sexta-feira, 23 de fevereiro de 2007

  El Ángel Más Tonto del Mundo

Nada como a leitura de uma história completamente absurda para poder nos inspirar a escrever e ler cada vez mais. Em “El Ángel Más Tonto del Mundo” (The Stupidest Angel em inglês, aparentemente ainda sem tradução para o português), Christopher Moore, considerado um dos maiores escritores satíricos da atualidade, nos brinda com uma história natalina sem pé nem cabeça.
A história se passa em Pine Cove, um pequeno povoado na Califórnia, a uma semana do Natal. A trama básica envolve um menino de sete anos, Joshua Baker, que, ao voltar tarde para a casa um dia, vê o Papai Noel sendo morto por uma mulher com uma pá. A partir daí, o menino passa sofrer porque, além de achar ser sua culpa o fato de Papai Noel estar morto (já que ele voltou tarde para casa), os adultos acreditam que ele esteja falando metaforicamente quando diz que o Papai Noel morreu. Na verdade, o que Josh viu foi a morte de um homem vestido de Papai Noel. Mas como ele realmente crê que era o Papai Noel, e sem Papai Noel não haveria Natal, somente um milagre poderá salvá-lo. E a única pessoa que pode ajudá-lo a salvar o Natal é o anjo mais idiota do mundo, Raziel, que era para ser o anjo que ia anunciar o nascimento de Jesus, mas chegou vários anos mais tarde do horário combinado e acabou dizendo para o próprio Jesus que ele iria nascer.
A advertência do autor numa das primeiras páginas do livro já demonstra o tom de deboche que permeia toda a história: a obra não é recomendada para idosos ou crianças, pois contém “palavrões e suculentas descrições de canibalismo, assim como atos sexuais entre quarentões”.
Um trecho aleatório do começo da obra:
“El teléfono móvil de Theophilus Crowe sonó ocho veces com un irritante Tangled Up in Blue electrónico que parecía un coro de sufridas amas de casa, o como Jiminy Cricket después de aspirar helio, o, bueno, en fin, como Bob Dylan” (página 14)
O autor lançou recentemente uma versão 2.0 da obra, que inclui 35 páginas extras com o que acontece no Natal do ano seguinte dos personagens malucos do livro. Li a versão normal, mas acredito que seria interessante poder saber também o que acontece depois. Se o livro for lançado no Brasil, espero que seja na versão 2. Até lá, fico com a minha cópia em espanhol, impressa na Espanha e adquirida em Punta del Este, numa compra impulsionada mais pelo design da capa e pelo título do livro do que por qualquer outro motivo - mas que se transformou em uma grata surpresa (ao menos no quesito "leitura de descontração").

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Comentários:

Blogger Sagá disse:
Adoro leituras "sem função", ainda mais quando são extremamente prazeirosas!

=)
 
Blogger Sagá disse:
*prazerosas...hehe
 


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