novo serviço do Google News: ele permite que apenas as pessoas envolvidas se manifestem sobre o fato. Os demais sites que oferecem a possibilidade de comentários em notícias (no Brasil, por exemplo, no G1 e no IG) permitem que qualquer um fale qualquer coisa, o que leva a uma avalanche de comentários estapafúrdios.

Por enquanto, o serviço só funciona para os Estados Unidos. Neste link, é possível ver um exemplo da idéia posta em prática (essa tem os dois lados, mas nem todas as participações serão assim tão democráticas).

--

Update 10/08/07 - esta notícia do G1 tem comentários ainda mais estapafúrdios. (Valeu, Gilberto)

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quarta-feira, 8 de agosto de 2007

  Pena de prisão por “cachorricídio”

O terceiro acusado de envolvimento no caso da cadela Preta em Pelotas foi condenado a um ano de detenção em regime aberto e multa, além da vedação de pena alternativa. (Os outros dois envolvidos no caso não foram a julgamento – eles tiveram oportunidade de transação penal e cumpriram um ano de trabalho comunitário... em um canil). A punição maior se justificaria pelo fato de que ele era proprietário do veículo e porque estava dirigindo o carro no momento do crime. A decisão é ainda em primeira instância, com 99.9% de chance de que se irá interpor recurso por conta do rigorismo da pena imposta.

O jovem foi condenado por cachorrocídio qualificado pelo emprego de tortura crime ambiental. Em 2005, a cadela preta foi amarrada a um carro e arrastada por diversas ruas da cidade. O caso ganhou proporções absurdas, com passeatas em todo o país, e chegou ao extremo de alguém ter gritado “morte aos assassinos da cadela preta” em uma dessas ocasiões. Na época, a cadela Preta virou tema recorrente de discussões em sala de aula (o caso tinha farto material para interpretações jurídicas felizes). Além de virar temática estudantil, o assunto também reverberou por todos os tipos de mídia. Deu até no Fantástico (a gente ainda vive em uma sociedade Redeglobocêntrica? Faz tanto tempo que não ligo a televisão que já nem sei mais quem domina a disputa pela audiência). A ‘comunidade’ no Orkut (2005 foi o auge do Orkut!) dedicada à cadela tinha (ainda tem) uma quantidade gigantesca de usuários revoltadíssimos contra a atitude dos três jovens. Até gente que nunca tinha sequer visto a cadela Preta uniu-se ao coro de revolta e pedido de condenação dos envolvidos.

Enquanto isso, milhares de crianças morriam a cada dia no país. De fome, no trânsito, assassinadas. Mas ninguém parecia se importar com isso. Essas pessoas só queriam saber de mobilizar ainda mais gente para evitar que os assassinos da cadela Preta não ficassem impunes. Eles queriam Justiça! (imagina uma mobilização de tal monta para combater os escândalos políticos do país!).

E agora veio a notícia da condenação do principal envolvido. Ele poderá ter de ficar preso por até um ano. Isso é a Justiça que as pessoas queriam? Será que multa e prestação de serviços à comunidade não bastariam como medidas repressivas?

---

Regime aberto

Código Penal

“Art. 36 - O regime aberto baseia-se na autodisciplina e senso de responsabilidade do condenado.
§ 1º - O condenado deverá, fora do estabelecimento e sem vigilância, trabalhar, freqüentar curso ou exercer outra atividade autorizada, permanecendo recolhido durante o período noturno e nos dias de folga.
§ 2º - O condenado será transferido do regime aberto, se praticar fato definido como crime doloso, se frustrar os fins da execução ou se, podendo, não pagar a multa cumulativamente aplicada.”

Crime ambiental

Lei de Crimes Ambientais

“Art. 32. Praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos:
Pena - detenção, de três meses a um ano, e multa.”

Pena alternativa

A lei de crimes ambientais permite que se substitua uma pena privativa de liberdade de até 4 anos por penas restritivas de direito (como a prestação de serviços à comunidade). Entretanto, para conceder o benefício, o juiz também deve analisar no caso concreto as circunstâncias do condenado e do crime. Um caso com a repercussão que teve o da cadela Preta é suficiente para justificar a vedação de substituição da pena de detenção pela de prestação de serviços.

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terça-feira, 7 de agosto de 2007

  Excesso de informação

Nos tempos pós-modernos (modernidade líquida, hiper-realidade, ou qualquer outra designação feliz de sua preferência), somos bombardeados cada vez mais por informação por todos os lados. Vivemos em uma verdadeira sociedade da informação, em que se informar é fundamental, em que a própria informação ocupa em nossas vidas papel semelhante ao que antes era ocupado pelo dinheiro. Hoje, quem tem informação tem poder.

Em um mundo assim, fica difícil se manter 100% informado. Somos forçados a escolher determinadas áreas sobre as quais se informar, e isso se baseia em nossos interesses, os quais estão diretamente ligados a nossas atividades diárias, as quais têm a ver com as pessoas com as quais convivemos (enfim...). O fato é que as informações relevantes precisam ser selecionadas, sob pena de ninguém conseguir se encontrar em meio a tanto caos informativo.

Nesse contexto, o papel de um jornalista (o jornalista clássico, de um jornal diário) é o de selecionar, dentre uma quantidade infinita de acontecimentos, quais os fatos que são (parecem ser, ou poderiam ser) os mais relevantes (para ele ou para o mundo?). Essa seleção vai necessariamente refletir uma certa subjetividade. Nem sempre a visão do próprio jornalista transparece nitidamente (exceto se se tratar de um blog jornalístico, ou de qualquer outra espécie de um jornal de um jornalista só), porque muitas vezes ele precisa se submeter a constrangimentos organizacionais. Ele segue as linhas gerais impostas pelo veículo sob pena de, não o fazendo, vir a perder seu emprego.

Só que na web fica um pouquinho mais complicado de se fazer essa seleção, porque a informação pode ser disponibilizada a todo e qualquer momento. Enquanto você está lendo estas linhas aqui, milhares de outros textos estão sendo adicionados à grande teia da internet no exato mesmo instante, aumentando, complexificando e complementando a rede de informações disponibilizadas online. Ao mesmo tempo, outras páginas também estão saindo do ar. A renovação é constante.

Com tanta informação no mundo, por que as pessoas estariam lendo exatamente este texto e não outro qualquer? Por que este blog e não outro dos milhões de blogs que a blogosfera oferece? Por que um blog e não um site? Porque uma página na internet e não uma página de revista? Por que uma revista e não um livro? Por que um livro e não uma bula de remédio? E por que é tão importante assim se informar, afinal? Por que buscamos o conhecimento?

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sábado, 4 de agosto de 2007

  Para não se perder por aí

Web Map

A empresa de internet japonesa Information Architects lançou em junho a versão 2.0 do Mapa de Tendências da Internet 2007. O mapa traz os 200 sites mais interessantes da internet, classificados por categoria, proximidade, sucesso, popularidade e perspectiva. A nova versão parece bem menos confusa que a anterior.

A estrutura do mapa se baseia no mapa do metrô de Tóquio, com algumas modificações para que o desenho original pudesse se adaptar à dinamicidade das páginas da web. Há várias ‘piadinhas internas’ que são melhor compreendidas por quem conhece um pouco da geografia de Tóquio. Como exemplo, “Você” (ou o local de onde partem todas as vias do mapa) fica localizado onde, no mapa real, pode ser encontrado o Palácio Imperial.

Outros aspectos interessantes são a previsão do tempo (que indica um prognóstico para os próximos 6 meses para cada empresa), e a classificação dos sites como 0.5, 1.0, 1.5, 2.0 ou 2.5. Na página eles explicam que Web 2.5 seria o que o Facebook está se tornando, e Web 0.5 é o Jakob Nielsen ainda está fazendo.

No site, é possível ainda acessar uma versão clicável do mapa, ou então baixar a imagem para usar como fundo de tela. Também dá para adquirir uma cópia do mapa em versão pôster por U$30.

A dica é do Marcus, via alexmaron.

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sexta-feira, 3 de agosto de 2007

  Programação Intercom Júnior

Tentei deduzir o endereço da programação para o Intercom Júnior deste ano a partir do endereço da programação do ano passado (praticamente uma atitude hacker :P). Depois de trocar letras e números no endereço sucessivamente, acabei encontrando o que procurava, aqui e aqui. Se esta programação que acessei estiver correta, os dois trabalhos deverão ser apresentados exatamente no mesmo horário (e notem a sutileza do detalhe de que ambos são exatamente o terceiro trabalho de cada sala). Mas a programação ainda não parece estar 100% correta, até porque em um dos trabalhos meu nome aparece ao lado de uma suposta co-autora de outra universidade o.0.
Ah, e o legal é que nesse caminho todo acabei encontrando vááários trabalhos da nossa universidade. Recorde total de participação da UCPel no ITJR :D

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quinta-feira, 2 de agosto de 2007

  Netvibes X Facebook

O Netvibes acaba de lançar um novo widget. Agora é possível acessar as principais informações do Facebook direto a partir de sua página inicial no Netvibes.
A idéia é evitar que as pessoas que utilizam o Netvibes como página inicial passem a utilizar o Facebook para desempenhar a mesma função. Na prática, ambos os sistemas oferecem o mesmo serviço: a possibilidade de inclusão de vários widgets, concentrando informações dispersas na web em um só local, o que torna ambos uma interessante porta de entrada para a web. Além de reunir vários serviços em um só lugar, o Facebook também funciona como rede social. Já o Netvibes (assim como o Pageflakes) explora apenas o segmento de páginas iniciais.
Com o novo widget, o Netvibes pretende acabar de vez com o êxodo para o Facebook.
(Pergunta prática: será que é tecnicamente viável fazer o contrário? Tipo, criar um widget do Netvibes para o Facebook?)

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