domingo, 16 de outubro de 2005

  Eu vi um coelho branco!

"Sentada, com os olhos fechados, quase acreditou estar ela mesma no País das Maravilhas, mesmo sabendo que quando abrisse os olhos novamente tudo voltaria a ser a chata realidade de sempre..."


Cheguei à conclusão que eu devia ter lido Alice no País das Maravilhas antes.

Como?

Tudo começou numa tarde ensolarada (sempre são ensolaradas as tardes das estórias! [oh!]) com uma inocente pesquisa sobre o que é Análise do Discurso. Aí no site onde obtive a resposta, encontrei um artigo legal, intitulado "Do Texto ao Hipertexto" de Alberto Lins Caldas (o blog dele é muito legal também... fala da liberdade de expressão e outros assuntos que também me interessaram). A epígrafe do artigo continha um trecho do livro Alice no País das Maravilhas, e ao longo do texto o autor retomava a análise do excerto apresentado.
Saí de lá com destino ao Google, onde procurei por sites que tivessem o livro "O Príncipe", de Maquiavel, para download. Acabei caindo no site da Biblioteca do Futuro da USP (que é bem legal, tem de tudo, até livros em áudio -- mas não tinha o livro que eu queria, ironicamente) e por curiosidade dei uma espiada na seção de livros traduzidos. Uma das poucas tradições disponíveis era Alice no País das Maravilhas, e, lembrando do artigo que eu tinha lido antes, resolvi baixar o livro e ler. Aí percebi que nunca na minha infância eu tinha lido essa versão (a original) do livro, e sim meras adaptações toscas, em desenho animado, filmes, livrinhos com figurinhas e tudo o mais. Aí me arrependi por ter crescido (longitudinalmente) tão depressa e quase saí correndo e gritando desesperadamente aos quatro cantos na esperança doida de que o grande maquinista dessa piada (a vida só pode ser uma piada!) me ouvisse e parasse essa roda gigante que é o mundo para que eu pudesse descer, voltar um pouquinho no tempo, apreciar a paisagem, e depois continuar rodando. Mas tudo bem. Ainda vou superar isso :P
Daí fui pesquisar sobre pensamento lateral para postar aqui no blog, e indo de site em site, parei num que recomendava o acesso ao site de um autor de livros de lógica (famoso por dar dicas para exames psicotécnicos) em cuja página inicial me deparei com frases e cenas do filme/livro Alice no País das Maravilhas, incluindo o gato do sorriso e o sorriso do gato.
O mundo dá voltas -- e eu estou tonta.

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Enfim... Alice no País das Maravilhas.

A história original é alegre, divertida. Pinta um mundo infantil bastante utópico, uma terra onde agir ainda não traz conseqüências. Você chega num lugar estranho, bebe uma garrafa de um líquido esquisito, e fica em tamanho reduzido. Mas aí é só dar-se conta que, se comer o bolo que estava no chão, você pode voltar a crescer. Mas cuidado! Se você não se controlar (porque o bolo é muito bom!) você pode crescer demais e bater com a cabeça no teto. E não adianta chorar, pois então você vai produzir um rio de lágrimas, e, quando voltar a diminuir de tamanho após pegar o leque e as luvas de coelho que passou correndo, terá de nadar muito para encontrar a saída. Não é um mundo perfeito? Não seria legal se tudo isso fosse possível? E é. A lição de Alice no país das maravilhas é que, na imaginação e nos sonhos, tudo pode acontecer! :D E Alice sente-se tão envolvida na história que chega a achar estranho quando as coisas acontecem de modo natural :P
Além disso, o livro é cheio de reflexões filosóficas, como na conversa de Alice com a lagarta roxa:

" Quem é você?”, perguntou a Lagarta.
Não era uma maneira encorajadora de iniciar uma conversa. Alice retrucou, bastante timidamente: “Eu - eu não sei muito bem, Senhora, no presente momento - pelo menos eu sei quem eu era quando levantei esta manhã, mas acho que tenho mudado muitas vezes desde então.


Ou no papo toscamente ambíguo com o Gato:

“O senhor poderia me dizer, por favor, qual o caminho que devo tomar para sair daqui?”
“Isso depende muito de para onde você quer ir”, respondeu o Gato.
“Não me importo muito para onde...”, retrucou Alice.
“Então não importa o caminho que você escolha”, disse o Gato.
“...contanto que dê em algum lugar”, Alice completou.
“Oh, você pode ter certeza que vai chegar”, disse o Gato, “se você caminhar bastante.”


Alice é arrogante, e como toda historinha infantil, o livro tem músicas toscas e personagens bizarros antropomorfizados (coelho branco, falsa tartaruga, duquesa, rainha e rei de copas, chapeleiro, lebre de março :P). Mas, mesmo assim, o livro é muito legal -- do tipo que eu gostaria de ter lido na infância (*suspiro*) :P




E, como diz um outro artigo [tosco, mas legal] que encontrei por aí, sobre criatividade e inovação, "talvez seja essa uma alternativa, voltarmos a pensar como crianças para termos de volta o lado lúdico perdido."

Antes que eu enlouqueça... alguém tira do meu alcance a possibilidade de acessar sites altamente contagiantes como Wikipedia e Google?

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Obs.: Dica -- mais uma "maravilha tecnológica" descoberta via StumbleUpon... se você vai ao Google em busca de uma simples definição de algo pode pesquisar mais rapidamente usando o comando "define:" antes do termo a ser pesquisado. Isso poupa bastante o tempo perdido, porque pelo método de pesquisa tradicional você precisaria abrir vários sites até encontrar exatamente aquilo que busca. Ainda são poucas as definições disponíveis em português, mas sempre que procuro em inglês encontro o que necessito. Exemplo: pesquisa de "define:ASCII" dá como primeiro resultado "American Standard Code for Information Interchange" (Yes, nós temos bananas -- seguido de definições em português :P).
E o mais legal de tudo é que ele procura definições também dentro da Wikipedia :D

Três vivas para o Google! \o/ \o/ \o/

Obs.: Nenhum animalzinho foi sacrificado ou entrou em extinção para a elaboração deste post, mas foram acessados e lidos pelo menos vinte e três sites :P

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Comentários:

Anonymous Carol disse:
puxaa.. adorei vc ter falado da parte q mais gosto d alice no país das maravilhas!! :D a conversa entre ela e o gato!! "n importa o 'caminho' q vc escolha ja q n sabe pra onde ir" :) eu acho um otimo conselho! ja tentei dá a varias pessoas mas ninguem entende.. hehehe aí li o livro só pra saber o trecho direito... mas n tinha esta parte, acredita? cortaram varias coisas :\ tbm, n foi o livro original!
q bom q vc colocou aqui :)
bjos
 


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