sábado, 25 de fevereiro de 2006

  Filme: A Marcha dos Pingüins

Fui ao cinema assistir "A Marcha dos Pingüins" (La Marche de L'Empereur — o título francês é bem mais interessante) com apenas dois pressupostos básicos: tratava-se de um (1) documentário francês, no qual os (2) pingüins tinham fala. (Aos desavisados — apesar do título, não é um desenho animado da Disney!)
Em menos de 30 segundos de transmissão percebi também o porquê de o filme ser dublado em português — o Brasil só detém a tecnologia para fazer legendas cinematográficas na cor branca. Em um filme com cenário basicamente branco (neve por todos os lados), a conclusão óbvia a que se pode chegar é de que não haveria contraste suficiente das letras com o fundo. É o mesmo motivo pelo qual "A Era do Gelo" também só foi distribuído nos cinemas em cópias dubladas. Na exibição em televisão não há esse problema, pois as legendas podem ser (e geralmente são) na cor amarela. Mas, de qualquer maneira, seja em francês, inglês ou português, nada remove o fato inusitado de os pingüins falarem.
Quanto aos demais fatos do filme:

Pontos positivos:
É um ótimo indutor de sono.
Chama a atenção a incrível capacidade do cineasta Luc Jacquet em transformar uma rotina chata e monótona (a reprodução dos pingüins!! quer troço mais tedioso que isso?) em algo meigo e divertido.
A trilha sonora é curiosamente interessante — embora quase não dê para ler as legendas das músicas em fundo branco.
A proximidade com que a câmera consegue mostrar os pingüins, ao mesmo tempo que garante um bom nível de empatia (impossível não sentir pena quando um pingüim escorrega!), também causa espanto.

Pontos negativos:
Dentre as falas dos pingüinzinhos, faltou um "mamãe, eu te amo" :P
Só dava para entender o início e o fim das falas infantis (o meio era a mais completa incógnita).
A idéia de simular a passagem do tempo com a repetição da mesma fala pelo macho e pela fêmea é tosca ao extremo.
Como em "Oliver Twist", havia também um sol de photoshop.
A água era exageradamente azul, e a neve, exageradamente branca.
O filme é dublado.
Os pingüins são dublados.
A antropomorfização é levada a índices desnecessários.
Nunca torci tanto para um pingüim chegar logo ao mar!

Não tenho nada contra o gênero documentário (muito menos algo contra os pingüins!), mas, convenhamos, daria bem para terem condensado as cenas em cerca de digeríveis 15 minutos (no total, o filme tem 85). Aí sim ninguém dormiria no cinema! :)

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