quinta-feira, 31 de maio de 2007

  Termos jurídicos absurdos, parte 5

Trânsito em julgado

Não, não tem nada a ver com automóveis, estradas, engarrafamento. O trânsito em julgado é o momento a partir do qual uma decisão judicial começa a fazer efeito, pois a partir dela não cabe mais recurso. Ainda parece grego?
Simplificando ao máximo, a vida de um processo judicial é mais ou menos assim:
Um carinha indignado move uma ação contra outro indivíduo. O outro indivíduo se defende, o carinha contra-ataca, e segue assim até que o juiz tome uma decisão (baseado nos ataques e defesas das duas criaturas). Quando uma decisão final é proferida pelo juiz (e essa decisão final se chama de sentença), é dado um prazo para as partes aceitarem a decisão, ou então recorrerem. A partir daí, há duas opções: ou as partes se conformam, e, findo o prazo, o processo termina de vez (transita em julgado, ou seja, o assunto objeto do processo se transforma em algo já decidido, já julgado, que não dá para discutir mais), ou então elas apelam para os tribunais superiores. No caso de haver apelação, é como se a cada instância superior acontecesse tudo de novo (um ataca, o outro defende, aí é proferida uma decisão, e as partes têm um tempinho pra decidir se aceitam ou se querem subir um degrau acima e recorrer novamente para um tribunal mais superior - isso se ainda houver essa possibilidade). Também tem um prazo para que a decisão do tribunal superior transite em julgado. E também há prazos para que as pequenas decisões que vão sendo tomadas no meio do processo (ainda antes da sentença) também transitem em julgado.
E por que é importante saber quando algo transita em julgado?
É que muitos dos efeitos da sentença (e das decisões intermediárias) só começam a ser produzidos após o trânsito em julgado. Como exemplo, num processo que pede a condenação do indivíduo a pagar uma determinada indenização, esse valor só poderá ser exigido após o trânsito em julgado (e não a partir do dia em que for dada a sentença). Um efeito importante do trânsito em julgado é que ele faz coisa julgada (ãn?), ou seja, aquele assunto discutido no processo não pode voltar a ser discutido em outro processo, porque, para o direito, aquilo já é coisa julgada (res iudicata; tem um item desses ali do lado no menu do blog -->, querendo significar que o que passou não volta mais :P).

Eu tinha feito uma historinha em desenhos, mas o meu Paint bagunçou tudo na hora de salvar...

Sintetizando...
Trânsito em julgado – é uma decisão judicial irrecorrível, da qual não cabe mais recurso.

Aplicações na vida prática:

- Não quero nem saber, já se passaram dois dias, a promessa transitou em julgado. Agora você terá de cumpri-la.

- Meu filho, eu sei que eu decidi ontem que iria antecipar a mesada, mas tem que esperar mais uns dois dias até o trânsito em julgado.

- Agora não dá mais para mudar de opinião. A sua decisão de não viajar no feriado já transitou em julgado. Até já programei o fim de semana com os amigos.

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  Sala de Redação no Second Life

Amanhã (1° de junho), às 13h, a Rádio Gaúcha irá transmitir um programa ao vivo pelo Second Life. Todos os locutores do programa Sala de Redação estarão virtualmente representados por avatares. Apesar da superexposição midiática anterior ao evento (sempre desconfio de coberturas exageradas), a idéia tem tudo para ser interessante. No site da rádio tem até um blog, que fala não só sobre esse como também sobre outros eventos que estão acontecendo lá no Second Life.

>> Detalhes sobre a transmissão da Rádio Gaúcha podem ser encontrados aqui.

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quarta-feira, 30 de maio de 2007

  Intercom 2007

Piada sem graça - o Intercom resolveu re-prorrogar o prazo de envio de trabalhos até o dia 14/06. Depois que a gente quebra a cabeça para terminar a tempo, prorrogar por mais 15 dias não tem a mínima graça... :P Eles já tinham prorrogado antes por mais uma semana (de 23 a 30 de maio).
Consolo barato: dá tempo de fazer outro trabalho.

(Em tempo: alunos de graduação participam do Intercom Júnior; é a mesma coisa, só que em menores proporções, e com menos categorias. Também tem o Expocom, que é uma mostra de pesquisas experimentais. Os demais eventos do Congresso são para "gente grande").

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  Como (não) fazer um trabalho de metodologia jurídica de última hora

Tema: Teoria da hipótese

Delimitação do tema: A (im)possibilidade de se fazer uma hipótese decente de um dia para o outro: um estudo baseado em hipóteses

Problema: É possível fazer uma hipótese jurídica de conteúdo razoável de um dia para o outro?

Hipótese: É possível fazer uma hipótese jurídica de conteúdo razoável de um dia para o outro desde que se utilize de técnicas absurdas para determinar os demais elementos do esboço do projeto, como fazer o problema exatamente igual à hipótese, mas com uma interrogação no final.

Variáveis: Hipóteses, conteúdo juridicamente razoável, técnicas absurdas de metodologia

Objetivo geral: - Descobrir se é possível fazer uma hipótese decente de um dia para o outro.

Objetivos específicos: - Delimitar a noção de conteúdo juridicamente razoável;
- Propor várias hipóteses;
- Medir o tempo mínimo necessário para se criar uma hipótese razoável, a partir da criação de várias hipóteses.

Ordenação do tema:
Introdução
I – Teoria geral da hipótese
II – Hipóteses de conteúdo juridicamente razoável
III – Técnicas e macetes de metodologia jurídica
IV – Cálculo do tempo médio para elaboração de uma hipótese decente
Considerações Finais
Bibliografia consultada

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segunda-feira, 28 de maio de 2007

  Termos jurídicos absurdos, parte 4

Em juridiquês arcaico-romano-rebuscado, quando se diz que algo tem eficácia erga omnes significa que os efeitos que essa coisa produz são oponíveis contra todas as pessoas. A expressão tem origem latina. Erga significa contra; omnes quer dizer todos. Pronuncia-se algo como “ér-ga-ô-mi-nês”. Um direito erga omnes é um direito que pode ser exercido contra todos. Como exemplo, o direito de propriedade costuma ser erga omnes, ou seja, sou dono de um imóvel, e essa propriedade exclui a de todos os demais indivíduos que poderiam vir a alegar que também são donos daquele mesmo lugar. Os direitos erga omnes se opõem aos direitos com efeito inter partes, ou seja, direitos que só valem entre os indivíduos que se obrigam mutuamente (geralmente esse tipo de relação é estabelecida por contrato entre as partes).

Aplicações na vida prática:

- Não quero mais namorar escondido. Nosso namoro tem que ser erga omnes.

- A crítica não era só para o cozinheiro. A crítica era erga omnes e dirigida a todos os trabalhadores do restaurante.

- Achei que só eu tinha recebido aquele spam. Mas ele era erga omnes.

- Até tentei falar com o João, mas a raiva dele era erga omnes.

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A caixinha de comentários deste post é um veículo de manifestação de eficácia erga omnes :) (já o e-mail tem efeito inter partes).

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domingo, 27 de maio de 2007

  Eu sei digitar um texto no Word

Não consigo entender como as provas para ingressar no serviço público costumam ser tão idiotizantes. Hoje, lá em Porto Alegre, teve a segunda fase do concurso para o TRF4, nível médio. A prova consistia-se em pagar a passagem de ida, viajar até Porto Alegre, esperar por pelo menos 4 horas na porta do local de prova, entrar, ficar meia hora em uma fila com um monte de gente cujo nome começa com a mesma letra que o seu, pressionar a digital em um papel, assinar uma folha com o seu próprio nome, ser levado até uma sala com computadores, passar um texto de uma folha impressa para o Word em um tempo total máximo de 6 minutos, imprimir, sair da sala, esperar outras 2 horas, entrar no ônibus para voltar, e chegar em Pelotas depois de ter perdido pelo menos 12 horas de sua vida. E ainda ter que agüentar o pessoal na porta da prova fazendo comentários do tipo “meu texto era difícil, tinha até aspas!”, ao que o interlocutor respondia “e o meu, então, com reticências!!!”.
Sinceramente, não entendo qual a dificuldade disso. A prova de digitação não altera a classificação – serve apenas para comprovar que a pessoa está, ahm, apta a digitar textos (já que isso faz parte das funções de um técnico do judiciário). Já que era no próprio Word, por que a prova não poderia ter sido realizada em Pelotas? Talvez eu esteja no mundo errado, no planeta errado, na galáxia errada, no universo errado, mas, enfim, simplesmente não entendo por que fiz essa prova. Não pretendo ingressar no serviço público – trabalho criativo é bem mais interessante.
De qualquer modo, as doze horas perdidas não foram totalmente em vão. Ao menos pude aproveitar boa parte da manhã de domingo para conhecer e catalogar alguns dos tipos bizarros que circulam pela Redenção, como um cara sem uma perna que dizia que, se tivesse as duas pernas, não estaria andando pela Redenção (!). Ou uma senhora que caminhava escutando música e cantando em alto e desafinado som as canções que ouvia. Teve até um mendigo que disse aceitar pagamento de esmola em cartão de crédito...

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quinta-feira, 24 de maio de 2007

  Significante sem significado

Hoje na faculdade tivemos uma interessante (mas brevíssima) discussão quanto à ineficácia do aviso de “não fumar” (e da lei como um todo, que institui a proibição de fumo em locais públicos, mas não estabelece sanções para o seu descumprimento).
A colocação das plaquinhas de proibido fumar só foi feita este mês nas salas de aula da Faculdade de Direito. Na placa diz, textualmente, ser proibido fumar, além de cigarro, também charuto, cachimbo e assemelhados. Mesmo assim, sei de dois professores da faculdade que fumam cachimbo e charuto. Em sala de aula*.
De qualquer modo, não deixa de ser interessante questionar a ineficácia da aplicação prática de uma lei em plena faculdade de Direito. Se nem professores e alunos levam a sério a plaquinha (e toda a simbologia que ela representa), o que esperar das demais relações da vida em sociedade?

* quanto a isso, ano passado os alunos tentaram colocar plaquinhas na sala de aula para intimidar um desses professores. A reação do professor foi a mais idiota possível: ele arrancou a placa da parede e passou a colocar as cinzas do cachimbo na folha, num claro gesto de desprezo com relação aos alunos...

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quarta-feira, 23 de maio de 2007

  Google Jus

Um Google Jus (algo como http://jus.google.com.br) facilitaria um monte a vida dos estudantes de Direito...

clique para ampliar

(montagem orgulhosamente feita com o Paint)

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terça-feira, 22 de maio de 2007

  Overloaded

Tenho passado mais tempo planejando o que fazer, estressando-me com coisas que nem precisariam ser feitas, do que efetivamente fazendo o que tem de ser feito. A confusão é tanta que estou reconsiderando a necessidade de fazer dois cursos. Ao mesmo tempo em que reconheço que seria bem melhor poder aprofundar bem uma área, realizando estágios, pesquisas e estudos focados, também penso que, na prática, largar uma faculdade não alteraria em nada minha rotina (eu continuaria fazendo a mesma quantidade de atividades extra). É estranho. Passo mais tempo nas universidades do que em casa, mas, mesmo assim, sinto que estou tendo uma formação generalista demais – tanto que tenho uma dificuldade incrível para definir o tema e os objetivos de trabalhos, pesquisas e atividades*. Praticamente tudo me interessa.
Enquanto perco tempo me preocupando com isso, minha to do list não pára de crescer. Obviamente que tudo nela é relacionado à faculdade, porque ultimamente tenho vivido só para isso.
Nos interstícios entre um período de hiperatividade e outro... felizmente ainda sobra um tempinho para aparecer aqui pelo blog :)

* estopim da crise: elaboração da justificativa do documentário de Telejornalismo + dificuldade na redação de uma análise + indeterminação na escolha do tema para o projeto de Metodologia da Pesquisa

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domingo, 20 de maio de 2007

  A solução para todos os problemas


Mais aqui.

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  Universal sem totalidade

“O ciberespaço possui o caráter de sistema dos sistemas mas, por isso mesmo, também é o sistema do caos. Máxima encarnação da transparência técnica, acolhe, no entanto, devido à sua irreprimível profusão, todas as opacidades do sentido. Desenha e redesenha a figura de um labirinto móvel, em extensão, sem plano possível, universal, um labirinto com o qual o próprio Dédalo não poderia ter sonhado. Essa universalidade desprovida de significado central, esse sistema da desordem, essa transparência labiríntica, eu a chamo o «universal sem totalidade». Constitui a essência paradoxal da cybercultura” (Pierre Lévy em “O Universal sem Totalidade, Essência da Cybercultura”*).


Na idéia do autor seria mais ou menos assim: universal e totalidade não são a mesma coisa. O universal se difere da totalidade na medida em que aquele se compõe da possibilidade fática de compartilhar o conhecimento, de modo que cada ser humano possa contribuir para a produção do sentido. Com base nisso, Lévy enumera três grandes etapas na história: cultural oral (na qual se tem uma totalidade sem universalidade, há manifestações isoladas, mas não se partilha o conhecimento em grandes extensões de tempo e espaço), cultura escrita (universal totalizante, quebra-se a barreira do tempo e espaço para a aquisição de conhecimento, mas ainda há predomínio de meios massivos, sem interação) e cibercultura (universal sem totalidade, participação e interação no ciberespaço). É possível relacionar a oposição universal/totalidade também com os direitos humanos (considerá-los como algo totalizante leva à ditadura e aos regimes totalitários; desse modo, os direitos humanos são – ou deveriam ser – sempre universais). Fica mais fácil de entender lendo a transcrição da palestra inteira :P

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* odeio referências não-datadas, mas na Internet já estava assim quando encontrei. Imagino que seja algo escrito em meados da década de 90. Se alguém souber mais sobre o arquivo, a caixa de comentários não está ali por acaso :P

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sexta-feira, 18 de maio de 2007

  Existe vírgula antes do etc.?

Uma dúvida que sempre me perseguia e que não me deixava em paz ao redigir qualquer tipo de texto era quanto à existência ou não de vírgula antes do etc. em enumerações em que mais de dois itens fossem dados em caráter exemplificativo. Claro que essa inquietação não impedia o meu livre exercício dos afazeres diários, mas confesso que me sinto aliviada após ter feito uma pesquisinha básica no Google.

Um pouquinho de gramática, então:

Et cetera é uma expressão latina que significa “e outras coisas”. Sua abreviação de uso corrente é o etc. A regra geral, ao que parece, consiste em usar a abreviação precedida de vírgula, e com um ponto final após - algo como “fui à feira e comprei bananas, maçãs, peras, etc.”
Entretanto, modernamente vem se admitindo o uso do etc. sem a vírgula, como uma forma de evitar a poluição visual, e também porque não faz lá muito sentido colocar a vírgula se se for pensar na tradução literal da expressão (algo como “fui à feira e comprei bananas, maçãs, peras e outras coisas” – nota-se como a vírgula antes do etc. poderia ser dispensável). Assim, a vírgula antes do etc. em enumerações é facultativa.

Algo que não parece ser alvo de controvérsias é a necessidade de se colocar o ponto após o etc. (Como se trata de uma abreviação, o ponto seria sempre obrigatório).
Também acho que cabe aqui ressaltar que absurdos como colocar dois pontos ao lado do etc. só porque ele aparece no final da frase devem ser evitados (não faria sentido dizer, por exemplo, “fui à feira e comprei bananas, maças, peras etc..”).

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Em suma:

Forma clássica:

Item 1, item 2, item 3, etc.

Ou

Forma mais moderninha:

Item 1, item 2, item 3 etc.

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Para saber mais:
Wikipedia – Et cetera
Etcétera – etc.
Pontuação do etc. (dica da Carla)

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  Mundo virtual?

>> Ação terrorista e rivalidade partidária no Second Life.

E depois tem gente que insiste em dizer que o SL é só um joguinho... No máximo pode ser uma simulação e ampliação da vida real (mas com conseqüências reais). Ou o uso da tecnologia como uma extensão de nossas capacidades físicas e mentais (mais ou menos como o ideal proposto por McLuhan lá na década de 60).

(via comentário do w1zard)

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quarta-feira, 16 de maio de 2007

  Teria sido interessante



Por um deslize do operador de caracteres, a imagem acima pode ser vista durante 12 segundos segunda-feira na CNN International. Imagina a sensação de alguém que tenha ligado a televisão exatamente neste momento. 12 segundos depois, a palavra Bush foi substituída por Blair. Mas o tempo foi suficiente para que o pessoal da internet, que não perdoa ninguém, captar a tela e o erro não passar despercebido.

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terça-feira, 15 de maio de 2007

  Sete anos de Gilmore Girls

Sete anos de muito café. Sete anos de madrugadas insones, esperando para atualizar o site (nos idos tempos da conexão discada, limitada a escravizantes 20 horas semanais ops, mensais!)... sete anos de piadas inteligentes, sete anos de humor afiado, sete anos de referências obscuras, sete anos de referências interessantes. Sete anos de dedicação. (Ou pelo menos quatro, que foi o tempo durante o qual o site permaneceu efetivamente atualizado). Nesses sete (quatro) anos aprendi a gostar de escrever, a viver com bom humor, a ter uma vida paralela na Internet. Fiz muitos amigos, conheci muita gente (até hoje meu MSN tem uma categoria para “amigos de Gilmore Girls”; pior: até hoje meu endereço de MSN faz referência ao nome do site sobre a série). Talvez minha vida não teria sido a mesma sem Gilmore Girls. Foram sete (okay, quatro) anos esperando ansiosamente pelo episódio da semana na televisão. Sete anos aguardando a renovação para a temporada seguinte. Sete anos de incertezas e dúvidas quanto ao momento final.
Sete anos. Mas tudo chega a um fim. Amanhã: series finale de Gilmore Girls nos EUA. Algumas horas depois já vai ser possível baixá-lo pela Internet. Depois de amanhã, só restará rever os episódios que passou. E aguardar pelo box em DVD das demais temporadas.

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Em off: há rumores que apontam na direção de uma possível oitava temporada – provavelmente abreviada.

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  Thinking Blogger Awards

Empaquei na minha lista de cinco blogueiros porque não conseguia passar do quarto. Aí decidi quebrar parcialmente a idéia do meme* (pior do que passá-lo adiante de forma incompleta, é simplesmente não passá-lo adiante) e indicar só quatro. Na minha lista constam apenas blogs que eu lia até a data em que recebi o meme (de certa forma, passei a adotar estratégias de expansão da minha rede social após essa data). Tem ainda muita gente bacana que só comecei a ler depois, como (sob pena de dar apenas um exemplo e apanhar dos outros... deixando claro que se trata de uma amostra totalmente exemplificativa) o Grande Abóbora.

Em ordem alfabética, os indicados são:
(sei lá por que apresentá-los em ordem alfabética, mas todo mundo tem feito assim; e dessa forma também não se tem a obrigação de dispor os blogs em uma ordem de preferência ou algo parecido; também seria possível adotar um critério cronológico, ou algum outro método para determinar a ordem em que os indicados seriam, bem, ahm, indicados. Como não sou lá muito criativa, optei por seguir o modelo pré-estabelecido...)

* Il est communiqué - blog da Alessa. Na verdade não é bem um blog, porque não é mantido atualizado com muita freqüência. Tanto é assim que ela até tirou a data das postagens – consta apenas a hora, como uma referência perdida no meio dos metadados dos posts. Mesmo assim, a Alessa me faz pensar porque produz posts criativos e bem-humorados. Vale a pena ler, esmiuçar os arquivos, enfim, pelo menos passar por lá para conhecer.

* Universo Anárquico – é permitido devolver a indicação? :P O blog da Tina é um misto de vários assuntos. Muitos dos posts tratam da própria blogosfera. As postagens fazem com que a gente amplie os assuntos que são objetos da nossa reflexão diária. E como se não bastasse a dedicação diária da Tina para seu próprio blog, ela ainda faz questão de visitar periodicamente um por um dos blogs de seu bloroll, para deixar comentários. Além de fazer pensar ela também dedica uma imensa atenção à blogosfera, e por isso merece receber o meme. De novo. :) (isso seria o quê, a terceira, a quarta indicação? :P).

* w1zard - o Jefferson fala de tecnologia, de internet, de games, enfim, de tudo o que um nerd gosta. E de uma forma descontraída, sem muita preocupação com a forma ou com o impacto que o post irá causar. É essa despretensão no estilo que faz com que a gente tenha que pensar sobre os assuntos abordados, o que torna o blog um merecedor do selo do meme :)

* Zipadas - por fim, indico as garotas zipadas, com seus posts emotivos e sensitivos, nos quais a paixão transpira, mas sem perder a racionalidade. Há inquietações, anseios, mágoas que precisam ser esmiuçadas – faz parte da incoerência da idade querer ter um espaço para expressá-los. E ao ler sobre a vida delas, acabamos refletindo sobre nossas próprias vidas...

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* Para um olhar mais científico sobre o que seriam os memes em weblogs, vale a pena ler o artigo da Raquel, apresentado no Intercom do ano passado.

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Update: achei bacana a idéia do Inagaki de indicar o Atmosfera para o thinking blogger awards. Para quem não sabe, o atmosfera é um blog coletivo que se propõe a falar sobre o clima. Há gente postando a partir de várias cidades do mundo, a partir de vários pontos de vista. E de vez em quando Pelotas também aparece por lá :)

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segunda-feira, 14 de maio de 2007

  Falácias

Uma falácia é um argumento que tem aparência de verdade, mas no fundo não é. Aprender a reconhecer as situações mais comuns em que pode ocorrer uma falácia é fundamental para aprender a rebater construções ardilosas de discurso, de pessoas mal-intencionadas ou não (até porque uma falácia pode sair sem querer). Ao parar para pensar ou ler sobre o tema, é possível perceber que há muitas situações no dia-a-dia que não sabemos como responder a argumentos que à primeira vista parecem inteiramente lógicos. Entender como funciona essa estratégia de argumentação é, assim, essencial, não para enganar os outros, mas para saber como escapar diante de uma enganação. Um argumento será falacioso sempre que as razões apresentadas não forem suficientes para sustentar a conclusão.

Eis alguns exemplos:

Argumento de misericórdia

“Ele não tirou uma boa nota na prova, mesmo sendo um bom pai de família”.

Defeito do argumento: uma coisa não tem nada a ver com a outra. Uma pessoa pode ser um bom pai de família e mesmo assim ir mal em uma prova.

Argumento à novidade, argumento à antigüidade

“A Igreja sempre foi contra o aborto, e se foi assim desde o princípio, deve continuar por mais tempo”.
“O celular é mais moderno; portanto, ele é melhor que o telefone convencional”.


Defeito do argumento: não necessariamente algo é bom por ser novo, ou bom por ser velho. Depende do uso, depende da situação.

Falso dilema

“Ou você está comigo, ou você está contra mim”.

Defeito do argumento: só são dadas duas opções quando há várias outras alternativas possíveis.

Generalização

“Todo mundo deve praticar esportes”.

Defeito do argumento: nem todo mundo. Tem gente que não tem saúde suficiente para praticar o esporte, e depende também do esporte a ser praticado.
(lembre-se que “generalizar é sempre uma coisa perigosa”, sendo esta própria frase uma terrível generalização :P)

Falha na relação causa e conseqüência

“Sempre que me atraso para a aula, chove. Hoje me atrasei. Logo, irá chover.”

Defeito do argumento: apresenta-se uma seqüência forçada de causa e efeito como se houvesse relação lógica entre os elementos.

Argumento da Ignorância

“Ninguém conseguiu provar que os discos voadores existem. Portanto, eles (não) existem”.

Defeito do argumento: ora, se ninguém conseguiu provar tanto a existência quanto a não existência, não se tem como afirmar que eles existem ou não existem. Substitua discos voadores por deus na frase acima (fazendo as devidas adaptações gramaticais) e terá uma visão mais precisa do quanto falacioso esse argumento pode ser.

***

Mais falácias podem ser consultadas no Guia de Falácias de Stephen Downes. Também é interessante ler o conto “O Amor é uma Falácia”, de Max Shulman.

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  Repouso forçado

Não agüento mais enxergar meu próprio quarto. Também não suporto mais este computador. Estou sendo obrigada por minha irmã-médica-particular a ficar de repouso total, até voltar a respirar por conta própria sem a ajuda de broncodilatadores. Praticamente não saio de casa desde sábado de tarde. Ontem saí de casa para almoçar, e voltei pior. Hoje de manhã inventei de ir para uma das aulas da faculdade – mas, pela lei de Murphy, não teve aula. E a minha falta de ar aumentou. Acho que vou ficar parada, na sala, encarando a tevê desligada (ela só serve de enfeite), talvez acompanhada de um livro, e fazendo nebulização, o dia todo. Talvez assim eu lembre os horários da medicação. E também me livro de ficar o dia todo olhando para esta tela pateticamente quadrada e ridiculamente branca. Usar a Internet é bom. Ficar em casa é bom. Mas ser obrigada a ficar em casa por mais de quarenta e oito horas não é nada divertido. Já vi todos os episódios atrasados de Gilmore Girls e Heroes. Reescrevi pelo menos três histórias que nunca serão lidas. Li os jornais atrasados de toda a semana. Visitei blogs que nem sabia que existia. Mandei e-mails chatos e inoportunos para todo mundo. Fiz um backup de todos os arquivos do computador (eu sempre dizia que nunca tinha tempo para isso; pronto, encontrei uma oportunidade ímpar). Enfim, estou tentando ao máximo não usar o tempo livre para colocar a vida acadêmica em dia – a vida perde um pouco da graça sem a correria normal do dia-a-dia. O ideal seria poder canalizar todo esse espírito auto-destrutivo na prática de algo produtivo. Vale qualquer coisa, desde que seja possível fazê-la sentada, parada, quietinha, no sofá da sala. Alguma dica? :P

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domingo, 13 de maio de 2007

  Ler devia ser proibido

Ler é para quem não tem medo de se tornar perigosamente mais humano.

Ler é para aqueles que não têm medo de querer mudar o mundo.





(Via blog da Ari)

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  Termos jurídicos absurdos, parte 3

Turbação – impedir o livre exercício da posse alheia a partir da prática de atos que não permitam que a posse de outrem seja exercida de forma plena. Não confundir com esbulho, que ocorre quando a posse de um é tomada por outro. Pelo menos turbação tem uma origem etimológica perfeitamente lógica. Ou acaso alguém nunca ouviu falar do verbo perturbar?

Utilidades práticas:

- Se você não me emprestar a pecinha de Lego que falta para completar minha torre, vai haver turbação!

- Diferentemente da organização de ontem, hoje o evento estava a maior turbação, com uns interferindo nas atividades dos outros.

- Esse cachorro que não pára de latir está provocando a maior turbação no meu livre exercício de escolher o que ouvir.

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sábado, 12 de maio de 2007

  Ementa de outono

Outono. Clima ameno. Frio pela manhã. Calor à tarde. Frio de noite. Folhas caindo. Folhas secas. Café. Chá. Chocolate quente. Edredom. Solzinho. Cama. Casaco. Acolchoado. Caneca. Cachecol. Meia. Bota. Muita comida. Mas também: Supergripe. Rinite. Bronquite. Nebulização às 6:30 da manhã. Acordar cedo no sábado. Dormir abraçada no rolo de papel higiênico. Dedos congelados. Pé frio. Tosse seca. Espirro. E nunca saber que tipo de roupa colocar.

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quinta-feira, 10 de maio de 2007

  Homogeneidade jornalística

Não é só no jornalismo online que as notícias se repetem. Também há homogeneidade no impresso.

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  Teoria da Comunicação

Uma das discussões interessantes que rolou em um dos GTs do Celacom foi sobre o fato de a Teoria da Comunicação ser ensinada nos primeiros semestres do curso e de forma totalmente desvinculada da prática. Não haveria mal nenhum em se ministrar a disciplina logo no começo do curso se ela não costumasse ser ministrada na forma expositiva clássica: um professor despeja as várias teorias na cabeça dos alunos; os alunos entram em colapso decorando nomes de teorias e suas respectivas explicações, e tudo isso para eles não faz o mínimo sentido. O resultado é um mar de alunos que acham a Teoria da Comunicação uma disciplina chata e tediosa, e são incapazes de perceber que ela é, na verdade, a base para todo o resto do curso (e justamente por isso deve ser ministrada logo de cara).

Os alunos sobrevivem à teoria e chegam ao final do curso. Lá na outra ponta, eles vão precisar se basear nessa teoria que (não) aprenderam nos primeiros semestres para poder redigir um trabalho de conclusão de curso decente. Só aí é que vão perceber o quanto a Teoria da Comunicação era importante, e terão que correr atrás do tempo perdido para recuperar a compreensão do conteúdo e a apreensão de conceitos que já deveriam ter sido assimilados muito tempo antes.

Alguns dos problemas apontados para a impopularidade da Teoria da Comunicação junto aos alunos seriam os professores despreparados para ministrar a disciplina (geralmente, a Teoria da Comunicação é dada por jovens professores, que ainda não possuem uma clara sistematização de todas as Escolas e da evolução da comunicação no país e no mundo), a forma excessivamente dogmática de ministrá-la (uma solução seria propor aos alunos aplicar as diferentes teorias estudadas a casos reais, a acontecimentos midiáticos que estejam em voga no momento em que se estuda determinada teoria) e o fato de que grande parte dos professores adotam uma corrente de pensamento (que quase nunca é a própria corrente latino-americana) e praticamente não falam sobre as outras. Isso contribuiria para outro fator relevante: a situação inusitada de que a Escola Latino-Americana de Comunicação (ELACOM) possua mais prestígio no exterior do que dentro da própria América Latina. Por aqui, predominariam professores e pesquisadores da linha frankfurtiniana, ou seguidores do funcionalismo norte-americano. Desse modo, costuma-se adotar uma perspectiva estrangeira para analisar fenômenos localizados, ao invés de se utilizar de uma teoria latino-americana para estudar objetos igualmente latino-americanos (o que pareceria bem mais lógico).

A conversa aconteceu no GT 3, Comunicação, Educação e Linguagens Educacionais, na quarta-feira à tarde, a partir da apresentação do trabalho da Dra. Maria Cristina Gobbi (da Metodista). O trabalho procurou sistematizar a evolução histórica do pensamento da ELACOM. A partir dessa sistematização, surgiu o questionamento de por que a maior parte dos presentes à sala nunca tinha estudado nada sobre a Escola Latino-Americana durante o curso de graduação. Uma coisa levou à outra, e acabou se tendo um interessante debate sobre o ensino da Teoria de Comunicação como um todo :)

Estou começando a pensar em rever minhas tendências frankfurtinianas. A crítica pela crítica não leva a nada – e o receptor nem sempre é assim tão passivo.

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  Sobre o Celacom

De segunda a quarta aconteceu na UCPel o Celacom 2007. Esta era a 11ª edição do Colóquio Internacional sobre a Escola Latino Americana de Comunicação. O Celacom é uma iniciativa da Cátedra Unesco de Comunicação, e é promovido anualmente na Universidade Metodista, em São Paulo. Este ano foi a primeira vez que o evento foi deslocado de sua sede – e a proposta é de que os próximos também sejam realizados fora de São Paulo, em nome de uma maior regionalização do congresso.

A proposta é reunir pesquisadores em Comunicação para discutir a Escola Latino Americana de Comunicação (ELACOM) em três dias de evento. A edição deste ano contou com a participação de estudiosos de três países, e teve como tema central os Gêneros Comunicacionais: formatos e tipos latino-americanos.

Participei da comissão de organização (de forma voluntária; aliás, às vezes ainda me surpreendo com a minha natureza intrinsecamente voluntária... acho que não nasci para ingressar em um mundo capitalista), e por isso esses últimos três dias foram uma verdadeira correria. Mas valeu a pena.

Como em todo evento destinado à pesquisa, com o Celacom não foi diferente: foram três dias de intensa reciclagem científica e ebulição e aperfeiçoamento de idéias. Assisti a poucas palestras, mas todas elas eram muito boas. Só a mesa redonda de ontem pela manhã, sobre Gêneros Digitais, valeu pelo evento inteiro. A mesa contou com a participação de Elias Machado (UFSC), Alex Primo (UFRGS) e Vinícius Andrade Pereira (ESPM/UERJ), sob a coordenação de Raquel Recuero (UCPel). Os temas tratados foram o digital trash, a micromídia, e a forma de se pensar os gêneros no jornalismo digital. Mas a parte mais interessante foi o debate que rolou entre os painelistas após suas exposições.

Outros pontos altos do evento foram a palestra de Manuel Carlos Chaparro (da USP) sobre gêneros e a apresentação de trabalho de Maria Cristina Gobbi (Metodista; vide post acima) sobre a ELACOM.

Não sei se sou altamente influenciável, mas... gostei da idéia de pesquisar algo como a relação entre digital trash, cauda longa e micromídia. Também achei interessante a proposta de empregar a análise de discurso para investigar a comunicação, ou realizar a reflexão sobre gêneros. Só não gosto do fato de não conseguir encontrar um foco (algo mais específico; como objeto, já está praticamente certa a Internet) em meus interesses de estudos.

Nota mental: É mais divertido apresentar trabalho do que participar da comissão de organização. Acho (tenho certeza de) que eu teria aproveitado o evento bem mais se tivesse apresentado trabalho.

Hoje, quinta-feira, de volta à rotina, não tive mais desculpas para faltar às aulas do Direito. Tenho negligenciado demais esse curso ultimamente...

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quarta-feira, 9 de maio de 2007

  the Konstrukt

A partir de amanhã os brasileiros poderão contar com uma
revista digital mensal em português com as últimas novidades sobre o Second Life. A iniciativa é da Verbeat, uma “não-organização, não-lucrativa, não-governamental” que se propõe a fomentar a comunicação, a arte e a cultura no ambiente digital.
O pessoal da Verbeat está sempre de olho nas novas tendências da Internet. Em 2005, eles fizeram uma pesquisa que procurou mapear os usos e costumes da blogosfera brasileira. Desde 2003, a página também funciona como um condomínio de blogs, um espaço que reúne blogs interessantes sobre os mais variados temas.
A próxima novidade deles, com lançamento oficial previsto para amanhã, é a versão em português da revista the Konstrukt. Para quem não sabe, a Konstrukt é uma revista mensal sobre Second Life, produzida na Suécia, escrita em inglês, e que se propõe a ser um veículo de conteúdo especializado sobre o ambiente virtual do SL. O conteúdo pode ser acessado gratuitamente em pdf, e a partir de hoje já é possível baixar a edição especial em português da revista. Mas os investimentos da Verbeat no universo do SL não param por aí: prepare-se para muitas outras novidades em breve no inversus, o espaço do portal dedicado a metaversos em geral.
Aliás, já aproveito o post para perguntar: alguém aí costuma usar regularmente o Second Life e teria aventuras para relatar? Se sim, entre em contato.

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  Celacom 2007

Correria básica por conta do Celacom 2007. A "programação" deste blog deverá voltar ao normal a partir de amanhã, com a lista dos 5 thinking bloggers, e pelo menos algum comentário sobre o evento :P
Acho que nunca antes tinha feito tantas vezes em tão pouco tempo o trajeto fac. direito - campus I - campus II.

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domingo, 6 de maio de 2007

  Brasileiros na blogosfera

De acordo com um levantamento realizado pelo Technorati, apenas 2% da blogosfera fala português. Isso não parece ser lá muito compatível com o fato de que os brasileiros* costumam ficar mais tempo na web que os internautas de outras nacionalidades. Uma possível explicação é o fato de que o brasileiro usa a Internet predominantemente para despesa improdutiva: bate-papo, jogos online, enfim, a palavra-chave é a diversão. Não é à toa que somos campeões de uso do Orkut, uma rede social cuja finalidade principal é bisbilhotar dados sobre a vida alheia. Outra explicação é a dada por Fábio Flaschart, em entrevista ao G1: o brasileiro usa a Internet de forma passiva. Não se teria, segundo ele, o costume de usar a rede como ferramenta de expressão - os brasileiros a utilizariam para resolver problemas imediatos, para conversar, e, no máximo, para ler alguma coisa (se é que alguma coisa é efetivamente lida). O resultado é uma presença pouco significativa do português na blogosfera, e possivelmente uma grande quantidade de blogs que nem ao menos são lidos.

* abstraindo o fato de que há pessoas de outra nacionalidade que também falam português.

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sexta-feira, 4 de maio de 2007

  Código Penal dos Estudantes de Direito

Induzimento, instigação ou auxílio ao alunicídio
Art. 122. Induzir ou instigar alguém a cometer alunicídio ou prestar-lhe auxílio para que o faça.
Pena – reclusão, de 2 (dois) a 4 (quatro) anos se o alunicídio se consuma; ou reclusão, de 1 (um) a 3 (três) anos, se da tentativa de alunicídio resulta lesão corporal de natureza grave.

Parágrafo único. Entende-se por alunicídio o suicídio cometido por aluno durante ou após a realização de uma prova, ou no momento de recebimento da nota. Como o suicídio em si não é punível pela legislação brasileira, o alunicídio também não o é – apenas é apenado aquele que, valendo-se do estado depressivo no qual se encontra o aluno, contribui para que esse vá em frente e pratique o atentado contra a própria vida.

Mestrecídio
Art. 123. Matar, sob a influência do estado puerproval, o próprio professor, durante a prova ou logo após:
Pena – detenção, de 2 (dois) a 6 (seis) anos.

Parágrafo único. Entende-se por estado puerproval a alteração psíquica provocada pela realização de provas complexas e mal-elaboradas que levam o aluno ao estado alucinante de não entender nada e tomar atitudes incompatíveis com sua personalidade normal. Também é abrangido por esse conceito a chamada depressão pós-prova (DPP).

Dispositivos equivalentes no Código Penal Brasileiro “normal” – artigo 122, auxílio ao suicídio, e artigo 123, infanticídio.

* Piada interna.

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quinta-feira, 3 de maio de 2007

  Termos jurídicos absurdos, parte 2

Outrem é alguém que só existem no mundom jurídico.


Utilidades práticas:
- A Maria me ligou?
- Tocou o telefone, mas acho que era outrem.

- Então quer dizer que o safado do Carlos estava com outra? Era a Lúcia, só pode!
- Tenho certeza de que não era a Lúcia, era outrem.

- Você pode me ajudar?
- Agora não posso. Melhor você pedir ajuda a outrem

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  Sem água

Data de eleição do novo síndico do prédio. Torneiras sem água, caixa d'água vazia. Alguma chance de reeleição?

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quarta-feira, 2 de maio de 2007

  Thinking Blogger Awards

Estou me sentindo uma blogueira de verdade. Não que antes eu fosse uma blogueira de mentira (se é que isso é possível), mas hoje eu me sinto mais blogueira que ontem. O motivo: a Tina, do Universo Anárquico, achou que eu era digna de receber o Thinking Blogger Awards, que é uma espécie de meme pela qual cada blogueiro deve elencar os cinco blogueiros que o fazem pensar, e esses, por sua vez, devem enumerar outros cinco blogueiros que os fazem pensar, e assim por diante. A Tina recebeu da Daniela Mann, lá de Portugal. Se a brincadeira der certo, poder-se-á chegar a um ponto em que todo mundo terá recebido, em algum momento, a premiação.
Mas, o que importa é que meu blog faz alguém pensar. E se consigo fazer (pelo menos) uma pessoa pensar, isso significa que no futuro eu talvez tenha chance de conseguir contribuir para melhorar o mundo! (Okay, sem exageros :P). Pelo menos o prêmio vai servir como estímulo para ir mais longe :)
Detalhe: reparem no nível dos outros indicados pela Tina.

Bom, segue abaixo o selo da premiação.


E prometo que até o final da semana postarei aqui a lista dos meus cinco indicados para passar o meme adiante :)

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terça-feira, 1 de maio de 2007

  O estranho mundo dos links

Virei autoridade instantânea para distinguir Coca Zero e Pepsi Max. Tava achando estranho os índices anormais de visitação no meu blog no dia de hoje, até que descobri o motivo.
Detalhe: só fui provar a Coca Zero esta semana.

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  Termos jurídicos absurdos

Da série... “palavras jurídicas absurdas com pouca utilidade na vida prática”

Palavra do dia:

Esbulho - diz-se da tomada violenta, clandestina ou precária da posse de um bem pertencente a outrem sem o consentimento deste. Pelo esbulho, o proprietário originário não perde a propriedade (direito sobre o bem), apenas a posse (relação de fato, exercício do direito de propriedade). Seria mais ou menos assim: se tenho uma casa (propriedade) e não há ninguém morando nela por um determinado período de tempo (ex.: casa de praia no inverno), uma pessoa pode invadir a casa e lá estabelecer sua residência (nesse caso, terá sido de forma clandestina). Aí se diz que essa pessoa esbulhou a posse da casa.

Propostas de utilidade na vida prática:

Quando alguém pegar sua caneta sem pedir emprestado, você pode dizer:
- Ele me esbulhou!

Se sua bic sumir sem que você saiba quem a tomou de você:
- Fui esbulhado!

Se você pede algo emprestado, a pessoa nega, você pode ameaçá-la:
- Vou te esbulhar, desgraçado!

O interessante é que a palavra é tão feia que o simples fato de pronunciá-la já praticamente equivale a emitir um xingamento – economia de palavras, portanto. Vê-se, assim, o quanto incorporar o termo jurídico “esbulho” ao dia-a-dia pode ser uma maneira bastante prática de poupar saliva. Em tempos de escassez de água, falar menos significa contribuir para atenuar os efeitos do aquecimento global. Usar a palavra esbulho é uma atitude ecologicamente correta.

E você, já esbulhou alguém hoje?

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