segunda-feira, 3 de outubro de 2005

  Como desembalar um sofá com uma tesourinha de primeira série

Chegou meu sofá novo. Tive um trabalhão para desembrulhá-lo, mas valeu a pena.
Primeiro, os carinhas da entrega chegaram beeem antes do planejado. Era para eles virem de tarde. Mas parece que 10 da manhã tem sido um horário recorrente para entregas de lojas felizes que combinam de entregar à tarde (o mesmo ocorreu com máquina de lavar, semana passada... estranho... parece um complô para não encontrar as pessoas em casa e declarar os itens comprados, pagos e carimbados como entregues... é conspiração pura!)... -- E-e... e se eu tivesse aula? Eles acham o quê, que fico a manhã inteira em casa, na maior várzea? Deu acaso de hoje ter sido a segunda chamada de Constitucional e eu já ter feito a prova... Mas tudo bem. Dessa vez passa (não que eu pretenda comprar muitos sofás nos próximos dias..).
E então os rapazes da entrega simplesmente largaram o sofá em pé, no meio da minha sala, e me abandonaram. Pelo visto eles ainda tinham muitas entregas pela frente. Os carinhas da máquina de lavar, ao menos, tiraram a embalagem dela antes de ir embora. Os do sofá foram malvados. Malévolos. Cruéis. Frios. Calculistas. Déspotas. Tiranos. [insira um adjetivo tosco aqui]
Quando me vi só, com um sofá-troglodita de 2 metros de altura embalado em um pano, um plástico e um papelão, quase me arrependi de morar sozinha há mais de um ano. Aí respirei fundo. O que fazer? Subi em uma cadeira, e percebi que o pano (o ectoplasma do sofá) estava tão bem amarrado que não haveria outra solução senão cortá-lo. E quem disse que tenho tesoura, ou qualquer outro instrumento cortante? Encontrei uma tesourinha amarela, dessas de primeira série do Ensino Fundamental (sem ponta, sem fio, sem função alguma), subi em cima de uma cadeira, e comecei a cortar. Tirar o pano foi fácil. Ele estava solto. Foi só cortar e arrancar fora. Beleza.
O estágio 2 foi partir para o papelão (mesoplasma? mesoderme?). Simples. Ele estava solto também. Foi só puxar um pouquinho ali, levantar uma pontinha aqui... E em instantes eu estava diante da maior pilha de pano e papelão já vista na vida! Se fosse São João, dava para fazer uma fogueira! (\o/)
E então é que veio a complicação. A terceira camada envoltória do sofá (endoplasma) estava grampeada (isso mesmo, grampeada!) no forro inferior do mesmo. E não eram grampos comuns, eram supergrampos criados a Toddynho! Arrancar o plástico, firme e resistente, com as próprias mãos seria impossível. Tesourinha nele! Mas quem disse que foi fácil? Nossa... Tive que recortar toda a volta do sofá. No meio do caminho, acabei colocando o sofá deitado, em sua posição final, achando que isso facilitaria o processo. Que nada! Até piorou. Descobri que não tenho força para levantar um sofá de 3 lugares por tempo superior a 3 segundos (e a 7mm do chão). Recortei o máximo que pude. O sofá ficou com umas pontinhas de plástico saindo pra fora nos lados (é impossível arrancar os megagrampos sem levantar o sofá!), mas como não pretendo receber muitas visitas nos próximos, sei lá, mil anos, vai ficar assim mesmo (a menos que eu milagrosamente adquira força nos músculos com a minha vida sedentária e aprenda gradualmente a levantar o sofá, até o dia em que consiga erguê-lo a 1 metro do chão pelo dedo mindinho e vá para o Faustão ganhar sei lá quantos mil reais no tal do Se Vira nos 30).
Com tudo feito, ainda tive que me livrar da quantidade imensa de entulho acumulada. Era tanto plástico, papelão e pano, que dava até para juntar tudo, forrar com um tecido colorido, e declará-lo um pufe. O material todo encheu até a boca um daqueles sacões de lixo (que, por sinal, são um afronta à natureza!) de 100 litros de capacidade. Por pouco consegui enfiá-lo (metê-lo, introduzi-lo, empurrá-lo 'guela' abaixo...) dentro das naves espaciais (trequinhos de separação de lixo orgânico e lixo seco, embora na hora da coleta tudo seja misturado novamente).
No fim, até foi divertido. Só achei o sofazinho meio pequenininho, esmirradinho, baixinho... bem... inho... mas quem se importa? Ao valor dele, agrega-se a possibilidade economicamente incalculável de poder dizer "Gostou? Fui eu quem instalei". E não tive jeito de conseguir encaixar os pézinhos dele na parte de baixo -- além de ser humanamente impossível erguer o sofá para este fim, quando ele ainda estava em pé também não encontrei onde encaixá-los.

Galeria de fotos:
1. pilha de plástico, tecido e papelão 2. o sofá (tã dã! :D) 3. recortando um dos lados 4. recortando o outro lado 5. os pézinhos 6. a ponta de plástico aparecendo 7. a tesourinha 8. vontade de cortar o sofá inteiro... 9. a sala, com o entulho 10. a sala, sem o entulho




Comentários:

Blogger Alessa Rovere disse:
Vou te visitar, para ver os pedacinhos de plastico que ficaram para fora do sofá!
Quem sabe eu consigo até encontrar o lugar dos pezinhos! \o/
BJOS
 
Anonymous Carol disse:
hehehehehehehehee
vc tem q pedi ajuda pra colocar estes pezinhos!! com mais uma pessoa fazendo força com as duas mãos... consegue ;)
puxaa... e queria tanto ver o resto d plastico q ficou no sofá :~ heuheuhehe deve ter ficado engraçado!! so na foto n tem graça :P
bjos
 


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