quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

  Novo endereço

O blog mudou para

http://www.verbeat.org/blogs/gabrielazago


Atualizem seus blogrróis e bookmarks! O endereço do feed permanece o mesmo :)

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terça-feira, 11 de dezembro de 2007

  Memes no Twitter

Com a popularização do Twitter no Brasil, surgem também os primeiros memes por lá:

O #twittareh teria sido o primeiro meme brasileiro do Twitter. Ou, pelo menos, o primeiro a usar uma palavra precedida de “#”, o que, em linguagem twitteira, significa que os demais usuários podem acompanhar (track) o que é dito sobre o assunto. Veja aqui uma lista do que já foi dito sobre o que é twittar.

Um pouco depois, surgiu o #previsões2008, pelo qual cada um deveria tentar prever, em 140 caracteres, o que acontecerá em 2008. Acompanhe aqui.

Há ainda o divertido #interneyfacts, baseado nos Chuck Norris Facts, com o objetivo de enumerar fatos extraordinários sobre o Interney. Este post do Cê Inove Já! traz uma compilação dos Interney Facts surgidos no Twitter. (Ou, se preferir, procure pelo termo aqui.)

No início de setembro, teve ainda o meme de se dizer o que se estava fazendo há seis anos durante o atentado às torres gêmeas. A diferença deste para os memes acima é o fato de que os atuais se utilizam de uma das ferramentas do Twitter, o Twitter Track – o que permite que a evolução do meme possa ser acompanhada e medida.

Para acompanhar algum desses memes, digite track #palavra no Twitter via Google Talk (também funcionaria via celular, caso essa fosse uma opção economicamente viável no Brasil). Ou procure pelos termos no Terraminds twitter search.

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domingo, 9 de dezembro de 2007

  Sentimento de pertença a um lugar

Em nosso dia-a-dia conturbado, por mais que a gente passe o tempo inteiro viajando, por mais que se fique alternando entre um lugar e outro, e por mais que os lugares pareçam todos iguais, há sempre um lugar que podemos chamar de “nosso lugar”. É aquele espaço ou ambiente para o qual sempre queremos voltar, não importa onde estejamos. É o lugar que consideramos como nosso “lar’.

Os navegadores de Internet – e muitas páginas da web - também se utilizam dessa metáfora, ao estabelecer como “Home” um lugar previamente definido por nós (no caso dos navegadores) ou pela organização (no caso dos sites). Supõe-se que o Home seja um lugar que nos agrade tanto que queiramos sempre voltar para lá.

Supostamente, o lugar de nossas origens, onde plantamos nossas raízes, deveria ser o lugar para onde sempre queremos voltar. Deveria. De tanto que passo o ano alternando entre duas cidades, cheguei a um ponto que já acho que não pertenço a lugar algum. Circulei pelas ruas de Bagé esta semana, e não encontrei sequer um rosto familiar. Os lugares já não são os mesmos, as pessoas já não são as mesmas, tudo é diferente, embora tudo permaneça igual. Até em casa da minha família – a mesma casa de antes – já não me parece um lar. Meu antigo quarto virou um lugar um tanto cavernoso, frio, inóspito. As paredes seguem no tom azul desmaiado – mas ao invés de acolhedoras, parecem que vão me sufocar. As camas são as mesmas, apesar de estarem em outra posição. Mas não são as minhas coisas que estão sobre a escrivaninha. Não são meus os livros que estão na estante. Aquele lugar não pertence mais a mim, não é mais meu lugar.

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Crise existencial suscitada por um formulário bobo de cadastro em um site. Lá tem o campo “Cidade”. Como preencher? De que cidade eu sou? Vale onde nasci, onde estou, ou onde passo a maior parte do ano?

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Update 10/12 – o Sérgio fez uma análise interessante via comentário: “Ou ainda pode ser fruto desse fenômeno que a psiquiatria moderna insiste em não analisar a depressão pós ano letivo.

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  Wave Magazine


A Wave Magazine é uma revista eletrônica internacional mensal dedicada aos jovens. Escrita por jovens jornalistas e estudantes de jornalismo de diversos países do mundo, a proposta é abordar temas como Política, Sociedade e Economia a partir de uma perspectiva... ahm... jovem.

O projeto iniciou em novembro de 2006 a partir de um grupo de estudantes em parceria com a organização Word Youth Wave – Sérvia, de Belgrado. O presidente da organização é Marko Andrejić, um jovem sérvio estudante de jornalismo. Ele decidiu reunir um time internacional de jovens repórteres que tivessem interesse em escrever para a revista.

O público-alvo da publicação são jovens de todas as partes do mundo. No começo, Marko convidava seus amigos jornalistas a contribuírem com matérias especiais. Mas aos poucos ele foi sentindo a necessidade de contar com uma equipe específica para a produção de conteúdo para a revista.

Atualmente, um grupo no Yahoo funciona como “sala de redação” virtual para a revista. É lá que são discutidos temas como pautas e prazos. Marko é o editor-chefe da revista, e conta com uma equipe de jovens repórteres espalhada geograficamente. A revista está em busca de novos colaboradores. Tenho ajudado como free lancer, em textos sobre o Brasil – e aproveitado para aprimorar um pouco o inglês.

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Prometo que este é o último post de “auto-promoção” que faço neste blog. Já está ficando chato isso...

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sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

  Blogs em explicação básica

Mais uma do The Common Craft Show: Blogs in plain English


link para o pessoal do feed


Veja também:
Para quem ainda não lê por feed

Via GJol.

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  Revistas científicas

Esta semana saiu a edição 9 da E-Compós, revista eletrônica da Associação Nacional dos Programas de Pós-graduação em Comunicação (Compós). O Dossiê Temático é dedicado aos estudos de Cibercultura – ou seja, vários artigos interessantes sobre blogs, mobilidade, web 2.0, e coisas do tipo [ou seja²: bastante opção do que ler nas férias :D]

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Também esta semana saiu o segundo número da Revista Anagrama, uma publicação científica interdisciplinar de graduação – cuja proposta é publicar apenas artigos, ensaios e resenhas produzidos por alunos de graduação. A iniciativa é interessante porque ainda não são muitos os espaços dedicados à produção científica de graduandos. Na Anagrama, até o “conselho editorial” é composto por graduandos – assim como nas demais revistas científicas, nela também procura-se manter o conceito de revisão pelos pares. Tem um artigo meu nessa segunda edição da revista, que foi escrito para uma disciplina da graduação.

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quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

  Atlas de Jornalismo Online

Paul Bradshaw, do Online Journalism Blog, iniciou em seu blog uma espécie de Atlas sobre jornalismo online ao redor do mundo. A idéia é que pessoas de diferentes partes do mundo possam ajudar a completar um wiki que ter por objetivo mapear iniciativas interessantes que envolvam o jornalismo digital nas diferentes partes do globo -- meio que como uma forma fugir um pouco da visão norte-americanocêntrica que costuma predominar quando se fala em jornalismo online. Vale dar informações sobre sites tradicionais, sites colaborativos, ou até mesmo blogs. O formato da contribuição é livre. Os textos também serão publicados no blog.

Para dar início ao projeto, Paul postou um texto meu sobre o Brasil. Na verdade, cabe aqui fazer uma grande ressalva. O texto foi escrito em meados de setembro, na época em que o contatei para fazer uma entrevista para a disciplina de Jornalismo Digital – por isso as referências à campanha do Estadão ou ao lançamento do ZeroHora.com, coisas que hoje, mais de dois meses depois, podem parecer meio sem sentido. Ele pediu um texto sobre jornalismo online no Brasil, sem dar muitos detalhes. Só meses mais tarde, já como integrante do “OJB team”, é que fui saber da idéia do Atlas.

De qualquer modo, uma de minhas funções é tentar contatar pessoas de outros países para contribuir no wiki. Então fica o convite para quem quiser colaborar ou indicar alguém que possa colaborar, inclusive (e principalmente) para reescrever, substituir, ampliar ou fazer correções na entrada que já tem lá sobre jornalismo online no Brasil :)


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Em tempo: novos projetos estão por vir. E um deles tem muito a ver com este post do Nicolas...

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terça-feira, 4 de dezembro de 2007

  Correntes apocalípticas do Orkut

Para mim, o Orkut acabou em 2005. Ou pelo menos começou a entrar em declínio com a crescente favelização da rede social. 2006 foi um ano marcado pela circulação de diversas correntes apocalípticas que anunciavam – em diferentes gradações – o fim do Orkut (ou, ao menos, o fim da gratuidade do serviço).

De correntes bizarras que anunciavam que o Orkut passaria a se chamar Orcut, a outras um tanto mais absurdas, que sugeriam a mudança do azul constante para um tom verdinho. Teve até corrente que se utilizava de fortes “argumentos de autoridade” para se mostrar crível, como dizer que a fonte da informação é a Revista Veja, ou a TV Globo.

E por que diabos estou retomando esse assunto logo hoje? Pois bem, resolvi dar uma olhada nas estatísticas deste blog, e notei que, nos últimos 3 dias, cerca de 80% das visitações são de gente procurando saber mais sobre o boato de que “foi confirmado ontem pela Rede Globo que o Orkut vai passar a ser pago”, ou que “deu na veja de 10/06 que o Orkut vai ser pago”. Sim, algum idiota sem nada melhor para fazer resolveu repropagar as clássicas correntes apocalípticas do Orkut. E por scrap, para assustar mais ainda os salsinhas do Orkut.

Bom, ficam aqui minhas boas vindas aos pára-quedistas, e um pedido de desculpas pelo fato de alguns textos serem extremamente críticos com os coitados. Tipo este. Ou este.

--

Update 05/12 -- acabei de receber uma cópia da corrente da revista Veja. E gostei da astúcia de um dos pára-quedistas do Google: ele procurou por revista Veja de outubro de 2006, e não pela revista de 10 de junho - bastante inteligente, exceto pelo fato de que esse boato começou a circular antes de outubro do ano passado ;)

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segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

  Micropodcasting

O TwitterGram permite postar pequenos arquivos de áudio diretamente no Twitter. Para isso, o arquivo, em mp3, não pode ultrapassar 200kb. É possível enviar um novo arquivo a cada 10 minutos. Os mp3 enviados são automaticamente convertidos em postagens no Twitter (vai o nome do programa e uma tinyurl apontando para o arquivo). Considerando que o Twitter pode ser transmitido em um feed RSS... o resultado obtido é praticamente um serviço gratuito de micropodcasting. E o mais legal de tudo: dá para atualizar pelo telefone.

Um uso interessante da ferramenta seria para noticiar desdobramentos ao vivo de fatos que estejam acontecendo -- tipo um live micropodcasting de caráter jornalístico.

O micropost de áudio sai nas atualizações do usuário no Twitter, e também na conta global do TwitterGram.

A página do TwitterGram informa que o serviço é disponibilizado em caráter experimental, e que pode ficar fora do ar a qualquer momento.

--

Em tempo: talvez fosse melhor se a limitação não fosse em termos de tamanho (200kb), e sim na duração do áudio (como nos 30 segs da atualização por telefone). Dá muito bem para ultracompactar um áudio com duração razoável, mas com qualidade terrível.

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domingo, 2 de dezembro de 2007

  Insônia

Bateu a porta. O estrondo ecoou no corredor. Várias luzes de apartamentos vizinhos, acima, abaixo e ao lado, acordaram-se. Aquele silêncio mortificante da noite fria de agosto era interrompido por um estrepitante ruído. De súbito, o medo tomava conta de todos aqueles que há pouco estavam dormindo. O que teria acontecido?

Enquanto isso, não muito longe dali, ele já estava entrando em seu carro, na garagem do subsolo do prédio, quando se lembrou de que deixara o aquecedor ligado. "Droga."

Desfez todo o caminho percorrido. Voltou ao apartamento. O crepitar da chave, num silêncio engasgante de 3h da madrugada, pôde ser ouvido dois apartamentos acima. A criança, que já não conseguia dormir desde o estrondo, vai então para o quarto ao lado, para a cama de seus pais, e por pouco não os flagra na concepção de mais um irmãozinho.

Enquanto isso, ele apaga o aquecedor. Verifica outros dispositivos eletrônicos, fogão, computador, televisão. Tudo devidamente desplugado. A viagem seria longa. Tudo deveria ficar em seu devido lugar.

Desta vez, não bateu a porta: fechou-a delicadamente. Percebera passos em um apartamento vizinho. Talvez morasse perto de sonâmbulos lunáticos e psicóticos. Talvez uma mãe estivesse a amamentar o seu filho. Talvez estivesse ouvindo coisas demais.

Retornou ao carro. Ficou algum tempo sem fazer nada. Sem dizer nada. Sem pensar em nada. Quando estivera prestes a esquecer porque estava ali, um medo súbito tomou-se-lhe conta. Aquela garagem escura e vazia, fria e cavernosa, assustara-o, como nunca antes o tinha feito. E antes que aquele sentimento pudesse lhe fazer desistir de seus planos, ligou o carro e acelerou com tudo. Tinha de sair dali o mais rápido possível!

Em poucos instantes, ganhou a rua. Tomou o cuidado de sair pelo portão da garagem cuja câmara de segurança estivesse estragada. Não queria correr o risco de ser reconhecido em seu carro. Principalmente depois do papel que seu carro desempenharia naquela noite.

Com um mapa em mãos, tratou de traçar um trajeto que não percorresse pedágios e câmeras de segurança. Ia ser difícil chegar aonde queria sem ser reconhecido. Era preciso inovar: parques e praças poderiam servir de atalhos engenhosos. Ainda bem que ninguém circulava pelas ruas da cidade em madrugadas frias de agosto. Estavam todos ocupados fritando seus miolos diante de lareiras, aquecedores, estufas, cobertores elétricos, calefação central. Poucos sofriam desse distúrbio incontrolável do sono chamado insônia.

Tomou tanto cuidado para não ter de parar em sinais vermelhos, que quase se esquecera de dobrar na esquina certa. E então viu a luz indicativa de que era aquele o lugar que planejava chegar há dias. Estava escuro o suficiente. Ninguém iria perceber o "crime" que cometeria.

Entrou pela entradinha da esquerda. Olhava insistentemente para os lados, de modo a certificar-se de que não havia ninguém por perto. Qualquer deslize poderia ser fatal. Reduziu a velocidade. Baixou os faróis. Sentiu que alguém se aproximava, mas logo percebeu que se tratava de um carro que passava velozmente pela avenida ao lado.

Quando estava no ponto final do trajeto, sorriu aliviado. A pior parte já passara. Agora era só questão de executar o plano, esconder o corpo, e voltar para casa. Não sem antes, é claro, tratar de apagar todas as evidências que permanecessem por seu carro. Era preciso tomar muito cuidado a partir de agora. Cuidado redobrado.

Parou o carro. Desligou o motor. A seu lado, uma janela de ferro deslizava lentamente. Tinha pouco tempo para desistir. Será que valeria a pena levar o plano adiante?

E então, uma voz quente e suave dirigiu-se a ele: "Faça seu pedido".
Não resistiu: comprou seu McLanche Feliz com a Hello Kitty, e voltou feliz para casa.

--

Postado originalmente em 31 de agosto de 2005.

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