sábado, 24 de junho de 2006

  Percepção do tempo

Para encerrar essa verdadeira trilogia sobre o tempo (máquina do tempo, falta de tempo, retorno ao passado na Internet), só faltava mesmo era falar sobre a percepção do tempo. Por que quanto mais o tempo passa, mais rápido parece que as coisas acontecem? Quando éramos crianças, o tempo parecia simplesmente não passar. Tudo era novo, toda experiência era única. A gente começa a crescer e as coisas parecem perder o brilho. A vida acelera, ficamos constantemente submetidos a pressões externas, e metade do que planejamos sequer se realiza - por falta de tempo, obviamente.

Tempo de espera X tempo do acontecimento

O tempo (ou, mais especificamente, o modo como o percebemos) nos prega várias peças. Quando esperamos muito por algo, o tempo parece não passar. Mas depois que acontece, parece então que tudo foi rápido demais e mal se teve tempo de aproveitar (e esse sentimento toma conta da gente principalmente quando se perde muito tempo planejando e pensando no que fazer; muitas vezes, o tempo de planejamento é capaz de superar o tempo de realização do acontecimento!).

Motivação X disponibilidade de tempo - como chegar a um equilíbrio?

Outro fator complicante nessa história é que geralmente a motivação para fazer algo é inversamente proporcional à disponibilidade de tempo para desempenhar tal tarefa. Nunca sei se tenho tempo suficiente para fazer alguma coisa até terminá-la (ou perceber, dias, meses, anos depois -- ou nem perceber -- que sequer se teve tempo para finalizá-la). Por que quando a gente quer realmente agir, falta-nos tempo, e quando nada queremos, tempo de sobra nos resta? Não seria mais fácil se se fosse possível atingir uma espécie de equilíbrio padrão, que se perpetuasse no tempo?

Tempo ao longo do tempo

O que mais irrita nisso tudo é o fato de que, embora percebamos o tempo de formas diferentes ao longo da história, ao menos em termos físicos, ele é sempre o mesmo. Um minuto terá sempre 60 segundos, tenhamos nós 5 anos de idade ou estejamos comemorando 70 anos. Por que, então, percebemos de forma diferente essa mesma quantidade de tempo ao longo do tempo? Por que 5 minutos para quem espera parecem uma eternidade, ao passo que os mesmos 5 minutos gastos em diversão parecem passar tão rápido?




Comentários:

Blogger Lynz disse:
Me ha gustado eso de tener un blog trilingüe :D. De todos modos, quien sepa portugués, entenderá el español sin muchos problemas (del mismo modo que yo entiendo el portugués sin haberlo aprendido antes).

En cuanto a la percepción del tiempo, creo que en efecto todo dependerá de lo que quieras hacer. Cuantas más cosas pretendas realizar, más rápido parecerá ir el tiempo. Esto puede llegar a agobiarte demasiado hasta que finalmente aparezca el famoso stress, con todas las consecuencias para la salud física y mental que conlleva.

Por otro lado, si no pretendes hacer nada en tu vida, todo se tornará aburrido y lento. Al final llevarás una vida vacía y sin motivaciones que te conducirá a la depresión.

Supongo que, como en todo, la clave es encontrar el equilibrio entre ambos extremos. Como me dijo un profesor hace un par de años: No existen venenos, sólo dosis. Hay que saber encontrar la dosis adecuada de actividades para realizar en un determinado período de tiempo.
 
Blogger Blog do Rodrigo disse:
Seu post sobre o tempo me inspirou para eu escrever um futuro post no meu blog. Os entendidos de blog adoram escrever sobre a melhor hora para se postar no blog. Eu respondo: quando você tiver tempo e inspiração. Ótimo post o seu.
 
Blogger jctunes.blogspot disse:
Não resta dúvida que a percepção que se tem do tempo é que ele está cada vez mais veloz, embora como você disse, continue a ter a mesma duração desde que começou a ser mensurado. O que nos inquieta é na verdade o avalanche de informações instantâneas que temos e que queremos acompanhar embora seja humanamente impossível, o que acaba nos frustrando.
 


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